fbpx

Os discípulos de Emaús

Os discípulos de Emaús

O desânimo que fecha nossos olhos para Deus

Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. Então Jesus perguntou: “Que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias? Ele perguntou: “Que foi?”

Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”.

Os dois discípulos fugiam de Jerusalém após a Morte de Nosso Senhor. Podemos observar que eles estão envoltos em trevas. São dominados pela tristeza, e sua fé está abalada. Quando encontram Jesus no caminho eles mesmos confirmam isso, eles não acreditam na ressurreição.

Clique agora e receba em sua casa a Medalha Milagrosa

Eles estão vacilando na fé, pois, se observarmos, em nenhum momento eles dizem ao “forasteiro” que Jesus era o Filho de Deus, eles apenas dizem: “Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras”.

Será que não parecemos com estes discípulos? Quando nos vem um momento difícil, esquecemos que Cristo é Deus, que pode tudo, e passamos a contar apenas com os aspectos humanos de nossa vida? Reduzimos o poder de Deus. Não é verdade também, que muitas vezes Cristo se apresenta no caminho de nossa vida, mas, por causa de nosso trabalho, nossas ocupações, nossas tristezas, nossa pouca fé, nós não o reconhecemos?

Não estava ardendo nossos corações?

Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele.

O que será que passou na mente dos discípulos enquanto Jesus falava? Não sabemos, apenas temos o que os próprios caminhantes comentam, que “seus corações ardiam”. Mesmo assim, eles não reconhecem Jesus. Talvez tenham achado que aquele desconhecido fosse alguém muito instruído na fé, um culto, um sábio.

Conosco não ocorre o mesmo? As vezes decerto recebemos um conselho de um sacerdote durante a confissão, durante uma conversa, ou ouvimos um sermão, uma homilia. E é um recado de Deus para nós que diz: “Não se afaste de Jerusalém, não fuja para Emaús! Eu vou ressuscitar”, mas nós não levamos em conta e preferimos acreditar que aquele sacerdote estudou muito e é baste culto.

Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles.

“Ficai conosco”, que pedido maravilhoso. Podemos repetir ele hoje em dia. “Ficai conosco Senhor, pois se faz trevas sobre o mundo”. Continuai conosco pois temos medo de nossos pecados, de nossas faltas. Ficai conosco porque não sabemos o caminho de volta para a casa paterna e já está tarde, a noite vem chegando.

Será que acontece comigo?

Você alguma vez sentiu que precisava que Deus estivesse com você? Pois bem, Ele estava, mas você não viu. Talvez por uma infidelidade, por uma cegueira, enfim. Mas o fato é que Deus jamais nos abandona, somos nós que o abandonamos.

Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles.

Os discípulos de Emaús, durante o caminho, julgavam que o caminhante desconhecido era um bom conhecedor das escrituras, apenas isso. Contudo, quando, sentados à mesa, o desconhecido partiu o pão, eles viram através daquele gesto inefável uma realidade, o Mestre crucificado a três dias estava vivo.

Então, a quanto tento não me confesso? A quanto tempo não comungo e vejo Cristo?

Se temos algum problema, devemos recorrer a Ele pois é para isso que Ele está presente no Santíssimo Sacramento até a consumação dos tempos.

O que me falta então para procurar este amigo que abandonei? Coragem para pedir perdão? Forças para voltar o caminho? O que me falta?

Clique agora e receba a Medalha de São Bento em sua casa

Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

Quando reconheceram Cristo ressuscitado, voltaram correndo para Jerusalém. Era tarde, a distância era de 11 quilômetros, mas eles não se importaram. Por que? Porque seus corações ardiam de amor. Eles haviam se aproximado do Cristo, ouvido o Cristo, isso os alimentou.

Se eu estou fugindo da minha Jerusalém, se eu estou perdido pelo caminho, o que devo fazer?

Ouvir a Jesus que me diz palavras doces, escuta minhas súplicas, e parte o pão para mim. Ele me ouve e me aconselha no confessionário, ele me dá forças na comunhão, na adoração. Parte o pão da palavra e da Eucaristia. Isto me dá forças para sair da minha Emaús, da minha falta de esperança, do meu desespero, e correr para Jerusalém e ver que, de fato, nesta páscoa, Cristo ressuscitou e me Ama.

Uma Santa e abençoada páscoa para todos os nossos leitores.


Gostou deste artigo sobre os Discípulos de Emaús? Cadastre-se e receba todos os nossos conteúdos católicos.

Solenidade da Anunciação do Senhor

Solenidade da Anunciação do Senhor

A Anunciação do Senhor deu-se provavelmente, ao raiar da aurora

Em Nazaré, numa humilde casa, estava uma Virgem implorando ao Altíssimo que mandasse ao mundo o Salvador prometido. Era jovem, bela, com todas as graças dos 15 anos, com todo o amor de seu coração virgem, com todos os atrativos de sua imensa santidade.

Orava, suplicava, as mãos docemente juntas sobre o peito e olhar como penetrando a imensidade do firmamento. E o olhar de Deus estava fixo sobre esta donzela e suas orações que comoviam o seu coração de pai da humanidade.

Era chegada a hora da libertação. Gabriel, um dos arcanjos gloriosos, deixava o céu e baixava à terra, vinha transmitir a mensagem do Altíssimo. Ele enfim desce e vai à Galileia em direção de uma aldeia esquecida, chamada Nazaré, para a pequenina ermida, onde ora e suplica uma jovem de 1 5 anos, desconhecida do mundo, admirada pelos anjos.

Receba em sua casa a Medalha do Sagrado Coração de Jesus. CLique aqui.

O arcanjo luminoso, sob forma humana, o semblante resplandecente, usava uma veste dourada como a aurora, que despontava ao longe. Numa atitude solene, como convinha ao embaixador do Altíssimo, apresenta-se diante da Virgem em oração: ele fica em pé, inclina-se levemente, e, doces, como as pétalas perfumadas das rosas matinais, saem de seus lábios estas palavras Ave, (Maria, ) cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu, entre as mulheres.

A virgem levanta a cabeça, perturbada ao ouvir esta saudação; não se perturba com a presença do anjo, porém, com tal saudação. E a virgem recolhe-se em sua humildade, esconde-se em seu nada. Ela sabe que é um anjo quem fala, e que sua palavra é a expressão da verdade. A virgem fica silenciosa, pensa e escuta.

O Arcanjo inclina-se mais profundamente, e, fitando a sua futura Rainha explica: O Espírito Santo virá sobre ti, e a Virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra, e por isso o Santo que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus.

O mistério está desvendado: Maria será Mãe e ficará Virgem.

Jesus será o teu fruto. Tu ó Mãe, serás a sua flor!

O Arcanjo calou-se, pois Deus dá a Maria o direito de deliberar. Deus espera a resposta, o mundo espera, o anjo espera. E assim, levantando a fronte gloriosa, já coroada pelos dons imensos de Deus, abrindo o coração cheio de graças, e os lábios que devem decidir a sorte do mundo, Maria deposita nas mãos do Arcanjo as palavras da salvação: “Eis aqui a escrava do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra! ”

Esta palavra virginal de humildade e de obediência produziu no mundo uma alegria imensa. O céu e a terra sentem-se comovidos, da mesma forma como dois irmãos que se encontram após uma longa separação! Tendo então recebido esta resposta, o anjo se inclina mais radiante que a aurora, que começa a dourar o perfil das colinas, e retira-se. 

Retira-se, para ceder o lugar ao Redentor, que desce.

Que se passou, então, na humilde casa de Nazaré? “O Verbo se fez carne e habitou entre nós!” O que portanto quer dizer: O Verbo eterno de Deus, seu próprio e único filho, tomou a forma de um corpo, do sangue puríssimo de Maria! Era a Encarnação.

Receba em sua casa a Medalha do Sagrado Coração de Jesus. CLique aqui.

Esta encarnação compreendia duas coisas: A descida do Filho e a sua união verdadeira à nossa carne.

São Bernardo canta em um de seus hinos: “a Majestade divina rebaixou-se para unir-se à nossa natureza, para tornar-se um de nós. No seio de Maria o Imenso se fez pequenino. O Verbo divino, que era até aí, somente o Filho de Deus, tornou-se, por Maria, o Filho do homem. ”

Leitor, foi a Virgem Maria, com sua disponibilidade e obediência, quem trouxe ao mundo aquele que de quem tudo recebemos. Por isso, a Solenidade da Anunciação do Senhor celebra a restauração da harmonia no universo, a união da terra e o céu. É a comemoração do dia em que a Criação passou a brilhar com um brilho todo divino, pelos méritos de Maria Santíssima.

Que esta Solenidade da Anunciação do Senhor inicie um período de oração e meditação, para que, daqui a nove meses, Jesus possa nascer em nossos lares e em nossos corações.


Ajude-nos a continuar nosso trabalho de evangelização e catequese em todo o Brasil!

Propósitos para a Quaresma

Propósitos para a Quaresma

Neste início de Quaresma, procuremos, como propósitos para a Quaresma, mais ainda do que a mortificação corporal, aceitar o convite que a Liturgia sabiamente nos faz, combatendo o amor próprio com todas as nossas forças. 

“Procurai o mérito, procurai a causa, procurai a justiça; e vede se encontrais outra coisa que não seja a graça de Deus”. Santo Agostinho

 

Na quarta-feira de cinzas, ao recebermos as cinzas sobre a cabeça, ouvimos mais uma vez um claro convite à conversão que pode expressar-se numa fórmula dupla: “Convertei-vos e acreditai no evangelho”, ou: “Recorda-te que és pó e em pó te hás de tornar”.

A Quarta-Feira de Cinzas é considerada a “porta” da Quaresma. De fato, em sua tradição, a Igreja não se limita a oferecer-nos ao período quaresmal, mas indica-nos também os instrumentos necessários para o percorrer frutuosamente.

“Convertei-vos a mim de todo o vosso coração com jejuns, com lágrimas, com gemidos”. (Jl 2,12). Os sofrimentos que afligiam naquele tempo a terra de Judá estimulam o autor sagrado a encorajar o povo eleito a voltar com confiança filial ao Senhor. De fato, recorda o profeta, ele “é clemente e compassivo, paciente e rico em misericórdia e se compadece da desgraça” (Jl 2,13). O convite que Joel dirige aos seus ouvintes, por certo também é válido para nós.

Receba em sua casa a Medalha Milagrosa! Clique aqui e peça!

3 armas para combater o mal e as paixões

Não hesitemos em reencontrar a amizade de Deus perdida com o pecado; encontrando o Senhor experimentamos a alegria do seu perdão. E assim, quase respondendo às palavras do profeta, fazemos nossa a invocação do refrão do Salmo 50: “Perdoai-nos Senhor, porque pecamos”.

Amados irmãos e irmãs, temos quarenta dias para aprofundar esta extraordinária experiência. No Evangelho (cf. Mt 6, 1-6.16-18), Jesus indica quais são os instrumentos úteis para realizar a autêntica renovação interior e comunitária: as obras de caridade (a esmola), a oração e a penitência (o jejum). São as três práticas fundamentais queridas também à tradição hebraica, porque contribuem para purificar o homem aos olhos de Deus.

Estes gestos exteriores, que devem ser realizados para agradar a Deus e não para obter a aprovação dos homens, expressam a determinação do coração a servi-l’O, com simplicidade e generosidade. Recorda-nos isto também um dos Prefácios das missas quaresmais onde, em relação ao jejum, lemos esta singular expressão: “com o jejum elevas o espírito” (Prefácio IV).

O jejum, ao qual a Igreja nos convida neste tempo forte, certamente não nasce de motivações de ordem física ou estética. Mas brota da exigência que o homem tem de uma purificação interior que o desintoxique da poluição do pecado e do mal. Por esta razão o jejum e as outras práticas quaresmais são consideradas pela tradição cristã “armas” espirituais para combater o mal, as paixões negativas e os vícios.

Receba em sua casa a Medalha Milagrosa! Clique aqui e peça!

A este propósito, comenta São João Crisóstomo. “Assim como no fim do Inverno volta a estação do Verão e o navegante arrasta para o mar o barco, o soldado limpa as armas e treina o cavalo para a luta, o agricultor lima a foice, o viandante revigorado prepara-se para a longa viagem e o atleta depõe as vestes e prepara-se para as competições; assim também nós, no início deste jejum, quase no regresso de uma Primavera espiritual forjamos as armas como os soldados, limamos a foice como os agricultores, e como timoneiros reorganizamos a nave do nosso espírito para enfrentar as ondas das paixões. Como viandantes retomamos a viagem rumo ao céu e como atletas preparamo-nos para a luta com o despojamento de tudo” (Homilias ao povo antioqueno, 3).

Peçamos a Maria que nos acompanhe para que, no final da Quaresma. Possamos contemplar o Senhor ressuscitado, interiormente renovados e reconciliados com Deus e com os irmãos. Amém!

Adaptação da Homilia do Papa Bento XVI – Quarta-feira de Cinzas, propósitos para a Quaresma, 21 de Fevereiro de 2007 – Basílica de Santa Sabina no Aventino.


Nossa Associação está empenhada na divulgação da devoção a Nossa Senhora das Graças bem como na evangelização da juventude brasileira. Ajude-nos a ajudar!

Imaculada Conceição

Imaculada Conceição

O que é conceição?

O nome de Conceição ou Maria da Conceição é dado a muitas meninas em honra da imaculada conceição de Nossa Senhora. Conceição é o mesmo que concepção; ou seja, o fato de ser concebido ou gerado no seio de uma mulher.

Imaculada Conceição significa ser concebida sem mancha, porém, muitos pensam que quando a Igreja usa estes termos está se referindo à pureza imaculada da concepção de Jesus no seio de Maria, mas o Dogma não se refere a isso. É certo que Jesus nasceu de Maria por obra do Espírito Santo, e não houve participação de homem algum. É isso que afirmamos no Credo dizendo: Nasceu de Maria virgem.

Este título se refere à concepção da própria Virgem Maria no seio de sua mãe Santa Ana. Não significa, todavia, que a sua concepção foi virginal como a de Jesus. Ela nasceu, como as outras pessoas, da relação conjugal de um homem e uma mulher. Mas a conceição imaculada de Maria não se refere a seus pais mas sim, significa que desde o início de sua existência ela esteve livre do pecado original.

A Imaculada Conceição foi defendida desde o início do cristianismo. Santo Efrém, exalta Maria como tendo sido “sempre, de corpo e de espírito, íntegra e imaculada”. Para Santo Hipólito Ela é um “tabernáculo isento de toda corrupção”. Orígenes A aclama “imaculada entre imaculadas, nunca afetada pela peçonha da serpente”.

Receba em sua casa o Terço Anel da Divina Misericórdia. Clique aqui e peça o seu.

A Proclamação do Dogma

A Igreja sempre honrou a Imaculada Conceição de Maria, porém, foi apenas no século XIX que esta devoção tornou-se Dogma, isto é, verdade de fé.

Em 1849, o papa Pio IX escreveu a todos Arcebispos e Bispos perguntando sobre a devoção de seu clero e de seus fiéis ao mistério da Imaculada Conceição, e expunha assim seu desejo de vê-lo definido como dogma.

Dos 750 Cardeais, Bispos e vigários apostólicos da época apenas cinco se diziam duvidosos quanto o momento de uma declaração dogmática. E, no dia 8 de dezembro de 1854 em uma solene liturgia com milhares de devotos, Pio IX proclamou: “Declaramos, pronunciamos e definimos que a doutrina de que a Bem-aventurada Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus Onipotente, em atenção aos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de culpa original, essa doutrina foi revelada por Deus, e deve ser, portanto, firme e constantemente crida por todos os fiéis”.

Cheia de Graça

Todos os anos, em Roma, o Papa dirige-se à Praça de Espanha onde há o monumento da Imaculada e ali participa das homenagens que são prestadas pelos bombeiros de Roma à Virgem Maria.

Em 2006, Bento XVI assim se dirigiu aos fiéis do mundo inteiro.

Ó Maria, Virgem Imaculada! (…) nos encontramos com amor filial aos pés desta tua imagem para te renovar a homenagem da comunidade cristã e da cidade de Roma. Aqui detemo-nos em oração, (…) no dia solene em que a liturgia celebra a tua Imaculada Conceição, mistério que é fonte de alegria e de esperança para todos os remidos. Saudamos-te e invocamos-te com as palavras do Anjo: “cheia de graça” (Lc 1, 28), o nome mais bonito, com o qual o próprio Deus te chamou desde a eternidade.

“Cheia de graça” és tu, Maria, repleta do amor divino desde o primeiro momento da tua existência, providencialmente predestinada para ser a Mãe do Redentor, e intimamente associada a Ele no mistério da salvação.

Receba em sua casa o Terço Anel da Divina Misericórdia. Clique aqui e peça o seu.

Seguro refúgio

Na tua Imaculada Conceição resplandece a vocação dos discípulos de Cristo, chamados a tornar-se, com a sua graça, santos e imaculados no amor (cf. Ef 1, 14). Em ti brilha a dignidade de cada ser humano, que é sempre precioso aos olhos do Criador. Quem para ti dirige o olhar, ó Mãe Toda Santa, não perde a serenidade, por muito difíceis que sejam as provas da vida. Mesmo se é triste a experiência do pecado, que deturpa a dignidade dos filhos de Deus, quem a ti recorre redescobre a beleza da verdade e do amor, e reencontra o caminho que conduz à casa do Pai.

“Cheia de graça” és tu, Maria, que aceitando com o teu “sim” os projetos do Criador, nos abristes o caminho da salvação. Na tua escola, ensina-nos a pronunciar também nós o nosso “sim” à vontade do Senhor. Um “sim” que se une ao teu sem reservas e sem sombras, do qual o Pai celeste quis precisar para gerar o Homem novo, Cristo, único Salvador do mundo e da história.

Dá-nos a coragem de dizer “não” aos enganos do poder, do dinheiro, do prazer; aos lucros desonestos, à corrupção e à hipocrisia, ao egoísmo e à violência. “Não” ao Maligno, príncipe enganador deste mundo. “Sim” a Cristo, que destrói o poder do mal com a omnipotência do amor.

Nós sabemos que só corações convertidos ao Amor, que é Deus, podem assim construir um futuro para todos.

Mãe Imaculada

Virgem “cheia de graça”, mostra-te terna e solícita aos habitantes desta tua cidade, para que o autêntico espírito evangélico anime e oriente os seus comportamentos; (…) mostra-te Mãe providente e misericordiosa do mundo inteiro, para que, no respeito da dignidade humana e no repúdio de qualquer forma de violência e de exploração, sejam lançadas as bases firmes para a civilização do amor. Mostra-te Mãe especialmente de quantos têm mais necessidade: os indefesos, os marginalizados e os excluídos, as vítimas de uma sociedade que com muita frequência sacrifica o homem a outras finalidades e interesses.

Manifesta-te Mãe de todos, ó Maria, e dá-nos Cristo, a esperança do mundo! Virgem Imaculada, cheia de Graça! Amém!

 

Fonte: Bento XVI, Praça de Espanha, Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2006


É certamente muito importante conhecer todos os aspectos de nossa fé. De fato, aumenta de fato nosso amor e o desejo de querer sempre mais.

Ajude-nos para que possamos fazer todo este conteúdo católico a chegar cada vez mais a todos os brasileiros!

Apresentação de Nossa Senhora

Festa da Apresentação de Nossa Senhora

O dia 21 de novembro é marcado no calendário de toda a Igreja como o dia da festa da Apresentação de Nossa Senhora no Templo. Tal fato não é narrado nos Evangelhos, mas sim, nos escritos chamados de proto evangelho de Tiago.

Conta-nos, de acordo com a tradição, que os justos Joaquim e Ana, fizeram um voto ao Altíssimo, prometendo consagrar a Deus a criança que Deus lhes concedesse. Após anos de espera, nasceu sua filha, a quem chamaram de Maria.

 Quando a menina completou três anos, os pais a levaram ao Templo, acompanhada por virgens com lamparinas, e a colocaram então no primeiro degrau da escadaria do Templo. De acordo com a antiga tradição, Maria subiu os quinze degraus do Templo sozinha, sem olhar para trás. No alto da escadaria a esperava o sumo sacerdote que, cheio do Espírito Santo, levou-a não só até o altar, mas a introduziu no Santo dos Santos onde, de acordo com a Lei, onde ninguém poderia entrar além do sumo sacerdote em exercício que, por sua vez só podia entrar uma vez por ano ali.

Todo o povo ficou maravilhado e assustando com a cena e os próprios anjos de Deus ficaram extasiados. Assim nos fala uma antífona cantada sagrada Liturgia no Oriente:

Os Anjos, vendo a entrada da Puríssima Virgem,

admiraram-se com o fato dela entrar no Santo dos Santos.

Que nenhuma mão profana a toque, ela que é a Arca viva de Deus;

mas que os lábios dos fiéis cantem sem cessar à Mãe de Deus,

a saudação do Anjo, clamando com entusiasmo:

Ó Virgem Pura, sois realmente a mais alta de todas as criaturas!

A vida da Santíssima Virgem no Templo é muito digna de ser meditada, pois é a continuação do seu oferecimento ao Senhor e, portanto, também nessa vida podemos encontrar grandes ensinamentos para nós.

Receba em sua casa a Medalha Exorcística de São Bento. Clique aqui e peça a sua.

Vida de Oração

O Templo é chamado com razão casa de oração. Em qualquer parte, podemos rezar a Deus, porém, o Templo é o lugar próprio da oração. Por isso Maria não se contenta com aquela comunicação que tinha com Deus em sua casa, mas queria ir ao Templo para levar ali uma vida de mais oração. 

Leitor, contempla essa jovenzinha toda pura, inocente, cândida, prostrada no Templo orando e falando com Deus. Quão íntima com Deus e Deus para com Ela. Que fervor de oração! Que exemplo para nós católicos.

Examina, leitor, com este exemplo, as qualidades da oração: humildade, atenção, confiança, perseverança. Naquela menina prostrada por terra vemos o modelo pronto e acabado de perfeita oração. Depois de fazer este exame, coloque esta menina ao seu lado e compare as orações dela com as suas.

O que se parece? Repare bem, quando vamos ao templo, isto é, à igreja, é com essas qualidades que devemos ornar nossas orações, é assim que devemos tratar com Deus.

Diz São Boaventura, que Maria fazia oração ao Senhor sete vezes ao dia e que nessas orações fazia sete súplicas:

1 – Amá-lo com todo o seu coração;

2 – Amar ao próximo em Deus e por Deus;

3 – Ter um ódio implacável a todo o pecado e a toda a imperfeição;

4 – Uma humildade profunda, e com ela todas as virtudes, especialmente a pureza imaculada;

5 – A graça de poder conhecer o Messias prometido;

6 – Ser muito obediente aos sacerdotes representantes de Deus, e deixar-se dirigir por eles para assim fazer sempre a sua divina vontade;

7 – Que o Senhor mandasse quanto antes o Redentor para a salvação do mundo.

Não lhe parece que também devemos pedir coisas semelhantes?

Receba em sua casa a Medalha Exorcística de São Bento. Clique aqui e peça a sua.

Vida de Santificação

O Templo é também casa de santificação. Assim, Deus levou ali Maria para prepará-la para o seu altíssimo destino de ser Mãe de Deus. Lembre-se que, mais tarde, Jesus, antes da sua vida pública, também se retirará ao deserto, deixará a sua casa e se afastará para longe do mundo para ali tratar mais a sós com Deus.

Imagine a vida de recolhimento interior e exterior junta com a prática da mortificação que levaria a Santíssima Virgem no Templo. É a imagem da vida interior da alma. Quanto nos agrada a vida exterior, a vida neste mundo.

Ainda que esta seja boa, ainda que façamos mais pela glória de Deus quando exteriormente trabalhamos mais, e nos movemos mais, no entanto, toda a vida de apostolado que não tenha por fundamento a vida interior, a vida de oração, é completamente inútil. Deus não a abençoa e, portanto, ela não frutifica. – É belo trabalhar pelos outros, porém temos de trabalhar primeiro por nós mesmos, por nossa santificação.

Leitor, Peça a Maria muito amor ao retiro, ao silêncio e à oração, enfim, à vida interior da alma.

Vida de trabalho

Em Deus e para Deus, foi sempre assim que Maria procedeu; mas agora no Templo, de um modo especial todo o seu trabalho seria para Deus. Esta pequena donzela entregue com afã ao trabalho do asseio e limpeza das coisas do culto; que amore que devoção não acompanhariam o seu trabalho?!

Todas as coisas ainda as mais pequenas, que se fazem por Deus, tem um valor imenso. – No serviço de Deus nada é pequeno. É necessário aprendermos a dirigir a Deus todo o trabalho e obras das nossas mãos, para que assim cresçamos em amor e em merecimento perante Ele, sabendo que nada disto ficará sem altíssima recompensa.

Conclusão

Esta Festa da Apresentação da Virgem Maria no Templo ocorre um pouco antes do Natal do Senhor, por que?

A liturgia nos faz um convite, nos chama a uma mais profunda e esmerada preparação para que possamos viver este tempo de graça em plenitude. Maria preparou-se desde a mais tenra infância para ser, ela mesma o “templo” do Altíssimo. Quando São Gabriel anunciou a encarnação do Verbo ele disse: “Não temas Maria, pois encontraste graça diante de Deus”. E Nossa Senhora lhe deu sua resposta, um sim que enaltece a humildade e destrona o orgulho de todo coração que confia, espera e quer imitar esta Santa Mãe.

Nossa Senhora da Apresentação, rogai por nós!


Espero que este artigo sobre a Apresentação de Nossa Senhora tenha lhe feito muito bem espiritualmente.

Ajude-nos dessa forma a continuar nosso trabalho de evangelização e catequização das crianças de todo o Brasil!

O dia de Finados

Comemoração do dia de Finados

É uma antiquíssima tradição da Igreja Católica rezar por todos os fiéis falecidos, no dia 2 de novembro, o dia de Finados. A todos os que morreram “no sinal da fé” a Igreja reserva um lugar importante na Liturgia: há uma lembrança diária na Missa, com o Memento (lembrança) dos mortos, e no Ofício divino.

Receba em sua casa a Medalha Exorcística de São Bento. Clique aqui e peça a sua.

Chorar os mortos

A Religião de Nosso Senhor Jesus Cristo não proíbe que choremos os nossos mortos. Podemos oferecer nossas lágrimas e nossas saudades. Como podemos ficar indiferentes diante da morte de um ente querido?

Nos custa ver nosso pai, mãe, filhos, irmãos, amigos arrebatados pela morte. O catolicismo, que nos ensina a sermos fortes nos momentos de dor e nos convida à meditação da Paixão de Nosso Senhor, não nos proíbe derramarmos aquelas lágrimas de saudade.

Por que a Igreja não nos proíbe de chorar pelos mortos? Porque seu fundador chorou o amigo Lázaro! A Virgem Maria chorou aos pés da Cruz! Maria Madalena e as Santas Mulheres choraram durante a Paixão! Ela apenas nos pede que não choremos de desespero, mas com esperança na vida eterna.

Choremos a separação dolorosa, mas com a esperança de que um dia, numa pátria melhor, tornaremos a ver todos aqueles que amamos aqui na terra. Essa esperança nos consola.

Quando o católico chorar diante do corpo imóvel de um ente querido, ele não deve dizer: “Nunca mais te verei!” ou “Adeus para sempre!”. Não! Mesmo com chorando, o católico deve dizer: “Até o céu! Lá nos veremos e seremos felizes para sempre!”

O Céu!

Como nos faz bem pensarmos no céu! Nos ajuda nos momentos de sofrimento e nos enche de esperança. Santa Teresinha escreveu uma vez à sua irmã: “Tenho sede do Céu, dessa mansão bem-aventurada onde se amará Jesus sem restrições! Mas é preciso sofrer e chorar para chegar até lá. Pois bem, eu quero sofrer tudo o que agradar ao meu Bem Amado!”

Logo estaremos na eternidade e veremos plenamente realizado no desejo, nosso sonho de felicidade eterna. Não podemos nos impacientar pois, “a figura deste mundo passa” (Is 64,4) e passa depressa quando comparamos com a eternidade.

Passando, chegaremos na Pátria, no Céu, onde não há lágrimas, nem morte, nem dor, nem luto, nem gemidos. 

Santa Maria Egipcíaca, converteu-se após uma vida de pecado e foi viver isolada no deserto, e ali viveu sozinha por mais de cinquenta anos. Quando já estava para entregar sua alma a Deus, São Sozimo encontrou-se com ela e perguntou como pudera suportar aquela vida de penitência, oração e solidão por tanto tempo. A santa respondeu: “Meu padre, com a esperança do céu!”

Receba em sua casa a Medalha Exorcística de São Bento. Clique aqui e peça a sua.

Saudade de nossos mortos

A Saudade de nossos mortos muitas vezes é amarga pois sentimos um vazio profundo quando a morte nos leva alguém querido. Abre-se uma ferida que parece nunca mais cicatrizar. Só o tempo consegue suavizar um pouco a dor.

Nossa Senhora da Soledade é a devoção que medita a vida da Virgem Maria naquelas horas amargas quando chorava a ausência de seu amado Filho morto e sepultado. Ela também chorou e experimentou a saudade de um filho e a tristeza da viuvez, Ela quis ser o nosso consolo.

Quando alguém que amamos viaja por alguns dias, não choramos, pois temos certeza de que o veremos novamente em breve. Mas, o que é a vida que passa tão depressa, comparada com a Eternidade? Um dia, uma hora, um minuto, um segundo… O tempo passa veloz sobre nós e não demorará, chegará a hora em que veremos àqueles que viajaram antes de nós para a pátria celeste.

O Consolador

Para nossa consolação, Nosso Senhora Jesus Cristo quis experimentar as amarguras da perda de um amigo. Lázaro era apenas um amigo, que logo seria ressuscitado pelo Divino Mestre. Mesmo assim, Jesus quis sofrer, e assim santificar as dores e as lágrimas da separação. São santificadoras as lágrimas quando são vivificadas pelo amor de Deus. Por isso, é importante rezarmos assim: “Senhor, verdadeiramente, somente Vós sois o Consolador! Junto de Vós, de vossa mão paternal, que fere e que cura, o pobre coração humano encontra a paz e a felicidade, não deste mundo, mas do céu!”

Só não é infeliz quem tem a graça e a fé. Olhemos para o céu, coragem! Choremos como Jesus na sepultura de Lázaro, mas esperemos confiantes, o dia da ressurreição e da vida eterna. Não choremos como o que não creem na eternidade, mas como Maria Santíssima chorava, aguardando a volta de seu Filho.

Oração às Santas Almas do Purgatório

 

Dignai-Vos, adorável Salvador meu, por vosso precioso Sangue, por vossa dolorosa Paixão e cruelíssima morte; pelos tormentos que vossa augusta Mãe sofreu ao pé da cruz quando vos viu exalar o último suspiro.

Dignai-Vos dirigir um olhar de piedade ao seio profundo do Purgatório e tirar dali as almas que gemem privadas temporariamente de vossa vista, e que suspiram pelo instante de reunir-se convosco no paraíso celestial.

Principalmente vos peço pela alma de N…, e daqueles por quem mais particularmente devo pedir.

Não desprezes, Senhor meus rogos, que uno aos rogos que por todos os fiéis defuntos vos dirige nossa santa mãe a Igreja Católica, a fim de que vossa misericórdia as leve onde com o Pai e o Espírito Santo vives e reinas por todos os séculos dos séculos. Amém.

Rezemos por elas no dia de Finados! Mas não somente no dia de finados, mas sim, também rezemos por elas todos os dias!

 

Fonte: BRANDÃO, Mons. Ascanio, Breviário da Confiança, Ed Ave Maria, São Paulo – SP, 1936


No dia de Finados, lembre-se de todos que já se foram, de sua família e amigos. Eles precisam de nossa oração.

A Associação Nossa Senhora das Graças trabalha pela evangelização das crianças.

Ajude-nos em nosso trabalho.

São João Paulo II

São João Paulo II

Todos de fato conhecem a fisionomia de São João Paulo II, sua devoção mariana, sua jovialidade e espontaneidade. Tudo ficou marcado na memoria de gerações que tiveram como papa por 27 anos e marcou sua biografia.

No inicio de seu pontificado disse: “Abrir as portas a Cristo, não tenham medo d’Ele”. Esta frase parece resumir todo o período no qual esteva como timoneiro da Barca de Pedro, isto é, a Igreja. É como se ele quisesse que todos os lugares da terra, todas as pessoas abrissem suas portas e seus corações para Cristo e seu verdadeiro amor.

Receba em sua casa a medalha exorcística de São Bento. Clique aqui e peça a sua.

Infância

Seu nome de batismo era Karol Józef Wojtyla. Nasceu no dia 18 de maio de 1920 na cidade de Wadowice, Polônia. Ainda muito pequeno, viu sua irmã mais velha Olga falecer e antes que completasse doze anos, sua mãe morreu de insuficiência renal. Logo depois viu seu irmão mais velho Edmundo partir desta vida.

Ele mesmo nos conta que: “Depois que minha mãe morreu e, mais tarde, com a morte de meu irmão mais velho, fiquei sozinho com meu pai, um homem profundamente religioso. Dia após dia, tenho observado o seu estilo de vida austero … o seu exemplo foi de certa forma o meu primeiro seminário, uma espécie de seminário em casa.”

Juventude

Karol estudou na Universidade Jagiellonian, em Cracóvia. Cursou literatura, teatro e poesia. Foi neste período que conheceu Jan Tyranowski e através dele a obra de São João da Cruz. De tal sorte que aqui ele começou a discernir sua vocação sacerdotal.

Em 1939 seus estudos foram interrompidos quando a Polônia foi invadida pelo exército nazista. A fim de não ser deportado, Karol passou a trabalhar durante o dia em uma pedreira e a noite em uma fábrica de produtos químicos. 

Em 1941 seu pai faleceu, vítima de um ataque cardíaco. Em 1944 sobreviveu milagrosamente após se atropelado por um caminhão nazista. Durante este período amadureceu sua vocação, ingressando no seminário clandestino do Cardeal Sapieha.

Receba em sua casa a medalha exorcística de São Bento. Clique aqui e peça a sua.

Sacerdote, Bispo e Cardeal

Na solenidade de todos os santos, no ano de 1946 foi ordenado sacerdote e enviado para Roma a fim de continuar seus estudos. Quando voltou a Polônia tornou-se pároco assistente em Niegowic onde começou seu trabalho com a juventude.

Além disso lecionou por cinco anos na Universidade de Jagiellonian e Ética na Universidade Católica de Lublin. Até que, em 1958 foi sagrado Bispo e nomeado Auxiliar de Cracóvia.

Esteve no Concílio Vaticano II e suas opiniões contribuíram especialmente na redação final da Humanae Vitae, documento promulgado por Paulo VI em 1968. Após isso, foi nomeado Cardeal.

Papa

O Cardeal Wojtyla foi eleito papa no dia 16 de Outubro de 1978, tomou para si o nome de seu predecessor, João Paulo, sendo o 263º sucessor de São Pedro e por 27 anos governou a Igreja.

Quando o mundo conheceu seu brasão e lema de pontificado, souberam que algo havia mudado. Ele manteve o lema de quando ainda era bispo “Totus tuus” “Sou todo teu”, formula abreviada da Consagração como escravo de amor a Maria Santíssima, ensinada por São Luis Maria Grignion de Montfor, santo de grande devoção do papa, escravo de Nossa Senhora.

Ide por todo mundo

João Paulo II possuía um grande espírito missionário. Fez 104 viagens apostólicas visitando 129 países diferentes. O Brasil o recebeu oficialmente três vezes. Em 1980 passou 12 dias percorrendo mais de 14mil quilômetros, visitando Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, Aparecida, Porto Alegre, Curitiba, Manaus, Recife, Salvador, Belém, Teresina e Fortaleza.

Retornou em 1991 quando visitou na Bahia Santa Dulce dos Pobres, e em 1997 no Encontro Mundial das Famílias no Rio de Janeiro quando abençoou os brasileiros aos pés do Cristo Redentor.

Receba em sua casa a medalha exorcística de São Bento. Clique aqui e peça a sua.

Os jovens e a Família

São João Paulo II criou a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e a celebrou 19 vezes durante o pontificado. Instituiu o segundo domingo da Páscoa como o Domingo da Divina Misericórdia, para relembrar a todos o amor misericordioso de Jesus pela humanidade.

Preocupado com a família, dedicou suas catequeses de quarta-feira para refletir com todos o papel da família, do matrimonio e da vida. Assim, fundou o Pontifício Instituto João Paulo II de Estudos sobre o Matrimônio e a Família.

Tentativa de Assassinato

Foi no dia 13 de maio de 1981 que o mundo assistiu consternado o Papa João Paulo II ser atingido por um tiro na Praça de São Pedro. Surpreendentemente, após recuperar-se, marcou a história com dois fatos importantes: visitou na cadeia e perdoou seu agressor Ali Agca. Depois então, depositou na coroa de Nossa Senhora de Fátima a bala que o havia atingido. Segundo ele, Maria Santíssima o havia livrado da morte. 

Ele vai dizer: “Em tudo o que me aconteceu naquele dia, senti a grande proteção da Mãe de Deus, que se revelou mais forte do que a bala mortal”

Contribuição para nossa fé

João Paulo II contribuiu de maneira significativa com a fé e a tradição da Igreja. Seus escritos somam 14 encíclicas, 11 Constituições Apostólicas, 45 cartas apostólicas, 15 exortações além de audiências, homilias e catequeses.

Para trazer ao mundo modelos de vida para todos os cristãos, beatificou 1.338 servos de Deus e canonizou 482 santos. Havia sido assim, até o atual pontificado, o papa que mais canonizou mais que todos os outros papas juntos nos últimos 500 anos.

Morte

O sofrimento é o que mais nos assemelha a Cristo crucificado. Com efeito, João Paulo II viveu de perto esta semelhança. A doença de Parkinson, a perda da fala, os ferimentos do atentado, as diversas cirurgias acompanham o papa em seus últimos dias.

No dia 2 de Abril de 2005, Vésperas do Domingo da Misericórdia, milhares de jovens com velas acesas rezavam debaixo da janela do Papa. Às 21:37 entrou na eternidade após dizer suas últimas palavras: “Deixe-me voltar para a casa de meu Pai”.

Santo súbito

Para a abertura do processo de canonização há um período de espera de cinco anos após a morte do fiel. No entanto, em 2005, Bento XVI anunciou que dispensava João Paulo II deste período, e em 2011 beatificou seu predecessor. Coube a Francisco a canonização em 2014.

Durante a missa de corpo presente, Bento XVI disse: “Podemos ter certeza de que nosso amado Papa João Paulo II está hoje junto à janela da casa do Pai, e de lá nos vê e nos abençoa.

“Abrir as portas a Cristo! Cristo sabe o que está no homem”. A vida deste santo nos mostra que devemos sim, abrir as portas de nossos corações para o amor de Cristo, pois este amor que vai até o fim e não se cansa jamais de nós!

São João Paulo II, rogai por nós.


A Associação Nossa Senhora das Graças trabalha, entre outras motivações, pela catequese e desenvolvimento religioso das crianças em todas as paróquias de todo o Brasil.

Ajude-nos para que, desse modo, possamos continuar este trabalho necessário para elas.

QUERO AJUDAR

Natividade de Nossa Senhora

Natividade de Nossa Senhora

 

Festa da natividade de Nossa Senhora. O dia de nosso nascimento é celebrado e festejado com muita alegria. É costume uma família alegra-se e comemorar o nascimento de um filho, por exemplo. Pelo contrário, a Igreja celebra o nascimento de um filho, mas o nascimento espiritual, se nascimento para o céu. Assim são marcadas as datas das festas da maioria dos santos, o dia de sua morte para esta vida e seu nascimento para a glória.

Esta é a regra geral, porém há exceções.

Receba em sua casa a Medalha Milagrosa. Clique aqui e peça a sua.

 

Nascimento da Santíssima Virgem

Entre os santos a Igreja celebra o nascimento terreno de apenas dois santos, São João Batista (24 de junho) e da Santíssima Virgem (8 de setembro). A mulher predestinada para ser a Mãe de Deus aparece sobre a terra com a alma santa e imaculada, com a mesma pureza e santidade com que saiu das mãos de Deus.

Seu nascimento constitui um motivo de alegria universal para a terra e para o céu. Alegram-se Deus, os Anjos, os santos e toda a Igreja.

 

Alegria de Deus

Nossa Senhora é a obra prima das mãos de Deus. Lemos no Gênesis que, quando Deus viu todas as coisas que havia criado pareceram-lhe muito boas e se alegrou com elas. Pois bem, qual a alegria dele ao contemplar Maria?!

Vamos mais fundo. Recordemos como o homem havia pecado e por isso Deus já não podia ver a terra do mesmo modo. A humanidade havia pecado e, por toda parte repercutiu essa desobediência.

Então, quatro mil anos depois, surge Maria, e tudo se transforma. Deus então vê a criação de outra maneira pois ali está sua imagem e semelhança novamente, perfeita e pura, É Maria. Deus se alegra!

O Eterno Pai alegra-se com o nascimento de sua Filha preferida; o Filho enche-se de alegria ao ver já na terra aquela a quem iria chamar como Mãe; o Espírito Santo, coloca uma a uma todas as virtudes no coração de sua esposa tão querida.

Receba em sua casa a Medalha Milagrosa. Clique aqui e peça a sua.

Alegria dos Anjos

Por que os Anjos se alegram com o nascimento de Nossa Senhora? Porque eles contemplam o nascimento de sua Rainha! Ela é aquela que  que, depois de Deus, será o espetáculo mais belo do céu.

Se compararmos essa Menina com todas as belezas do céu nos reconheceremos que, depois de Deus, nenhuma pode se comparar com Maria.

Acredita-se que Lúcifer revoltou-se iniciou a grande batalha no céu, porque Deus o fez conhecer o plano de que um dia teriam de adorar seu Filho feito homem, nascido de uma mulher, a quem deveria reconhecer como Rainha e Mãe de Deus. Lúcifer sentiu-se humilhado, rebelou-se e foi lançado no inferno juntamente com um terço dos Anjos.

Então, imaginemos o ódio e desprezo, mas também o pavor, do inferno todo vendo Maria e sua incomparável formosura e santidade. Ao mesmo tempo, consideremos a alegria dos Anjos bons ao verem a glória reservada a eles, de servirem à Mãe de Deus.

 

Alegria dos santos no Limbo

Até a redenção na Cruz, todos os justos estavam no limbo, no “Seio de Abraão”. Apesar de serem almas justas e santas, não podiam entrar no céu, suas portas estavam fechadas e por isso, habitavam aquele desterro. Almas dos profetas, patriarcas, todas as figuras do Antigo Testamento.

Quatro mil anos de espera para Adão e Eva… Séculos e séculos para tantas almas. Que longa espera. Pois bem, imaginemos a alegria deles quando Deus revela que a Mãe do Messias esperado nascia! Enfim, na terra estava aquela que, com seu Filho, haveria de libertar a todos daquela prisão.

Por que estavam no Limbo? Porque o pecado era universal, para todo o gênero humano. 

Quando Adão estava no paraíso, ele não era uma pessoa particular, era a humanidade toda, a fonte da vida que deveria se propagar a todos os homens. Todos nós estávamos representados nele. 

 

A pobreza de Adão

Tudo quanto Deus concedeu a Adão, não era apenas para ele, mas todos que viriam depois. Nós seríamos como Adão. A primeira vista, parece uma crueldade, uma injustiça, mas não é!

Se um pai, nesta terra, é muito rico, tem terras e propriedades, ricos serão seus filhos. Porém, se esse pai perde tudo e fica sem nada, seus filhos também, mesmo sem terem culpa, perdem tudo.

O mesmo se deu conosco. Adão era riquíssimo da graça de Deus e consequentemente nós deveríamos ser. Porém, Adão perdeu tudo por causa do pecado, e por isso nós nascemos pobres de corpo e alma. Esta é a verdade.

Receba em sua casa a Medalha Milagrosa. Clique aqui e peça a sua.

Maria Imaculada

Por fim, contemplemos Maria entrando nesta vida. Ela deveria ser como nós em tudo, mas Deus fez uma exceção para Ela, deveria nascer tal qual se formou em suas divinas mãos, pura, sem mancha, imaculada.

Cantemos juntamente com os Anjos neste dia os louvores à Santíssima Virgem. Nunca houve e jamais haverá criatura mais majestosa e bela como ela. Terminemos então, dando graças a Deus por ter feito sua Filha, Mãe e Esposa Imaculada. E cante louvores a Deus pois a humanidade tem Maria Hoje! Solenidade da Natividade de Nossa Senhora


Espero que esse artigo sobre a Natividade de Nossa Senhora tenha lhe feito muito bem espiritual. Se quiser receber nossos conteúdos católicos em seu email, pode se cadastrar aqui.

CADASTRE-SE

Confissão

A Confissão – Deus exige que nos acusemos

 

Se o pecado consiste essencialmente na desobediência à lei de Deus, nada mais justo que, para a remissão do pecado haja arrependimento, propósito de emenda e a humilhação de uma sincera confissão. 

Isso podemos confirmar quando Deus mesmo exige, nas Sagradas Escrituras, a acusação formal de um pecador. Basta lembrar do primeiro homem após cometer o primeiro pecado, “Adão, onde estás?”  (Gn 3,9), ou então de seu filho Caim após matar seu irmão, “Onde está teu irmão, Abel?” (Gn 4,9)

O mesmo aconteceu quando Jesus disse para a mulher samaritana no poço de Jacó: “vai, chama teu marido e vem cá.” (Jo 4,16). Mesmo sendo onisciente, Deus exigiu a declaração da falta para que assim pudesse perdoar e corrigir. Assim como o crime exige a declaração, a culpa exige acusação, manifestação. 

Receba em sua casa a Medalha exorcística de São Bento! Clique aqui e peça agora!

Obra divina

 

No século XVI, muitos cristãos foram levados pelas doutrinas de Martinho Lutero ao protestantismo. Entre outras coisas, dizia ele que a confissão sacramental estava abolida.  Ora, o sacramento da penitência sempre foi uma barreira e um freio contra a criminalidade e às paixões desordenadas. Não quer dizer que não existiam, mas, é certo que determinados limites não eram ultrapassados por existir a confissão.

O fato é que o magistrado da cidade de Nuremberg ficou aterrorizado com o aumento dos crimes e da impiedade em toda cidade. Ele então pediu ao imperador Carlos V que escrevesse um decreto exigindo que todo o povo confessasse sacramentalmente. Ele esperava assim, pôr fim à crise.

O imperador então lhe disse: “Meu caro, se os homens se recusam a aceitar a confissão da mão de Deus, muito menos a aceitariam das minhas, se eu me atrevesse a querer impor através de um decreto imperial”.

De fato é assim, A Confissão não é um decreto humano. Seus efeitos maravilhosos ultrapassam a capacidade humana, pois são de origem divina. Basta lembrar o que diz São Pedro: “Foi Ele mesmo que levou nossos pecados em seu copo sobre o madeiro, afim de que, mortos para o pecado, vivamos para a justiça” (1Pd 2, 24)

 

Fonte de paz

 

Certa vez, Orígenes de Alexandria comparou o pecado mortal a uma comida indigesta. Após ser ingerida, o mal-estar do indivíduo torna-se geral. Dor de cabeça, mal humor, tonturas, calafrios, incômodo, falta de apetite.

Do mesmo modo, o pecado é tão tóxico que retira da alma a tranquilidade, o sossego, a paz, “para os ímpios não há paz” (Is 48,22). O pecador não tem paz, isso nos prova Adão que disse: “Ouvi tua voz no jardim, temi e me escondi” (Gn 3,10)

Para tirar o veneno da alma e para restituir ao pecador sua paz, Nosso Senhor instituiu a Confissão. Ali, no confessionário, está o ministro de Deus, a quem todos têm livre acesso. Não há protocolo, nem bilhete de ingresso.

É lá, no confessionário, que a alma despedaçada, cheia de remorsos entra como pecador e sai com o coração em festa e paz! A mais de dois mil anos, a história da Igreja tem confirmado, o sacramento da Confissão está destinado a ser na mente de seu fundador, Jesus Cristo, a fonte de paz e serenidade que nunca se esgota.

Receba em sua casa o Terço Anel da Divina Misericórdia. Clique aqui e peça agora!

“Eu me confesso só com Deus”

 

É possível que você, leitor, já tenha ouvido esta frase: “Eu me confesso só com Deus”. Jesus disse: “A quem perdoardes os pecados, os pecados lhes serão perdoados. A quem retiverdes os pecados, lhes serão retidos” (Jo 20, 22). O que significa isso?

Quer dizer: Eu concedo aos meus apóstolos, aos meus ministros, o poder de perdoar os pecados em Meu Nome. A todos a quem perdoarem, Eu, de minha parte também perdoo. E aqueles que meus ministros, iluminados pelo Espírito Santo, acreditarem que não devem perdoar, por serem indignos da remissão, estes Eu também não perdoo.

Na sua infinita sabedoria, Deus achou conveniente perdoar – por via normal – através de outros homens que tivessem sua autoridade e seu mandato, este é seu decreto divino.

Isso porque o homem, sinceramente arrependido, sente a necessidade de uma palavra que o assegure do perdão realmente conseguido. Porque, enfim, é um remédio direto contra o pecado, que é uma desobediência formal à lei suprema de Deus.

Os apóstolos eram homens, sujeitos à lei universal da morte. Por esta razão, Jesus Cristo instituiu os meios de salvação não somente para os tempos e a época dos apóstolos, mas sim, através de seus legítimos sucessores, para o bem dos cristãos de todos os séculos, de todos os países, de todas aa nações e raças.

Isso nos diz São Paulo: “Deus nos reconciliou consigo por Cristo e nos deu o ministério da reconciliação” (2 Cor 5, 18).

 

A maior felicidade

 

O padre Causette em seus escritos nos diz: “Confessai! Se é penoso no momento de se acusar dos pecados, porque é a hora da verdade, é suave depois da hora da misericórdia: A misericórdia e a verdade se encontram! (SI 84, 11).

Não vacile nem hesite! A vantagem espiritual é toda de nossa alma! Aproxime-se com fé e confiança do tribunal das misericórdias divinas. Após sincera e contrita confissão, você poderá rezar como o salmista: “As misericórdias do Senhor Cantarei eternamente! ” (Sl 88, 2)

9º Dia da Novena da Medalha Milagrosa

9º Dia da Novena da Medalha Milagrosa

Sinal da Cruz

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

 

Ato de contrição

Meu bom Jesus, que por mim morrestes na Cruz, tende piedade de mim, perdoai os meus pecados e dai-me a graça de nunca mais pecar.

 

Leitura Diária

9º Dia da Novena

Ó Mãe Imaculada, fazei que a cruz de vossa Medalha brilhe sempre diante de meus olhos, suavize as penas da vida presente e me conduza à vida eterna.

 

Clique aqui para receber em sua casa a Medalha Milagrosa.

 

Súplica a Nossa Senhora

Ó Imaculada Virgem! Mãe de Deus e nossa Mãe, ao Vos contemplarmos de braços abertos, derramando graças sobre os que Vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestadas pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade, por causa de nossas numerosa culpas, acercamo-nos de vossos pés, para Vos expor durante esta Novena, as nossas mais prementes necessidades… (pede-se a graça)

Escutai, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiante Vos solicitamos para maior glória de Deus, engrandecimento de vosso Nome e bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre, verdadeiros cristãos. Amém.

Santíssima Virgem! Eu creio e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha.

Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho, a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e de espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte, e a graça… que peço com toda confiança. Amém.


Ajude-nos a fazer o bem!

Nossa Associação desenvolve projetos sociais com a juventude, de norte a sul do país. Sua ajuda permitirá que este bem não pare de avançar! Assim, clique e faça uma doação.