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Os discípulos de Emaús

Os discípulos de Emaús

O desânimo que fecha nossos olhos para Deus

Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. Então Jesus perguntou: “Que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias? Ele perguntou: “Que foi?”

Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”.

Os dois discípulos fugiam de Jerusalém após a Morte de Nosso Senhor. Podemos observar que eles estão envoltos em trevas. São dominados pela tristeza, e sua fé está abalada. Quando encontram Jesus no caminho eles mesmos confirmam isso, eles não acreditam na ressurreição.

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Eles estão vacilando na fé, pois, se observarmos, em nenhum momento eles dizem ao “forasteiro” que Jesus era o Filho de Deus, eles apenas dizem: “Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras”.

Será que não parecemos com estes discípulos? Quando nos vem um momento difícil, esquecemos que Cristo é Deus, que pode tudo, e passamos a contar apenas com os aspectos humanos de nossa vida? Reduzimos o poder de Deus. Não é verdade também, que muitas vezes Cristo se apresenta no caminho de nossa vida, mas, por causa de nosso trabalho, nossas ocupações, nossas tristezas, nossa pouca fé, nós não o reconhecemos?

Não estava ardendo nossos corações?

Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele.

O que será que passou na mente dos discípulos enquanto Jesus falava? Não sabemos, apenas temos o que os próprios caminhantes comentam, que “seus corações ardiam”. Mesmo assim, eles não reconhecem Jesus. Talvez tenham achado que aquele desconhecido fosse alguém muito instruído na fé, um culto, um sábio.

Conosco não ocorre o mesmo? As vezes decerto recebemos um conselho de um sacerdote durante a confissão, durante uma conversa, ou ouvimos um sermão, uma homilia. E é um recado de Deus para nós que diz: “Não se afaste de Jerusalém, não fuja para Emaús! Eu vou ressuscitar”, mas nós não levamos em conta e preferimos acreditar que aquele sacerdote estudou muito e é baste culto.

Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles.

“Ficai conosco”, que pedido maravilhoso. Podemos repetir ele hoje em dia. “Ficai conosco Senhor, pois se faz trevas sobre o mundo”. Continuai conosco pois temos medo de nossos pecados, de nossas faltas. Ficai conosco porque não sabemos o caminho de volta para a casa paterna e já está tarde, a noite vem chegando.

Será que acontece comigo?

Você alguma vez sentiu que precisava que Deus estivesse com você? Pois bem, Ele estava, mas você não viu. Talvez por uma infidelidade, por uma cegueira, enfim. Mas o fato é que Deus jamais nos abandona, somos nós que o abandonamos.

Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles.

Os discípulos de Emaús, durante o caminho, julgavam que o caminhante desconhecido era um bom conhecedor das escrituras, apenas isso. Contudo, quando, sentados à mesa, o desconhecido partiu o pão, eles viram através daquele gesto inefável uma realidade, o Mestre crucificado a três dias estava vivo.

Então, a quanto tento não me confesso? A quanto tempo não comungo e vejo Cristo?

Se temos algum problema, devemos recorrer a Ele pois é para isso que Ele está presente no Santíssimo Sacramento até a consumação dos tempos.

O que me falta então para procurar este amigo que abandonei? Coragem para pedir perdão? Forças para voltar o caminho? O que me falta?

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Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

Quando reconheceram Cristo ressuscitado, voltaram correndo para Jerusalém. Era tarde, a distância era de 11 quilômetros, mas eles não se importaram. Por que? Porque seus corações ardiam de amor. Eles haviam se aproximado do Cristo, ouvido o Cristo, isso os alimentou.

Se eu estou fugindo da minha Jerusalém, se eu estou perdido pelo caminho, o que devo fazer?

Ouvir a Jesus que me diz palavras doces, escuta minhas súplicas, e parte o pão para mim. Ele me ouve e me aconselha no confessionário, ele me dá forças na comunhão, na adoração. Parte o pão da palavra e da Eucaristia. Isto me dá forças para sair da minha Emaús, da minha falta de esperança, do meu desespero, e correr para Jerusalém e ver que, de fato, nesta páscoa, Cristo ressuscitou e me Ama.

Uma Santa e abençoada páscoa para todos os nossos leitores.


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Propósitos para a Quaresma

Propósitos para a Quaresma

Neste início de Quaresma, procuremos, como propósitos para a Quaresma, mais ainda do que a mortificação corporal, aceitar o convite que a Liturgia sabiamente nos faz, combatendo o amor próprio com todas as nossas forças. 

“Procurai o mérito, procurai a causa, procurai a justiça; e vede se encontrais outra coisa que não seja a graça de Deus”. Santo Agostinho

 

Na quarta-feira de cinzas, ao recebermos as cinzas sobre a cabeça, ouvimos mais uma vez um claro convite à conversão que pode expressar-se numa fórmula dupla: “Convertei-vos e acreditai no evangelho”, ou: “Recorda-te que és pó e em pó te hás de tornar”.

A Quarta-Feira de Cinzas é considerada a “porta” da Quaresma. De fato, em sua tradição, a Igreja não se limita a oferecer-nos ao período quaresmal, mas indica-nos também os instrumentos necessários para o percorrer frutuosamente.

“Convertei-vos a mim de todo o vosso coração com jejuns, com lágrimas, com gemidos”. (Jl 2,12). Os sofrimentos que afligiam naquele tempo a terra de Judá estimulam o autor sagrado a encorajar o povo eleito a voltar com confiança filial ao Senhor. De fato, recorda o profeta, ele “é clemente e compassivo, paciente e rico em misericórdia e se compadece da desgraça” (Jl 2,13). O convite que Joel dirige aos seus ouvintes, por certo também é válido para nós.

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3 armas para combater o mal e as paixões

Não hesitemos em reencontrar a amizade de Deus perdida com o pecado; encontrando o Senhor experimentamos a alegria do seu perdão. E assim, quase respondendo às palavras do profeta, fazemos nossa a invocação do refrão do Salmo 50: “Perdoai-nos Senhor, porque pecamos”.

Amados irmãos e irmãs, temos quarenta dias para aprofundar esta extraordinária experiência. No Evangelho (cf. Mt 6, 1-6.16-18), Jesus indica quais são os instrumentos úteis para realizar a autêntica renovação interior e comunitária: as obras de caridade (a esmola), a oração e a penitência (o jejum). São as três práticas fundamentais queridas também à tradição hebraica, porque contribuem para purificar o homem aos olhos de Deus.

Estes gestos exteriores, que devem ser realizados para agradar a Deus e não para obter a aprovação dos homens, expressam a determinação do coração a servi-l’O, com simplicidade e generosidade. Recorda-nos isto também um dos Prefácios das missas quaresmais onde, em relação ao jejum, lemos esta singular expressão: “com o jejum elevas o espírito” (Prefácio IV).

O jejum, ao qual a Igreja nos convida neste tempo forte, certamente não nasce de motivações de ordem física ou estética. Mas brota da exigência que o homem tem de uma purificação interior que o desintoxique da poluição do pecado e do mal. Por esta razão o jejum e as outras práticas quaresmais são consideradas pela tradição cristã “armas” espirituais para combater o mal, as paixões negativas e os vícios.

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A este propósito, comenta São João Crisóstomo. “Assim como no fim do Inverno volta a estação do Verão e o navegante arrasta para o mar o barco, o soldado limpa as armas e treina o cavalo para a luta, o agricultor lima a foice, o viandante revigorado prepara-se para a longa viagem e o atleta depõe as vestes e prepara-se para as competições; assim também nós, no início deste jejum, quase no regresso de uma Primavera espiritual forjamos as armas como os soldados, limamos a foice como os agricultores, e como timoneiros reorganizamos a nave do nosso espírito para enfrentar as ondas das paixões. Como viandantes retomamos a viagem rumo ao céu e como atletas preparamo-nos para a luta com o despojamento de tudo” (Homilias ao povo antioqueno, 3).

Peçamos a Maria que nos acompanhe para que, no final da Quaresma. Possamos contemplar o Senhor ressuscitado, interiormente renovados e reconciliados com Deus e com os irmãos. Amém!

Adaptação da Homilia do Papa Bento XVI – Quarta-feira de Cinzas, propósitos para a Quaresma, 21 de Fevereiro de 2007 – Basílica de Santa Sabina no Aventino.


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Cinzas

Quarta-feira de Cinzas

A imposição das cinzas.

“Memento homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris”

“Lembra-te, ó homem, que és pó e em pó te hás de tornar” (Gn 3,19).

Após a terça-feira de Carnaval a Igreja nos convida ao jejum e a abstinência de carne na Quarta-Feira de Cinzas em um grande contraste com o dia anterior. Neste reina a seriedade e o recolhimento destinados à preparação das almas para receberem a Cristo que se aproxima na Solenidade da Páscoa.

A Quarta-Feira de Cinzas marca o início de um novo tempo litúrgico – a Quaresma – tempo dedicado à penitência e a oração. Mas qual é a razão das cinzas?

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Penitência

Entre o povo Hebreu o costume de se utilizar das cinzas como sinal de penitência e dor. Era muito comum e até mesmo recomendado pelo Senhor através de seus Profetas. Podemos verificar em vários trechos das Sagradas Escrituras, tais como:

 “Cobri-vos de cinzas, guardas do rebanho, pois que chegou o dia da vossa destruição.” (Jr 25,34).

“Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-lhe uma oração de súplica, jejuando e me impondo o cilício e a cinza.” (Dn 9,3).

Com o passar do tempo algumas Igrejas locais passaram a utilizar desta tradição tão incentivada nas Escrituras. A partir do ano 300 a cinza passou a ser empregada como forma de humilhação e punição para aqueles que praticavam algum pecado público.

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Por volta do século VII, nas igrejas, utilizava-se das cinzas para os pecadores públicos que haviam se arrependido de suas práticas e desejavam voltar à prática religiosa. Estes recebiam as cinzas na quarta-feira em que se iniciava a Quaresma, e logo depois se retiravam das comunidades para ficarem isolados durante quarenta dias vestidos com roupas grossas e portando a cinza a fim de serem reconhecidos como penitentes e aceitos novamente no seio da Igreja no Sábado Santo.

Já no século VIII o uso das cinzas visava os moribundos, que eram cobertos de cinzas e aspergidos com água benta a fim de representar os sentimentos de aflição e arrependimento e também como penitência pelos pecados cometidos.

Mais tarde, seguindo o sacramental gregoriano, as cinzas passaram a ser usadas no cerimonial público de iniciação da Quaresma, utilizando-se das cinzas provenientes dos ramos distribuídos no Domingo de Ramos do ano anterior, o sacerdote as impõe na fronte dos fiéis traçando uma cruz e recitando o versículo: “Lembra-te, ó homem, que és pó e em pó te hás de tornar.” (Gn 3, 19) ou a fórmula: “Convertei-vos e crede no Evangelho”

Sinal profundo em nossa alma

A imposição das cinzas não se trata apenas de um ato exterior, mas traz um significado muito mais profundo, como tão bem nos expressa Bento XVI: “A liturgia da Quarta-Feira de Cinzas indica assim na conversão do coração a Deus a dimensão fundamental do tempo quaresmal. Esta é a chamada muito sugestiva que nos vem do tradicional rito da imposição das cinzas, que daqui a pouco renovaremos. Rito que assume um dúplice significado: o primeiro relativo à mudança interior, à conversão e à penitência, enquanto o segundo recorda a precariedade da condição humana, como é fácil compreender das duas fórmulas diversas que acompanham o gesto.” (Bento XVI – Quarta-feira de Cinzas, 21 de Fevereiro de 2007 – Basílica de Santa Sabina no Aventino)

O profeta Joel nos diz: “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração com jejuns, com lágrimas, com gemidos”. Neste período que a Igreja nos convida a uma conversão sincera, para bem aproveitarmos este tempo de preparação peçamos o auxílio da Santíssima Virgem, a Mãe Dolorosa, a fim de que Ela nos obtenha a humildade e a mansidão para buscarmos o sacramento da confissão e assim estarmos cada vez mais atentos à palavra de Deus que nos falará de modo especial nestes quarenta dias em que devemos nos preparar para receber o Senhor Ressuscitado.


Esperamos ter lhe feito bem espiritual. Preparemo-nos para o novo tempo que irá se iniciar.

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Santa Escolástica – um santo exemplo de irmã gêmea

Santa Escolástica – um santo exemplo de irmã gêmea

Santa Escolástica, alma inocente e cheia de amor a Deus, de quem pouco se conhece, era irmã gêmea do grande São Bento, pai do monacato ocidental, a quem amou com todo o seu coração.

Nasceram Escolástica e Bento em Núrsia, na Úmbria, região da Itália situada ao pé dos montes Apeninos, no ano 480. Como seu irmão, teve ela uma educação primorosa. Modelo de donzela cristã, Escolástica era piedosa, virtuosa, cultivava a oração e era inimiga das vaidades.

Com a morte dos pais, Escolástica vivia mais recolhida no retiro de sua casa. Quando se inteirou que seu irmão deixara o deserto de Subiaco e fundara o célebre mosteiro de Monte Cassino, decidiu ela professar a mesma perfeição evangélica, distribuindo todos os seus haveres aos pobres e partindo com uma criada em busca do irmão.

Encontrando-o, explicou-lhe suas intenções de passar o resto da vida numa solidão como a dele e suplicou-lhe que fosse seu pai espiritual, prescrevendo-lhe as regras que deveria seguir para o aperfeiçoamento de sua alma. São Bento, já conhecendo a vocação da irmã, aceitou-a e mandou construir para ela e a criada uma cela não muito longe do mosteiro, dando-lhe basicamente a mesma regra de seus monges.

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O relato de um Papa Santo guardou para a história a vida de Santa Escolástica

A fama de santidade desta nova eremita foi crescendo e, pouco a pouco, se juntaram a ela muitas outras jovens que se sentiam chamadas para a vida monástica. Colocando-se todas sob a sua direção, juntamente com a de São Bento, formando assim uma nova Ordem feminina, mais tarde conhecida como das Beneditinas, que chegou a ter 14.000 conventos espalhados por todo o Ocidente.

A cada ano, alguns dias antes da Quaresma, encontravam-se Bento e Escolástica a meio caminho entre os dois conventos, numa casinha que ali havia para este fim. Passavam o dia em colóquios espirituais, para então tornarem a ver-se no ano seguinte. Um dos capítulos do livro “Diálogos”, de São Gregório Magno, ajudou a salvar do esquecimento o nome desta grande santa que tem lugar de predileção entre as virgens consagradas. O grande Papa santo narra com simplicidade o último encontro de São Bento e Santa Escolástica, em que a inocência e o amor venceram a própria razão.

O último encontro destes 2 irmãos gêmeos santos

Era a primeira quinta-feira da Quaresma de 547. São Bento foi estar com sua irmã na casinha de costume. Passaram todo o dia falando de Deus. Ao entardecer, levantou-se São Bento decidido a regressar a seu mosteiro, para voltar apenas no próximo ano. Mas, pressentindo que sua morte viria logo, Santa Escolástica pediu ao irmão que passassem ali a noite e não interrompessem tão abençoado convívio. Ao que o irmão respondeu:

– Que dizes? Não sabes que não posso passar a noite fora da clausura do convento?

Escolástica nada disse. Apenas abaixou a cabeça e, na inocência de seu coração, pediu a Deus que lhe concedesse a graça de estar um pouco mais com seu irmão e pai espiritual, a quem tanto amava. No mesmo instante o céu se toldou. Raios e trovões encheram o firmamento de luz e estrondos. A chuva começou a cair torrencialmente. Era impossível subir assim o Monte Cassino naquelas condições. Escolástica apenas perguntou a seu irmão:

– Então, não vais sair? São Bento, percebendo o que se havia passado, perguntou-lhe:

– Que fizeste, minha irmã? Deus te perdoe por isso…

– Eu te pedi e não quiseste me atender. Pedi a Deus e Ele me ouviu – respondeu a cândida virgem.

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Passaram então aquela noite em santo convívio, podendo o santo fundador regressar ao seu mosteiro apenas no outro dia pela manhã. De fato, confirmou-se o pressentimento de Escolástica. Entregou sua alma ao Criador três dias depois deste belo fato. São Bento viu, da janela de sua cela, a alma de Escolástica subir ao céu sob a forma de uma branca pomba, símbolo da inocência que ela sempre teve. Levou o corpo para seu mosteiro e aí o enterrou no túmulo que havia preparado para si próprio. Enfim, alguns meses mais tarde também faleceu São Bento. Ficaram assim unidos na morte aqueles dois irmãos que na vida terrena se haviam unido pela vocação.

Logo após a morte de São Bento muitos milagres e graças começaram sendo alcançadas por intercessão destes 2 grande santos que são irmãos gêmeos e também por meio da Medalha Exorcística de São Bento.

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O último encontro destes 2 irmãos gêmeos santos

Comentando este fato da vida dos dois grandes santos, São Gregório diz que o procedimento de Santa Escolástica foi correto. Deus quis assim mostrar a força de alma de uma inocente, que colocou o amor a Ele acima até da própria razão ou regra. Conforme São João, “Deus é amor” (I Jo 4, 7) e não é de admirar que Santa Escolástica tenha sido mais poderosa que seu irmão, na força de sua oração cheia de amor. “Pôde mais quem amou mais”, ensina São Gregório. Aqui o amor venceu a razão, nesta singular contenda.

Peçamos, acima de tudo, a Santa Escolástica a graça da restauração de nossa inocência batismal. Que cresça o amor a Deus em nossa alma e possamos ter sua força espiritual para dizer com toda propriedade as palavras de São Paulo: “Tudo posso naquele que me conforta” (Fl 4, 13).


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O Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo

O Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo

O Convite de João Batista

São João Batista dizia: Fazei penitência porque está próximo o Reino dos céus”.(Mt 3, 2). Símbolo da purificação da consciência, necessária para receber esse “reino dos céus” que estava “próximo”, o batismo conferido por São João confirmava as boas disposições de seus ouvintes. “Confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do Jordão”, conta São Mateus (3, 6).

Apareceram-lhe discípulos, que o assistiam em seu ministério, e que passaram a constituir um modelo de piedade mais fervorosa. Enfim, sua pregação produzia um grande movimento popular rumo à virtude, como nunca se vira na história de Israel.

Encontro com o Messias e Batismo do Senhor

A missão do Precursor era preparar os caminhos do Messias. Vivia, portanto, na expectativa do encontro com Ele. Não esperou muito tempo. Certo dia, notou a presença de Jesus no meio dos peregrinos.

Tomado de sobrenatural emoção, inclinou-se para o recém-chegado, esquivando-se de Lhe dar o batismo: “Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim!” Respondeu-lhe, porém, Jesus: “Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa”. Obediente, São João O imergiu no Jordão.

Logo que saiu da água, Jesus se pôs a orar. Então o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Ele na forma de uma pomba. “E ouviu-se dos céus uma voz: Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição”.

Por que Jesus quis ser batizado?

O batismo conferido por São João não era da mesma natureza que o Batismo sacramental, instituído posteriormente por Nosso Senhor Jesus Cristo. Provinha verdadeiramente de Deus, mas não tinha o poder de conferir a graça santificante. O próprio Batista pôs em realce a diferença: “Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.” (Lc 3, 16).

O efeito do batismo de João consistia num incentivo ao arrependimento dos pecados, explica São Tomás de Aquino. Ora, em Jesus não havia sequer sombra de pecado, nem poderia haver, uma vez que Ele era o Homem-Deus. Não tinha, portanto, matéria para arrependimento e penitência. Mas, então, por que o batizado?

Sujeitar-se à condição humana

Várias são as razões dadas pelos Padres e Doutores da Igreja.

Eis uma delas: quando o Verbo se fez Homem, Ele quis se sujeitar às leis que regem a vida humana. Por exemplo, obedeceu às leis que estavam em vigor entre os judeus, sendo apresentado no Templo após seu nascimento, sofrendo a circuncisão, e cumprindo os ritos da Páscoa judaica. Assim, quis também receber o batismo penitencial de João.

Perdido no meio da multidão, Jesus — inocente — submeteu-se a um rito destinado ao pecador: “Convém cumpramos a justiça completa”, justificou-se Ele perante o profeta.

Comentando essas palavras, Santo Agostinho diz que Nosso Senhor “quis fazer o que ordenou que todos fizessem”. E Santo Ambrósio acrescenta: “A justiça exige que comecemos por fazer o que queremos que os outros façam, e exortemos os outros a nos imitarem pelo nosso exemplo”.

Purificar as águas

Entre as dez razões enumeradas na Suma Teológica para o batismo de Jesus, São Tomás de Aquino coloca em destaque o objetivo da purificação das águas.

Citando Santo Ambrósio, diz o Doutor Angélico que “o Senhor foi batizado, não por querer purificar-se, mas para purificar as águas”. Desse modo, continua ele, as águas “purificadas pelo contato com o corpo de Jesus Cristo, que não conheceu o pecado, tivessem a virtude de batizar”.

E conclui citando o mesmo argumento, de São João Crisóstomo, de que Jesus “deixou as águas santificadas para os que, depois, deveriam ser batizados”.

 

Temos aqui um interessante problema teológico-metafísico: por que razão Deus escolheu a água como matéria para o Batismo?

A água é um elemento rico em simbolismo. Por exemplo, é uma imagem da exuberância de Deus. Basta considerar que três quartas partes da superfície da Terra são constituídas por água.

Também é símbolo de vida. É elemento essencial para a manutenção de todos os seres vivos. Quanto mais abunda a água numa região, maior é a quantidade de plantas e animais que ali se desenvolvem.

Além disso, ela é o elemento preponderante da matéria viva, de modo tal que o próprio corpo humano é composto, na sua maior parte, de água.

Podemos considerá-la também um símbolo da bondade, do carinho e da magnanimidade de Deus para com a humanidade. Agrada ao ser humano vê-la cair, em forma de chuva, cristalina, refrescante, tornando fértil o solo, favorecendo as plantações, limpando o ar.

Nada mais conveniente, portanto, do que a água ser a matéria do Batismo. E nada mais adequado que Deus encarnado ter querido purificá-la pelo contato de seu sacratíssimo corpo.

Incentivo ao Batismo

A recepção do Batismo é necessária para a salvação, como demonstram as palavras de Jesus a Nicodemos: “Quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3, 5). Pelo tom categórico da afirmação, avalia-se a importância desse Sacramento.

O batismo de João levava ao arrependimento dos pecados, mas não tinha o poder de perdoá-los. O Batismo sacramental, instituído por Jesus Cristo, tem efeitos infinitamente maiores.

Adão transmitiu a todos os seus descendentes a culpa original. O Sacramento do Batismo limpa a alma da mancha desse pecado, confere a graça santificante, eleva o homem à condição de filho de Deus e abre-lhe as portas do Céu. Ele é a chave de todos os outros Sacramentos, indispensáveis para o homem cumprir com fidelidade a Lei de Deus.

Convide que permanece até o fim do mundo

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29), declarou São João Batista a dois de seus discípulos, indicando Nosso Senhor Jesus Cristo que passava.

São João Evangelista e seu irmão, São Tiago, que até então haviam seguido fielmente o Batista, compreenderam que Jesus era Aquele ao qual deviam entregar suas vidas. E deixando seu antigo mestre, procuraram logo o Senhor, pedindo-Lhe permissão para O acompanharem e viver com Ele.

Pelos séculos dos séculos, essas palavras do grande profeta da penitência ressoarão no mundo, convidando todos os homens a também colocarem seus olhos no Divino Salvador, a se encantarem com a figura d’Ele e como católicos fiéis a seguirem seus mandamentos, até o momento em que forem chamados para estar definitivamente com Ele, na vida Eterna.

Nossas Conquistas

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Ascensão do Senhor

Ascensão do Senhor

E disse-lhes: “Assim está escrito que o Cristo devia padecer e ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e que em seu nome havia de ser pregado o arrependimento e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas destas coisas. Eu vou mandar sobre vós o Prometido por meu Pai. Entretanto, permanecei na cidade até que sejais revestidos da força do Alto”. Depois, levou-os até junto de Betânia e, levantando as suas mãos, abençoou-os. E enquanto os abençoava, separou-Se deles e era levado para o Céu. Eles, depois de O adorarem, voltaram para Jerusalém com grande alegria, e estavam continuamente no Templo louvando a Deus (Lc 24, 46-53).

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A Igreja celebra a Solenidade da Ascenção do Senhor quarenta dias após a Ressurreição. No Brasil, é transferida para o domingo seguinte.

O Senhor subiu aos céus, onde Ele está sentado à direita do Pai, conforme professamos no Credo. Esta celebração litúrgica tem origem no século IV, no Oriente, instituída por São Gregório de Nissa e, mais tarde, por São João Crisóstomo.

Após a sua Ressurreição Jesus conviveu durante 40 dias com seus apóstolos e discípulos. Após este período ocorreu a ascensão, o último ato visível de sua vida terrena. Ela aconteceu no Monte das Oliveiras. Nosso Senhor subiu aos céus diante de seus apóstolos, que contemplaram extasiados o Divino Mestre os abençoava enquanto subia para o Pai.

Todos continuavam então olhando para o céu, e sentiam a tristeza da partida. Foi quando, diante deles, dois homens vestidos de brancos os consolaram dizendo: “Homens da Galileia, por que estais admirados, olhando para o céu? Este Jesus há de voltar do mesmo modo que o vistes subir” (At 1,10-11).

Na Solenidade da Ascensão do Senhor de 2005, o então Papa Bento XVI tomava posse como Bispo de Roma na Basílica de São João de Latrão. Esta foi, de fato, a oportunidade de uma de suas belas catequeses.

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O que nos quer dizer então a Festa da Ascensão do Senhor? Não nos quer dizer que o Senhor foi para um lugar distante dos homens e do mundo. A Ascensão de Cristo não é uma viagem no espaço em direção aos astros mais remotos; porque, no fim, também os astros são feitos de elementos físicos como a Terra. 

A Ascensão de Cristo significa que Ele não já pertence ao mundo da corrupção e da morte que condiciona a nossa vida. Significa que Ele pertence completamente a Deus. Ele o Filho Eterno guiou o nosso ser humano até à presença de Deus, levou consigo a carne e o sangue numa forma transfigurada.

O homem encontra espaço em Deus; através de Cristo, o ser humano foi conduzido até ao interior da própria vida de Deus. E dado que Deus abraça e ampara toda a criação, a Ascensão do Senhor significa que Cristo não se afastou de nós, mas que agora, graças ao Seu ser com o Pai, está próximo de cada um de nós, para sempre. Cada um de nós pode chamá-Lo por tu; todos os podem chamar.

O Senhor ouve-nos sempre. Podemos afastar-nos dele interiormente podemos viver voltando-lhe as costas. Mas Ele espera-nos sempre, e está sempre perto de nós.

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A Ascensão é uma solenidade pascal que abre o período de preparação para Pentecostes. Isto foi explicado por São João Paulo II no dia 30 de Maio de 1979 durante uma audiência geral:

Ano após ano, festeja a Igreja na sua liturgia a Ascensão do Senhor (…) Ano após ano, também esse período de dez dias, que decorre da Ascensão até ao Pentecostes, é passado em oração ao Espírito Santo. Em certo sentido a Igreja prepara-se, ano após ano, para o aniversário do Seu nascimento.

Ela — como ensinam os Santos Padres — nasceu na Cruz sexta-feira santa; e revelou este seu nascimento diante do mundo, no dia do Pentecostes, quando os Apóstolos foram revestidos com a força lá do Alto (Lc. 24, 49), quando foram batizados no Espírito Santo (Act. 1, 5). “Onde está a Igreja, aí está também o Espírito de Deus; e onde está o Espírito de Deus, aí está a Igreja e toda a graça: o Espírito é verdade (Santo Irineu).


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Santa Josefina Bakhita

Santa Josefina Bakhita, Virgem

Santa Josefina Bakhita nasceu no Sudão, região de Darfur na África, no ano de 1869, e através de suas poucas informações sabemos que sua aldeia natal é Olgossa, cuja pronúncia é “algoz”, que em árabe significa “Dunas de Areia”. De família abastada, seu pai possuía terras, plantações e gado; ele era irmão do chefe da aldeia. Sua família era composta pelos pais e sete filhos, sendo muito unidos e afeiçoados. 

Vejamos então o contexto histórico da época: em 1821 Mohamed Ali envia dois exércitos para conquistarem o Sudão. O objetivo político era de instaurar uma dinastia própria na região. Ademais, os objetivos práticos eram de saquear riquezas e capturar escravos a serem vendidos no mercado.

No ano de 1874, a irmã mais velha da Bakhita foi raptada. A dor dilacerou o coração daquela família tão unida e feliz. “Bakhita,” contudo, não foi o nome que recebera dos pais quando nasceu: no ano de 1876.  Com mais ou menos 7 anos de idade, foi raptada e arrancada do seio de sua família. A pequena menina tomada de pavor, foi levada brutalmente por dois árabes e foram eles que impuseram o nome de “Bakhita”, que significa: “afortunada”.

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Mercadoria

A pequena escrava, depois de um mês de prisão, foi vendida a um mercador de escravos. Na ânsia de voltar para casa, Bakhita se arma de coragem e tenta fugir. Entretanto, foi capturada por um pastor e revendida a outro árabe, homem feroz e cruel, que, por sua vez, revendeu-a a outro mercador de escravos.

Novamente ela é vendida a um general turco, cuja esposa era uma mulher terrivelmente má. Desejou marcar suas escravas e Bakhita estava entre elas. Chamou então um tatuador que, com uma navalha, ia marcando os corpos das meninas que se contorciam de dores, mergulhadas numa poça de sangue. Bakhita recebeu no peito, no ventre e nos braços 114 cortes de navalha que eram esfregados com sal para que as marcas ficassem bem abertas. As jovens escravas foram jogadas sem tratamento e nenhum cuidado, durante um mês.

No ano de 1882, o general turco vendeu Bakhita ao agente consular Calisto Legnani que seria, para ela, seu anjo bom. Na casa do cônsul, Bakhita conheceu a serenidade, o afeto e os momentos de alegria, lembranças dos momentos felizes na casa dos pais. Mas, em 1885 o Sr. Calisto é obrigado a retornar à Itália; Bakhita pede para acompanhá-lo e obtêm consentimento. E assim partiram em companhia de um amigo, o Sr. Augusto Michieli, a quem o cônsul presentearia em Gênova com a jovem africana.

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Chegando na Itália com seu 7º “patrão”, o rico comerciante Michieli, foi para vila Zianino de Mirano Veneto onde Bakhita se tornou babá de Mimina, a filhinha do casal. Apesar de serem pessoas boas e honestas, não eram praticantes da religião. Como sempre, Deus tem suas vias e acabou colocando no caminho de Bakhita, o administrador dos Michieli, Iluminato Chechini. 

Iluminato era um homem muito religioso e logo se preocupou com a formação religiosa de Bakhita; e ao dar um crucifixo a ela, disse em seu coração: “Jesus, eu a confio a Ti”. Quando os Michieli tiveram de voltar para Suakin, na África, por motivos de negócios, Bakhita e a pequena Mimina ficaram pois aos cuidados das Irmãs Canossianas, em Veneza, e isto graças ao Sr. Iluminato.

Nos desígnios da Providência

Bakhita iniciou o catecumenato (catequese para receber os sacramentos iniciais), no Instituto das Irmãs. Ao final de nove meses, a Sra. Maria Turina voltou à Itália para buscar sua filhinha Mimina e aquela que considerava sua escrava, pois retornariam à África.

Naquele instante, Bakhita já toda apaixonada por Jesus, prestes a receber os sacramentos, recusa-se a voltar para a África, apesar do afeto que nutria pela família Michieli e principalmente pela pequena. Sentia em seu coração um desejo inexplicável de abraçar a fé e vivê-la para sempre.

Apesar dos apelos e até ameaças da Sra. Michieli, nossa jovem africana não cedeu em sua resolução. Bakhita estava livre, na Itália não havia escravidão. Sua patroa retornou então à África com sua filha e Bakhita prosseguiu com sua catequese, feliz mesmo sabendo que seria a última chance de rever seus familiares na África.

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No dia 09 de janeiro de 1890, Bakhita é batizada, crismada e recebe a Primeira Comunhão das mãos do Patriarca de Veneza. No batismo recebe o nome de Josefina Margarida Bakhita. Ela descreverá este dia como mais feliz de sua vida: sentir-se filha de Deus era-lhe uma emoção inigualável, assim como receber Jesus na Eucaristia.

Bakhita nutria em seu coração o sublime desejo de se tornar religiosa: “uma Irmã Canossiana”. Foi então aceita na congregação das Filhas da Caridade Canossianas, servas dos pobres e, depois de três anos de noviciado, no dia 08 de dezembro de 1896 pronunciou os votos de: Castidade Pobreza e Obediência. Depois da profissão religiosa, nossa Irmã Bakhita foi transferida para a cidade de Schio, em outra obra da Congregação, e lá permaneceu por 45 anos, onde passou a ser conhecida como a “Madre Morena”.

Irmã Bakhita era atenciosa com todos, sem distinção, desde as crianças do colégio, seus pais, sacerdotes, com suas irmãs religiosas, sempre levando a todos palavras de conforto, consolo e amor incondicional a Deus Pai. Dessa forma, em todas as funções que exerceu, sempre colocou assim seu coração doce e sincero: na Igreja, na Sacristia, na portaria ou na cozinha, era tudo para todos, com seu sorriso de anjo.

A entrega a Deus

Com efeito, no dia de sua profissão religiosa, Santa Josefina Bakhita rezou: “Ó Senhor, se eu pudesse voar lá longe, entre a minha gente e proclamar a todos, em voz alta, a tua bondade. Oh! Quantas almas eu poderia conquistar para Ti! Entre os primeiros, a minha mãe e o meu pai, os meus irmãos, a minha irmã ainda escrava… e todos, todos os pobres negros da África. Faça,  ó Jesus, que também eles te conheçam e te amem!”.

No ano de 1947 Bakhita adoeceu, já quase sem forças, em cadeira de rodas, passava horas em oração, em adoração e contemplação. Era o dia 08 de fevereiro de 1947, nossa Irmã Morena balbuciava: “Como estou contente! Nossa Senhora! Nossa Senhora!”. Depois de algum tempo, em seus últimos momentos, disse: “Vou devagarinho para a eternidade… Vou com duas malas: uma contém os meus pecados; a outra, bem mais pesada, contém os méritos infinitos de Jesus Cristo. Quando eu comparecer diante do Tribunal de Deus, cobrirei a minha mala feia com os méritos de Nossa Senhora. Depois abrirei a outra e apresentarei os méritos de Jesus Cristo. Direi ao Pai: ‘Agora julgai o que vedes’. Estou segura de que não serei rejeitada! Então me voltarei para São Pedro e lhe direi: ‘Pode fechar a porta porque eu fico!” 

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Às 20 horas, irmã Bakhita entrega sua alma a Deus. O povo em grande multidão quer dar o último adeus à Madre Morena, sua fama de santidade se espalhou rapidamente e todos recorriam ao seu túmulo pedindo sua intercessão. Em 17 de maio de 1992 foi beatificada e, no dia 1 de outubro de 2000, foi elevada à honra dos altares, declarada “Santa” pelo Santo Padre, o Papa João Paulo II, sendo que o milagre que a levou a ser reconhecida como Santa, aconteceu em Santos, no Brasil. Santa Josefina Bakhita deve sempre inspirar sentimentos de confiança na Providência, doçura para com todos e alegria em servir.


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A conversão de São Paulo

A conversão de São Paulo

No dia 25 de janeiro a Igreja celebra a Conversão de São Paulo. Saulo, fervoroso judeu e perseguidor dos cristãos torna-se Paulo, o Apóstolo.

Mas o que é conversão? Quem nos responde esta pergunta é Bento XVI em uma de suas catequeses.

A catequese de hoje será dedicada à experiência que São Paulo teve no caminho de Damasco e, portanto, ao que comumente se chama a sua conversão. Precisamente no caminho de Damasco, nos primeiros anos 30 do século I, e depois de um período no qual tinha perseguido a Igreja, verificou-se o momento decisivo da vida de Paulo.

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Sobre ele muito foi escrito e naturalmente sob diversos pontos de vista. O que é certo é que ali aconteceu uma mudança, (…) ele, inesperadamente, começou a considerar “perda” e “esterco” tudo o que antes constituía para ele o máximo ideal, quase a razão de ser da sua existência (cf. Fl 3, 7-8). O que tinha acontecido?

O Evangelho de São Lucas

Em relação a isto temos dois tipos de fontes. O primeiro tipo, o mais conhecido, são as narrações de Lucas, que por três vezes narra o acontecimento nos Atos dos Apóstolos (cf. 9, 1-19; 22, 3-21; 26, 4-23). O leitor é tentado a deter-se demasiado em alguns pormenores, como a luz do céu, a queda por terra, a voz que chama, a nova condição de cegueira, a cura e a perda da vista e o jejum.

Entretanto, todos estes pormenores se referem ao centro do acontecimento:  Cristo ressuscitado mostra-se como uma luz maravilhosa e fala a Saulo, transforma o seu pensamento e a sua própria vida.

O esplendor do Ressuscitado o cega:  assim vê-se também exteriormente o que era a sua realidade interior, a sua cegueira em relação à verdade, à luz que é Cristo. E depois o seu “sim” definitivo a Cristo no batismo volta a abrir os seus olhos, faz com que ele realmente veja.

Portanto, São Paulo foi transformado não por um pensamento mas por um acontecimento, pela presença irresistível do Ressuscitado, da qual nunca poderá duvidar, dado que foi muito forte a evidência do acontecimento.

As Cartas de São Paulo

O segundo tipo de fontes sobre a conversão é constituído pelas próprias Cartas de São Paulo. Ele nunca falou pormenorizadamente deste acontecimento, talvez porque podia supor que todos conhecessem o essencial desta sua história, todos sabiam que de perseguidor tinha sido transformado em apóstolo fervoroso de Cristo.

E isto tinha acontecido não após uma própria reflexão, mas depois de um acontecimento importante, um encontro com o Ressuscitado. Mesmo sem falar dos pormenores, ele menciona diversas vezes este fato importantíssimo, isto é, que também ele é testemunha da ressurreição de Jesus, do qual recebeu imediatamente a revelação, juntamente com a missão de apóstolo.

O texto mais claro sobre este ponto encontra-se na sua narração sobre o que constitui o centro da história da salvação:  a morte e a ressurreição de Jesus e as aparições às testemunhas (cf. 1 Cor 15). Com palavras da tradição antiga, que também ele recebeu da Igreja de Jerusalém, diz que Jesus morto e crucificado, sepultado e ressuscitado apareceu, depois da ressurreição, primeiro a Cefas, isto é, a Pedro, depois aos Doze, depois a quinhentos irmãos que em grande parte naquele tempo ainda viviam, depois a Tiago, e depois a todos os Apóstolos.

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E a esta narração recebida da tradição acrescenta:  “E, em último lugar, apareceu-me também a mim” (1 Cor 15, 8). Assim dá a entender que é este o fundamento do seu apostolado e da sua nova vida. 

Assim podemos ver que as duas fontes, os Atos dos Apóstolos e as Cartas de São Paulo, convergem e convêm sob o ponto fundamental:  o Ressuscitado falou a Paulo, chamou-o ao apostolado, fez dele um verdadeiro apóstolo, testemunha da ressurreição, com o encargo específico de anunciar o Evangelho aos pagãos, ao mundo greco-romano.

E ao mesmo tempo Paulo aprendeu que, apesar da sua relação imediata com o Ressuscitado, ele deve entrar na comunhão da Igreja, deve fazer-se batizar, deve viver em sintonia com os outros apóstolos. Só nesta comunhão com todos ele poderá ser um verdadeiro apóstolo, como escreve explicitamente na primeira Carta aos Coríntios:  “Assim é que pregamos e é assim que vós acreditastes” (15, 11). Há só um anúncio do Ressuscitado, porque Cristo é um só.

A Conversão de São Paulo foi seu encontro com Cristo

Como se vê, Paulo nunca interpreta este momento como um facto de conversão. Porquê? Existem muitas hipóteses, mas para mim o motivo é muito evidente. Esta mudança da sua vida, esta transformação de todo o seu ser não foi fruto de um processo psicológico, de uma maturação ou evolução intelectual e moral, mas vem de fora:  não foi o fruto do seu pensamento, mas do encontro com Cristo Jesus.

Neste sentido não foi simplesmente uma conversão, uma maturação do seu “eu”, mas foi morte e ressurreição para ele mesmo:  morreu uma existência e outra nova nasceu com Cristo Ressuscitado. De nenhum outro modo se pode explicar esta renovação de Paulo. Todas as análises psicológicas não podem esclarecer e resolver o problema. Só o acontecimento, o encontro forte com Cristo, é a chave para compreender o que tinha acontecido:  morte e ressurreição, renovação por parte d’Aquele que se tinha mostrado e tinha falado com ele. Neste sentido mais profundo podemos e devemos falar de conversão. 

E nós?

Voltando a nós, perguntamo-nos o que significa isto para nós? Significa que também para nós o cristianismo não é uma nova filosofia ou uma nova moral. Somos cristãos unicamente se encontramos Cristo. Certamente Ele não se mostra a nós deste modo irresistível, luminoso, como fez com Paulo.

 Mas também nós podemos encontrar Cristo, na leitura da Sagrada Escritura, na oração, na vida litúrgica da Igreja. Podemos tocar o coração de Cristo e sentir que Ele toca o nosso. Só nesta relação pessoal com Cristo, só neste encontro com o Ressuscitado nos tornamos realmente cristãos. E assim abre-se a nossa razão, abre-se toda a sabedoria de Cristo e toda a riqueza da verdade.

Portanto rezemos ao Senhor para que nos ilumine, para que nos doe no nosso mundo o encontro com a sua presença:  e assim nos conceda uma fé viva, um coração aberto, uma grande caridade para todos, capaz de renovar o mundo.

 

Fonte: Bento XVI, Audiência geral, de 3 de setembro de 2008


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O Rei dos reis

O Rei dos reis

O Rei dos reis, que levou os reis do oriente a tão arriscada empreitada, mas, devido sua confiança, o olhar fixo na Estrela, tiveram como prêmio contemplar Deus, nascido como bebê.

“Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: ‘Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.’” (Mt 2,1-2)

Causou sensação em Jerusalém a chegada de três importantes personagens – Gaspar, Melchior e Baltazar – acompanhados de numeroso séquito e rica equipagem.  Os moradores da cidade perguntavam: “São reis?”

Sim, respondiam uns.

Não, mas parecem ser sacerdotes caldeus, opinavam outros.

Nada disso, são magos, homens sábios que conhecem os segredos da astronomia, sentenciavam alguns eruditos da época.

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Como eram os Reis Magos?

Nos presépios e nas pinturas, eles são apresentados em geral como homens de idade madura, e até mesmo já idosos, às vezes com uma barba branca descendo até o peito, andado enfileirados, trazendo nas mãos seus presentes.

Na Catena Áurea, São Tomás afirma: “Esses magos eram reis”. E acrescenta que devia ser grande sua comitiva, pois puseram em alvoroço Herodes e Jerusalém inteira. São João Crisóstomo é de opinião de que “esses Reis Magos que vieram do Oriente adorar o Menino Jesus, o Rei dos reis, são os filósofos dos caldeus, homens muito considerados em seu país. Seus reis e príncipes aconselham-se com eles, por causa da sua ciência. Assim é que foram os primeiros a tomar conhecimento do nascimento do Senhor”.

Era mesmo uma estrela?

Santos, doutores e teólogos interessaram-se por esta pergunta, pois tudo quanto diz respeito a nosso Salvador é, de si, muito interessante.

A ser uma estrela, era diferente de todas as outras, pois, ao contrário dos demais astros – os quais, seguem uma órbita fixada – esta percorria um roteiro. Além do mais, parava e punha-se de novo em movimento, fazendo-se visível não só à noite, mas também durante o dia.

Isso, comenta São João Crisóstomo, é próprio de um ser inteligente, não de uma estrela comum. De onde deduz ele que “não era simplesmente uma estrela, mas uma virtude invisível tomou a forma de uma estrela”.

Segundo São Remígio, alguns creem que essa estrela era o Espírito Santo, outros que era um Anjo, talvez o mesmo que apareceu aos pastores perto da Gruta de Belém.

Santo Agostinho opina de modo mais afirmativo: “Era um astro novo, criado para anunciar o parto da Virgem e para oferecer seu ministério, marchando diante dos Magos que procuravam a Cristo e conduzi-los ao lugar onde estava o Verbo, Menino-Deus”.

A Adoração

Soror Maria de Agreda, em suas visões nos conta: Eles (os Reis Magos) se prosternaram diante do Menino Jesus e O adoraram como o Salvador do mundo. Eles foram de novo iluminados pela graça e viram até mesmo os Anjos que estavam ordenados, com profundo respeito, em torno do Rei dos reis. Após ter rendido culto ao Divino Infante, eles felicitaram a Mãe e Lhe testemunharam sua veneração, dobrando os joelhos diante d’Ela e pedindo para beijar suas mãos. Após terem se prosternado de novo em uma fervorosa adoração ante o menino Jesus, os Magos felicitaram São José por ser o esposo da Virgem Mãe de Deus, e como sua visita já tinha transcorrido três horas, eles pediram à celeste Rainha a permissão de ir procurar um alojamento na cidade.

Ouro, Incenso e Mirra

Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho. (Mt 2,11-12)

São Gregório Magno nos dá uma interpretação dos presentes que os Reis Magos ofertaram ao Menino Jesus:

Eles oferecem ouro, incenso e mirra. O ouro convinha bem ao Rei; o incenso costuma ser apresentado em sacrifício a Deus; e usa-se a mirra para embalsamar os corpos dos falecidos. Assim, os Magos proclamam, por seus simbólicos presentes, quem é Aquele que eles adoram. Eis o ouro: é um rei; o incenso: é um Deus; eis a mirra: é um mortal.

Há hereges que creem na divindade de Cristo, não, porém, na sua realeza universal; oferecem-Lhe incenso, mas não querem oferecer-Lhe ouro. Outros reconhecem sua realeza, mas negam sua divindade; estes Lhe oferecem ouro, mas se recusam a Lhe oferecer incenso. Outros, por fim, O proclamam Deus e Rei, mas negam que Ele tenha assumido uma carne mortal; estes Lhe oferecem ouro e incenso, mas não querem presenteá-lo com a mirra, símbolo da condição mortal por Ele assumida.

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De nossa parte, ofereçamos ouro ao Senhor, confessando que Ele reina em toda parte. Ofereçamos-Lhe incenso, proclamando que, tendo nascido no tempo, é Deus desde antes de todos os tempos. Ofereçamos-Lhe mirra, reconhecendo que Aquele que cremos ser impassível em sua divindade, tornou-Se mortal ao assumir nossa carne.

São Tomás comenta: “Quando se diz que ofereceram ao Menino-Deus três dons – ouro, incenso e mirra – não significa que eram apenas três, mas que neles estavam representadas todas as nações descendentes dos três filhos de Noé, que haviam de ser chamadas à Fé”.

E o Papa São Leão Magno dá esta outra interpretação do significado dos presentes dos reis: “Os Magos realizam, pois, o seu desejo, e guiados pela mesma estrela, chegam até o menino, o Senhor Jesus Cristo, o Rei dos reis. Adoram o Verbo na carne, a Sabedoria na infância, a Força na fraqueza, e o Senhor de majestade na realidade de um homem. E para apresentarem uma homenagem de sua fé e de sua compreensão, testemunham, por meio de dons, aquilo que crêem em seus corações. Oferecem incenso ao Deus, mirra ao homem e ouro ao rei, venerando conscientemente na unidade a natureza divina e a natureza humana.”

Oração do dia de Reis

Pai Santo, que neste dia revelastes ao mundo o Vosso Filho Unigénito, Jesus Cristo Nosso Senhor, fazei que Ele seja presença constante do Vosso amor no coração dos homens, para que, acreditando que somos filhos de Deus, amemo-nos uns aos outros e, como irmãos, caminhemos para a paz e a salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.


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