fbpx

Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das Dores

A Festa de Nossa Senhora das Dores é celebrada no dia seguinte à Festa da Exaltação da Santa Cruz. É uma das poucas festas que ainda mantém sua sequência, oração hino recitado antes do Evangelho do dia. É o Sbatat Mater.

Receba em sua casa a Medalha Milagrosa! Peça a sua.

Sequência

o Stabat Mater Dolorosa (“estava a mãe dolorosa“) foi motivo de centenas de adaptações musicais pelos compositores clássicos e contemporâneos. Não só na versão original latina mas também nos idiomas vernáculos.  Suas palavras mostram assim a grande dor pela qual passou a Santíssima Virgem aos pés da cruz na qual o Salvador entregou seu espírito ao Pai.

Estava a mãe dolorosa chorando junto à cruz da qual seu Filho pendia.

Sua alma soluçante, inconsolável e angustiada era atravessada por um punhal.

Ó, quão triste e aflita estava a bendita mãe do Filho Unigênito!

Transpassada de dor, chorava, vendo o tormento do seu Filho.

Quem poderia não se entristecer ao contemplar a Mãe de Cristo sofrendo tanto suplício?

Quem poderia conter as lágrimas vendo a mãe de Cristo dolorida junto ao seu Filho?

Pelos pecados do seu povo Ela viu Jesus no tormento, flagelado por seus súditos.

Viu seu doce Filho morrendo desolado ao entregar seu espírito.

Ó mãe, fonte de amor, faz-me sentir toda a tua dor para que eu chore contigo.

Faz com que meu coração arda no amor a Cristo Senhor para que possa consolá-lo.

Receba em sua casa a Medalha Milagrosa! Peça a sua.

Mãe Santa, marca profundamente no meu coração as chagas do teu Filho crucificado.

Por mim, teu Filho coberto de chagas quis sofrer seus tormentos, quero compartilhá-los.

Faz com que eu chore e que carregue com Ele a sua cruz enquanto dure a minha existência.

Quero estar em pé ao teu lado, junto à cruz chorando junto a ti.

Virgem das virgens notável, não sejas rigorosa comigo, deixa-me chorar junto a ti.

Faz com que eu compartilhe a morte de Cristo que participe da sua paixão e que rememore suas chagas.

Faz com que me firam suas feridas, que sofra o padecimento da cruz pelo amor do teu Filho.

Inflamado e elevado pelas chamas, seja defendido por ti, ó Virgem, no dia do Juízo Final.

Faz com que eu seja custodiado pela cruz, fortalecido pela morte de Cristo e confortado pela graça.

Quando o corpo morrer, faz com que minha alma alcance a glória do Paraíso. Amém.

Imensidade das dores de Maria

Não queremos falar das causas propriamente ditas das dores de Maria Santíssima, mas de certas fontes especiais de amarguras contínuas.

A grande fonte, a única fonte especial de todos os seus sofrimentos é o amor que dedicava a seu Jesus, como a Deus e como a seu filho, mas além desta fonte primeira, há outras fontes que aumentavam singularmente os sofrimentos da Virgem desolada.

Estas fontes são as três seguintes:

I- Não poder morrer com Jesus

Jesus exercia sobre Maria todo o atrativo da sua beleza, da sua bondade, de seu amor de Filho e de Deus, enquanto se concentravam no Coração de Maria, o amor e os direitos de pai e de mãe; Jesus era três vezes seu filho: o filho de seu amor, o filho de sua virgindade e o filho das suas entranhas.

E este Jesus desaparece, morre derramando o seu próprio sangue, e envolto numa nuvem de ignomínias morre este adorável Jesus, e Maria não pode segui-lo na morte.

Oh! que morte horrível de tormentos de não poder morrer! Santa Teresa, no êxtase de seu amor para com Deus, exclamava: – “Morro, por não poder morrer.”

Receba em sua casa a Medalha Milagrosa! Peça a sua.

E Maria morria continuamente por não poder morrer com o seu Jesus.

A morte natural é de um instante. A morte mística de Maria, entretanto,  era contínua. sua vida era uma morte prolongada.

II- Não poder aliviar as dores de Jesus

Nossa Senhora não podia morrer com seu Jesus, e por cúmulo de tormento, nem lhe era dado aliviar os sofrimentos dele.

Revelações de Santos nos dizem que, embora ausente do Getsêmani corporalmente, ela assistia em espírito e seguia interiormente as diversas fases da agonia do Redentor.

Mas, ela estava corporalmente presente na flagelação, na coroação de espinhos, no caminho do Calvário, na crucificação, na morte de Jesus. Que suplício indescritível, para um coração de mãecomo o de Maria, o ser obrigado a seguir passo por passo, este drama sangrento.

Outras mães teriam pelo menos a consolação, ao perderem o filho, de sentir, a presença de Deus que consola quando fere, mas para Maria o filho é ao mesmo tempo Deus que se imola e que fere seu Coração. E não podia prestar-lhe o mínimo serviço.

III- O seu conhecimento do pecado.

Uma terceira fonte de suplício para Maria é o conhecimento nítido, que tem do pecado. Ela havia sido escolhida por Deus para ser a co-redentora do gênero humano.

O redentor veio expiar e reparar o pecado, que conhecia a fundo, em toda a sua maldade e perversidade. Ademais, Maria Santíssima, associada à reparação, estava naturalmente associada ao conhecimento do mal que iam expiar.

Ora, o pecado é o centro da paixão e da morte do Salvador. Foram os espinhos do pecado que lhe perfuraram a cabeça, e os açoites da perversidade que lhe rasgaram o corpo.

Foi o peso do pecado que o prostrou por terra banhado em sangue. Foi a crueldade do pecado que o pregou na cruz, e abriu-lhe o peito. Maria via o que olhares de pecadores não podiam ver: Ela via que o pecado atingia a própria divindade, procurando como que destruir o Autor da vida. Maria via a grandeza de Deus ofendia, como via a maldade do homem revoltado.

Conclusão

A Virgem Dolorosa nos ensina o horror do pecado, a dor que ele causa a seu Divino Filho e a seu Imaculado Coração. E também nos ensina que estará a nosso lado, enxugando nossas lágrimas nos momentos mais difíceis, pois ela é Mãe que não abandona e não esquece nunca de seus filhos, principalmente nos momentos mais difíceis.


Ajude-nos assim a continuar nosso trabalho de evangelização e catequese das crianças das paróquias de todo Brasil!

São Gregório Magno

São Gregório Magno

Nascido em 540, na família Anícia, de tradição na Corte romana, muito rica, influente e poderosa, Gregório registrou de maneira indelével sua passagem na história da Igreja, deixando importantíssimas realizações, como, por exemplo, a instituição da observância do celibato, a introdução do Pai-nosso na missa e o famoso “canto gregoriano”. Foi muito amado pelo povo simples, por causa de sua extrema humildade, caridade e piedade.

Vocação

Sua vocação surgiu na tenra infância, sendo educado num ambiente muito religioso – sua mãe, Sílvia, e duas de suas tias paternas, Tarsila e Emiliana, tornaram-se santas.

As três mulheres foram as responsáveis, também, por sua formação cultural. Quando seu pai, Jordão, morreu, Gregório era muito jovem, mas já havia ingressado na vida pública, sendo o prefeito de Roma.

Nessa época, buscava refúgio na capital um grupo de monges beneditinos, cujo convento, em Monte Cassino, fora atacado pelos invasores longobardos. Gregório, então, deu-lhes um palácio na colina do Célio, onde fundaram um convento dedicado a Santo André.

Receba em sua casa a Medalha Milagrosa! Peça a sua.

Esse contato constante com eles fez explodir de vez sua vocação monástica. Assim, renunciou a tudo e foi para o convento onde vestiu o hábito beneditino. Mais tarde, declararia que seu tempo de monge foram os melhores anos de sua vida.

Como sua sabedoria não poderia ficar restrita apenas a um convento, o Papa Pelágio nomeou-o para uma importante missão em Constantinopla. Nesse período, Gregório escreveu grande parte de sua obra literária. Chamado de volta a Roma, foi eleito abade do Convento de Santo André e, nessa função, ganhou fama por sua caridade e dedicação ao próximo.

A Peste de 589

No outono de 589 chuvas torrenciais abateram-se sobre a Itália. Os campos ficaram alagados, perderam-se as colheitas e quase todos os rios transbordaram, destruindo pontes e inundando muitas vilas e cidades.

Em Roma, o rio Tibre tornou-se uma torrente impetuosa. Saindo de seu leito e atingindo um nível jamais visto, as águas devastaram a cidade e submergiram no lodo seus bairros menos elevados.

O inverno e o novo ano chegaram, e a chuva não cessava de cair. A catástrofe atingiu então proporções apocalípticas: à destruição e à fome acrescentou-se uma epidemia de peste bubônica que se alastrou rapidamente, dizimando a população.

Roma agonizava, e muitos se perguntavam se não haveria chegado já o fim do mundo. No auge do drama, atingido pela peste em seu palácio de Latrão, faleceu o Papa Pelágio II.

O Papa monge

Assim, após a morte do Papa Pelágio, Gregório foi eleito seu sucessor. Porém, de constituição física pequena e já que desde o nascimento nunca teve boa saúde, relutou em aceitar o cargo. Chegou a escrever uma carta ao imperador, pedindo que o liberasse da função. Só que a carta nunca foi remetida pelos seus confrades e ele acabou tendo de assumir, um ano depois, sendo consagrado em 3 de setembro de 590.

O fim da peste

São Gregório organizou uma enorme procissão ao redor da cidade, convidando toda população e todo o clero a rezar a Deus pelo fim da peste. Levavam o belo quadro de Nossa Senhora Salus Populi Romani (Nossa Senhora Salvação do Povo Romano), padroeira de Roma, atualmente venerada na Basílica de Santa Maria a Maior e pintada pelo evangelista São Lucas.

A Legenda Áurea narra que, por onde a imagem da Virgem Maria, passava, o ar tornava-se limpo e livre da doença.

“A peste ainda assolava Roma e Gregório ordenou que a procissão continuasse realizando o percurso pela cidade, como todos os participantes cantando ladainhas. A procissão levava uma imagem da Virgem Maria. E foi aí que a sujeira do ar sucumbiu à imagem, como se dela fugisse, incapaz de suportar sua presença, ao passo que a imagem proporcionava uma maravilhosa serenidade e pureza do ar. Também se diz, ao redor da imagem, ouviam-se vozes dos anjos cantando: Regina coeli laetare, alleluia,Quia quem meruisti portare, alleluia,Resurrexit sicut dixit, alleluia! (Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia! Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia! Ressuscitou como disse. Aleluia!) Ao qual Gregório adicionava com prontidão: Ora pro nobis, Deum rogamus, alleluia! (Rogai por nós a Deus. Aleluia!)

Receba em sua casa a Medalha Milagrosa! Peça a sua.

A procissão seguiu seu trajeto até parar diante do mausoléu do imperador Adriano, onde São Gregório Magno presenciou uma visão: Então o Papa viu um anjo do Senhor no alto de um castelo de Crescêncio, limpando uma espada ensanguentada e embainhando-a. Gregório entendeu que aquilo colocaria fim à peste, como, de fato, aconteceu. Desde então, o castelo passou a se chamar Castelo de Sant’Ângelo 

Com o tempo, uma imagem de São Miguel Arcanjo limpando sua espada foi colocada no alto do Castelo de Sant’Ângelo, que continua sendo uma recordatório constante da misericórdia de Deus e de como Ele respondeu às súplicas do povo.

Pontificado

Os quatorze anos de seu pontificado passaram para a história da Igreja como um período singular. Papa Gregório levou uma vida de monge, dispensou todos os leigos que serviam no palácio, exercendo um apostolado de muito trabalho, disciplina, moralidade e respeito às tradições da doutrina cristã.

No comando da Igreja, orientou a conversão dos ingleses, protegeu os judeus da Itália contra a perseguição dos hereges e tomou todas as atitudes necessárias para que o cristianismo fosse respeitado por sua piedade, prudência e magnanimidade.

Morreu em 604, sendo sepultado na basílica de São Pedro. Os registros mostram que, durante o seu funeral, o povo já aclamava santo, honrado com o título de doutor da Igreja. Sua festa ocorre no dia em que foi consagrado Papa. 

São Gregório durante sua vida teve um único e ardente desejo, servir incondicionalmente, como simples escravo, a Jesus Cristo, o Rei Eterno. Por isso, enquanto do alto da Cátedra de Pedro regia os destinos do mundo, não quis receber outro título senão o de servus servorum Dei – servo dos servos de Deus.


Ajude-nos a continuar nosso trabalho de evangelização e catequese das crianças das paróquias de todo Brasil!

São Pio X

São Pio X

No dia 21 de agosto de 1914 morria São Pio X. Cem anos se passaram, mas, em todo o mundo a Igreja o reverencia celebrando sua memória litúrgica.

A evangelização, a catequese, estiveram muito presente em seu pontificado. Porque basta recordar que foi ele quem publicou e fez difundir por toda a Igreja o Catecismo que, ademais, leva seu nome: Catecismo de São Pio X.

Mas, a divulgação da doutrina católica através da difusão do Catecismo não foi a única ação que deixou marcas na história da Igreja.

Receba em sua casa o Terço Anel da Divina Misericórdia e mergulhe no oceano infinito da Misericórdia de Jesus. Clique aqui.

Papa da Eucaristia

São Pio X promoveu reformas pastorais quanto à participação dos fiéis no culto. Entre elas está a promoção do culto eucarístico.

No começo do Século XX, ele via no Sacramento da Eucaristia um modo para que os fiéis se aproximarem mais de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Antes dele, a comunhão sacramental era uma prática pouco comum, raramente realizada. Foi São Pio X quem promoveu a devoção da comunhão frequente, bem como reduzir a idade mínima para poder receber a Eucaristia.

Isso facilitou assim a prática precoce da comunhão para as crianças: A partir dos sete anos já se poderia comungar.

Por certo, o fato de ter uma ação tão “pastoral” em seu pontificado é fruto de sua anterior atuação como sacerdote. A pastoral, o contato direto com os fiéis, a evangelização eram desejos constantes em sua alma.

São Pio X foi o único Papa dos tempos modernos que exerceu intensamente, por muitos anos, seu munus sacerdotal. Ele foi capelão e pároco em pequenas paróquias rurais.

Tendo então chegado à Cátedra de Pedro, ele espalhou pelo mundo sua experiência sacerdotal.

Biografia

Giuseppe Melchiorre Sarto nasceu em Riese, na Província italiana de Treviso, de uma família modesta. Era o segundo dos dez filhos de Giovanni Battista Sarto e de Margherita Sanson. Foi ordenado aos 23 anos, em 1858. Estudou direito canónico e a obra de São Tomás de Aquino.

Como sacerdote, iniciou seu serviço para a Igreja como capelão em Tombolo, ao passo que começou a correr sua fama de ser um inspirado pregador. Dedicava-se muito ao trabalho. Por exemplo, quando ainda moço, dormia somente 4 horas por noite e julgava que isso lhe era suficiente.

Em 10 de Novembro de 1884 foi elevado a Bispo de Mântua. Em 1896, a Patriarca de Veneza e, por fim, eleito Papa em 4 de Agosto de 1903 com 55 dos 60 votos possíveis no conclave.

Todavia, esta curiosidade da vida de São Pio X foi deixada de lado com o surgimento de cargos que lhe absorviam cada vez mais: pároco em Salzano, os trabalhos no seminário e na cúria de Treviso, os encargos do episcopado e do patriarcado veneziano e o encargo maior que ele teve: dirigir a Barca de Pedro. Quando, em certa ocasião, considerou-se tão isolado que um dia lembrando o Profeta Isaías suspirou: “De gentibus non est vir mecum!”. O que, numa tradução livre poderia caracterizá-lo inteiramente: “Estou sozinho!”.

O Papa

Foi o primeiro Pontífice eleito no século passado. A história de São Pio X conta também com características do tempo em que viveu. Ele foi o último pontífice a ser eleito por causa do chamado “veto laical”.

No conclave de agosto de 1903 era considerado também papável o Cardeal Rampolla, Secretário de Estado. Por causa de seus relacionamentos, sua eleição foi vetada pelo Cardeal Puzyna, Arcebispo de Cracóvia, em nome do imperador austro-húngaro. Assim, o Cardeal Giuseppe Sarto, Patriarca de Veneza, foi escolhido Papa e adotou o nome de Pio X.

O seu lema era “Renovar todas as coisas em Cristo”, expresso na sua encíclica “Ad Diem Illum”.

De fato foi um defensor intransigente da ortodoxia doutrinária e governou a Igreja Católica com mão firme numa época em que enfrentava um laicismo forte.

Sobretudo das diversas tendências do modernismo que ele considerava como síntese de todas as heresias nos campos dos estudos bíblicos e da teologia.

Receba em sua casa o Terço Anel da Divina Misericórdia e mergulhe no oceano infinito da Misericórdia de Jesus. Clique aqui.

São Pio X introduziu reformas na liturgia e codificou a Doutrina da Igreja Católica. Facilitou a participação dos fiéis na Eucaristia. Como um Papa pastoral, encorajou assim modos de vida que refletissem os valores cristãos.

Ele foi o grande incentivador da prática da comunhão eucarística frequente e permitiu o acesso precoce das crianças à Eucaristia, quando da chegada à chamada idade da razão.

Foi um promotor incansável do estudo do canto gregoriano e do catecismo. Criou a Pontifícia Comissão Bíblica e colocou as bases do Código de Direito Canônico, a saber, promulgado em 1917 após a sua morte. Publicou 16 encíclicas.

A lápide

Na lápide do seu túmulo na Basílica de São Pedro no Vaticano, lê-se: A sua tiara era formada por três coroas: pobreza, humildade e bondade.

Enfim, foi beatificado em 1951 e canonizado em 3 de Setembro de 1954 pelo Papa Pio XII. É considerado um dos maiores Papas da Igreja.


Ajude-nos a continuar nosso trabalho de evangelização e catequese das crianças das paróquias de todo Brasil. Ajude-nos a ajudar!

Nossa Senhora do Carmo

A História de Nossa Senhora do Carmo

Antecipando o monacato católico, uns tantos discípulos de Elias escolheram o alto do Monte Carmelo para, ali, abraçar a contemplação. Assim permaneceram na sucessão das gerações, até a vinda do Senhor. Vários deles se converteram depois de Pentecostes e foram os primeiros a erigir um oratório em louvor a Nossa Senhora.

Autores de peso discutem entre si, se o oratório lá existente seria de origem pagã ou se, de fato, já se tratava de um santuário dedicado à Santíssima Virgem. Entretanto, inteiramente certa é a enorme antiguidade da Ordem do Carmo.

Depois de Elias, seu discípulo Eliseu continuou a habitar aquela montanha, rodeado de “filhos dos profetas” (cf. 2Rs 2,25; 4, 25; 4,38, etc.). Conhece-se ali uma “gruta de Elias” e uma caverna chamada de “Escola dos Profetas”.

Mas o primeiro documento da História que chegou até nós, mencionando um grupo de eremitas no Monte Carmelo, é da metade do séc. XII. Viviam eles sob a direção de um ex militar de nome Bertoldo.

Em 1154 ou 1155, um parente deste, Aymeric, Patriarca de Antioquia, o orientara no estabelecimento do eremitério. A um monge grego, João Focas, que o visitou em 1185, São Bertoldo contou ter-se retirado com dez discípulos para o Carmelo em virtude de uma aparição de Santo Elias.

Essa comunidade recebeu pouco depois, do Patriarca de Jerusalém, Santo Alberto, uma regra, que foi emendada e definitivamente aprovada pelo Papa Inocêncio IV, em 1247. Estava, assim, constituída a Ordem do Carmo.

Banner dento de artigo - 600 x 150 px (6)

O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

No dia 16 de julho de 1251, São Simão Stock suplicava a Nossa Senhora ajuda para resolver um problema da Ordem Carmelitana, da qual era o Prior Geral. Enquanto ele rezava, a Virgem apareceu- lhe, trazendo o Escapulário nas mãos, e disse essas confortadoras palavras: “Filho diletíssimo, recebe o Escapulário da tua Ordem, sinal especial de minha amizade fraterna, privilégio para ti e todos os carmelitas. Aqueles que morrerem com este Escapulário não padecerão o fogo do Inferno. É sinal de salvação, amparo e proteção nos perigos, e aliança de paz para sempre”. A Igreja assumiu o Escapulário e fez dele uma das devoções mais difundidas entre o povo de Deus.

Em 1951, por ocasião da celebração do 700º aniversário da entrega do Escapulário, o Papa Pio XII disse em carta aos Superiores Gerais das duas Ordens carmelitas: “Porque o Santo Escapulário, que pode ser chamado de Hábito ou Traje de Maria, é um sinal e penhor de proteção da Mãe de Deus”.

Exatamente 50 anos depois, o Papa João Paulo II afirmou: “O Escapulário é essencialmente um ‘hábito’. Quem o recebe é agregado ou associado num grau mais ou menos íntimo à Ordem do Carmo, dedicada ao serviço da Virgem para o bem de toda a Igreja. (…) Duas são as verdades evocadas pelo signo do Escapulário: de um lado, a constante proteção da Santíssima Virgem, não só ao longo do caminho da vida, mas também no momento da passagem para a plenitude da glória eterna; de outro, a consciência de que a devoção para com Ela não pode limitar-se a orações e tributos em sua honra em algumas ocasiões, mas deve tornar-se um ‘hábito’.”

Esses dois Pontífices confirmam, assim, manifestações de apreço ao Escapulário feitas por vários de seus antecessores, tais como Bento XIII, Clemente VII, Bento XIV, Leão XIII, São Pio X e Bento XV. Bento XIII estendeu a toda a Igreja a celebração da festa de Nossa Senhora do Carmo, a 16 de julho.

O maior negócio de nossa vida

Dentre todos os “negócios” de que nos ocupamos nesta vida, há um de tão grande importância que deve ser tratado com absoluta prioridade, sob pena de fracassarmos em todos os outros: nossa salvação eterna!

Certo dia, um repórter meu amigo resolveu fazer em várias cidades uma pesquisa sobre este assunto. Percorrendo as ruas, perguntava aos transeuntes: “Você quer ir para o Céu ou para o Inferno?” Impactadas, as pessoas respondiam, quase sem refletir: “Claro que quero ir para o Céu!” E tocavam em frente… Alguns, nosso repórter conseguia reter por mais um instante e fazer a segunda pergunta: “Quais os meios que você emprega para alcançar tão grande felicidade?”

Resultado da pesquisa: 100% querem ir para o Céu. Porém, menos de 1% se preocupa sobre como fazer para lá chegar! São abundantes esses meios. Vamos aqui indicar um dos mais eficazes, que a Mãe de Misericórdia põe à disposição de todos, sem qualquer exceção. Quem se julgar indigno, por ser grande pecador, lembre-se do que disse Jesus: “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores” (Lc 5, 32).

Trata-se do uso do Escapulário do Carmo, recomendado por vários Papas e Santos. Um destes, São Cláudio de La Colombière, afirma: “Não basta dizer que o Escapulário é um sinal de salvação. Eu sustento que não há outro que faça tão certa nossa predestinação”.

Pedido de Medalha Milagrosa

Os grandes privilégios do Escapulário

Em nossa época de superstições, não é supérfluo esclarecer que o Escapulário está longe de ser um sinal “mágico” de salvação. Não é uma espécie de amuleto cujo uso nos dispensa das exigências da vida cristã. Não basta, portanto, carregá-lo ao pescoço e dizer: “Estou salvo!”

É verdade que Nossa Senhora não pôs condição alguma ao fazer sua promessa. Simplesmente afirma: “Quem morrer com o Escapulário não padecerá o fogo do inferno”. Não obstante, para beneficiar-se deste privilégio, é preciso usar o Escapulário com reta intenção. Neste caso, se na hora da morte a pessoa estiver em estado de pecado, Nossa Senhora providenciará, de alguma forma, que ela se arrependa e receba os sacramentos. E nisto a misericórdia da Mãe de Deus se mostra verdadeiramente insondável!

 Alguns exemplos atestam de modo eloquente esta verdade

Viajando de automóvel em companhia de um bispo, o autor deste artigo viu uma mulher entrar distraída na rodovia e ser esmagada por uma enorme carreta cujo motorista não teve tempo de frear. O bispo mandou parar o automóvel, desceu apressadamente, deu a absolvição sacramental e ministrou a unção dos enfermos à mulher agonizante. Depois comentou comovido: “Ela estava com o Escapulário do Carmo. Certamente foi Nossa Senhora quem providenciou que um bispo estivesse passando por aqui, justo neste momento!”

Um caso diferente – narrado por Dom Marcos Barbosa na obra “O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo” – se passou na Inglaterra. Na hora da morte, um cavaleiro conhecido por sua grande impiedade, em vez de pedir a Deus perdão de seus pecados, blasfemava dizendo: “Quero o inferno e o diabo!” Os presentes, horrorizados, chamaram São Simão Stock, o qual tomou o Escapulário e estendeu- o sobre o blasfemador. Imediatamente este se arrependeu e pediu os sacramentos.

O privilégio sabatino

Segundo antiga e piedosa tradição, a Santíssima Virgem, aparecendo ao Papa João XXII, prometeu livrar do Purgatório, no primeiro sábado após a morte, todos os que portarem devotamente o Escapulário. Este é o chamado “privilégio sabatino”. Para se beneficiar dele é preciso manter a castidade segundo o próprio estado, recitar o Pequeno Ofício da Imaculada ou rezar um terço todos os dias.

E mais: cada vez que o devoto beijar o Escapulário com piedade, fazendo um pedido à Santíssima Virgem, recebe uma indulgência parcial, isto é, a remissão de uma parte das penas que devia cumprir no Purgatório.

Quem usa o Escapulário pode beneficiar-se também de indulgência plenária (remissão de todas as penas do Purgatório) no dia em que o recebe, na festa de Nossa Senhora do Carmo, 16 de julho; de Santo Elias, 20 de julho; Santa Terezinha, 1º de outubro; dos santos carmelitas, 14 de novembro; São João da Cruz, 14 de dezembro; São Simão Stock, 16 de maio.

Banner dento de artigo - 600 x 150 px (7)

A proteção de Nossa Senhora

São inumeráveis os exemplos desse desvelo da Virgem Mãe por seus filhos. Dom Marcos Barbosa, na obra mencionada acima, narra dois bem interessantes.

Em Santo André (SP), uma menina de 5 anos caiu dentro de um poço de 20 metros de profundidade. Uma hora depois, foi encontrada boiando sobre a água, com o Escapulário no pescoço. A família, naturalmente, atribuiu o fato à proteção da Mãe do Carmelo.

Em São Paulo, um jovem de 15 anos, ao atravessar de bicicleta uma via férrea, foi apanhado pelo trem. Passado todo o comboio, ele se levantou ileso e, beijando comovido seu Escapulário, exclamava: “Só tive tempo de gritar: ‘Nossa Senhora do Carmo!’ Foi o bentinho d’Ela que me salvou!”

Como receber e usar o Escapulário

1 – Qualquer padre tem poder para benzer e impor na pessoa o Escapulário.

2 – Essa bênção e imposição valem para toda a vida, portanto, basta recebê-lo uma vez.

3 – Quando o Escapulário se desgastar, basta substituí-lo por um novo.

4 – Mesmo quando alguém tiver a infelicidade de deixar de usá-lo durante algum tempo, pode simplesmente retomar o seu uso, não é necessária outra bênção.

5 – Uma vez recebido, ele deve ser usado sempre, de preferência no pescoço, em todas as ocasiões, mesmo enquanto a pessoa dorme.

6 – Em casos de necessidade extrema, como doentes em hospitais, se o Escapulário lhe for retirado, o fiel não perde os benefícios da promessa de Nossa Senhora.

7 – Em casos de perigo de morte, mesmo um leigo pode impor o Escapulário. Basta recitar uma oração a Nossa Senhora e colocar na pessoa um escapulário já bento por algum sacerdote.

8 – O Papa São Pio X autorizou substituir o Escapulário por uma medalha que tenha de um lado o Sagrado Coração de Jesus e do outro uma imagem de Nossa Senhora. Mas a recepção deve ser feita com o escapulário de tecido.

***

Ajude-nos a continuar nosso trabalho de evangelização e catequese infantil em todo Brasil, bem como o auxílio material aos nossos irmãos mais necessitados!

Ajude-nos a ajudar!

Madre Paulina

Madre Paulina, a primeira Santa brasileira!

Madre Paulina brasileira?

Sim. Aqui ela é considerada brasileira. Na verdade, ela nasceu na Itália mas, vivendo quase 70 anos no Brasil, compreendeu as características da alma do povo brasileiro como poucos.

Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, nasceu em Vígolo Vattaro, Trento, na Itália, aos 16 de dezembro de 1865. Era a segunda filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Domênica Pianezzer.

Logo no dia seguinte de seu nascimento, ela foi batizada com um nome cuja sonoridade lembra algo que tem em si uma luz afável e bondosa: Amabile Lúcia 

Pobre, imigrante e órfã: “toda de Jesus”

Amabile era de uma família pobre e precisou trabalhar para ajudar no sustento da casa. Com apenas 8 anos, ela já trabalhava numa fábrica de tecidos, em Trento. Ali mesmo a generosidade de sua alma começou a desabrochar: em seu trabalho repartia com as companheiras mais pobres o lanche que trazia de casa.

Leve Santa Teresinha sempre com você! Clique aqui e receba o Botton e a Novena das rosas

Ainda não tinha 10 anos quando sua família veio para o Brasil fugindo da pobreza e das dificuldades tremendas pelas quais passava o povo italiano. Pouco tempo depois da chegada, em 1887, com 12 anos, ela recebeu a primeira comunhão. Foi nessa ocasião que ela pode dizer a Deus, presente em sua alma, um desejo sincero que há tempo acalentava em seu coração: “Quero ser toda de Jesus”, disse a Cristo Sacramentado.

Apesar das ocupações e trabalhos, desde pequena ajudou na Paróquia de Nova Trento, especialmente na Capela de São Jorge, em Vígolo. Liderou um grupo de jovens na compra da imagem de Nossa Senhora de Lourdes que até hoje se conserva.

Dos 15 aos 25 anos, juntamente com uma grande amiga, Virgínia Nicolodi, a pedido do pároco, Pe. Augusto Servanzi, SJ, ela dedicou-se a uma missão: catequizar as crianças da comunidade, dar assistência aos enfermos e cuidar da Capela.

Quando sua mãe faleceu, em 1887, Amábile estava com 22 anos e teve que assumir todas as tarefas de dona de casa, até que seu pai contraísse um novo casamento.

Os Convites de Nossa Senhora: sonhos ou visões?

Nos anos de 1888 a 1890, em três noites consecutivas, Nossa Senhora de Lourdes lhe aparece em sonho e lhe faz um pedido: “É meu ardente desejo que comeces uma obra…”

Amabile pergunta então à Virgem: “Mas como fazer, minha Mãe? Sem meios, …tão miserável?”

Posteriormente, em outro sonho, Nossa Senhora lhe pergunta: “O que decidistes, minha filha?” Após, enchendo-se de coragem e de humildade, Amabile responde: “Servir-vos, minha querida Mãe! Mas eu sou uma pobre criatura… No entanto, prometo esforçar-me o quanto puder.”

A Virgem encerra o diálogo acalentando a esperança de Amabile. Anima-a confirmando a vontade de Deus a respeito dela: “Dar-te-ei alguém que poderá te auxiliar. Mais tarde mostrar-te-ei as filhas que te quero confiar.”

A Cancerosa e a Ação do Espírito Santo

Certo dia chegou a sua pequena cidade uma senhora cancerosa necessitada de ajuda. Amabile e Virgínia foram indicadas pela comunidade para se ocuparem da doente.

Deixando a casa de seus pais, elas acolheram a enferma. Com carinho e dedicação, trataram a pobre doente. A ação do Espírito Santo se manifesta aqui, de modo especial, na vida e missão de Amabile inspirando-a a constituir, juntamente com suas jovens amigas, uma casa de acolhida que o povo logo batizou de “Hospitalzinho São Virgílio”.

Ela estava situada num velho casebre abandonado que lhes tinha sido oferecido para que pudessem cuidar da pobre senhora que o câncer consumia. A ação de Amabile não ficou só nesse atendimento. O “Hospitalzinho São Virgílio” foi destinado à atenção material e espiritual de doentes e desamparados que por ali aparecessem.

Leve Santa Teresinha sempre com você! Clique aqui e receba o Botton e a Novena das rosas

Após a morte daquela primeira enferma, em 1891, juntou-se às duas amigas uma outra moça: Teresa Anna Maule. No “Hospitalzinho”, amando a Deus no serviço ao próximo, esse piedoso trio de jovens vivia como pessoas de vidas consagradas, embora nem tudo fosse só alegria e realizações na vida delas.

Justo nesse ano de 1891, Amabile passou por uma doença bastante grave. Para imitar mais a Jesus, ela experimentou ali também os sofrimentos. Era também o começo de sua paixão.

Depois de algum tempo no “Hospitalzinho”, em 1894, as três companheiras mudaram-se para a cidade de Nova Trento. Aproveitaram o terreno e a casa de madeira que dois benfeitores lhes haviam oferecido e ali passaram a viver. Na festa de São José, (19 de março) inauguraram oficialmente uma Capela dedicada a São Jorge.

Reconhecimento: a Providencia tinha pressa.

No dia 17 de agosto de 1895 foi escrita uma carta ao bispo Dom José de Camargo Barros, Bispo de Curitiba. As três amigas pediam ao Bispo a aprovação para elas de um estado oficial de vida religiosa, uma irmandade religiosa de vida consagrada, pela qual tanto rezavam e pediam a Deus.

A resposta de fato foi imediata: a 25 de agosto Dom José, constatando que o pedido estava de acordo com “os planos divinos”, concedeu aprovação diocesana para a criação e ereção da “Pia União da Imaculada Conceição”.

A 7 de dezembro de 1895, Amábile e suas companheiras pronunciaram os votos religiosos. Nessa ocasião foi que elas assumiram seus nomes religiosos Amábile tomou o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

Virgínia passou a chamar-se Irmã Matilde da Imaculada Conceição e Tereza, recebeu o nome de Irmã Inês de São José.

Acertos Jurídicos, Superiora Geral “ad vitam”

Em 1896, ano seguinte à oficialização da congregação, cinco noviças recebem o hábito religioso, Irmã Paulina, passou a ser tratada como Madre Paulina.

A congregação continuou crescendo: em 1900, ela já contava com 20 religiosas.

No mês de novembro de 1902 foi escrita a primeira carta circular a elas. O Padre Luiz Maria Rossi, SJ, era quem dirigia as Filhas da Imaculada Conceição e cuidou da organização jurídica da nova Congregação.

No dia 2 de fevereiro de 1903 ele promoveu a reunião das representantes da nova comunidade religiosa. Era o primeiro Capítulo da Congregação. Nele, a comunidade das Irmãs escolheu Madre Paulina como Superiora Geral. E a escolha foi “ad vitam”. Ou seja, ela estava sendo eleita como Superiora Geral da nova Congregação por toda a vida.

Foi no ano de 1903, no mês de julho, que Madre Paulina mudou-se para São Paulo e iniciou uma obra de assistência aos filhos de ex-escravos, localizada junto ao Santuário Sagrada Família, no bairro do Ipiranga. Era o Asilo da Sagrada Família.

Em 1905 ela deu início à fundação da Santa Casa da Misericórdia de Bragança Paulista. E, em 1909, as dirigidas de Madre Paulina passam a administrar, ainda em São Paulo, a Casa de Saúde Dr. Homem de Mello, localizada no Bairro das Perdizes.

Foi ainda nesse ano que Madre Paulina assumiu a direção da Santa Casa de Misericórdia de São Carlos do Pinhal.

Deposição, a perseguição, o desterro.

No mês de agosto de 1909, pessoas estranhas, apoiadas por algumas religiosas e pela maior autoridade eclesiástica local, intrometeram-se nos assuntos internos da Congregação e conseguiram que, por decisão de um manipulado Capítulo Geral, Madre Paulina fosse deposta do cargo de Superiora Geral e substituída por uma nova superiora.

Tiraram tudo dela. Restou-lhe apenas o título de “Veneranda Madre Fundadora”. Além de tudo isso, ela ainda foi desterrada para Bragança Paulista.

Sua resposta foi: “quero ser a última de todas, contanto que a Congregação vá adiante”. Em julho de 1910 Madre Paulina foi transferida para o novo asilo São Vicente de Paulo, de Bragança Paulista.

Como simples súdita, lavou e consertou a roupa dos asilados, servindo-os carinhosamente em tudo.

Nesse mesmo ano de 1909 outro fato inesperado aconteceu em meio a essa borrasca toda: em 29 de agosto foi definido, de vez, o nome de das religiosas de Madre Paulina: “Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição”.

O reconhecimento, a justiça, o exemplo

Em 1918, Madre Paulina foi trazida de volta para Casa Geral em São Paulo, com pleno reconhecimento de suas virtudes. Ela passou a ser fundamental na ajuda da elaboração da História e do resgate do Carisma da Congregação.

Na Casa Geral de São Paulo pôde rejubilar-se com o Decreto de Louvor dado à Congregação pelo Papa Pio XI, em 1933. Ela era quem orientava e abençoava as Irmãs que partiam em missão para novas fundações.

“Seja feita a vontade de Deus”

 A “via sacra” de Madre Paulina continuou com o agravamento de sua saúde: uma diabetes de há muito tempo vinha tirando-lhe a vida. Com o agravamento dessa doença, em 1938, ela perdeu um dedo da mão direita. Pouco dias depois, seu braço teve que ser inteiramente amputado.

Além das progressivas amputações, sua visão também foi piorando até chegar à cegueira total. Outros sofrimentos ainda viriam com o agravamento da moléstia. Ela respondia aos comentários feitos sobre sua saúde dizendo “Seja feita a vontade de Deus!”

Leve Santa Teresinha sempre com você! Clique aqui e receba o Botton e a Novena das rosas

Madre Paulina faleceu no dia 09 de julho de 1942. Estava com 77 anos e tinha cumprido sua missão. Ela deixava a vida terrena para entrar na história e ingressar na Pátria Celeste.

Ela deixou assim o exemplo de toda sua existência que foi uma tradução prática do seu propósito fundamental: “Sou somente do meu Jesus, que tanto amo”, “Quero ser vossa para sempre, ó Senhor, a última das vossas filhas, que quer ser sempre a última, para estar mais próxima de Vós, meu caro Jesus”. Deixou, por fim, seu testamento que dizia: “Confiai sempre muito na Divina Providência; nunca, jamais, desanimeis, embora venham ventos contrários. Novamente vos digo, confiai em Deus e em Maria Imaculada; permanecei firmes e radiantes”. (JSG)

Fonte:

-Homilia do Santo Padre João Paulo II na cerimônia de Canonização de cinco santos no Domingo de Pentecostes – 19 de maio de 2002 –

– www.vatican.va/…/ns_lit_doc_20020519_paulina_po.html Paulina do Coração Agonizante de Jesus

– www.santuariosantapaulina.org.br/pt/santa_paulina/historia.php

– www.ciic.org.br – (Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição – São Paulo)

– www.frasesnaweb.com.br/autor/santa-paulina


Ajude-nos a continuar nosso trabalho de evangelização, catequese infantil e ajuda aos irmãos mais necessitados em todo Brasil!

Ajude-nos a ajudar.

Sacramentais

Os Sacramentais – Definição

“A Santa Mãe Igreja instituiu também os sacramentais. Estes são sinais sagrados por meio dos quais, imitando de algum modo os sacramentos, se significam e se obtêm, pela oração da Igreja, efeitos principalmente de ordem espiritual. Por meio deles, dispõem-se os homens para a recepção do principal efeito dos sacramentos e são santificadas as várias circunstâncias da vida” (CIC 1667)

“Os sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela. ‘Portanto, a liturgia dos sacramentos e sacramentais oferece aos fiéis bem dispostos a possibilidade de santificarem quase todos os acontecimentos da vida por meio da graça divina que deriva do mistério pascal da paixão, morte e ressurreição de Cristo, mistério onde vão buscar a sua eficácia todos os sacramentos e sacramentais. E assim, quase não há uso honesto das coisas materiais que não possa reverter para este fim: a santificação dos homens e o louvor a Deus.’” (CIC 1670)

Receba em sua casa a Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças. Clique aqui e peça a sua.

Histórico

Um dos maiores argumentos que apresentam os detratores dos sacramentais é alegar o desconhecimento de sua origem. Entretanto, diz Gaume (1873: 20) que “se se fala da origem histórica, os sacramentais remontam aos tempos apostólicos, e mesmo além”. Inegavelmente, encontram-se diversos documentos que testemunham a existência de muitos deles – como são a oração do Pai Nosso e diversas bênçãos – já nos primeiros tempos do Cristianismo. O próprio Papa Pio IX (1866: 1 apud GAUME, 1873: XIII), em carta ao autor da citação acima, falava com sua Autoridade Apostólica da “veneranda antiguidade” de alguns deles.

O conceituado canonista Luigi Chiappetta (1994: 1086, tradução nossa) não duvida em afirmar que “os sacramentais remontam aos primeiros tempos da Igreja; os mais antigos (o sinal da Cruz e a água benta) aos apóstolos. Os exorcismos foram instituídos pelos próprio Cristo”, o que de fato nos é atestado pela Sagrada Escritura.

Mais ainda, como assinala Abad (2000: 494, tradução nossa) já “no Antigo Testamento, as bênçãos ocupavam um lugar muito destacado na vida e no culto de Israel e eram expressão dum vínculo espiritual do homem com Deus” .

Também é preciso assinalar que já anteriormente ao Nosso Senhor e fora da religião judaica: “As religiões não cristãs chamavam mistério ou sacramento […] a tudo aquilo que unia o relacionava os mortais com a divindade […]. Este conceito o acolheu o cristianismo e, num princípio, deu-lhe um significado vastíssimo: sacramento era tudo quanto entrava, dum modo ou outro no plano divino da salvação e tinha um sentido oculto e uma virtude transcendente”. (MARTÍN, 2002: 1166, tradução nossa).

Devoção Popular

Fora da liturgia dos sacramentos e dos sacramentais, a catequese deve ter em consideração as formas de piedade dos fiéis, bem como a religiosidade popular. O sentimento religioso do povo cristão desde sempre encontrou a sua expressão em variadas formas de piedade, que rodeiam a vida sacramental da Igreja, tais como a veneração das relíquias, as visitas aos santuários, as peregrinações, as procissões, a via-sacra, as danças religiosas, o rosário, as medalhas, etc. (CIC 1674)

Quantos e quais são os sacramentais?

Os Sacramentos da Igreja, como sabemos e vimos, são sete. Já os Sacramentais são numerosos, sendo que muitos teólogos os classificam em seis grupos:

Orans: basicamente são as orações que se costuma rezar publicamente na Igreja, como o Pai Nosso e as Ladainhas.

Tinctus: o uso da água benta e certas unções que se usam na administração de alguns Sacramentos e que não pertencem à sua essência.

Edens: indica o uso do pão bento ou outros alimentos santificados pela bênção de um Sacerdote.

Confessus: quando se reza o Confiteor, individual ou publicamente, para pedir perdão a Nosso Senhor por nossos pecados e falhas, das quais já não nos lembramos mais. Cremos que Deus, já neste ato, nos cumula de graças2.

Dans: esmolas ou doações, espirituais ou corporais, bem como os atos de misericórdia prescritos pela Igreja. – Acima das esmolas que possamos dar, está o bem espiritual que possamos fazer ao próximo. Além desse ato ser um Sacramental, adquirimos uma série de méritos pela caridade fraterna e pelas outras virtudes que a acompanham.

Benedicens: as bênçãos que dão o Papa, os Bispos e os sacerdotes; os exorcismos; a bênção de reis, abades ou virgens e, em geral, todas as bênçãos sobre coisas santas.

Receba em sua casa a Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças. Clique aqui e peça a sua.

Certos objetos bentos de devoção, como medalhas, velas e escapulários, também são considerados Sacramentais: o Crucifixo, a Medalha de Nossa Senhora das Graças e a Medalha de São Bento estão entre os maiores exemplos, sendo fundamental entender que não são “talismãs” nem “amuletos da sorte”, e sim sinais visíveis de nossa fé.  Não agem automaticamente contra as adversidades, como se tivessem “poderes mágicos”, mas são como recursos auxiliares para nos unir ainda mais a Nosso Senhor e devem nos estimular no progresso da fé.

No caso do crucifixo, em sua forma clássica ou na versão de São Damião, representam nossa fé na palavra do Cristo. Diz que todo aquele que quiser segui-lo deve carregar a sua própria cruz.

Sabemos muito bem que a cruz que devemos carregar não é esta pequena peça que trazemos ao pescoço, pendendo de um cordão ou de uma correntinha. Mas é uma maneira de nos lembrarmos sempre disso, além de funcionar como uma espécie de testemunho de nossa fé.

Fonte:

Catecismo da Igreja Católica,  Editora Loyola, 2001

D’ELBOUX, Luiz G. Silveira. Doutrina católica 13ª ed., São Paulo: Loyola, 1997, pp. 96-98


Ajude-nos a continuar nosso trabalho de evangelização e catequização de crianças nas paróquias de todo o Brasil, bem como o auxílio material.

Ajude-nos a ajudar!

Sagrado Coração de Jesus

Sagrado Coração de Jesus

Ao longo da história da Igreja, tem-se revelado de maneiras diversas os tesouros do Sagrado Coração de Jesus aos homens. A devoção a Ele tornou-se uma luz de misericórdia e de esperança continuamente derramada sobre a face da Terra.

Uma dessas manifestações divinas, entretanto, sobressai pelo extraordinário conteúdo de sua mensagem. Ela se deu no abençoado recesso de um convento de Visitandinas, erguido no centro da França, às margens de um rio de águas límpidas e tranquilas.

 

Santa Margarida Maria Alacoque

 

O mosteiro de Paray-le-Monial foi construído no séc. XII. No século XVII, este ambiente de fé e austeridade era habitado pelas religiosas da Ordem da Visitação. Fundada por São Francisco de Sales e Santa Joana de Chantal.

Ora, segundo expresso desejo de seu Pai e Fundador, essas monjas eram muito devotas do Sagrado Coração de Jesus, e de modo particular a Irmã Margarida-Maria Alacoque. Para tanto a conduziam a riqueza de suas virtudes, o entranhado fervor de uma vida de oração que a uniam cada vez mais ao Divino Mestre.

Foi a esta religiosa que o Sagrado Coração de Jesus quis manifestar seu amor ao mundo. Entre as aparições, quatro se destacam pela importância das palavras e promessas.

Receba em sua casa o Terço Anel da Divina Misericórdia! Clique aqui e peça.

 

Primeira Aparição

 

A primeira delas ocorreu no dia 27 de dezembro de 1673, festa de São João Evangelista. Encontrava-se a Irmã Margarida-Maria na capela do convento em profunda adoração ao Santíssimo Sacramento exposto sobre o altar-mor. De súbito, sentiu-se assumida por essa divina presença. De maneira tão forte que se esqueceu de todo o resto, do tempo e do lugar onde estava, não vendo senão o Espírito que havia envolvido e cativado sua alma.

E assim arrebatada em êxtase, ouviu Nosso Senhor que a convidava para tomar ao lado d’Ele o lugar que São João tinha ocupado na Santa Ceia. Assim ela descreve: 

Jesus me fez repousar longamente sobre seu peito, desvendando-me as maravilhas de seu amor e os insondáveis segredos de seu Coração Sagrado. Ele o fez de maneira tão efetiva e sensível que não me deixou nenhuma possibilidade de dúvida. Disse-me: “Meu divino Coração encontra-se tão repleto de amor pelos homens e por ti em particular, que, não podendo mais conter as labaredas de sua ardente caridade, sente-se forçado a difundi-las por teu intermédio. Cumpre que ele se manifeste aos homens, para enriquecê-los com esses preciosos tesouros que te revelo, portadores de graças santificantes e salvadoras, necessárias para resgatá-los das vias da perdição. E Eu escolhi a ti, abismo de indignidade e de ignorância, para a realização desse grande desígnio, a fim de que todos vejam de modo claro que tudo isso é feito por Mim”.

 

Segunda Aparição

 

Várias semanas se passaram desde a primeira grande revelação até que ocorresse a segunda, cuja data não se pode determinar com exatidão. Há motivos para se supor ter acontecido numa sexta-feira, no início de 1674. Em carta dirigida a um de seus confessores e biógrafos, o Pe. Croiset, Santa Margarida-Maria lhe fala:

Esse divino Coração me foi apresentado como sobre um trono de chamas, mais resplandecente que um sol e transparente como um cristal, com a chaga adorável bem visível, e todo ele circundado por uma coroa de espinhos, significando as feridas que nossos pecados lhe infligiam.

Era encimado por uma cruz, dando a entender que ela havia sido plantada nele desde o primeiro instante em que foi formado e que a partir de então esteve cheio de todas as amarguras que lhe causariam as humilhações, dores e desprezos sofridos por sua humanidade santíssima ao longo de sua vida e de sua Paixão.

Ele me fez ver que seu ardente desejo de ser amado pelos homens, e de retirá-los da via da perdição na qual Satanás os precipitou, levou-O a formar esse desígnio de manifestar ao mundo seu Coração, com todos os tesouros de amor, de misericórdias, de graças, de salvação e santificação nele contidos. E àqueles que procurassem amá-Lo, honrá-Lo e glorificá-Lo plenamente, Ele os enriqueceria com a profusão e a abundância desses divinos tesouros do seu Coração.

E conclui:

Em todos os lugares onde essa imagem for exposta e venerada, Nosso Senhor difundirá suas graças e bênçãos, como um último esforço de seu amor em benefício dos homens, resgatando-os da tirania de Satanás e os colocando sob a doce liberdade do império de seu amor, o qual Ele quer estabelecer na alma de todos aqueles que procurem abraçar a devoção ao seu Coração Sagrado.

 

Terceira Aparição

 

A data da terceira visão é, como a da segunda, também incerta. Em seus escritos, Sor Margarida-Maria diz apenas que, nesse dia, “o Santíssimo Sacramento estava exposto”, e parece insinuar tratar-se de uma sexta-feira. Daí a conjectura de que o fato se passou em começos de junho de 1674, na oitava de Corpus Christi. Seja como for, eis o relato deixado pela santa vidente:

Uma vez diante do Santíssimo exposto, e depois de me sentir imersa num profundo recolhimento, meu doce Mestre Jesus Cristo se apresentou a mim, reluzente de glória, com suas cinco chagas brilhantes como outros tantos sóis. Chamas jorravam de todas as partes dessa humanidade sagrada, sobretudo de seu admirável peito, que parecia uma fornalha. Abrindo-se, descobriu-me seu amantíssimo Coração, fonte viva dessas labaredas. Aí me foram reveladas as maravilhas inexplicáveis de seu puro amor, e os excessos a que este chegou em proveito dos homens, recebendo em troca apenas ingratidões e menosprezos.

Jesus me disse: “Essa ingratidão me é mais penosa do que todos os sofrimentos que padeci em minha Paixão. Se me retribuíssem em algo esse amor, Eu tomaria como pouco tudo o que fiz pelos homens, e estaria disposto a fazer ainda mais, se possível fosse. Neles, porém, encontro somente friezas e recusas diante de minhas solicitudes e bondades. Tu, pelo menos, alivia-me ao suprires a ingratidão deles, em toda a medida de que fores capaz.”

Receba em sua casa o Terço Anel da Divina Misericórdia! Clique aqui e peça.

Confessando então sua indignidade e fraqueza, Sor Margarida-Maria suplica ao Divino Redentor que tenha compaixão de sua miséria. E d’Ele ouviu como resposta:

Eu serei tua força, não temas. Esteja, porém, atenta à minha voz e ao que te peço para cumprires os meus desígnios. Primeiramente, me receberás no Santíssimo Sacramento sempre que lhe permitir a obediência, e deverás aceitar algumas mortificações e humilhações como provas de meu amor.

Além disso, comungarás nas primeiras sextas-feiras de cada mês; e em todas as noites de quinta para sexta, far-te-ei participar da tristeza mortal que se abateu sobre Mim no Horto das Oliveiras.

Para me acompanhares nessa humilde prece que então apresentei a meu Pai, tu te levantarás entre onze e meia-noite, prosternando-te durante uma hora comigo, tanto para aplacar a cólera divina, pedindo misericórdia para os pecadores, como para suavizar em algo a amargura que senti quando me vi abandonado pelos meus apóstolos. Durante esta hora, farás o que Eu te indicar.”

Nosso Senhor faz ouvir a queixa secreta de seu Coração: Ele ama tanto os homens, e é por estes tão pouco amado! E pede uma reparação de amor que se traduza em atos externos e fervorosos, como a comunhão frequente, a recepção da Eucaristia nas primeiras sextas-feiras de cada mês e a Hora Santa.

Entretanto, o ciclo das grandes revelações ainda não estava completo. Algo faltava a ser dito, para que o culto ao Sagrado Coração de Jesus tivesse seu pleno florescimento na piedade cristã.

 

Quarta Aparição

 

A data da quarta aparição é mais conhecida que a das duas precedentes, embora não possa ser fixada com toda a segurança. A santa religiosa se limita a nos dizer que foi num dia da oitava de Corpus Christi de 1675. Ora, sabe-se que, naquele ano, tal festa caiu no 13 de junho, o que situa a visão entre os dias 13 e 20 do referido mês.

Dessa que pode ser considerada a mais importante de todas as revelações, deixou-nos a eleita do Senhor o seguinte relato:

Estando certa vez diante do Santíssimo Sacramento, num dia de sua oitava, recebi de Deus graças excessivas de seu amor, e me senti tocada pelo desejo de retribuição, de Lhe pagar amor por amor. Ele me disse: “Tu me darás a maior prova de seu amor, fazendo o que já te pedi inúmeras vezes”. Então, descobrindo-me seu divino Coração, acrescentou: “Eis o Coração que tanto amou os homens, e nada poupou até esgotar-se e consumir-se para testemunhar-lhes o seu amor. Em reconhecimento, da maior parte só recebo ingratidões: por suas irreverências e sacrilégios, pelas friezas e os desprezos que eles têm por Mim nesse Sacramento de amor. Porém, o que mais me magoa é o fato de que assim procedem corações que me são consagrados.

Receba em sua casa o Terço Anel da Divina Misericórdia! Clique aqui e peça.

Por isso, peço-te que a primeira sexta-feira após a oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa especial para honrar meu Coração. Comungando nesse dia, e prestando a Ele uma solene retratação, a fim de desagravá-Lo pelas indignidades que recebe quando está exposto sobre os altares. Eu te prometo, também, que meu Coração se dilatará para difundir com abundância os influxos de seu divino amor sobre aqueles que Lhe prestarem esta honra, e se empenharem para que Lhe seja tributada.”

Esta é a origem da devoção e Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Ele deseja ser amado. Deseja a retribuição por nos amar tanto e derramar até a última gosta de sangue por cada homem e mulher desta terra. Ele derramou seu sangue por mim, por você que lê estas palavras agora e nos convida: Filho você não quer me amar?

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em Vós!


Ajude-nos a continuar nosso trabalho de evangelização e catequese infantil em todo Brasil, bem como o auxílio material aos nossos irmãos mais necessitados!

Ajude-nos a ajudar!

Santa Catarina de Sena

Santa Catarina de Sena

Dotada de grande inteligência e beleza, Santa Catarina de Sena nasceu em 1347, na cidade de Sena. Foi a penúltima dos 25 filhos do casal Benincasa, porém, com a morte de sua irmã mais nova, acabou assumindo a posição de caçula e filha predileta da família. Seu pai era um simples tintureiro, mas – homem hábil e enérgico, reto e de grande reputação nas redondezas – bem sucedido na sua profissão.

Desde criança, foi favorecida por Deus com dons místicos extraordinários. Por exemplo, com apenas 6 anos de idade, teve uma grandiosa visão de Jesus Cristo. Ela havia saído com seu irmão Estevão para visitar a irmã Boaventura, no outro lado da cidade.

Na volta, passando pelo Valle Piatta, Catarina ergueu os olhos em direção à igreja de São Domingos e viu Jesus no ar, revestido de paramentos sacerdotais, sentado num trono sobre nuvens luminosas, acompanhado de São Pedro, São Paulo e São João Evangelista.

Ela ficou imóvel, contemplando a visão. Seu irmão, que nada via, espantado com a imobilidade da menina, gritou-lhe assustado:

– Catarina, que fazes aí?! – Ela voltou os olhos para Estevão e, quando olhou de novo em direção à visão, esta já havia desaparecido. Chorando, queixou-se:

– Ah, se tivesses visto o que eu vi, não me terias chamado!

RECEBA A PROTEÇÃO EXORCÍSTICA DE SÃO BENTO! CLIQUE AQUI E PEÇA SUA MEDALHA DE SÃO BENTO.

Decisão e firmeza desde a infância

Frei Raimundo de Cápua, confessor e primeiro biógrafo da santa, conta-nos que esta tomou a resolução de não se casar quando tinha apenas 7 ou 8 anos. A Divina Providência tinha desígnios especiais para ela, porém, a família tinha para ela outros planos… Sua própria mãe fez todos os esforços para que ela se casasse, e pediu ajuda da irmã de Catarina, Boaventura, recém-casada.

Catarina foi morar com a irmã que a incentivava a se vestir e pentear-se elegantemente, para ostentar sua beleza e conseguir um bom noivo. No início, a jovem Catarina cedeu e, aos poucos, foi-se esmerando em sua apresentação pessoal.

Porém, Jesus queria o coração dessa virgem exclusivamente para Si, e enviou-lhe uma severa advertência. Boaventura morreu subitamente  e Catarina voltou para a casa dos pais, onde retomou a vida de penitência, que se habituara a levar quando menina.

Uma “cela monacal” construída no coração

Para vencer as pressões da mãe, que não desistira de seu intento, a heroica moça cortou sua bela cabeleira, em sinal de completo desapego e de rompimento com o mundo.

Este fato provocou uma feroz reação da mãe, que, em represália, obrigou-a a fazer todo o serviço da casa, como uma servente, e tirou-lhe o quartinho onde ela costumava se recolher em oração e penitência.

Mas, como diz São Paulo, “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus” (Rom 8, 28). A perda de sua “cela monacal” levou a jovem santa a construir para si a “cela do coração”, a respeito da qual ela própria comentaria mais tarde, numa de suas inúmeras cartas: “Esta cela é uma moradia que o homem carrega consigo por toda parte. Nela adquirem-se as verdadeiras e reais virtudes, especialmente a humildade e a ardentíssima caridade” (Carta 37).

Vendo a fortaleza da filha, que não cedia em suas convicções e não perdia a alegria, o pai interveio a seu favor, devolvendo-lhe o pequeno quarto e permitindo-lhe receber o hábito de penitente da Ordem Terceira de São Domingos, o qual ela desejava com toda a sua alma.

RECEBA A PROTEÇÃO EXORCÍSTICA DE SÃO BENTO! CLIQUE AQUI E PEÇA SUA MEDALHA DE SÃO BENTO.

Núpcias espirituais

Dos 17 aos 20 anos de idade, Catarina passou reclusa em sua cela. Orava e jejuava, aprendendo os segredos de Deus e penetrando em suas maravilhas. Só saía para ir à Missa, quase não conversava com ninguém e se alimentava pouquíssimo. Aliás, ao longo de sua vida, passou dias e dias alimentando-se apenas da Sagrada Eucaristia.

No ano de 1367, véspera da Quarta-Feira de Cinzas, Nosso Senhor apareceu à Santa desposando-a em núpcias místicas. Após colocar-lhe como sinal um anel de ouro no dedo, ordenou-lhe que fosse juntar-se à família. Queria Ele fazer dela um apóstolo.

Do recolhimento ao apostolado e à luta

Começava para nossa Santa nova fase de sua curta vida. Iniciou seu apostolado socorrendo os pobres e enfermos. Não havia quem não a conhecesse em Sena. Também ninguém que viesse pedir-lhe auxílio e não fosse prontamente atendido.

Uma terrível peste avassalou o país em 1374. Catarina, cuidou dos corpos enfermos, mas sobretudo tratou das almas, conseguindo conquistar muitas delas para o Céu. Curava doentes, convertia pecadores impenitentes pela força de sua oração e expulsava demônios com uma só palavra de sua boca.

Muito mais importante, porém, foi a atuação de Santa Catarina naquele conturbado mundo político de fins da Idade Média. Em torno dos Estados Pontifícios, agrupavam-se pequenos reinos, além de várias cidades que constituíam Estados soberanos.

A todo momento nasciam novos conflitos, ou recrudesciam antigos. Sem falar nas “guerras privadas” de facções familiares dentro de uma mesma cidade. Muito pior, revoltas de muitas dessas cidades contra o Papa.

Santa Catarina foi chamada a intervir em numerosos desses conflitos. Viajando de cidade em cidade, exerceu um importante papel de pacificadora. Seu principal empenho tinha como meta a glória de Deus e a defesa do Papado e dos Estados Pontifícios.

Exílio de Avignon e Grande Cisma

Toda essa intensa atividade de Santa Catarina foi, sem dúvida, de grande benefício para a Igreja. Mas não passa de um simples degrau para aquilo que constitui sua grande missão pública. Sua maior luta foi trazer de volta a Roma a sede do Papado.

Forçado por injunções políticas ocasionais, o Papa Clemente V, ex-Arcebispo de Bordeaux, transferira em 1309 a Sé Pontifícia de Roma para a cidade francesa de Avignon. Em termos concretos, este fato submeteu os Sucessores de Pedro ao jogo das ambições e das corrupções de reis, príncipes e outros governantes terrenos e, infelizmente, mesmo de altas personalidades eclesiásticas indignas de seus cargos. Tudo isto com enormes prejuízos para o governo da Igreja e a salvação das almas.

Santa Catarina de Sena, Coluna de sustentação do verdadeiro Papa

Sem nunca exceder sua humilde condição de simples leiga de uma Ordem Terceira, Santa Catarina admoestava com ousadia e serenidade, “em nome de Cristo”, os grandes deste mundo, não apenas autoridades temporais, mas inclusive os cardeais da Corte Pontifícia de Avignon. E concorreu poderosamente para que o Papa enfrentasse a oposição do Rei de França. Assim, ficou restabelecida na Cidade Eterna o governo do mundo cristão.

Mas Gregório XI faleceu no ano seguinte, sendo sucedido por Urbano VI. Todavia, um grupo de Cardeais, sob pretextos falaciosos, se revoltou contra ele. Então, voltaram eles para Avignon, declararam nula a eleição do Papa legítimo. Em seguida, elegeram um antipapa, o qual tomou o nome de Clemente VII.

Nasceu assim o chamado Grande Cisma do Ocidente, durante o qual Santa Catarina de Sena foi a paladina e a coluna de sustentação do verdadeiro Papa, por ela cognominado de “o doce Cristo na Terra”.

Entretanto, “o que é fraco no mundo, Deus o escolheu para confundir os fortes” – afirma São Paulo (1 Cor 1, 27). Assim sendo, a humilde filha do tintureiro Benincasa empreendeu inúmeras viagens para resolver complicadas questões; foi dessa forma conselheira de reis, príncipes, bispos e até mesmo de Papas. Ademais, iluminada pelo Espírito Santo, fortalecida pela graça do Deus Crucificado, fez tudo quanto pôde para defender a unidade da Igreja.

RECEBA A PROTEÇÃO EXORCÍSTICA DE SÃO BENTO! CLIQUE AQUI E PEÇA SUA MEDALHA DE SÃO BENTO.

Doutora da Igreja

Assim, com apenas 33 anos, partiu para a eternidade a 29 de abril de 1380. Contudo, deixou uma plêiade de discípulos e um exemplo de vida e uma obra escrita composta de 381 cartas, 26 orações e o livro “O diálogo”, no qual descreve todo o seu método de apostolado e vida interior, chamado pela Igreja como “livro da doutrina divina”.

Afinal, por seus ensinamentos cheios de sabedoria, foi honrada pelo Papa Paulo VI com o título de Doutora da Igreja. “Suas cartas são como fagulhas de um fogo maravilhoso que brilha em seu coração, ardente do Amor infinito que é o Espírito Santo” – afirmou pois o Santo Padre ao outorgar-lhe este glorioso título.

Enfim, que o exemplo de Santa Catarina de Sena penetre em nossas almas. Que a força desse mesmo fogo de seu coração nos traga sobretudo a fidelidade plena e íntegra à Santa Igreja.


Ajude-nos a continuar nosso trabalho de evangelização e catequisação das nossas crianças! Ajude-nos a ajudar.

Páscoa

A Solenidade da Páscoa

A Páscoa é a mais antiga e a mais solene das festas do ano litúrgico. A nota dominante da liturgia da páscoa é uma intensa alegria e gratidão pelo benefício da Redenção que se traduz pela repetição do “Aleluia”

A celebração da Páscoa não tem dia fixo no Calendário, mas se celebra no primeiro Domingo depois da lua cheia, de março.

Jesus Cristo morreu no dia 14 do mês de Nisan, mês judaico lunar, correspondente mais ou menos ao nosso 22 de março a 25 de abril. Os meses atuais sendo solares, e pelo fato sendo mais longos, há necessariamente incompatibilidade nas datas.

Receba em sua casa o Terço Anel da Misericórdia. Clique aqui.

Foi em 325 no Concílio de Nicéa, que a Igreja adotou como data da ressurreição o primeiro Domingo depois da lua cheia de março. Foi assim que a Páscoa passou a ocorrer entre 22 de março a 25 de abril.

Naquele tempo, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago e Maria Salomé, compraram aromas, para embalsamarem o corpo de Jesus.  E no primeiro dia da semana, partindo muito cedo, chegaram ao sepulcro ao nascer do sol. E diziam entre si: Quem nos tirará a pedra da boca do sepulcro? Mas quando olharam, acharam revolvida a pedra, que era muito grande. E, entrando no sepulcro, viram um anjo sentado ao lado direito, vestido de uma túnica branca; e tiveram medo. Este, porém, lhes disse: Não temais; procurais a Jesus de Nazaré, que foi crucificado; ressuscitou; não está aqui; eis o lugar onde o haviam posto. Mas ide, anunciai aos seus discípulos e a Pedro, que ele irá. adiante de vós para a Galileia; lá o vereis, assim como ele vos disse. (Mc 16, 1-7)

Seguindo os procedimentos

Maria Madalena, Maria, Mãe de Tiago e Salomé, tinham comprado e preparado os perfumes destinados a um completo embalsamamento do corpo de seu divino Mestre, o que havia sido feito provisoriamente e às pressas por Nicodemos. Tendo-se levantado cedo, elas seguiram para o sepulcro. 

E’ no meio do caminho que perguntam uma a outra: Quem nos há de revolver a pedra da entrada do sepulcro?

Apenas haviam entrado no jardim, que continha o sepulcro, e eis a terra a tremer debaixo de seus pés. Um anjo luminoso desce do céu, num relâmpago ele se inclina sobre o túmulo, quebra os selos, remove a pedra, e senta-se em cima dela.

Madalena, mais nova e impacientemente ardorosa, havia tomado a dianteira; mas qual não foi a sua estupefação, quando, ao chegar ao túmulo, viu a pedra já tirada e a entrada do jazigo completamente livre. Nem ao menos lhe veio a ideia de que Jesus havia talvez ressuscitado, mas, persuadida de que haviam roubado o corpo, deixou as companheiras, e sem perda de tempo, correu ao Cenáculo para participar aos Apóstolos o que acabava de presenciar.

Nenhum dos Evangelistas descreveu o fato da ressurreição; nenhum deles o havia presenciado. Eles viram-no ressuscitado; não contam como ressuscitou. E’ provável que nunca o souberam como nós não o sabemos. E’ mistério divino!

Receba em sua casa o Terço Anel da Misericórdia. Clique aqui.

Enquanto Maria Madalena foi anunciar o fato da desaparição do Mestre aos Apóstolos, as suas duas companheiras, chegando ao sepulcro, penetraram no vestíbulo, que precede o túmulo, e aí à direita, viram um anjo cujo aspecto majestoso e vestes cintilantes as enchiam de terror.

Após ouvirem as palavras do Anjo As duas mulheres, trêmulas de medo, saíram do sepulcro e fugiram, não se atrevendo a pronunciar a mínima palavra. Neste tempo, Madalena havia comunicado o fato a Pedro e a João que levantam-se e correm ao sepulcro; corriam ambos juntos, mas João correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro, mas não entrou.

Alguns instantes depois, chegou Pedro e penetrou no jazigo a certificar-se do que havia. ocorrido. Viu as faixas de um lado e o sudário, que cobria a cabeça, dobrado, do outro. Aproximou-se João e ambos concluíram como Madalena, que tinham tirado o corpo. Nenhum deles imaginou que Jesus tivesse ressuscitado.

Pedro e João voltaram para casa, porém, Maria Madalena conserva-se na parte de fora do sepulcro, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro, e viu dois anjos vestidos de branco, sentados no lugar, onde fora posto o corpo de Jesus. E eles lhe perguntam: Mulher, por que choras ? Respondeu-lhes: Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram. Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus.

Disse-lhe Jesus: “Mulher, porque choras? A quem procuras?”

Ela julgando que era o jardineiro, disse-lhe: Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei.

Jesus lhe disse: Maria. Ela voltando-se, disse-lhe: Rabboni, (que quer dizer: Mestre). Disse-lhe Jesus: Não me toques, porque ainda não subi para meu Pai. Foi Madalena dar a nova aos discípulos: Ví o Senhor, e êle disse-me estas coisas. (João 20, 10-19 ).

Jesus ressuscitou e aparece para consolar àqueles que tanto choraram e sofreram com ele. Ele não se manifesta, nem a Pilatos, nem a Herodes, nem aos chefes dos judeus, para confundi-los; não. Nem aparece logo a Pedro, a João, nem a um outro de seus Apóstolos. Ele se mostrou primeiro a sua Mãe querida e depois a Madalena. A Madalena, que muito pecou, mas que muito soube amar. A pureza imaculada recebeu a sua primeira visita ; a pureza readquirida pelo arrependimento e o amor receberá a sua segunda visita. Tocante delicadeza do Coração de Jesus.


Ajude-nos a continuar nosso trabalho de evangelização e ajuda social aos mais necessitados!

Mistérios Gloriosos

Mistérios Gloriosos

Vamos rezar os Mistérios Gloriosos?

Neste artigo você poderá rezar conosco os Mistérios Gloriosos que normalmente são rezados à Quarta-feira e Domingo.

Se você ainda não sabe como rezar o terço, clique aqui!

(Rezar este Terço à Quarta-feira e Domingo)

  • 1º Mistério Contemplamos – A Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo
  • 2º Mistério Contemplamos – A Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo
  • 3º Mistério Contemplamos – A descida do Espírito Santo a Nossa Senhora e os Apóstolos reunidos no Santo Cenáculo
  • 4º Mistério Contemplamos – A Assunção de Nossa Senhora aos Céus de corpo e alma
  • 5º Mistério Contemplamos – A Coroação de Nossa Senhora como Rainha do Céu  e da Terra dos Anjos e dos Homens.

Importância da oração do terço

Rezar o Terço diariamente é uma devoção muito querida a todos os Católicos.

Muitos santos passaram por este caminho de peregrinação que é a nossa vida cristã rezando o Terço com devoção:

– São João Paulo II, que dizia: “O Rosário acompanhou-me nos momentos de alegria e nas provações. A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei sempre conforto”.

 São Pio de Pietrelcina disse: “Amai Nossa Senhora e tornai-A amada. Rezai sempre o seu Rosário e divulgai-o”.

– São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes, tinha uma enorme confiança nesta oração, a ponto de dizer: “Com esta arma, afastei muitas almas do diabo”.

Não podemos esquecer o conselho de Santo Afonso Maria de Ligório“Se quisermos, pois, ajudar as santas almas do purgatório, procuremos rogar por elas à Santíssima Virgem em todas as nossas orações, aplicando-lhes especialmente o Santo Rosário, que lhes dá grande alívio”. É uma obra de misericórdia que devemos praticar. E, além disso, podemos alcançar, pelo Rosário, a intercessão de Maria e graças para nossas famílias, assim como nos diz São Pio X“Se quiserdes que a paz reine em vossas famílias e em vossa Pátria, rezai todos os dias, em família, o Santo Rosário”.

Siga-nos

Primeiramente, convido você a acompanhar nossas ações de evangelização e caridade pelo Facebook, ou se preferir também pelo Instagram.

Também gostaríamos de avisar você que temos um canal no Youtube com conteúdo católico.

E finalmente, se estiver ao seu alcance ajude-nos também a manter nossas campanhas. Clique no botão abaixo e faça uma doação