Tempos litúrgicos

Tempos litúrgicos da Igreja Católica

Vamos definir primeiro o que são os tempos litúrgicos da Igreja Católica. Por uma questão de clareza, vamos falar do Rito Romano, transmitido pela Igreja de Roma e o mais difundido no Cristianismo.

fonte: https://gaudiumpress.org/content/o-significado-das-cores-na-liturgia-catolica/

Advento

O Advento é o tempo da expectativa: por um lado, celebramos a iminente vinda de Jesus, em vista do Natal; por outro, mais amplamente, celebramos a esperança do Seu retorno com o fim dos tempos (a chamada Parousia, a vinda do Senhor Jesus glorificado, com poder e glória).

Esta época litúrgica dura quatro semanas. Na verdade, começa quatro semanas antes do Natal.

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O Advento começa com as Vésperas do primeiro domingo e termina com as Vésperas de Natal, a 24 de Dezembro, e com o início da época litúrgica do Natal.

O Advento é um tempo de alegria e de esperança, para a expectativa do Salvador.

O terceiro Domingo é chamado Domingo “Gaudete”, ou seja, Domingo da alegria. Essa alegria é por causa do Natal que se aproxima. Nesse dia, a liturgia pode-se usar o róseo.

fonte: https://diocesedebraganca.com.br/noticias/1582/tempo-liturgico

Natal

A época litúrgica do Natal começa na noite de 24 de Dezembro, com as Vésperas, e termina no domingo depois da Epifania. Portanto, dura entre catorze e vinte dias, terminando com a festa do Batismo de Jesus (uma semana após a Epifania). Descobrimos particularmente a infância de Jesus.

A liturgia usa a cor branca.

Como e mais do que o Advento, o Natal é um tempo de grande alegria, porque celebra a primeira vinda de Jesus, que se fez homem por amor a todos nós.

Toda semana seguinte a esse dia é chamada Oitava de Natal. São dias tão solenes quanto o dia 25.

Tempo comum (primeira parte)

Inicia-se no primeiro dia logo após a Festa do Batismo do Senhor.

O Tempo Comum é interrompido pela Quaresma. Com isso, essa primeira parte vai até a Terça-feira de Carnaval, pois na Quarta-feira de Cinzas já começa o Tempo da Quaresma.

A cor litúrgica do Tempo Comum é o verde, tanto para os Ritos Romano como Ambrosiano.

Durante o Tempo Comum, a Igreja e os fiéis concentram-se na leitura e compreensão dos Evangelhos, de acordo com o ciclo de leituras ao longo de três anos estabelecido pelo Leccionário. O ciclo de leitura é identificado pelas leituras A – B – C :

Ano A: a maioria dos textos evangélicos são de SÃO MATEUS.

Ano B: a maioria dos textos evangélicos são de SÃO MARCOS.

Ano C: a maioria dos textos evangélicos são de SÃO LUCAS.

Quaresma

A Quaresma dura quarenta dias e precede a celebração da Páscoa. Começa na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira santa.

O quarto Domingo é chamado “Laetare”, ou seja, Domingo da Alegria. Semelhante ao terceiro Domingo do Advento, o quarto da Quaresma também é caracterizado pela alegria da Páscoa que se aproxima. Nesse dia, também pode-se usar paramento cor-de-rosa.

O sexto Domingo da Quaresma é Domingo de Ramos na Paixão do Senhor. Nesse dia, a cor Vermelha. Também nesse dia, inicia-se a Semana Santa.

Este tempo litúrgico recorda o período de quarenta dias passados por Jesus no deserto.

É, portanto, um período de penitência, oração e preparação para a Páscoa, durante o qual se luta contra o pecado para ser digno de Jesus e do seu sacrifício.

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A Semana Santa é a semana antes da Páscoa e é a semana mais importante do ano. Nela seguimos Jesus desde sua entrada em Jerusalém (Domingo de Ramos), até sua prisão, Paixão, morte e sepultamento.

A quinta-feira santa recorda a Última Ceia e abre o tríduo pascal solene, o tempo central do ano litúrgico, porque naqueles três dias Jesus instituiu a Eucaristia, o sacerdócio ministerial, e pronunciou o mandamento do amor fraterno.

Além disso, a Sexta-feira Santa comemora a Sua morte na Cruz.

No Sábado Santo, todas as celebrações litúrgicas são suspensas, para comemorar a descida de Jesus a “mansão dos mortos” (ART 5º CREDO), enquanto se prepara para a Vigília Pascal (a noite entre sábado e domingo).

A cor litúrgica da Quaresma é roxo, morello para o rito ambrosiano.

Tríduo Pascal

Terminado a Quaresma na Quinta-feira Santa de manhã, a partir da tarde desse dia, começa o Tríduo Pascal: Quinta-feira Santa; Sexta-feira Santa e Sábado Santo.

Na Quinta-feira, à tarde, celebra-se a Missa da Ceia do Senhor e Lava-pés. A cor do paramento é Branca. Trata-se de uma Missa solene e deve-se ornamentar o altar com flores. Ao final da Celebração é feito o translado do Santíssimo Sacramento.

Na Sexta-feira Santa, celebra-se a Ação Litúrgica da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa celebração não é Missa. A cor é vermelha.

No Sábado Santo, à noite, celebra-se a Vigília Pascal, mãe de todas as vigílias.

Tempo Pascal

Inicia-se com o Primeiro Domingo da Páscoa.

Toda a semana seguinte a esse dia é chamada Oitava de Páscoa. São dias tão solenes quanto àquele primeiro Domingo.

Quarenta dias depois da Páscoa celebramos a Ascensão de Jesus, que junto com a Páscoa e o Pentecostes é uma das festas mais importantes do Calendário Eclesiástico. É o momento em que Jesus, depois de morto e enterrado, ascendeu ao Céu.

Cinquenta dias depois da Páscoa, por outro lado, celebra-se o Pentecostes, a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos que iniciaram a sua missão evangélica e o nascimento da Igreja.

A cor litúrgica é branca, vermelha para o Pentecostes.

Tempo Comum (segunda parte)

O Tempo Comum que havia sido interrompido pela Quaresma, reinicia na Segunda-feira após a solenidade de Pentecostes.

No Domingo seguinte, celebra-se a Solenidade da Santíssima Trindade. Nesse dia, a cor é Branca.

Na Quinta-feira após o Domingo da Santíssima Trindade, celebra-se a Solenidade do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo ( “Corpus Christi”).

A duração do Tempo Comum, contanto desde a primeira parte, é de 34 semanas. Na 34a semana, mais especificamente na véspera do Primeiro Domingo do Tempo do Advento, termina o Tempo Comum e, consequentemente termina aquele Ano Litúrgico, devendo, portanto, iniciar o outro como primeiro Domingo do Tempo do Advento.


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Anjo da Guarda

O Anjo da Guarda

Temos um melhor amigo: o nosso Anjo da Guarda. “– Mas todos temos um Anjo da Guarda? Até eu?”. Sim. Todos temos um Anjo da Guarda.

A existência dos Anjos está atestada em toda a Sagrada Escritura, em diversas aparições, desde o Gênesis até o Apocalipse.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que cada fiel tem ao seu lado um anjo como protetor e pastor para o guiar na vida. Desde o seu começo até a morte, a vida humana é acompanhada pela sua assistência (CIC 336).

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Mas como de fato ele atua?

Os anjos influenciam nossa vida muito mais do que se pensa, e são nossos intercessores junto a Deus.

Seu ofício não é simplesmente uma proteção física – como se o Anjo existisse simplesmente para ajudar criancinhas a atravessarem ruas ou pontes perigosas – para o guardado. Muito mais do que isso, é uma missão principalmente espiritual. A salvação eterna daquela alma.

Os Anjos da guarda querem e lutam pelas almas, pela salvação delas. Com inspirações, iluminações, conselhos e, também, realizando milagres e lutando contra o próprio demônio.

São João Bosco dizia que o Anjo da Guarda desejava ajudar o homem mais do que o homem desejava ser ajudado por ele.

Como o Anjo nos influencia?

Os Anjos sim nos influenciam, e muito. E muitas vezes nem nos damos conta disso.

Eles são profundamente discretos e muito educados. A humildade também é uma virtude angélica. Quantas vezes uma boa idéia não tem origem do nosso Anjo?

Um pressentimento qualquer que não devemos tomar tal caminho, ir em algum lugar (uma festa por exemplo) ou fazer algo. E de fato, depois descobre-se que algo de ruim se passou em tal lugar ou se tomássemos qualquer outra medida. Certamente algum Anjo solícito zelou pelo bem de seu guardado.

Mas sobretudo, os Anjos exercem um papel importante no que diz respeito a nossa fé.

São Tomás de Aquino, Doutor Angélico, comenta que as revelações de coisas divinas chegam aos homens mediante os Anjos. Essas revelações são iluminações.

O Anjo ilumina o homem para incliná-lo ao bem. E o Anjo continua sempre na presença de Deus, mesmo estando ao lado do seu guardado, intercedendo continuamente por ele.

O Anjo da Guarda está sempre a meu lado.

Muito provavelmente, aprendemos em casa, ou na catequese, a clássica oração: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador. Já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa, ilumina. Amém”.

É realmente admirável o fato de cada um de nós ter um Anjo, sempre guardando, protegendo, iluminando. Um ser incumbido por Deus para cuidar especificamente de mim!

Um único Anjo tem o poder de destruir um grande exército (2Rs 19,35; 2Cr 32,21; Is 37,36) e ele está ali única e simplesmente para auxiliar em minha salvação eterna.

São Jerônimo exclama a grandiosidade da alma humana, tanto que desde o nascimento até a morte temos um Anjo destinado a nossa custódia.

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Outros Anjos…

Além dos Anjos da Guarda, outros espíritos angélicos vagueiam pela terra com grande interesse em nós… para nossa perdição!

Os demônios, anjos malditos que não foram fiéis em sua prova e que, outrora, faziam parte da corte celestial. Revoltados contra Deus, querem obsessivamente destruir os homens, por serem “imagem e semelhança” de Deus.

Se eles tanto nos perseguem, e de fato os demônios existem e é uma verdade de fé (CIC 391), porque não recorremos ao Anjo da Guarda pedindo sua proteção? Ele está ali para isso!

Vamos crescer no relacionamento com nosso Anjo. Certamente significará ser mais defendido das ações malignas e também mais auxiliado na luta contra as tentações.

Confiando-nos inteiramente na proteção de nosso Anjo, não precisaremos temer qualquer assalto do demônio, afinal, estes infames nada podem contra o poder do Anjo!


Espero que este artigo sobre seu Anjo da Guarda tenha acendido sua devoção a ele. Reze sempre a ele.

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Os Arcanjos

Os Arcanjos

A Natureza dos Anjos

A Bíblia está cheia da existência dos Anjos, de tal forma que aparecem desde o princípio (ver cap. 3 do Gn). Desse modo, no Antigo Testamento, eles aparecem impedindo que Abraão sacrifique Isaac, consolando Agar no deserto (ver caps. 16 e.22 do Gn), bem como alimentando Elias (1 Rs 19), e protegendo os 3 meninos na fornalha (Dn 3). Igualmente em muitas outras passagens.

Assim, o Novo Testamento se abre com a presença do Anjo Gabriel anunciando a Zacarias o nascimento de João Batista, e a nossa Senhora a Encarnação do Verbo (ver Lc 1). E enchem os Evangelhos até à Ascensão de Cristo. Nos Atos dos Apóstolos há várias aparições de Anjos (ver nos Evangelhos e nos Atos as aparições dos Anjos).

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Os Anjos são puros espíritos. Dessa maneira, são substâncias puramente espirituais. Foram criados por Deus para existirem sem corpo. São as criaturas mais perfeitas, porque têm uma natureza mais semelhante à de Deus (puro espírito).

É grande o número dos Anjos. De fato, a Sagrada Escritura fala sempre do exército dos Anjos. Na sua prisão, nosso Senhor disse que podia pedir ao Pai e ele mandaria mais de 12 legiões de anjos em sua defesa (Mt 26, 53). Além disso, o profeta Daniel, descrevendo o trono de Deus, diz que um milhão de anjos o serviam, e mil milhões o assistiam (Dn 7, 10).

A saber, os Anjos estão divididos em 3 hierarquias, e cada uma delas em 3 coros. A primeira hierarquia é a dos que contemplam a Deus: Serafins, Querubins e Tronos. A segunda hierarquia se ocupa do governo do mundo: Dominações, Virtudes e Potestades. A terceira é encarregada de executar as ordens divinas: Principados, Arcanjos e Anjos.

Então, conhecemos, através da Bíblia, apenas o nome de três Arcanjos, os quais, a Igreja comemora no dia 29 de Setembro.

São Miguel

Os anjos foram dotados por Deus de inteligência perfeitíssima e, no entanto, pecaram, revoltando-se contra seu Criador. Mistério do mal…  São Miguel, por sua fidelidade, recebeu em prêmio a missão de proteger a Santa Igreja.

São Miguel é o grande capitão do exército celeste. Seu nome Mi-cha-el significa, quem é igual a Deus? Pois, Quando Lúcifer, cego pelo orgulho, quis igualar-se ao Altíssimo, Miguel exclamou com voz trovejante: “Quem é igual a Deus?” E acompanhado pelos anjos fiéis, precipitou do alto dos céus a tropa rebelde dos apóstatas. Assim se tornou o generalíssimo do incontável exército dos santos anjos. Vê-se, nos profetas, que era o protetor do povo de Israel; sobretudo, agora o é da Igreja.

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São Gabriel

São Gabriel, cujo nome significa Força de Deus, anuncia ao profeta Daniel a época da grande obra de Deus, a época do Filho de Deus feito homem, Cristo condenado à morte, a remissão dos pecados, o Evangelho pregado a todas as nações, a ruína de Jerusalém e de seu templo, a condenação final do povo judeu. É o mesmo anjo Gabriel que prediz ao sacerdote Zacarias, no templo, no santuário, junto ao altar dos perfumes, o nascimento de um homem que será chamado João, ou cheio de graça, e que não mais anunciará a vinda do Salvador, mas que o apontará: “Eis o Cordeiro de Deus! Eis quem tira os pecados do mundo!”

É o mesmo arcanjo, sempre enviado para anunciar grandes coisas, que irá à humilde casa de Nazaré anunciar à Virgem Maria a maior de todas as coisas; comunicar que, sem deixar de ser virgem, ela daria à luz ao Filho do Altíssimo, que seria chamado Jesus ou Salvador, porque seria o Salvador do mundo. Pois, é esse glorioso arcanjo que nos ensina a dizer tal como ele: “Ave-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres!”

São Rafael

São Rafael, cujo nome significa Médico ou cura de Deus, dá-se a conhecer a Tobias: “Quando oráveis, vós e Sara vossa nora, ou apresentava o memorial de vossas orações diante do santo; e quando sepultáveis os mortos, estava presente junto de vós. Quando não vos recusáveis a levantar-vos da mesa e deixar vosso jantar para amortalhardes um morto, o bem que praticáveis não permanecia oculto; pois eu estava convosco. E por que éreis agradáveis a Deus, foi necessário que fosseis provados. Agora, porém, Deus enviou-me para curar-vos, a vós e a Sara, esposa de vosso Filho. Sou Rafael, um dos sete anjos que apresentam as orações dos santos, e que podem defrontar a majestade do Santíssimo!

Oração aos Santos Arcanjos

Socorrei-nos, ó Santos Arcanjos, grandes santos irmãos nossos, que sois servos, como nós, diante de Deus. Defendei-nos de nós mesmos, da nossa covardia e tibieza, de nosso egoísmo e de nossa ambição, de nossa inveja e desconfiança, de nossa avidez em procurar a saciedade, a boa vida e a estima.

Desatai as algemas do pecado e do apego a tudo o que passa. Desvenda os nossos olhos que nós mesmos fechamos, para não precisarmos ver as necessidades de nosso próximo, e poder assim ocupar-nos de nós mesmos numa tranquila auto complacência.

Colocai em nosso coração o espinho da santa ansiedade de Deus, para que não deixemos de procurá-lo com ardor, contrição e amor. Contemplai em nós o Sangue do Senhor, que Ele derramou por nossa causa. Observai em nós as lágrimas de Vossa Rainha, que ela derramou sobre nós.

Contemplai em nós, a pobre, desbotada, arruinada imagem de Deus, comparando-a com a imagem íntegra que deveríamos ser por Sua vontade e Seu amor.

Ajudai-nos a conhecer a Deus, a adorá-Lo, a amá-Lo e a servi-Lo. Auxiliai-nos no combate contra os poderes das trevas que traiçoeiramente nos envolvem e nos afligem.

Ajudai-nos para que nenhum de nós se perca e para que um dia estejamos todos jubilosamente reunidos na eterna bem-aventurança.

Amém.

(Via: Canção Nova)


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São Cosme e São Damião

Esta é a história de São Cosme e São Damião

São Cosme e São Damião eram cristãos e irmãos. Não há informações exatas sobre o fato de serem gêmeos ou não. Mas sabe-se que nasceram e viveram na região da Ásia Menor, na Cilícia, por entre os séculos III e IV.

Desde muito cedo manifestaram grande talento para o exercício da medicina. Pois então estudaram, formaram-se na Síria e passaram a vida exercendo a profissão de médico, aliás, com muita competência e dignidade.

São tidos como padroeiro dos médicos.

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A medicina como forma de apostolado

Os irmãos eram conhecidos como “os não cobradores”. Conseguiam deixar pasmos os mais céticos dos pagãos pois, eles não cobravam absolutamente nada por exercer sua função. Os gregos os chamavam de “anargiros”, que significava sem dinheiro. Eram muito desprendidos e caritativos com os mais pobres.

E no exercício de sua profissão, não rara as vezes, eles falavam a respeito de Jesus Cristo e de seu Evangelho.

Nesse ambiente então, conseguiam a conversão de muitos pagãos para o seio da verdadeira Igreja. Inspirados pelo Espírito Santo, usavam a fé aliada aos seus conhecimentos científicos e conseguiam muitas curas, muitas vezes de pessoas à beira da morte e por isso, eram vistos como verdadeiros milagres.

Contra a verdade, a perseguição dos maus.

As conversões que os dois irmãos médicos estavam fazendo na região começaram a incomodar a muitos.

Lisias, governador da Cilícia, desgostou-se muito da propaganda efusiva do Cristianismo que eles realizavam. Tentou inutilmente que deixassem de pregar e, como não conseguiu, mandou atirá-los ao mar. Eis que uma onda gigantesca os levou a salvos à margem!

Milagre!

Não satisfeito, este mesmo governador mandou que fossem queimados vivos, mas as chamas sequer tocaram seus corpos. Queimaram sim aos verdugos pagãos que queriam atormentá-los.

Diocleciano, imperador e grande perseguidor dos cristãos na época, mandou prendê-los e interrogá-los. Acusados de serem inimigos dos deuses e também de usarem feitiçarias e outros meios diabólicos para disfarçar suas curas. “Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo Seu poder”, sempre rebatiam as acusações com essa resposta.

Diante da insistência dos perseguidores da fé cristã, com relação à adoração aos deuses, respondiam: “Os teus deuses são vãos, e puras aparências, nem sequer se lhes pode dar nome de homens, mas de demônios”.

Finalmente, o mandatário mandou que fossem decapitados e assim puderam derramar seu sangue por proclamar o amor ao Divino Redentor. O martírio ocorreu em Ciro, cidade vizinha à Antioquia, na Síria.

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Médicos durante e depois da vida

O imperador Justiniano, por volta do ano 530 ficou gravemente enfermo. Encomendando-se a estes dos grandes mártires, ficou inexplicavelmente curado. Ordenou então que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa Igreja em honra a seus protetores.

O Papa Félix IV, entre 526 e 530, também pediu que se construísse em Roma uma Basílica dedicada a São Cosme e São Damião. A dedicação desta Basílica se deu em 26 de Setembro. Assim então esta data passou a ser comemorada a festa dos Santos médicos.

E os doces?

A festa litúrgica de São Cosme e São Damião, como dito antes, se dá no dia 26 de Setembro. Na umbanda, essa festa é no dia subsequente, 27 de Setembro.

Os africanos escravizados, na vinda ao Brasil, utilizavam imagens de Santos Católicos para cultuar, de forma disfarçada, seus orixás. Dentre esses, valiam-se das imagens de São Cosme e São Damião para cultuar dois orixás também irmãos gêmeos e crianças. Ao passo que nesta data é comum a distribuição de doces.

E nós, Católicos, seguidores da Igreja de Cristo, podemos comer esses doces?

O próprio São Paulo pode responder essa pergunta, conforme consta nas Sagradas Escrituras, em sua primeira carta aos Coríntios:

Biblia Católica Online – I Cor 8

1Quanto às carnes oferecidas aos ídolos, somos esclarecidos, possuímos todos a ciência… Porém, a ciência incha, a caridade cons­trói.

2.Se alguém pensa que sabe alguma coisa, ainda não co­nhece nada como convém conhe­cer.

3.Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele.

4.Assim, pois, quanto ao comer das carnes imoladas aos ídolos, sabemos que não existem realmente ídolos no mundo e que não há outro Deus, senão um só.

5.Pretende-se, é verdade, que existam outros deu­ses, quer no céu quer na terra (e há um bom número desses deuses e senhores).

6.Mas, para nós, há um só Deus, o Pai, do qual procedem todas as coisas e para o qual existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por quem todas as coisas existem e nós também.

7.Todavia, nem todos têm esse conhecimento. Alguns, habituados ao modo antigo de considerar o ídolo, comem a carne como sacrificada ao ídolo; e sua consciência, por ser débil, se mancha.

8.Não é, entretanto, a comida que nos torna agradáveis a Deus: comendo, não ganhamos nada; e não comendo, nada perdemos.

9.Atenção, porém: que essa vossa liberdade não venha a ser ocasião de queda aos fracos.

10.Se alguém te vir, a ti que és instruído, sentado à mesa no templo dos ídolos, não se sentirá, por fraqueza de consciên­cia, também autorizado a comer do sacrifício aos ídolos?

11.E assim por tua ciência vai se perder quem é fraco, um irmão, pelo qual Cristo morreu!

12.Assim, pecando vós contra os irmãos e fe­rindo sua débil consciência, pecais contra Cristo.

13.Pelo que, se a comida serve de ocasião de queda a meu irmão, jamais comerei carne, a fim de que eu não me torne ocasião de queda para o meu irmão.”

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De fato, o pecado se caracteriza como pecado quando, entre outras coisa, há a ciência da prática do errado.

São Cosme e São Damião derramaram seu sangue por Nosso Senhor Jesus Cristo. Desse modo, ter devoção a eles não é distribuir doces mas, ser testemunho vivo do Evangelho.

 

A história de São Pio

A história de São Pio

A história de São Pio de Pietrelcina encanta a todos que a conhecem pois, assim como o apóstolo Paulo, São Pio colocou, no centro de sua vida e do seu apostolado, a Cruz do Senhor como sua força, sabedoria e glória. 

Este filho de São Francisco de Assis nasceu no dia 25 de Maio de 1887 na cidade italiana de Pietrelcina. Em seguida, foi batizado, recebendo o nome de Francisco. Recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão, quando tinha 12 anos.

Logo que chegou aos 16 anos, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, e passou a chamar-se Frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, no dia 27 de Janeiro de 1907, a dos votos solenes. Enfim, sua ordenação sacerdotal foi no dia 10 de Agosto de 1910.

Em Setembro desse ano de 1916, foi mandado para o convento de Santa Maria das Graças, situado em São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte. Será nesta cidade onde a história de Padre Pio se passará e será conhecida por todo o mundo.

O dia 25 de maio de 1917 merece especial registro em sua longa e santa vida. Ele completava 30 anos. Enquanto rezava no coro da igreja, foi agraciado com os estigmas da crucifixão de Jesus, os quais permaneceram nele por mais de 50 anos.

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O cuidado com as Almas

No convento, começou exercendo a função de diretor espiritual e mestre dos noviços. Além desse encargo, confessava os habitantes do povoado que frequentavam a igreja conventual. Foram estes que, pouco a pouco, notaram as características especiais do novo padre: suas Missas às vezes duravam três horas, pois com frequência entrava em êxtase, e os conselhos que ele dava no confessionário revelavam alguém que “lia as almas”.

Certa vez chegou uma jovem de Florença, muito atribulada, pois um familiar próximo tivera a desgraça de cometer suicídio, jogando-se no Rio Arno.

Já havia ouvido falar do padre de San Giovanni, e depois da Missa dirigiu- se à sacristia para falar com ele . Assim que este viu a moça, inteiramente desconhecida dele, disse-lhe com doçura:

– Da ponte ao rio demora alguns segundos… A jovem, surpresa e chorando, só pôde responder: – Obrigada, padre.

Fatos maravilhosos como esse se repetiam todos os dias nas vida de São Pio. Chegavam incrédulos que saíam arrependidos de sua falta de Fé. Pessoas tomadas de desespero recuperavam a confiança e a paz de alma. Enfermos retornavam curados a seus lares.

A companhia do Anjo da Guarda

Na história de São Pio podemos ver uma estreita relação com seu Anjo da Guarda, ao passo que ele chamava de “o amigo de minha infância”. Era seu melhor confidente e conselheiro.

Quando ele ainda era menino, um de seus professores decidiu pôr à prova a veracidade dessa magnífica intimidade. Ao propósito, escreveu-lhe várias cartas em francês e grego, línguas que o Pe. Pio então não conhecia.

Ao receber as respostas, exclamou estupefato:

– Como podes saber o conteúdo, já que do grego não conheces sequer o alfabeto?

– Meu Anjo da Guarda me explica tudo.

Graças a um amigo como esse, junto ao auxílio sobrenatural de Jesus e Maria, o Santo pôde ir acrisolando sua alma nos numerosos sofrimentos físicos e morais que nunca lhe faltaram.

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O Amor ao próximo

O momento mais alto da sua atividade apostólica era aquele em que celebrava a Santa Missa. Os fiéis, que nela participavam, pressentiam o ponto mais alto e a plenitude da sua espiritualidade.

No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar os sofrimentos e misérias de tantas famílias, principalmente com a fundação da «Casa Sollievo della Sofferenza» (Casa Alívio do Sofrimento), que foi inaugurada no dia 5 de Maio de 1956.

Sem dúvida, para o Padre Pio, a fé era a vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se assiduamente na oração. Passava o dia e grande parte da noite em colóquio com Deus. Dizia: “Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-Lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus”. Assim, a fé levou-o a aceitar sempre a vontade misteriosa de Deus.

Um grande confessor

Quando alguém lhe perguntou qual missão havia ele recebido de Nosso Senhor Jesus Cristo, o santo capuchinho respondeu com simplicidade: “Eu? Eu sou confessor”.

Acima de tudo, era confessor! Os prodigiosos dons místicos que recebera da Providência não eram senão um anzol por meio do qual ele atraía as almas a se purificarem de seus pecados no sacramento da Reconciliação.

Frequentemente chegava passar até 15 horas por dia no confessionário, e muitos milagres ocorriam.

Por exemplo, certo dia, um comerciante pediu-lhe a cura de uma filha muito enferma e recebeu esta resposta: – Tu estás muito mais doente que tua filha. Vejo-te morto. Como podes sentir-te bem com tantos pecados na consciência? Estou vendo pelo menos trinta e dois…

Imediatamente, surpreso, o homem ajoelhou-se para se confessar. Em seguida, quando terminou, disse para quantos quisessem ouvi-lo: “Ele sabia tudo e me disse tudo!”

A glorificação

São Pio de Pietrelcina faleceu no dia 23 de Setembro de 1968; tinha ele 81 anos de idade. O seu funeral foi acompanhado por um mar de pessoas.

Nos anos que se seguiram à sua morte, a história de vida de São Pio, sua fama de santidade e milagres foi cada vez mais ficando conhecida, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o mundo e em todas as categorias de pessoas.


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Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das Dores

A Festa de Nossa Senhora das Dores é celebrada no dia seguinte à Festa da Exaltação da Santa Cruz. É uma das poucas festas que ainda mantém sua sequência, oração hino recitado antes do Evangelho do dia. É o Stabat Mater.

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Sequência

o Stabat Mater Dolorosa (“estava a mãe dolorosa“) foi motivo de centenas de adaptações musicais pelos compositores clássicos e contemporâneos. Não só na versão original latina mas também nos idiomas vernáculos.  Suas palavras mostram assim a grande dor pela qual passou a Santíssima Virgem aos pés da cruz na qual o Salvador entregou seu espírito ao Pai.

Estava a mãe dolorosa chorando junto à cruz da qual seu Filho pendia.

Sua alma soluçante, inconsolável e angustiada era atravessada por um punhal.

Ó, quão triste e aflita estava a bendita mãe do Filho Unigênito!

Transpassada de dor, chorava, vendo o tormento do seu Filho.

Quem poderia não se entristecer ao contemplar a Mãe de Cristo sofrendo tanto suplício?

Quem poderia conter as lágrimas vendo a mãe de Cristo dolorida junto ao seu Filho?

Pelos pecados do seu povo Ela viu Jesus no tormento, flagelado por seus súditos.

Viu seu doce Filho morrendo desolado ao entregar seu espírito.

Ó mãe, fonte de amor, faz-me sentir toda a tua dor para que eu chore contigo.

Faz com que meu coração arda no amor a Cristo Senhor para que possa consolá-lo.

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Mãe Santa, marca profundamente no meu coração as chagas do teu Filho crucificado.

Por mim, teu Filho coberto de chagas quis sofrer seus tormentos, quero compartilhá-los.

Faz com que eu chore e que carregue com Ele a sua cruz enquanto dure a minha existência.

Quero estar em pé ao teu lado, junto à cruz chorando junto a ti.

Virgem das virgens notável, não sejas rigorosa comigo, deixa-me chorar junto a ti.

Faz com que eu compartilhe a morte de Cristo que participe da sua paixão e que rememore suas chagas.

Faz com que me firam suas feridas, que sofra o padecimento da cruz pelo amor do teu Filho.

Inflamado e elevado pelas chamas, seja defendido por ti, ó Virgem, no dia do Juízo Final.

Faz com que eu seja custodiado pela cruz, fortalecido pela morte de Cristo e confortado pela graça.

Quando o corpo morrer, faz com que minha alma alcance a glória do Paraíso. Amém.

Imensidade das dores de Maria

Não queremos falar das causas propriamente ditas das dores de Maria Santíssima, mas de certas fontes especiais de amarguras contínuas.

A grande fonte, a única fonte especial de todos os seus sofrimentos é o amor que dedicava a seu Jesus, como a Deus e como a seu filho, mas além desta fonte primeira, há outras fontes que aumentavam singularmente os sofrimentos da Virgem desolada.

Estas fontes são as três seguintes:

I- Não poder morrer com Jesus

Jesus exercia sobre Maria todo o atrativo da sua beleza, da sua bondade, de seu amor de Filho e de Deus, enquanto se concentravam no Coração de Maria, o amor e os direitos de pai e de mãe; Jesus era três vezes seu filho: o filho de seu amor, o filho de sua virgindade e o filho das suas entranhas.

E este Jesus desaparece, morre derramando o seu próprio sangue, e envolto numa nuvem de ignomínias morre este adorável Jesus, e Maria não pode segui-lo na morte.

Oh! que morte horrível de tormentos de não poder morrer! Santa Teresa, no êxtase de seu amor para com Deus, exclamava: – “Morro, por não poder morrer.”

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E Maria morria continuamente por não poder morrer com o seu Jesus.

A morte natural é de um instante. A morte mística de Maria, entretanto,  era contínua. sua vida era uma morte prolongada.

II- Não poder aliviar as dores de Jesus

Nossa Senhora não podia morrer com seu Jesus, e por cúmulo de tormento, nem lhe era dado aliviar os sofrimentos dele.

Revelações de Santos nos dizem que, embora ausente do Getsêmani corporalmente, ela assistia em espírito e seguia interiormente as diversas fases da agonia do Redentor.

Mas, ela estava corporalmente presente na flagelação, na coroação de espinhos, no caminho do Calvário, na crucificação, na morte de Jesus. Que suplício indescritível, para um coração de mãecomo o de Maria, o ser obrigado a seguir passo por passo, este drama sangrento.

Outras mães teriam pelo menos a consolação, ao perderem o filho, de sentir, a presença de Deus que consola quando fere, mas para Maria o filho é ao mesmo tempo Deus que se imola e que fere seu Coração. E não podia prestar-lhe o mínimo serviço.

III- O seu conhecimento do pecado.

Uma terceira fonte de suplício para Maria é o conhecimento nítido, que tem do pecado. Ela havia sido escolhida por Deus para ser a co-redentora do gênero humano.

O redentor veio expiar e reparar o pecado, que conhecia a fundo, em toda a sua maldade e perversidade. Ademais, Maria Santíssima, associada à reparação, estava naturalmente associada ao conhecimento do mal que iam expiar.

Ora, o pecado é o centro da paixão e da morte do Salvador. Foram os espinhos do pecado que lhe perfuraram a cabeça, e os açoites da perversidade que lhe rasgaram o corpo.

Foi o peso do pecado que o prostrou por terra banhado em sangue. Foi a crueldade do pecado que o pregou na cruz, e abriu-lhe o peito. Maria via o que olhares de pecadores não podiam ver: Ela via que o pecado atingia a própria divindade, procurando como que destruir o Autor da vida. Maria via a grandeza de Deus ofendia, como via a maldade do homem revoltado.

Conclusão

A Virgem Dolorosa nos ensina o horror do pecado, a dor que ele causa a seu Divino Filho e a seu Imaculado Coração. E também nos ensina que estará a nosso lado, enxugando nossas lágrimas nos momentos mais difíceis, pois ela é Mãe que não abandona e não esquece nunca de seus filhos, principalmente nos momentos mais difíceis.


Ajude-nos assim a continuar nosso trabalho de evangelização e catequese das crianças das paróquias de todo Brasil!

Natividade de Nossa Senhora

Natividade de Nossa Senhora

 

Festa da natividade de Nossa Senhora. O dia de nosso nascimento é celebrado e festejado com muita alegria. É costume uma família alegra-se e comemorar o nascimento de um filho, por exemplo. Pelo contrário, a Igreja celebra o nascimento de um filho, mas o nascimento espiritual, se nascimento para o céu. Assim são marcadas as datas das festas da maioria dos santos, o dia de sua morte para esta vida e seu nascimento para a glória.

Esta é a regra geral, porém há exceções.

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Nascimento da Santíssima Virgem

Entre os santos a Igreja celebra o nascimento terreno de apenas dois santos, São João Batista (24 de junho) e da Santíssima Virgem (8 de setembro). A mulher predestinada para ser a Mãe de Deus aparece sobre a terra com a alma santa e imaculada, com a mesma pureza e santidade com que saiu das mãos de Deus.

Seu nascimento constitui um motivo de alegria universal para a terra e para o céu. Alegram-se Deus, os Anjos, os santos e toda a Igreja.

 

Alegria de Deus

Nossa Senhora é a obra prima das mãos de Deus. Lemos no Gênesis que, quando Deus viu todas as coisas que havia criado pareceram-lhe muito boas e se alegrou com elas. Pois bem, qual a alegria dele ao contemplar Maria?!

Vamos mais fundo. Recordemos como o homem havia pecado e por isso Deus já não podia ver a terra do mesmo modo. A humanidade havia pecado e, por toda parte repercutiu essa desobediência.

Então, quatro mil anos depois, surge Maria, e tudo se transforma. Deus então vê a criação de outra maneira pois ali está sua imagem e semelhança novamente, perfeita e pura, É Maria. Deus se alegra!

O Eterno Pai alegra-se com o nascimento de sua Filha preferida; o Filho enche-se de alegria ao ver já na terra aquela a quem iria chamar como Mãe; o Espírito Santo, coloca uma a uma todas as virtudes no coração de sua esposa tão querida.

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Alegria dos Anjos

Por que os Anjos se alegram com o nascimento de Nossa Senhora? Porque eles contemplam o nascimento de sua Rainha! Ela é aquela que  que, depois de Deus, será o espetáculo mais belo do céu.

Se compararmos essa Menina com todas as belezas do céu nos reconheceremos que, depois de Deus, nenhuma pode se comparar com Maria.

Acredita-se que Lúcifer revoltou-se iniciou a grande batalha no céu, porque Deus o fez conhecer o plano de que um dia teriam de adorar seu Filho feito homem, nascido de uma mulher, a quem deveria reconhecer como Rainha e Mãe de Deus. Lúcifer sentiu-se humilhado, rebelou-se e foi lançado no inferno juntamente com um terço dos Anjos.

Então, imaginemos o ódio e desprezo, mas também o pavor, do inferno todo vendo Maria e sua incomparável formosura e santidade. Ao mesmo tempo, consideremos a alegria dos Anjos bons ao verem a glória reservada a eles, de servirem à Mãe de Deus.

 

Alegria dos santos no Limbo

Até a redenção na Cruz, todos os justos estavam no limbo, no “Seio de Abraão”. Apesar de serem almas justas e santas, não podiam entrar no céu, suas portas estavam fechadas e por isso, habitavam aquele desterro. Almas dos profetas, patriarcas, todas as figuras do Antigo Testamento.

Quatro mil anos de espera para Adão e Eva… Séculos e séculos para tantas almas. Que longa espera. Pois bem, imaginemos a alegria deles quando Deus revela que a Mãe do Messias esperado nascia! Enfim, na terra estava aquela que, com seu Filho, haveria de libertar a todos daquela prisão.

Por que estavam no Limbo? Porque o pecado era universal, para todo o gênero humano. 

Quando Adão estava no paraíso, ele não era uma pessoa particular, era a humanidade toda, a fonte da vida que deveria se propagar a todos os homens. Todos nós estávamos representados nele. 

 

A pobreza de Adão

Tudo quanto Deus concedeu a Adão, não era apenas para ele, mas todos que viriam depois. Nós seríamos como Adão. A primeira vista, parece uma crueldade, uma injustiça, mas não é!

Se um pai, nesta terra, é muito rico, tem terras e propriedades, ricos serão seus filhos. Porém, se esse pai perde tudo e fica sem nada, seus filhos também, mesmo sem terem culpa, perdem tudo.

O mesmo se deu conosco. Adão era riquíssimo da graça de Deus e consequentemente nós deveríamos ser. Porém, Adão perdeu tudo por causa do pecado, e por isso nós nascemos pobres de corpo e alma. Esta é a verdade.

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Maria Imaculada

Por fim, contemplemos Maria entrando nesta vida. Ela deveria ser como nós em tudo, mas Deus fez uma exceção para Ela, deveria nascer tal qual se formou em suas divinas mãos, pura, sem mancha, imaculada.

Cantemos juntamente com os Anjos neste dia os louvores à Santíssima Virgem. Nunca houve e jamais haverá criatura mais majestosa e bela como ela. Terminemos então, dando graças a Deus por ter feito sua Filha, Mãe e Esposa Imaculada. E cante louvores a Deus pois a humanidade tem Maria Hoje! Solenidade da Natividade de Nossa Senhora


Espero que esse artigo sobre a Natividade de Nossa Senhora tenha lhe feito muito bem espiritual. Se quiser receber nossos conteúdos católicos em seu email, pode se cadastrar aqui.

O Martírio de São João Batista

O Martírio de São João Batista

O maior nascido de mulher: “Pois vos digo: entre os nascidos de mulher não há maior que João” (Lc 7,28).

A Igreja, para exaltar a grandeza de João Batista, comemora-o em duas datas: no seu nascimento para a vida terrena (24 de junho) e no seu nascimento para a vida eterna (29 de Agosto). Depois de Nossa Senhora, talvez seja João Batista o santo mais venerado pelos Cristãos. Aliás, São João e Maria Santíssima eram parentes bem próximos.

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“A memória de hoje remonta à dedicação de uma cripta de Sebaste, em Samaria onde, já em meados do século IV, se venerava a sua cabeça. Depois, o culto alargou-se a Jerusalém, às Igrejas do Oriente e a Roma, com o título de Degolação de são João Baptista. No Martirológio romano faz-se referência a uma segunda descoberta da preciosa relíquia, transportada naquela ocasião para a igreja de São Silvestre em Campo Márcio, em Roma.” (Bento XVI, Audiência de 29 de agosto de 2012)

Um grande Profeta, que representa a transição do Antigo para o Novo Testamento; veio anunciar o Messias. Por sua austeridade de vida e de pregação, foi confundido com o próprio Cristo; quando, porém, indagado, declarou, sem hesitar: “Eu não sou o Cristo” (Jo 1,20).

Já no Antigo Testamento encontramos trechos que se referem a São João Batista, o Precursor: estrela da manhã que com o seu brilho excedia o brilho de todas as outras estrelas e anunciava a manhã do dia abençoado, iluminado pelo Sol espiritual de Cristo (Mal. 4,2).

Quando nasceu, os parentes e vizinhos queriam dar ao Batista o nome de seu pai, Zacarias, mas Isabel interveio sem vacilar: “Ele se chamará João”. Replicaram eles que na família não havia ninguém com este nome. Consultado, Zacarias escreveu numa tabuinha: “João é o seu nome”. Logo recuperou a fala, que havia perdido por ter duvidado da palavra do Anjo (cf. Lc 1, 58-63).

O primeiro a dar testemunho de Jesus

Dos primeiros anos de vida do “profeta do Altíssimo”, conhecemos apenas estas breves palavras do Evangelho: “O menino foi crescendo e fortificava-se em espírito, e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel” (Lc 1, 80).

João pôs-se a batizar no rio Jordão. Simbólica escolha do local, pois por aquelas regiões entrara o povo de Deus na Terra Prometida. O lugar era, ademais, adequado para o batismo de imersão, rito novo, figurativo da conversão à qual ele exortava.

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O Batista não cessava de proclamar seu testemunho: “No meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim”. E a embaixada do Grande Conselho não fez senão aumentar seu prestígio.

A relevância do papel de São João Batista reside no fato de ter sido ele o “precursor” de Cristo. Foi ele a voz que clamava no deserto anunciando a chegada do Messias não cessando, jamais, de chamar os homens à conversão: “Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo”. Em suas pregações insistia sempre para que os judeus, pela penitência, se preparassem, pois, estava próxima a chegada do Messias prometido.

Assim, João passou a ser conhecido como “Batista” por causa da importância que dava ao batismo, um ritual de purificação corporal onde a imersão na água simbolizava a mudança de vida interior do batizado.

Martírio de São João

João pregou também na corte de Herodes Antipas, tetrarca da Galiléia. Foi aí que ele teve oportunidade de denunciar a vida escandalosa que o governante levava. Herodes havia se casado com a mulher do próprio irmão Felipe, que também era sua sobrinha. 

Foi também essa denúncia que serviu de motivo para que João Batista fosse preso. Ele só não foi condenado à morte nessa ocasião porque Herodes sabia da popularidade do já muito conhecido pregador. Todavia, temia ele a reação do povo diante dessa medida extrema.

Contudo, as graves palavras do Precursor ressoavam nos ouvidos de Herodes Antipas, lembrando-lhe quanto desagradava ao Céu sua incestuosa união com Herodíades, a esposa de seu irmão Filipe.

Porém, como relata o evangelista São Marcos (6, 21-29), aconteceu que durante as comemorações do aniversário de Herodes, Salomé, filha de Herodíades – mulher com a qual o governante mantinha um relacionamento irregular e imoral – agradou tanto ao aniversariante que este prometeu atender qualquer pedido feito pela moça.

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Instigada pela mãe, ela pediu a cabeça de João Batista. Herodes cumpriu o prometido: mandou degolar João Batista e entregou sua cabeça numa bandeja a Salomé.

Com a sua vida e as suas palavras, João deu testemunho da Verdade: sem covardias perante os que ostentavam o poder, sem se deixar afetar pelos louvores das multidões, sem ceder às contínuas pressões dos fariseus. Deu a vida em defesa da lei de Deus contra todas as conveniências humanas: “Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão” (Mc 6,18), disse a Herodes.

Modelo para nós

Cada um de nós é chamado a ser João Batista, a mostrar Cristo presente entre os homens do nosso tempo; a fazer a oração: Senhor, quero ser tua voz no meio do mundo, no ambiente e no lugar onde queres que transcorra a minha vida.

“São Beda, monge do século IX, nas suas Homilias diz assim: ‘São João, por [Cristo] deu a sua vida; embora não lhe tenha sido imposto que negasse Jesus Cristo, só lhe foi imposto que não dissesse a verdade’ (cf. Hom. 23: ccl 122, 354). E ele dizia a verdade, e assim morreu por Cristo, que é a Verdade. Precisamente pelo amor à Verdade, não cedeu a compromissos nem teve medo de dirigir palavras fortes a quantos tinham perdido o caminho de Deus. (…) Nós vemos esta grande figura, esta força na paixão, na resistência contra os poderosos. Interroguemo-nos: de onde nasce esta vida, esta interioridade tão forte, tão reta e tão coerente, empregue totalmente por Deus e para preparar o caminho para Jesus? A resposta é simples: da relação com Deus, da oração, que é o fio condutor de toda a sua existência. .” (Bento XVI, Audiência de 29 de agosto de 2012)

Que São João Batista interceda por nós e por toda a Igreja!


Ajude-nos a continuar nosso trabalho de evangelização e catequese infantil em todo o Brasil.

Explicação da Assunção de Maria

Explicação da Assunção de Maria

A Associação Cultural e Artística Nossa Senhora das Graças recebeu já algum tempo uma pergunta de um de seus leitores: “A Virgem Maria morreu ou não morreu? Se morreu, qual a causa?”. Vamos então refletir sobre a explicação da Assunção de Maria.

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

O Papa Paulo VI, na Exortação Apostólica Marialis Cultus, determinou que “A solenidade de 15 de agosto celebra a gloriosa Assunção de Maria ao Céu, festa de seu destino de plenitude e de bem-aventurança, glorificação de sua alma imaculada e de seu corpo virginal, de sua perfeita configuração com Cristo ressuscitado” (MC n.6)

Tal solenidade comemora a verdade de fé que aprendemos desde cedo na catequese e que foi proclamada por Pio XII em 1950 na Constituição Apostólica Munificentissimus Deus: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”

Fato Histórico

Os Santos e Doutores do início da Igreja reuniram um pequeno relato sobre a vida de Nossa Senhora, que foram narrados no Concílio de Calcedônia em 451. Nos narram que:

Na ocasião de Pentecostes, Maria Santíssima tinha aproximadamente 37 anos de idade. Permaneceu ainda vinte e cinco anos na terra, para formar e educar, por assim dizer, a Igreja nascente, da mesma forma como havia educado seu divino Filho. Terminou sua vida mortal aos 72 anos, sua morte foi suave como tinha sido a sua vida: Ela vivera de amor, devia morrer de amor.

Os apóstolos, exceto são Tomé, foram milagrosamente transportados das diversas partes do mundo, onde estavam pregando o Evangelho, para assistirem à morte da Mãe de Jesus, e assim serem testemunhas da sua ressurreição. 

Aí estavam São Pedro e São João com os outros Apóstolos, e diversos discípulos entre os quais São Dionísio Areopagita e São Timóteo. Maria Santíssima os abençoou pela última vez, consolando a todos, recebeu das mãos de São Pedro a Eucaristia, e, depois, sem sofrimento, sem agonia, entregou sua alma, toda abrasada de amor, nas mãos de seu Criador e Filho.

Segundo a tradição, nesta ocasião, diversas pessoas ressuscitaram, cegos, paralíticos, enfermos de toda espécie foram curados ao contato com o corpo de Maria. 

Os apóstolos depositaram no túmulo o corpo virginal da Mãe de Deus e fecharam-no com uma grande pedra e foram embora.

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São Tomé

Três dias depois chegou o Apóstolo São Tomé, vindo das Índias, onde estava evangelizando. Havia sido o único que não tinha sido miraculosamente transportado para junto dos outros Apóstolos. A Providência assim o quis para melhor manifestar a glória de Maria, como outrora o fez na reunião no cenáculo quando Jesus apareceu e ele duvidou.

Tomé pediu com insistência permissão para contemplar uma última vez o semblante da Mãe de Deus. Todos concordaram com o pedido. Foram então até o túmulo e, quando o abriram, prodígio! O túmulo estava vazio, os lençóis cuidadosamente dobrados e um intenso perfume inundava todo o sepulcro. A Virgem havia ressuscitado!

A Assunção

Com efeito, o corpo da Virgem, após a ressurreição não ficou na terra. A Assunção é como a consequência da Encarnação do Verbo, a Imaculada recebeu a Jesus em seu seio virginal, portanto, seria justo que Jesus a recebesse agora no seio de sua glória. Na terra, Jesus e Maria ficaram sempre unidos, corpo e alma. Durante nove meses de uma união física, o restante da vida de modo místico e agora no céu, de modo glorioso.

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Morreu de Amor

Por ser isenta da culpa original, Deus lhe havia concedido o poder de não morrer. Maria, se o preferisse, não morreria, mas era um privilégio e não um direito; e Ela não quis fazer uso dele, para melhor assemelhar-se ao seu Divino Filho.

Quis morrer e morreu de amor. O amor tem uma tríplice influencia em nossa morte. O homem deve morrer no amor, isto é, na Graça de Deus, ou não há salvação. Outros morrem por amor, são os heróis e os mártires. 

Maria, como Mãe dos homens, morreu no amor. Como Rainha dos Mártires, morreu por amor e com Mãe de Deus, morreu de amor!

Conclusão

Eis o significado desta solenidade. Ela morreu de amor pelo seu Filho querido, do mesmo modo que Ele havia morrido de amor pelos homens.

Ela ressuscitou porque o seu corpo imaculado não podia ser tocado nem destruído pela corrupção do túmulo. Subiu ao céu, porque sendo Rainha do céu, e da terra, devia tomar posse de seu trono glorioso em corpo e alma e foi coroada pela Santíssima Trindade com uma coroa da plenitude de glória.

Ela é grande, é Mãe de Deus, mas Ela é também terna, é nossa Mãe. Nós também teremos de morrer e ressuscitaremos no último dia. Possamos, como Maria, subir ao céu e possamos um dia contemplar sua glória e receber das mãos de seu Jesus a coroa de glória.

Para isso, amemos Maria, consagremo-nos a Maria e imitemos Maria.

Fonte: MARIA, Pe. Júlio, O Evangelho das Festas Litúrgicas e dos Santos mais Populares, Ed. O Lutador, Munhamirim – MG, 1952.


Espero que essa explicação da Assunção de Maria lhe tenha sido útil espiritualmente!

Ajude a manter nossa ação social junto aos jovens!

A Transfiguração do Senhor

A Transfiguração do Senhor

São Paulo declara aos coríntios ter sido arrebatado ao Céu, em certo momento de sua vida, onde ouviu o que era impossível transmitir ou explicar: “foi arrebatado ao Paraíso e lá ouviu palavras inefáveis, que não é permitido a um homem repetir” (II Cor 12, 4).

Esse é o Céu, “o fim último e a realização de todas as aspirações mais profundas do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva”; e essa é a glória que transparece no Tabor, ao transfigurar-Se o Senhor. E é a Festa que a Igreja comemora no dia 6 de Agosto, a Festa da Transfiguração do Senhor.

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Jesus sobe ao Monte Tabor

O Evangelho nos conta: “Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha.”

Agradava ao Divino Mestre o alto das montanhas, e ali procurava prodigalizar seus grandes mistérios. Nesse caso concreto, escolheu o Tabor talvez para simbolizar a necessidade de elevarmos nossos corações sobre as coisas deste mundo conforme as palavras de São Remígio: “Com isto o Senhor nos ensina que é necessário, para quem deseja contemplar a Deus, não se deixar atolar nos baixos prazeres, mas elevar a alma para as coisas celestiais, por meio do amor às realidades superiores.

Por que  Jesus escolheu esses três Apóstolos? Muitas são as explicações, porém, algo muito claro e imediato salta logo aos olhos: estes de fato veriam mais de perto as humilhações pelas quais passaria o Salvador durante a paixão. Assim como também era fundamental haver algumas testemunhas da glória de Jesus para sustentarem, na provação da Paixão, os Apóstolos em suas tentações.

Uma visão divina

Continua assim o Evangelho: E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o Sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz.

No que terá pois consistido essa transfiguração? Evidentemente, não viram os Apóstolos a divindade do Verbo de Deus, mas viam apenas uma fímbria da verdadeira glória da humanidade sagrada de Jesus. 

   Evangelho: Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus.

Esses dois grandes personagens aparecem na Transfiguração do Senhor, conforme nos assegura São João Crisóstomo, “para que se soubesse que Ele tinha poder sobre a morte e sobre a vida; por esta razão apresenta Moisés, que tinha morrido, e Elias, que ainda vivia”.

   Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, e outra para Elias”.

Pedro diz isso porque está inundado de grande alegria, deseja perpetuar aquela felicidade. Ele não estava ainda suficientemente instruído pelo Espírito Santo para saber o quanto a Terra não era o ambiente para o felicidade permanente. Não tinha assim noção de quanto as consolações são auxílios passageiros concedidos por Deus para nos estimular em seu serviço e a sofrer por Ele.

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INEGAVELMENTE Filho de Deus

   Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual Eu pus todo meu agrado. Escutai-O!” Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra.

São Jerônimo nos explica as razões desta queda dos Apóstolos: “Por três motivos caíram aterrorizados: porque compreenderam seu erro, porque ficaram envolvidos pela nuvem luminosa e porque ouviram a voz de Deus que lhes falava. E não podendo a fragilidade humana suportar tamanha glória, ela se estremece com todo o seu corpo e toda a sua alma, e cai por terra: pois o homem que não conhece sua medida, quanto mais queira elevar-se até as coisas sublimes, mais desliza até as baixas”.

   Jesus Se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos, e não tenhais medo”.

Além da onipotência de sua presença e sua voz, Jesus quis tocá-los com sua própria mão. Com efeito, esse fato nos faz recordar aquela passagem de Daniel: “uma mão me tocou, e fez com que me erguesse sobre os joelhos e as palmas das mãos” (10, 10). Tornou-se evidente para eles o quanto essa força partia de Jesus e não da natureza deles.

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   Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus.

Desaparecem de seus olhos a Lei e os profetas. Afinal entendem experimentalmente o quanto Jesus é o Esperado das Nações.

   Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão, até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.

Até mesmo no alto do Tabor terminam as alegrias, como sempre ocorre nesta Terra de exílio. É necessário decerto descerem do monte todos aqueles que são chamados à vida ativa.

Deus nos fala hoje

No Tabor a voz do Pai proclama: “Escutai-O!”. Esta recomendação se dirige sobretudo a nós, batizados, pois somos filhos adotivos de Deus e, portanto, já passamos por uma imensa transformação quando ascendemos à ordem sobrenatural, deixando de ser exclusivamente puras criaturas

Confiemos nessa promessa com base nas garantias da Transfiguração do Senhor e antes de mais nada, peçamos à Mãe da Divina Graça que bondosamente nos auxilie com os meios sobrenaturais a chegarmos incólumes, decididos e seguros ao bom porto da eternidade: o Céu.

Esse é o Céu, “o fim último e a realização de todas as aspirações mais profundas do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva”; e essa é a glória que transparece no Tabor, na transfiguração do Senhor. E é a Festa que a Igreja comemora no dia 6 de Agosto, a Festa da Transfiguração.


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