Anjo da Guarda

O Anjo da Guarda

Temos um melhor amigo: o nosso Anjo da Guarda. “– Mas todos temos um Anjo da Guarda? Até eu?”. Sim. Todos temos um Anjo da Guarda.

A existência dos Anjos está atestada em toda a Sagrada Escritura, em diversas aparições, desde o Gênesis até o Apocalipse.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que cada fiel tem ao seu lado um anjo como protetor e pastor para o guiar na vida. Desde o seu começo até a morte, a vida humana é acompanhada pela sua assistência (CIC 336).

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Mas como de fato ele atua?

Os anjos influenciam nossa vida muito mais do que se pensa, e são nossos intercessores junto a Deus.

Seu ofício não é simplesmente uma proteção física – como se o Anjo existisse simplesmente para ajudar criancinhas a atravessarem ruas ou pontes perigosas – para o guardado. Muito mais do que isso, é uma missão principalmente espiritual. A salvação eterna daquela alma.

Os Anjos da guarda querem e lutam pelas almas, pela salvação delas. Com inspirações, iluminações, conselhos e, também, realizando milagres e lutando contra o próprio demônio.

São João Bosco dizia que o Anjo da Guarda desejava ajudar o homem mais do que o homem desejava ser ajudado por ele.

Como o Anjo nos influencia?

Os Anjos sim nos influenciam, e muito. E muitas vezes nem nos damos conta disso.

Eles são profundamente discretos e muito educados. A humildade também é uma virtude angélica. Quantas vezes uma boa idéia não tem origem do nosso Anjo?

Um pressentimento qualquer que não devemos tomar tal caminho, ir em algum lugar (uma festa por exemplo) ou fazer algo. E de fato, depois descobre-se que algo de ruim se passou em tal lugar ou se tomássemos qualquer outra medida. Certamente algum Anjo solícito zelou pelo bem de seu guardado.

Mas sobretudo, os Anjos exercem um papel importante no que diz respeito a nossa fé.

São Tomás de Aquino, Doutor Angélico, comenta que as revelações de coisas divinas chegam aos homens mediante os Anjos. Essas revelações são iluminações.

O Anjo ilumina o homem para incliná-lo ao bem. E o Anjo continua sempre na presença de Deus, mesmo estando ao lado do seu guardado, intercedendo continuamente por ele.

O Anjo da Guarda está sempre a meu lado.

Muito provavelmente, aprendemos em casa, ou na catequese, a clássica oração: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador. Já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa, ilumina. Amém”.

É realmente admirável o fato de cada um de nós ter um Anjo, sempre guardando, protegendo, iluminando. Um ser incumbido por Deus para cuidar especificamente de mim!

Um único Anjo tem o poder de destruir um grande exército (2Rs 19,35; 2Cr 32,21; Is 37,36) e ele está ali única e simplesmente para auxiliar em minha salvação eterna.

São Jerônimo exclama a grandiosidade da alma humana, tanto que desde o nascimento até a morte temos um Anjo destinado a nossa custódia.

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Outros Anjos…

Além dos Anjos da Guarda, outros espíritos angélicos vagueiam pela terra com grande interesse em nós… para nossa perdição!

Os demônios, anjos malditos que não foram fiéis em sua prova e que, outrora, faziam parte da corte celestial. Revoltados contra Deus, querem obsessivamente destruir os homens, por serem “imagem e semelhança” de Deus.

Se eles tanto nos perseguem, e de fato os demônios existem e é uma verdade de fé (CIC 391), porque não recorremos ao Anjo da Guarda pedindo sua proteção? Ele está ali para isso!

Vamos crescer no relacionamento com nosso Anjo. Certamente significará ser mais defendido das ações malignas e também mais auxiliado na luta contra as tentações.

Confiando-nos inteiramente na proteção de nosso Anjo, não precisaremos temer qualquer assalto do demônio, afinal, estes infames nada podem contra o poder do Anjo!


Espero que este artigo sobre seu Anjo da Guarda tenha acendido sua devoção a ele. Reze sempre a ele.

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Os Arcanjos

Os Arcanjos

A Natureza dos Anjos

A Bíblia está cheia da existência dos Anjos, de tal forma que aparecem desde o princípio (ver cap. 3 do Gn). Desse modo, no Antigo Testamento, eles aparecem impedindo que Abraão sacrifique Isaac, consolando Agar no deserto (ver caps. 16 e.22 do Gn), bem como alimentando Elias (1 Rs 19), e protegendo os 3 meninos na fornalha (Dn 3). Igualmente em muitas outras passagens.

Assim, o Novo Testamento se abre com a presença do Anjo Gabriel anunciando a Zacarias o nascimento de João Batista, e a nossa Senhora a Encarnação do Verbo (ver Lc 1). E enchem os Evangelhos até à Ascensão de Cristo. Nos Atos dos Apóstolos há várias aparições de Anjos (ver nos Evangelhos e nos Atos as aparições dos Anjos).

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Os Anjos são puros espíritos. Dessa maneira, são substâncias puramente espirituais. Foram criados por Deus para existirem sem corpo. São as criaturas mais perfeitas, porque têm uma natureza mais semelhante à de Deus (puro espírito).

É grande o número dos Anjos. De fato, a Sagrada Escritura fala sempre do exército dos Anjos. Na sua prisão, nosso Senhor disse que podia pedir ao Pai e ele mandaria mais de 12 legiões de anjos em sua defesa (Mt 26, 53). Além disso, o profeta Daniel, descrevendo o trono de Deus, diz que um milhão de anjos o serviam, e mil milhões o assistiam (Dn 7, 10).

A saber, os Anjos estão divididos em 3 hierarquias, e cada uma delas em 3 coros. A primeira hierarquia é a dos que contemplam a Deus: Serafins, Querubins e Tronos. A segunda hierarquia se ocupa do governo do mundo: Dominações, Virtudes e Potestades. A terceira é encarregada de executar as ordens divinas: Principados, Arcanjos e Anjos.

Então, conhecemos, através da Bíblia, apenas o nome de três Arcanjos, os quais, a Igreja comemora no dia 29 de Setembro.

São Miguel

Os anjos foram dotados por Deus de inteligência perfeitíssima e, no entanto, pecaram, revoltando-se contra seu Criador. Mistério do mal…  São Miguel, por sua fidelidade, recebeu em prêmio a missão de proteger a Santa Igreja.

São Miguel é o grande capitão do exército celeste. Seu nome Mi-cha-el significa, quem é igual a Deus? Pois, Quando Lúcifer, cego pelo orgulho, quis igualar-se ao Altíssimo, Miguel exclamou com voz trovejante: “Quem é igual a Deus?” E acompanhado pelos anjos fiéis, precipitou do alto dos céus a tropa rebelde dos apóstatas. Assim se tornou o generalíssimo do incontável exército dos santos anjos. Vê-se, nos profetas, que era o protetor do povo de Israel; sobretudo, agora o é da Igreja.

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São Gabriel

São Gabriel, cujo nome significa Força de Deus, anuncia ao profeta Daniel a época da grande obra de Deus, a época do Filho de Deus feito homem, Cristo condenado à morte, a remissão dos pecados, o Evangelho pregado a todas as nações, a ruína de Jerusalém e de seu templo, a condenação final do povo judeu. É o mesmo anjo Gabriel que prediz ao sacerdote Zacarias, no templo, no santuário, junto ao altar dos perfumes, o nascimento de um homem que será chamado João, ou cheio de graça, e que não mais anunciará a vinda do Salvador, mas que o apontará: “Eis o Cordeiro de Deus! Eis quem tira os pecados do mundo!”

É o mesmo arcanjo, sempre enviado para anunciar grandes coisas, que irá à humilde casa de Nazaré anunciar à Virgem Maria a maior de todas as coisas; comunicar que, sem deixar de ser virgem, ela daria à luz ao Filho do Altíssimo, que seria chamado Jesus ou Salvador, porque seria o Salvador do mundo. Pois, é esse glorioso arcanjo que nos ensina a dizer tal como ele: “Ave-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres!”

São Rafael

São Rafael, cujo nome significa Médico ou cura de Deus, dá-se a conhecer a Tobias: “Quando oráveis, vós e Sara vossa nora, ou apresentava o memorial de vossas orações diante do santo; e quando sepultáveis os mortos, estava presente junto de vós. Quando não vos recusáveis a levantar-vos da mesa e deixar vosso jantar para amortalhardes um morto, o bem que praticáveis não permanecia oculto; pois eu estava convosco. E por que éreis agradáveis a Deus, foi necessário que fosseis provados. Agora, porém, Deus enviou-me para curar-vos, a vós e a Sara, esposa de vosso Filho. Sou Rafael, um dos sete anjos que apresentam as orações dos santos, e que podem defrontar a majestade do Santíssimo!

Oração aos Santos Arcanjos

Socorrei-nos, ó Santos Arcanjos, grandes santos irmãos nossos, que sois servos, como nós, diante de Deus. Defendei-nos de nós mesmos, da nossa covardia e tibieza, de nosso egoísmo e de nossa ambição, de nossa inveja e desconfiança, de nossa avidez em procurar a saciedade, a boa vida e a estima.

Desatai as algemas do pecado e do apego a tudo o que passa. Desvenda os nossos olhos que nós mesmos fechamos, para não precisarmos ver as necessidades de nosso próximo, e poder assim ocupar-nos de nós mesmos numa tranquila auto complacência.

Colocai em nosso coração o espinho da santa ansiedade de Deus, para que não deixemos de procurá-lo com ardor, contrição e amor. Contemplai em nós o Sangue do Senhor, que Ele derramou por nossa causa. Observai em nós as lágrimas de Vossa Rainha, que ela derramou sobre nós.

Contemplai em nós, a pobre, desbotada, arruinada imagem de Deus, comparando-a com a imagem íntegra que deveríamos ser por Sua vontade e Seu amor.

Ajudai-nos a conhecer a Deus, a adorá-Lo, a amá-Lo e a servi-Lo. Auxiliai-nos no combate contra os poderes das trevas que traiçoeiramente nos envolvem e nos afligem.

Ajudai-nos para que nenhum de nós se perca e para que um dia estejamos todos jubilosamente reunidos na eterna bem-aventurança.

Amém.

(Via: Canção Nova)


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São Cosme e São Damião

Esta é a história de São Cosme e São Damião

São Cosme e São Damião eram cristãos e irmãos. Não há informações exatas sobre o fato de serem gêmeos ou não. Mas sabe-se que nasceram e viveram na região da Ásia Menor, na Cilícia, por entre os séculos III e IV.

Desde muito cedo manifestaram grande talento para o exercício da medicina. Pois então estudaram, formaram-se na Síria e passaram a vida exercendo a profissão de médico, aliás, com muita competência e dignidade.

São tidos como padroeiro dos médicos.

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A medicina como forma de apostolado

Os irmãos eram conhecidos como “os não cobradores”. Conseguiam deixar pasmos os mais céticos dos pagãos pois, eles não cobravam absolutamente nada por exercer sua função. Os gregos os chamavam de “anargiros”, que significava sem dinheiro. Eram muito desprendidos e caritativos com os mais pobres.

E no exercício de sua profissão, não rara as vezes, eles falavam a respeito de Jesus Cristo e de seu Evangelho.

Nesse ambiente então, conseguiam a conversão de muitos pagãos para o seio da verdadeira Igreja. Inspirados pelo Espírito Santo, usavam a fé aliada aos seus conhecimentos científicos e conseguiam muitas curas, muitas vezes de pessoas à beira da morte e por isso, eram vistos como verdadeiros milagres.

Contra a verdade, a perseguição dos maus.

As conversões que os dois irmãos médicos estavam fazendo na região começaram a incomodar a muitos.

Lisias, governador da Cilícia, desgostou-se muito da propaganda efusiva do Cristianismo que eles realizavam. Tentou inutilmente que deixassem de pregar e, como não conseguiu, mandou atirá-los ao mar. Eis que uma onda gigantesca os levou a salvos à margem!

Milagre!

Não satisfeito, este mesmo governador mandou que fossem queimados vivos, mas as chamas sequer tocaram seus corpos. Queimaram sim aos verdugos pagãos que queriam atormentá-los.

Diocleciano, imperador e grande perseguidor dos cristãos na época, mandou prendê-los e interrogá-los. Acusados de serem inimigos dos deuses e também de usarem feitiçarias e outros meios diabólicos para disfarçar suas curas. “Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo Seu poder”, sempre rebatiam as acusações com essa resposta.

Diante da insistência dos perseguidores da fé cristã, com relação à adoração aos deuses, respondiam: “Os teus deuses são vãos, e puras aparências, nem sequer se lhes pode dar nome de homens, mas de demônios”.

Finalmente, o mandatário mandou que fossem decapitados e assim puderam derramar seu sangue por proclamar o amor ao Divino Redentor. O martírio ocorreu em Ciro, cidade vizinha à Antioquia, na Síria.

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Médicos durante e depois da vida

O imperador Justiniano, por volta do ano 530 ficou gravemente enfermo. Encomendando-se a estes dos grandes mártires, ficou inexplicavelmente curado. Ordenou então que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa Igreja em honra a seus protetores.

O Papa Félix IV, entre 526 e 530, também pediu que se construísse em Roma uma Basílica dedicada a São Cosme e São Damião. A dedicação desta Basílica se deu em 26 de Setembro. Assim então esta data passou a ser comemorada a festa dos Santos médicos.

E os doces?

A festa litúrgica de São Cosme e São Damião, como dito antes, se dá no dia 26 de Setembro. Na umbanda, essa festa é no dia subsequente, 27 de Setembro.

Os africanos escravizados, na vinda ao Brasil, utilizavam imagens de Santos Católicos para cultuar, de forma disfarçada, seus orixás. Dentre esses, valiam-se das imagens de São Cosme e São Damião para cultuar dois orixás também irmãos gêmeos e crianças. Ao passo que nesta data é comum a distribuição de doces.

E nós, Católicos, seguidores da Igreja de Cristo, podemos comer esses doces?

O próprio São Paulo pode responder essa pergunta, conforme consta nas Sagradas Escrituras, em sua primeira carta aos Coríntios:

Biblia Católica Online – I Cor 8

1Quanto às carnes oferecidas aos ídolos, somos esclarecidos, possuímos todos a ciência… Porém, a ciência incha, a caridade cons­trói.

2.Se alguém pensa que sabe alguma coisa, ainda não co­nhece nada como convém conhe­cer.

3.Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele.

4.Assim, pois, quanto ao comer das carnes imoladas aos ídolos, sabemos que não existem realmente ídolos no mundo e que não há outro Deus, senão um só.

5.Pretende-se, é verdade, que existam outros deu­ses, quer no céu quer na terra (e há um bom número desses deuses e senhores).

6.Mas, para nós, há um só Deus, o Pai, do qual procedem todas as coisas e para o qual existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por quem todas as coisas existem e nós também.

7.Todavia, nem todos têm esse conhecimento. Alguns, habituados ao modo antigo de considerar o ídolo, comem a carne como sacrificada ao ídolo; e sua consciência, por ser débil, se mancha.

8.Não é, entretanto, a comida que nos torna agradáveis a Deus: comendo, não ganhamos nada; e não comendo, nada perdemos.

9.Atenção, porém: que essa vossa liberdade não venha a ser ocasião de queda aos fracos.

10.Se alguém te vir, a ti que és instruído, sentado à mesa no templo dos ídolos, não se sentirá, por fraqueza de consciên­cia, também autorizado a comer do sacrifício aos ídolos?

11.E assim por tua ciência vai se perder quem é fraco, um irmão, pelo qual Cristo morreu!

12.Assim, pecando vós contra os irmãos e fe­rindo sua débil consciência, pecais contra Cristo.

13.Pelo que, se a comida serve de ocasião de queda a meu irmão, jamais comerei carne, a fim de que eu não me torne ocasião de queda para o meu irmão.”

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De fato, o pecado se caracteriza como pecado quando, entre outras coisa, há a ciência da prática do errado.

São Cosme e São Damião derramaram seu sangue por Nosso Senhor Jesus Cristo. Desse modo, ter devoção a eles não é distribuir doces mas, ser testemunho vivo do Evangelho.

 

A história de São Pio

A história de São Pio

A história de São Pio de Pietrelcina encanta a todos que a conhecem pois, assim como o apóstolo Paulo, São Pio colocou, no centro de sua vida e do seu apostolado, a Cruz do Senhor como sua força, sabedoria e glória. 

Este filho de São Francisco de Assis nasceu no dia 25 de Maio de 1887 na cidade italiana de Pietrelcina. Em seguida, foi batizado, recebendo o nome de Francisco. Recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão, quando tinha 12 anos.

Logo que chegou aos 16 anos, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, e passou a chamar-se Frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, no dia 27 de Janeiro de 1907, a dos votos solenes. Enfim, sua ordenação sacerdotal foi no dia 10 de Agosto de 1910.

Em Setembro desse ano de 1916, foi mandado para o convento de Santa Maria das Graças, situado em São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte. Será nesta cidade onde a história de Padre Pio se passará e será conhecida por todo o mundo.

O dia 25 de maio de 1917 merece especial registro em sua longa e santa vida. Ele completava 30 anos. Enquanto rezava no coro da igreja, foi agraciado com os estigmas da crucifixão de Jesus, os quais permaneceram nele por mais de 50 anos.

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O cuidado com as Almas

No convento, começou exercendo a função de diretor espiritual e mestre dos noviços. Além desse encargo, confessava os habitantes do povoado que frequentavam a igreja conventual. Foram estes que, pouco a pouco, notaram as características especiais do novo padre: suas Missas às vezes duravam três horas, pois com frequência entrava em êxtase, e os conselhos que ele dava no confessionário revelavam alguém que “lia as almas”.

Certa vez chegou uma jovem de Florença, muito atribulada, pois um familiar próximo tivera a desgraça de cometer suicídio, jogando-se no Rio Arno.

Já havia ouvido falar do padre de San Giovanni, e depois da Missa dirigiu- se à sacristia para falar com ele . Assim que este viu a moça, inteiramente desconhecida dele, disse-lhe com doçura:

– Da ponte ao rio demora alguns segundos… A jovem, surpresa e chorando, só pôde responder: – Obrigada, padre.

Fatos maravilhosos como esse se repetiam todos os dias nas vida de São Pio. Chegavam incrédulos que saíam arrependidos de sua falta de Fé. Pessoas tomadas de desespero recuperavam a confiança e a paz de alma. Enfermos retornavam curados a seus lares.

A companhia do Anjo da Guarda

Na história de São Pio podemos ver uma estreita relação com seu Anjo da Guarda, ao passo que ele chamava de “o amigo de minha infância”. Era seu melhor confidente e conselheiro.

Quando ele ainda era menino, um de seus professores decidiu pôr à prova a veracidade dessa magnífica intimidade. Ao propósito, escreveu-lhe várias cartas em francês e grego, línguas que o Pe. Pio então não conhecia.

Ao receber as respostas, exclamou estupefato:

– Como podes saber o conteúdo, já que do grego não conheces sequer o alfabeto?

– Meu Anjo da Guarda me explica tudo.

Graças a um amigo como esse, junto ao auxílio sobrenatural de Jesus e Maria, o Santo pôde ir acrisolando sua alma nos numerosos sofrimentos físicos e morais que nunca lhe faltaram.

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O Amor ao próximo

O momento mais alto da sua atividade apostólica era aquele em que celebrava a Santa Missa. Os fiéis, que nela participavam, pressentiam o ponto mais alto e a plenitude da sua espiritualidade.

No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar os sofrimentos e misérias de tantas famílias, principalmente com a fundação da «Casa Sollievo della Sofferenza» (Casa Alívio do Sofrimento), que foi inaugurada no dia 5 de Maio de 1956.

Sem dúvida, para o Padre Pio, a fé era a vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se assiduamente na oração. Passava o dia e grande parte da noite em colóquio com Deus. Dizia: “Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-Lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus”. Assim, a fé levou-o a aceitar sempre a vontade misteriosa de Deus.

Um grande confessor

Quando alguém lhe perguntou qual missão havia ele recebido de Nosso Senhor Jesus Cristo, o santo capuchinho respondeu com simplicidade: “Eu? Eu sou confessor”.

Acima de tudo, era confessor! Os prodigiosos dons místicos que recebera da Providência não eram senão um anzol por meio do qual ele atraía as almas a se purificarem de seus pecados no sacramento da Reconciliação.

Frequentemente chegava passar até 15 horas por dia no confessionário, e muitos milagres ocorriam.

Por exemplo, certo dia, um comerciante pediu-lhe a cura de uma filha muito enferma e recebeu esta resposta: – Tu estás muito mais doente que tua filha. Vejo-te morto. Como podes sentir-te bem com tantos pecados na consciência? Estou vendo pelo menos trinta e dois…

Imediatamente, surpreso, o homem ajoelhou-se para se confessar. Em seguida, quando terminou, disse para quantos quisessem ouvi-lo: “Ele sabia tudo e me disse tudo!”

A glorificação

São Pio de Pietrelcina faleceu no dia 23 de Setembro de 1968; tinha ele 81 anos de idade. O seu funeral foi acompanhado por um mar de pessoas.

Nos anos que se seguiram à sua morte, a história de vida de São Pio, sua fama de santidade e milagres foi cada vez mais ficando conhecida, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o mundo e em todas as categorias de pessoas.


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Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das Dores

A Festa de Nossa Senhora das Dores é celebrada no dia seguinte à Festa da Exaltação da Santa Cruz. É uma das poucas festas que ainda mantém sua sequência, oração hino recitado antes do Evangelho do dia. É o Stabat Mater.

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Sequência

o Stabat Mater Dolorosa (“estava a mãe dolorosa“) foi motivo de centenas de adaptações musicais pelos compositores clássicos e contemporâneos. Não só na versão original latina mas também nos idiomas vernáculos.  Suas palavras mostram assim a grande dor pela qual passou a Santíssima Virgem aos pés da cruz na qual o Salvador entregou seu espírito ao Pai.

Estava a mãe dolorosa chorando junto à cruz da qual seu Filho pendia.

Sua alma soluçante, inconsolável e angustiada era atravessada por um punhal.

Ó, quão triste e aflita estava a bendita mãe do Filho Unigênito!

Transpassada de dor, chorava, vendo o tormento do seu Filho.

Quem poderia não se entristecer ao contemplar a Mãe de Cristo sofrendo tanto suplício?

Quem poderia conter as lágrimas vendo a mãe de Cristo dolorida junto ao seu Filho?

Pelos pecados do seu povo Ela viu Jesus no tormento, flagelado por seus súditos.

Viu seu doce Filho morrendo desolado ao entregar seu espírito.

Ó mãe, fonte de amor, faz-me sentir toda a tua dor para que eu chore contigo.

Faz com que meu coração arda no amor a Cristo Senhor para que possa consolá-lo.

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Mãe Santa, marca profundamente no meu coração as chagas do teu Filho crucificado.

Por mim, teu Filho coberto de chagas quis sofrer seus tormentos, quero compartilhá-los.

Faz com que eu chore e que carregue com Ele a sua cruz enquanto dure a minha existência.

Quero estar em pé ao teu lado, junto à cruz chorando junto a ti.

Virgem das virgens notável, não sejas rigorosa comigo, deixa-me chorar junto a ti.

Faz com que eu compartilhe a morte de Cristo que participe da sua paixão e que rememore suas chagas.

Faz com que me firam suas feridas, que sofra o padecimento da cruz pelo amor do teu Filho.

Inflamado e elevado pelas chamas, seja defendido por ti, ó Virgem, no dia do Juízo Final.

Faz com que eu seja custodiado pela cruz, fortalecido pela morte de Cristo e confortado pela graça.

Quando o corpo morrer, faz com que minha alma alcance a glória do Paraíso. Amém.

Imensidade das dores de Maria

Não queremos falar das causas propriamente ditas das dores de Maria Santíssima, mas de certas fontes especiais de amarguras contínuas.

A grande fonte, a única fonte especial de todos os seus sofrimentos é o amor que dedicava a seu Jesus, como a Deus e como a seu filho, mas além desta fonte primeira, há outras fontes que aumentavam singularmente os sofrimentos da Virgem desolada.

Estas fontes são as três seguintes:

I- Não poder morrer com Jesus

Jesus exercia sobre Maria todo o atrativo da sua beleza, da sua bondade, de seu amor de Filho e de Deus, enquanto se concentravam no Coração de Maria, o amor e os direitos de pai e de mãe; Jesus era três vezes seu filho: o filho de seu amor, o filho de sua virgindade e o filho das suas entranhas.

E este Jesus desaparece, morre derramando o seu próprio sangue, e envolto numa nuvem de ignomínias morre este adorável Jesus, e Maria não pode segui-lo na morte.

Oh! que morte horrível de tormentos de não poder morrer! Santa Teresa, no êxtase de seu amor para com Deus, exclamava: – “Morro, por não poder morrer.”

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E Maria morria continuamente por não poder morrer com o seu Jesus.

A morte natural é de um instante. A morte mística de Maria, entretanto,  era contínua. sua vida era uma morte prolongada.

II- Não poder aliviar as dores de Jesus

Nossa Senhora não podia morrer com seu Jesus, e por cúmulo de tormento, nem lhe era dado aliviar os sofrimentos dele.

Revelações de Santos nos dizem que, embora ausente do Getsêmani corporalmente, ela assistia em espírito e seguia interiormente as diversas fases da agonia do Redentor.

Mas, ela estava corporalmente presente na flagelação, na coroação de espinhos, no caminho do Calvário, na crucificação, na morte de Jesus. Que suplício indescritível, para um coração de mãecomo o de Maria, o ser obrigado a seguir passo por passo, este drama sangrento.

Outras mães teriam pelo menos a consolação, ao perderem o filho, de sentir, a presença de Deus que consola quando fere, mas para Maria o filho é ao mesmo tempo Deus que se imola e que fere seu Coração. E não podia prestar-lhe o mínimo serviço.

III- O seu conhecimento do pecado.

Uma terceira fonte de suplício para Maria é o conhecimento nítido, que tem do pecado. Ela havia sido escolhida por Deus para ser a co-redentora do gênero humano.

O redentor veio expiar e reparar o pecado, que conhecia a fundo, em toda a sua maldade e perversidade. Ademais, Maria Santíssima, associada à reparação, estava naturalmente associada ao conhecimento do mal que iam expiar.

Ora, o pecado é o centro da paixão e da morte do Salvador. Foram os espinhos do pecado que lhe perfuraram a cabeça, e os açoites da perversidade que lhe rasgaram o corpo.

Foi o peso do pecado que o prostrou por terra banhado em sangue. Foi a crueldade do pecado que o pregou na cruz, e abriu-lhe o peito. Maria via o que olhares de pecadores não podiam ver: Ela via que o pecado atingia a própria divindade, procurando como que destruir o Autor da vida. Maria via a grandeza de Deus ofendia, como via a maldade do homem revoltado.

Conclusão

A Virgem Dolorosa nos ensina o horror do pecado, a dor que ele causa a seu Divino Filho e a seu Imaculado Coração. E também nos ensina que estará a nosso lado, enxugando nossas lágrimas nos momentos mais difíceis, pois ela é Mãe que não abandona e não esquece nunca de seus filhos, principalmente nos momentos mais difíceis.


Ajude-nos assim a continuar nosso trabalho de evangelização e catequese das crianças das paróquias de todo Brasil!

Sua cruz é pesada?

Sua cruz é pesada?

No dia 14 de setembro, a Igreja comemora a festa da Exaltação da Santa Cruz! Neste dia recordamos que a finalidade de nossa vida é o encontro de Jesus. Sem dúvida, em cada dia, em cada ação, devemos encontrar Jesus, como devemos encontrá-lo no fim de nossa peregrinação terrestre.

Logo depois celebramos o dia de Nossa Senhora das Dores, e um pergunta surge: por que Deus permitiu os sofrimentos de sua Mãe? De uma Mãe que tão ternamente amava, que era sem pecados, e que nada tinha que expiar por si mesma?

Jesus amava sua Mãe

Jesus deixou a glória do céu para sofrer na terra. Então, é necessário que, aqueles que o amam, amem também seus sofrimentos. Amar é dar! Jesus deu-se inteiramente a Maria e este Jesus inteiro, é Jesus sofredor, Jesus na Cruz. O sofrimento de Maria Santíssima corresponde ao amor que Deus lhe dedicou.

Nossa Senhora deu o exemplo

O exemplo que Nossa Senhora deu ao mundo é outra razão de suas dores.

Muitas vezes o sofrimento traz ao homem certa desconfiança de Deus, uma surda revolta, um quase desespero. Mas quando sofremos por amor, o efeito é o contrário: ele produz a confiança em Deus, porque é Pai, a obediência, porque é Mestre e amor, porque é Redentor.

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A dor perde os maus, porém, santifica os bons. Isso, porque nos custa aceitar o sofrimento. Para nos facilitar esta aceitação amorosa, Deus nos deu Maria como modelo. Nossa Senhora, com seu coração trespassado por uma espada de dor nos ensina que, qualquer que seja a intensidade e a extensão de nossa dor, podemos olhar para Nossa Senhora e dizer: Ela sofreu isso, com muito mais intensidade do que eu!

Origem das dores de Nossa Senhora

Nossa Senhora tem um conhecimento claro do que é o pecado. Ela havia sido escolhida por Deus para ser a corredentora do gênero humano. O Redentor veio expiar e reparar o pecado, o qual conhecia a fundo, em toda a sua maldade e perversidade.

Foi a vista do pecado que arrancou do Sagrado Coração de Jesus o suor de sangue que manchou a terra do Jardim das Oliveiras. Foram os espinhos do pecado que lhe perfuraram a cabeça e os açoites da perversidade que lhe rasgaram o corpo.

De fato, foi o peso do pecado que o derrubou por terra e foi a crueldade do pecado que o pregou na cruz e abriu o peito.

Pois bem, Maria via o que os olhos dos pecadores não podiam ver: a visão hedionda do pecado do mundo inteiro pesando sobre os ombros de Jesus e fazendo-o vergar sob o peso de sua maldade. Maria via a grandeza de Deus ofendido, como via a maldade do homem revoltado.

Não nos contentemos com uma visão sumária das dores de Nossa Senhora. Nosso olhar enxerga apenas os sofrimentos humanos; é preciso ir ao fundo destas dores para medirmos a razão que as motivaram e de quais fontes emanaram. Tanto as razões, quanto as fontes, foram divinas.

Assim, são três razões, que são três abismos: O amor de Jesus por Maria, o aumento dos méritos da Virgem Maria e seu exemplo para a humanidade.

Essas três razões são alimentadas por três fontes: Maria quereria poder morrer com Jesus, e esta felicidade lhe era tirada. Queria aliviar as dores de seu Filho, e esta consolação lhe era recusada. Vê o horrível pecado matar seu Filho, e não pode afastá-lo.

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Ó vós que passais pelo caminho

Que abismo insondável!

Como a Igreja tem razão de colocar nos lábios da Virgem Dolorosa este texto do profeta Jeremias: “Ó vós todos que passais pelo caminho, parai e vede, de a há dor semelhante a minha dor”

Leitor, nós, da Associação Cultural e Artística Nossa Senhora das Graças lhe perguntamos: você já sabe qual será sua cruz de hoje? 

Mas pouco importa! Seja ela qual for, desde que seja Jesus que nos apresente esta cruz é santa e santificadora. Em qualquer passo da vida, em que você se sinta abandonado, e acreditando que a cruz está pode demais pesada, lembre-se de Nossa Senhora das Dores e assim você terá forças para seguir adiante, pois ela é Mãe, Mãe que se preocupa com seus filhos e carrega com eles a cruz de cada dia! E vem a reflexão: a sua cruz é pesada?

Em suma, Maria é o nosso modelo. Ela, enquanto Nossa Senhora das Dores é um exemplo que nos diz que, para encontrar Jesus glorioso, é preciso antes encontra-Lo sofredor. Para partilhar das consolações e do triunfo, é preciso antes partilhar o peso e o sofrimento da Cruz.


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Natividade de Nossa Senhora

Natividade de Nossa Senhora

 

Festa da natividade de Nossa Senhora. O dia de nosso nascimento é celebrado e festejado com muita alegria. É costume uma família alegra-se e comemorar o nascimento de um filho, por exemplo. Pelo contrário, a Igreja celebra o nascimento de um filho, mas o nascimento espiritual, se nascimento para o céu. Assim são marcadas as datas das festas da maioria dos santos, o dia de sua morte para esta vida e seu nascimento para a glória.

Esta é a regra geral, porém há exceções.

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Nascimento da Santíssima Virgem

Entre os santos a Igreja celebra o nascimento terreno de apenas dois santos, São João Batista (24 de junho) e da Santíssima Virgem (8 de setembro). A mulher predestinada para ser a Mãe de Deus aparece sobre a terra com a alma santa e imaculada, com a mesma pureza e santidade com que saiu das mãos de Deus.

Seu nascimento constitui um motivo de alegria universal para a terra e para o céu. Alegram-se Deus, os Anjos, os santos e toda a Igreja.

 

Alegria de Deus

Nossa Senhora é a obra prima das mãos de Deus. Lemos no Gênesis que, quando Deus viu todas as coisas que havia criado pareceram-lhe muito boas e se alegrou com elas. Pois bem, qual a alegria dele ao contemplar Maria?!

Vamos mais fundo. Recordemos como o homem havia pecado e por isso Deus já não podia ver a terra do mesmo modo. A humanidade havia pecado e, por toda parte repercutiu essa desobediência.

Então, quatro mil anos depois, surge Maria, e tudo se transforma. Deus então vê a criação de outra maneira pois ali está sua imagem e semelhança novamente, perfeita e pura, É Maria. Deus se alegra!

O Eterno Pai alegra-se com o nascimento de sua Filha preferida; o Filho enche-se de alegria ao ver já na terra aquela a quem iria chamar como Mãe; o Espírito Santo, coloca uma a uma todas as virtudes no coração de sua esposa tão querida.

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Alegria dos Anjos

Por que os Anjos se alegram com o nascimento de Nossa Senhora? Porque eles contemplam o nascimento de sua Rainha! Ela é aquela que  que, depois de Deus, será o espetáculo mais belo do céu.

Se compararmos essa Menina com todas as belezas do céu nos reconheceremos que, depois de Deus, nenhuma pode se comparar com Maria.

Acredita-se que Lúcifer revoltou-se iniciou a grande batalha no céu, porque Deus o fez conhecer o plano de que um dia teriam de adorar seu Filho feito homem, nascido de uma mulher, a quem deveria reconhecer como Rainha e Mãe de Deus. Lúcifer sentiu-se humilhado, rebelou-se e foi lançado no inferno juntamente com um terço dos Anjos.

Então, imaginemos o ódio e desprezo, mas também o pavor, do inferno todo vendo Maria e sua incomparável formosura e santidade. Ao mesmo tempo, consideremos a alegria dos Anjos bons ao verem a glória reservada a eles, de servirem à Mãe de Deus.

 

Alegria dos santos no Limbo

Até a redenção na Cruz, todos os justos estavam no limbo, no “Seio de Abraão”. Apesar de serem almas justas e santas, não podiam entrar no céu, suas portas estavam fechadas e por isso, habitavam aquele desterro. Almas dos profetas, patriarcas, todas as figuras do Antigo Testamento.

Quatro mil anos de espera para Adão e Eva… Séculos e séculos para tantas almas. Que longa espera. Pois bem, imaginemos a alegria deles quando Deus revela que a Mãe do Messias esperado nascia! Enfim, na terra estava aquela que, com seu Filho, haveria de libertar a todos daquela prisão.

Por que estavam no Limbo? Porque o pecado era universal, para todo o gênero humano. 

Quando Adão estava no paraíso, ele não era uma pessoa particular, era a humanidade toda, a fonte da vida que deveria se propagar a todos os homens. Todos nós estávamos representados nele. 

 

A pobreza de Adão

Tudo quanto Deus concedeu a Adão, não era apenas para ele, mas todos que viriam depois. Nós seríamos como Adão. A primeira vista, parece uma crueldade, uma injustiça, mas não é!

Se um pai, nesta terra, é muito rico, tem terras e propriedades, ricos serão seus filhos. Porém, se esse pai perde tudo e fica sem nada, seus filhos também, mesmo sem terem culpa, perdem tudo.

O mesmo se deu conosco. Adão era riquíssimo da graça de Deus e consequentemente nós deveríamos ser. Porém, Adão perdeu tudo por causa do pecado, e por isso nós nascemos pobres de corpo e alma. Esta é a verdade.

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Maria Imaculada

Por fim, contemplemos Maria entrando nesta vida. Ela deveria ser como nós em tudo, mas Deus fez uma exceção para Ela, deveria nascer tal qual se formou em suas divinas mãos, pura, sem mancha, imaculada.

Cantemos juntamente com os Anjos neste dia os louvores à Santíssima Virgem. Nunca houve e jamais haverá criatura mais majestosa e bela como ela. Terminemos então, dando graças a Deus por ter feito sua Filha, Mãe e Esposa Imaculada. E cante louvores a Deus pois a humanidade tem Maria Hoje! Solenidade da Natividade de Nossa Senhora


Espero que esse artigo sobre a Natividade de Nossa Senhora tenha lhe feito muito bem espiritual. Se quiser receber nossos conteúdos católicos em seu email, pode se cadastrar aqui.

São Gregório Magno e o Canto Gregoriano

São Gregório Magno e o Canto Gregoriano

Prefeito de Roma, Monge…

O Papa Emérito Bento XVI, durante o Angelus de 3 de setembro de 2006 contou aos presentres a bela história de São Gregório Magno e o canto gregoriano. Dizia ele na ocasião.

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O calendário romano recorda hoje, 3 de Setembro, São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja (ca. 540-604). (…) Ele foi primeiro Prefeito e, depois, Bispo de Roma. Como funcionário imperial distinguiu-se pela capacidade administrativa e pela integridade moral, a ponto que, com apenas 30 anos, desempenhou o mais alto cargo civil de Praefectus Urbis. Mas, dentro dele maturava a vocação para a vida monástica, que abraçou em 574, quando seu pai faleceu. A Regra beneditina tornou-se a partir de então a estrutura-guia da sua existência. Também quando foi enviado pelo Papa como seu representante junto do Imperador do Oriente, em Constantinopla, manteve um estilo de vida monástico, simples e pobre.

…e Papa.

Tendo sido chamado de novo para Roma, mesmo vivendo no mosteiro foi estreito colaborador do Papa Pelágio II e, com a morte deste, vítima de uma epidemia de peste, Gregório foi aclamado por todos como seu sucessor. Procurou de todas as formas evitar aquela nomeação, mas no final teve que se render e, deixando com tristeza o claustro, dedicou-se à comunidade, consciente de cumprir um dever e de ser um simples “servo dos servos de Deus”.

Com clarividência profética, Gregório intuiu que surgia uma nova civilização do encontro entre herança romana e os chamados povos “bárbaros”, graças à capacidade de unificação e de elevação moral do Cristianismo. O monaquismo revelava-se uma riqueza não só para a Igreja, mas para toda a sociedade.

Sendo de saúde delicada mas forte no temperamento moral, São Gregório Magno desempenhou uma intensa ação pastoral e civil. Deixou um vasto epistolário, homilias admiráveis, um célebre comentário ao Livro de Job e os escritos sobre a vida de São Bento, bem como numerosos textos litúrgicos, famosos pela reforma do Canto, que devido ao seu nome foi chamado “gregoriano”.

Canto Gregoriano

O canto gregoriano é o canto oficial da Igreja Católica, o canto próprio de sua liturgia. Herdado de uma antiquíssima tradição, este conjunto de músicas foi chamado “tesouro de inestimável valor” pelo Concílio Vaticano II.

Sua história é complexa pois suas origens e desenvolvimento se perdem nas areias do tempo. Sabemos que tem em suas raízes o antigo canto da sinagoga e outros hinos gregos. No Ocidente, durante o século III e IV, um canto muito simples foi a base das primeiras liturgias cristãs. Cada região começou a desenvolver estes cânticos, cada um de acordo com o sopro do Espírito Santo. Assim nasceram os cantos romanos, milaneses ou ambrosianos, hispanos e galicanos. E, somente com São Gregório Magno são reunidos e unificados.

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Recentemente em um artigo para o ‘The Catholic Herald’, o redator Joseph Shaw afirmou que a valorização do canto litúrgico é um poderoso atrativo para o sagrado. “O Canto Gregoriano nos identifica com a liturgia Católica e ao mesmo tempo com algo cujo valor cultural e artístico exerce uma poderosa atração”.

Segundo Shaw o canto gregoriano atrai a músicos, medievalistas, fiéis e curiosos. Para ilustrar sua afirmação, o redator recordou de como, durante uma Missa na Universidade de Oxford, uma mulher se converteu ao ouvir os hinos cantados em latim pelo coro do templo. Para um meio de comunicação local, a mulher relatou que sentiu como se escutasse os anjos cantando. Qualificou sua experiência como excepcional, lhe dando uma noção de que algo belo e sagrado acontecia nesse lugar.

Paz em meio ao desespero

Dra. Jennifer Donelson, organizadora de um congresso sobre música sacra levado a cabo na cidade de Nova York em março de 2017 em entrevista ao “Catholic World Report” destacou o benefício da música gregoriana para cada indivíduo diante de uma sociedade imersa no caos e na confusão. “Quando o conflito e o desespero nos rodeiam, a bela música que reflete o Evangelho é um verdadeiro consolo, inclusive para as pessoas que não são católicas. A gente escuta algo no canto gregoriano que é belo e que nos ajuda a transcender em nossas vidas cotidianas e escutar os ecos da voz de Deus em nossos corações”.

Fonte: http://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/angelus/2006/documents/hf_ben-xvi_ang_20060903.html


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O Martírio de São João Batista

O Martírio de São João Batista

O maior nascido de mulher: “Pois vos digo: entre os nascidos de mulher não há maior que João” (Lc 7,28).

A Igreja, para exaltar a grandeza de João Batista, comemora-o em duas datas: no seu nascimento para a vida terrena (24 de junho) e no seu nascimento para a vida eterna (29 de Agosto). Depois de Nossa Senhora, talvez seja João Batista o santo mais venerado pelos Cristãos. Aliás, São João e Maria Santíssima eram parentes bem próximos.

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“A memória de hoje remonta à dedicação de uma cripta de Sebaste, em Samaria onde, já em meados do século IV, se venerava a sua cabeça. Depois, o culto alargou-se a Jerusalém, às Igrejas do Oriente e a Roma, com o título de Degolação de são João Baptista. No Martirológio romano faz-se referência a uma segunda descoberta da preciosa relíquia, transportada naquela ocasião para a igreja de São Silvestre em Campo Márcio, em Roma.” (Bento XVI, Audiência de 29 de agosto de 2012)

Um grande Profeta, que representa a transição do Antigo para o Novo Testamento; veio anunciar o Messias. Por sua austeridade de vida e de pregação, foi confundido com o próprio Cristo; quando, porém, indagado, declarou, sem hesitar: “Eu não sou o Cristo” (Jo 1,20).

Já no Antigo Testamento encontramos trechos que se referem a São João Batista, o Precursor: estrela da manhã que com o seu brilho excedia o brilho de todas as outras estrelas e anunciava a manhã do dia abençoado, iluminado pelo Sol espiritual de Cristo (Mal. 4,2).

Quando nasceu, os parentes e vizinhos queriam dar ao Batista o nome de seu pai, Zacarias, mas Isabel interveio sem vacilar: “Ele se chamará João”. Replicaram eles que na família não havia ninguém com este nome. Consultado, Zacarias escreveu numa tabuinha: “João é o seu nome”. Logo recuperou a fala, que havia perdido por ter duvidado da palavra do Anjo (cf. Lc 1, 58-63).

O primeiro a dar testemunho de Jesus

Dos primeiros anos de vida do “profeta do Altíssimo”, conhecemos apenas estas breves palavras do Evangelho: “O menino foi crescendo e fortificava-se em espírito, e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel” (Lc 1, 80).

João pôs-se a batizar no rio Jordão. Simbólica escolha do local, pois por aquelas regiões entrara o povo de Deus na Terra Prometida. O lugar era, ademais, adequado para o batismo de imersão, rito novo, figurativo da conversão à qual ele exortava.

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O Batista não cessava de proclamar seu testemunho: “No meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim”. E a embaixada do Grande Conselho não fez senão aumentar seu prestígio.

A relevância do papel de São João Batista reside no fato de ter sido ele o “precursor” de Cristo. Foi ele a voz que clamava no deserto anunciando a chegada do Messias não cessando, jamais, de chamar os homens à conversão: “Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo”. Em suas pregações insistia sempre para que os judeus, pela penitência, se preparassem, pois, estava próxima a chegada do Messias prometido.

Assim, João passou a ser conhecido como “Batista” por causa da importância que dava ao batismo, um ritual de purificação corporal onde a imersão na água simbolizava a mudança de vida interior do batizado.

Martírio de São João

João pregou também na corte de Herodes Antipas, tetrarca da Galiléia. Foi aí que ele teve oportunidade de denunciar a vida escandalosa que o governante levava. Herodes havia se casado com a mulher do próprio irmão Felipe, que também era sua sobrinha. 

Foi também essa denúncia que serviu de motivo para que João Batista fosse preso. Ele só não foi condenado à morte nessa ocasião porque Herodes sabia da popularidade do já muito conhecido pregador. Todavia, temia ele a reação do povo diante dessa medida extrema.

Contudo, as graves palavras do Precursor ressoavam nos ouvidos de Herodes Antipas, lembrando-lhe quanto desagradava ao Céu sua incestuosa união com Herodíades, a esposa de seu irmão Filipe.

Porém, como relata o evangelista São Marcos (6, 21-29), aconteceu que durante as comemorações do aniversário de Herodes, Salomé, filha de Herodíades – mulher com a qual o governante mantinha um relacionamento irregular e imoral – agradou tanto ao aniversariante que este prometeu atender qualquer pedido feito pela moça.

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Instigada pela mãe, ela pediu a cabeça de João Batista. Herodes cumpriu o prometido: mandou degolar João Batista e entregou sua cabeça numa bandeja a Salomé.

Com a sua vida e as suas palavras, João deu testemunho da Verdade: sem covardias perante os que ostentavam o poder, sem se deixar afetar pelos louvores das multidões, sem ceder às contínuas pressões dos fariseus. Deu a vida em defesa da lei de Deus contra todas as conveniências humanas: “Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão” (Mc 6,18), disse a Herodes.

Modelo para nós

Cada um de nós é chamado a ser João Batista, a mostrar Cristo presente entre os homens do nosso tempo; a fazer a oração: Senhor, quero ser tua voz no meio do mundo, no ambiente e no lugar onde queres que transcorra a minha vida.

“São Beda, monge do século IX, nas suas Homilias diz assim: ‘São João, por [Cristo] deu a sua vida; embora não lhe tenha sido imposto que negasse Jesus Cristo, só lhe foi imposto que não dissesse a verdade’ (cf. Hom. 23: ccl 122, 354). E ele dizia a verdade, e assim morreu por Cristo, que é a Verdade. Precisamente pelo amor à Verdade, não cedeu a compromissos nem teve medo de dirigir palavras fortes a quantos tinham perdido o caminho de Deus. (…) Nós vemos esta grande figura, esta força na paixão, na resistência contra os poderosos. Interroguemo-nos: de onde nasce esta vida, esta interioridade tão forte, tão reta e tão coerente, empregue totalmente por Deus e para preparar o caminho para Jesus? A resposta é simples: da relação com Deus, da oração, que é o fio condutor de toda a sua existência. .” (Bento XVI, Audiência de 29 de agosto de 2012)

Que São João Batista interceda por nós e por toda a Igreja!


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São Pio X

São Pio X

No dia 21 de agosto de 1914 morria São Pio X. Cem anos se passaram, mas, em todo o mundo a Igreja o reverencia celebrando sua memória litúrgica.

A evangelização, a catequese, estiveram muito presente em seu pontificado. Porque basta recordar que foi ele quem publicou e fez difundir por toda a Igreja o Catecismo que, ademais, leva seu nome: Catecismo de São Pio X.

Mas, a divulgação da doutrina católica através da difusão do Catecismo não foi a única ação que deixou marcas na história da Igreja.

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Papa da Eucaristia

São Pio X promoveu reformas pastorais quanto à participação dos fiéis no culto. Entre elas está a promoção do culto eucarístico.

No começo do Século XX, ele via no Sacramento da Eucaristia um modo para que os fiéis se aproximarem mais de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Antes dele, a comunhão sacramental era uma prática pouco comum, raramente realizada. Foi São Pio X quem promoveu a devoção da comunhão frequente, bem como reduzir a idade mínima para poder receber a Eucaristia.

Isso facilitou assim a prática precoce da comunhão para as crianças: A partir dos sete anos já se poderia comungar.

Por certo, o fato de ter uma ação tão “pastoral” em seu pontificado é fruto de sua anterior atuação como sacerdote. A pastoral, o contato direto com os fiéis, a evangelização eram desejos constantes em sua alma.

São Pio X foi o único Papa dos tempos modernos que exerceu intensamente, por muitos anos, seu munus sacerdotal. Ele foi capelão e pároco em pequenas paróquias rurais.

Tendo então chegado à Cátedra de Pedro, ele espalhou pelo mundo sua experiência sacerdotal.

Biografia

Giuseppe Melchiorre Sarto nasceu em Riese, na Província italiana de Treviso, de uma família modesta. Era o segundo dos dez filhos de Giovanni Battista Sarto e de Margherita Sanson. Foi ordenado aos 23 anos, em 1858. Estudou direito canónico e a obra de São Tomás de Aquino.

Como sacerdote, iniciou seu serviço para a Igreja como capelão em Tombolo, ao passo que começou a correr sua fama de ser um inspirado pregador. Dedicava-se muito ao trabalho. Por exemplo, quando ainda moço, dormia somente 4 horas por noite e julgava que isso lhe era suficiente.

Em 10 de Novembro de 1884 foi elevado a Bispo de Mântua. Em 1896, a Patriarca de Veneza e, por fim, eleito Papa em 4 de Agosto de 1903 com 55 dos 60 votos possíveis no conclave.

Todavia, esta curiosidade da vida de São Pio X foi deixada de lado com o surgimento de cargos que lhe absorviam cada vez mais: pároco em Salzano, os trabalhos no seminário e na cúria de Treviso, os encargos do episcopado e do patriarcado veneziano e o encargo maior que ele teve: dirigir a Barca de Pedro. Quando, em certa ocasião, considerou-se tão isolado que um dia lembrando o Profeta Isaías suspirou: “De gentibus non est vir mecum!”. O que, numa tradução livre poderia caracterizá-lo inteiramente: “Estou sozinho!”.

O Papa

Foi o primeiro Pontífice eleito no século passado. A história de São Pio X conta também com características do tempo em que viveu. Ele foi o último pontífice a ser eleito por causa do chamado “veto laical”.

No conclave de agosto de 1903 era considerado também papável o Cardeal Rampolla, Secretário de Estado. Por causa de seus relacionamentos, sua eleição foi vetada pelo Cardeal Puzyna, Arcebispo de Cracóvia, em nome do imperador austro-húngaro. Assim, o Cardeal Giuseppe Sarto, Patriarca de Veneza, foi escolhido Papa e adotou o nome de Pio X.

O seu lema era “Renovar todas as coisas em Cristo”, expresso na sua encíclica “Ad Diem Illum”.

De fato foi um defensor intransigente da ortodoxia doutrinária e governou a Igreja Católica com mão firme numa época em que enfrentava um laicismo forte.

Sobretudo das diversas tendências do modernismo que ele considerava como síntese de todas as heresias nos campos dos estudos bíblicos e da teologia.

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São Pio X introduziu reformas na liturgia e codificou a Doutrina da Igreja Católica. Facilitou a participação dos fiéis na Eucaristia. Como um Papa pastoral, encorajou assim modos de vida que refletissem os valores cristãos.

Ele foi o grande incentivador da prática da comunhão eucarística frequente e permitiu o acesso precoce das crianças à Eucaristia, quando da chegada à chamada idade da razão.

Foi um promotor incansável do estudo do canto gregoriano e do catecismo. Criou a Pontifícia Comissão Bíblica e colocou as bases do Código de Direito Canônico, a saber, promulgado em 1917 após a sua morte. Publicou 16 encíclicas.

A lápide

Na lápide do seu túmulo na Basílica de São Pedro no Vaticano, lê-se: A sua tiara era formada por três coroas: pobreza, humildade e bondade.

Enfim, foi beatificado em 1951 e canonizado em 3 de Setembro de 1954 pelo Papa Pio XII. É considerado um dos maiores Papas da Igreja.


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