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Os discípulos de Emaús

Os discípulos de Emaús

O desânimo que fecha nossos olhos para Deus

Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. Então Jesus perguntou: “Que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias? Ele perguntou: “Que foi?”

Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”.

Os dois discípulos fugiam de Jerusalém após a Morte de Nosso Senhor. Podemos observar que eles estão envoltos em trevas. São dominados pela tristeza, e sua fé está abalada. Quando encontram Jesus no caminho eles mesmos confirmam isso, eles não acreditam na ressurreição.

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Eles estão vacilando na fé, pois, se observarmos, em nenhum momento eles dizem ao “forasteiro” que Jesus era o Filho de Deus, eles apenas dizem: “Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras”.

Será que não parecemos com estes discípulos? Quando nos vem um momento difícil, esquecemos que Cristo é Deus, que pode tudo, e passamos a contar apenas com os aspectos humanos de nossa vida? Reduzimos o poder de Deus. Não é verdade também, que muitas vezes Cristo se apresenta no caminho de nossa vida, mas, por causa de nosso trabalho, nossas ocupações, nossas tristezas, nossa pouca fé, nós não o reconhecemos?

Não estava ardendo nossos corações?

Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele.

O que será que passou na mente dos discípulos enquanto Jesus falava? Não sabemos, apenas temos o que os próprios caminhantes comentam, que “seus corações ardiam”. Mesmo assim, eles não reconhecem Jesus. Talvez tenham achado que aquele desconhecido fosse alguém muito instruído na fé, um culto, um sábio.

Conosco não ocorre o mesmo? As vezes decerto recebemos um conselho de um sacerdote durante a confissão, durante uma conversa, ou ouvimos um sermão, uma homilia. E é um recado de Deus para nós que diz: “Não se afaste de Jerusalém, não fuja para Emaús! Eu vou ressuscitar”, mas nós não levamos em conta e preferimos acreditar que aquele sacerdote estudou muito e é baste culto.

Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles.

“Ficai conosco”, que pedido maravilhoso. Podemos repetir ele hoje em dia. “Ficai conosco Senhor, pois se faz trevas sobre o mundo”. Continuai conosco pois temos medo de nossos pecados, de nossas faltas. Ficai conosco porque não sabemos o caminho de volta para a casa paterna e já está tarde, a noite vem chegando.

Será que acontece comigo?

Você alguma vez sentiu que precisava que Deus estivesse com você? Pois bem, Ele estava, mas você não viu. Talvez por uma infidelidade, por uma cegueira, enfim. Mas o fato é que Deus jamais nos abandona, somos nós que o abandonamos.

Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles.

Os discípulos de Emaús, durante o caminho, julgavam que o caminhante desconhecido era um bom conhecedor das escrituras, apenas isso. Contudo, quando, sentados à mesa, o desconhecido partiu o pão, eles viram através daquele gesto inefável uma realidade, o Mestre crucificado a três dias estava vivo.

Então, a quanto tento não me confesso? A quanto tempo não comungo e vejo Cristo?

Se temos algum problema, devemos recorrer a Ele pois é para isso que Ele está presente no Santíssimo Sacramento até a consumação dos tempos.

O que me falta então para procurar este amigo que abandonei? Coragem para pedir perdão? Forças para voltar o caminho? O que me falta?

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Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

Quando reconheceram Cristo ressuscitado, voltaram correndo para Jerusalém. Era tarde, a distância era de 11 quilômetros, mas eles não se importaram. Por que? Porque seus corações ardiam de amor. Eles haviam se aproximado do Cristo, ouvido o Cristo, isso os alimentou.

Se eu estou fugindo da minha Jerusalém, se eu estou perdido pelo caminho, o que devo fazer?

Ouvir a Jesus que me diz palavras doces, escuta minhas súplicas, e parte o pão para mim. Ele me ouve e me aconselha no confessionário, ele me dá forças na comunhão, na adoração. Parte o pão da palavra e da Eucaristia. Isto me dá forças para sair da minha Emaús, da minha falta de esperança, do meu desespero, e correr para Jerusalém e ver que, de fato, nesta páscoa, Cristo ressuscitou e me Ama.

Uma Santa e abençoada páscoa para todos os nossos leitores.


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Páscoa

A Solenidade da Páscoa

A Páscoa é a mais antiga e a mais solene das festas do ano litúrgico. A nota dominante da liturgia da páscoa é uma intensa alegria e gratidão pelo benefício da Redenção que se traduz pela repetição do “Aleluia”

A celebração da Páscoa não tem dia fixo no Calendário, mas se celebra no primeiro Domingo depois da lua cheia, de março.

Jesus Cristo morreu no dia 14 do mês de Nisan, mês judaico lunar, correspondente mais ou menos ao nosso 22 de março a 25 de abril. Os meses atuais sendo solares, e pelo fato sendo mais longos, há necessariamente incompatibilidade nas datas.

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Foi em 325 no Concílio de Nicéa, que a Igreja adotou como data da ressurreição o primeiro Domingo depois da lua cheia de março. Foi assim que a Páscoa passou a ocorrer entre 22 de março a 25 de abril.

Naquele tempo, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago e Maria Salomé, compraram aromas, para embalsamarem o corpo de Jesus.  E no primeiro dia da semana, partindo muito cedo, chegaram ao sepulcro ao nascer do sol. E diziam entre si: Quem nos tirará a pedra da boca do sepulcro? Mas quando olharam, acharam revolvida a pedra, que era muito grande. E, entrando no sepulcro, viram um anjo sentado ao lado direito, vestido de uma túnica branca; e tiveram medo. Este, porém, lhes disse: Não temais; procurais a Jesus de Nazaré, que foi crucificado; ressuscitou; não está aqui; eis o lugar onde o haviam posto. Mas ide, anunciai aos seus discípulos e a Pedro, que ele irá. adiante de vós para a Galileia; lá o vereis, assim como ele vos disse. (Mc 16, 1-7)

Seguindo os procedimentos

Maria Madalena, Maria, Mãe de Tiago e Salomé, tinham comprado e preparado os perfumes destinados a um completo embalsamamento do corpo de seu divino Mestre, o que havia sido feito provisoriamente e às pressas por Nicodemos. Tendo-se levantado cedo, elas seguiram para o sepulcro. 

E’ no meio do caminho que perguntam uma a outra: Quem nos há de revolver a pedra da entrada do sepulcro?

Apenas haviam entrado no jardim, que continha o sepulcro, e eis a terra a tremer debaixo de seus pés. Um anjo luminoso desce do céu, num relâmpago ele se inclina sobre o túmulo, quebra os selos, remove a pedra, e senta-se em cima dela.

Madalena, mais nova e impacientemente ardorosa, havia tomado a dianteira; mas qual não foi a sua estupefação, quando, ao chegar ao túmulo, viu a pedra já tirada e a entrada do jazigo completamente livre. Nem ao menos lhe veio a ideia de que Jesus havia talvez ressuscitado, mas, persuadida de que haviam roubado o corpo, deixou as companheiras, e sem perda de tempo, correu ao Cenáculo para participar aos Apóstolos o que acabava de presenciar.

Nenhum dos Evangelistas descreveu o fato da ressurreição; nenhum deles o havia presenciado. Eles viram-no ressuscitado; não contam como ressuscitou. E’ provável que nunca o souberam como nós não o sabemos. E’ mistério divino!

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Enquanto Maria Madalena foi anunciar o fato da desaparição do Mestre aos Apóstolos, as suas duas companheiras, chegando ao sepulcro, penetraram no vestíbulo, que precede o túmulo, e aí à direita, viram um anjo cujo aspecto majestoso e vestes cintilantes as enchiam de terror.

Após ouvirem as palavras do Anjo As duas mulheres, trêmulas de medo, saíram do sepulcro e fugiram, não se atrevendo a pronunciar a mínima palavra. Neste tempo, Madalena havia comunicado o fato a Pedro e a João que levantam-se e correm ao sepulcro; corriam ambos juntos, mas João correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro, mas não entrou.

Alguns instantes depois, chegou Pedro e penetrou no jazigo a certificar-se do que havia. ocorrido. Viu as faixas de um lado e o sudário, que cobria a cabeça, dobrado, do outro. Aproximou-se João e ambos concluíram como Madalena, que tinham tirado o corpo. Nenhum deles imaginou que Jesus tivesse ressuscitado.

Pedro e João voltaram para casa, porém, Maria Madalena conserva-se na parte de fora do sepulcro, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro, e viu dois anjos vestidos de branco, sentados no lugar, onde fora posto o corpo de Jesus. E eles lhe perguntam: Mulher, por que choras ? Respondeu-lhes: Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram. Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus.

Disse-lhe Jesus: “Mulher, porque choras? A quem procuras?”

Ela julgando que era o jardineiro, disse-lhe: Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei.

Jesus lhe disse: Maria. Ela voltando-se, disse-lhe: Rabboni, (que quer dizer: Mestre). Disse-lhe Jesus: Não me toques, porque ainda não subi para meu Pai. Foi Madalena dar a nova aos discípulos: Ví o Senhor, e êle disse-me estas coisas. (João 20, 10-19 ).

Jesus ressuscitou e aparece para consolar àqueles que tanto choraram e sofreram com ele. Ele não se manifesta, nem a Pilatos, nem a Herodes, nem aos chefes dos judeus, para confundi-los; não. Nem aparece logo a Pedro, a João, nem a um outro de seus Apóstolos. Ele se mostrou primeiro a sua Mãe querida e depois a Madalena. A Madalena, que muito pecou, mas que muito soube amar. A pureza imaculada recebeu a sua primeira visita ; a pureza readquirida pelo arrependimento e o amor receberá a sua segunda visita. Tocante delicadeza do Coração de Jesus.


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Domingo de Ramos

Domingo de Ramos, início das dores

Com a Encarnação do Verbo a obra das trevas conheceu sua ruína. E o confronto entre o bem e o mal encontra­rá sua arquetipia, até o fim dos tempos, na luta impla­cável de Nosso Senhor contra os escribas e os fariseus, narrada longamente por todos os evangelistas. O maldito filão do mal encontrou diante de si um Varão que fundou uma Instituição para combatê-lo, o Homem-Deus diante do qual foi obrigado a ouvir as verdades mais contundentes e penetrantes, a ponto de ser-lhe arrancada a máscara da hipocrisia, aos olhos de todo o povo.

Na Liturgia do Domingo de Ramos vamos assistir ao des­fecho dessa luta. Nesse dia a Igreja comemora, ao mesmo tem­po, as alegrias da entrada triunfal de Nosso Senhor Jesus Cristo em Jerusalém e o início de sua Via Sacra, com a proclamação da Paixão no Evangelho da Missa. Abre-se, assim, a Semana Santa, talvez o período do Ano Litúrgico mais cogente, durante o qual as principais celebrações se sucedem, convidando-nos a consi­derar com especial fervor os acontecimentos que constituem o cerne de nossa Redenção.

Entrada triunfal em Jerusalém

Entre os numerosos milagres realizados pelo Divino Mes­tre, nenhum produzira tanta comoção em Israel quanto a ressur­reição de Lázaro (cf. Jo 11, 1-44). A uma simples ordem, o mor­to de quatro dias saíra do túmulo andando, em perfeita saúde. Por evidenciar de forma tão grandiosa o poder divino de Jesus, o prodígio ocasionou um forte surto de fervor popular e muitos judeus passaram a crer n’Ele. Em contrapartida, tal fato acirrou ao extremo o ódio dos pontífices e fariseus. Reunido o Sinédrio, deliberou este acerca dos meios para fazer cessar a crescente fama de Nosso Senhor e, “desde aquele momento, resolveram tirar-Lhe a vida” (Jo 11, 53).

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O Redentor, que tudo sabia, já tinha conhecimento desta decisão oficial do Sinédrio quando começou a viagem de volta à Cidade Santa, nas vésperas das comemorações da Páscoa. No caminho Ele advertira os discípulos a esse respeito, ao anunciar­-lhes pela terceira vez a Paixão: “Eis que subimos a Jerusalém e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas; condená-Lo-ão à morte e entregá-Lo-ão aos gen­tios” (Mc 10, 33).

Contudo, nada fez para impedir a afluência das pessoas que acorriam ao seu encontro e passavam a segui­-Lo durante o percurso. Eram israelitas em sua maior parte, os quais também se dirigiam ao Templo para celebrar a Páscoa, de modo que, quanto mais se aproximava da cidade, maior se tornava o número dos que O acompanhavam. Saindo de Jericó, por exemplo, registra São Mateus que uma grande multidão O seguiu” (20, 29), e São João menciona outra “grande multi­dão de judeus” (12, 9) que se concentrou em Betânia ao saber que Jesus ali havia chegado. Toda essa gente foi com Ele a Je­rusalém, pelo que “bem se pode supor que formavam o cortejo várias centenas, e até mesmo milhares de pessoas.

É precisamente a essa altura do percurso, nas proximidades de Betânia e Betfagé, que se inicia o trecho de São Lucas re­colhido para o Evangelho da Procissão do Domingo de Ramos do Ano C.

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Os louvores começa­ram logo que Nosso Senhor montou o jumentinho, ainda na estrada. À sua passagem o povo ia estendendo os mantos no chão e completava esse improvisa­do tapete com ramos colhidos das ár­vores (cf. Mt 21, 8; Mc 11, 8). Quando já se podia divisar o Templo — o que, segundo indicação precisa de São Lu­cas, corresponde a “perto da descida do Monte das Oliveiras” —, a multitudinária procissão irrom­peu em exclamações e brados de alegria: “Bendito o Rei, que vem em nome do Senhor! Paz no Céu e glória nas alturas!”.

Tal movimentação pôs em alvoroço a cidade, que regurgitava de pe­regrinos vindos de todas as regiões da Palestina, os quais, saindo ao encontro de Jesus com ramos de palmas nas mãos, uniram-se à caravana, para também aclamá-Lo (cf. Jo 12, 12-13).

Esse cortejo triunfal — mas quão modesto para Aquele que é Rei e Criador do universo! — realizava literalmente a pro­fecia messiânica de Zacarias: “Dança de alegria, cidade de Sião; grita de alegria, cidade de Jerusalém, pois agora o teu rei está chegando, justo e vitorioso. Ele é pobre, vem montado num ju­mento, num jumentinho, filho de uma jumenta” (9, 9).

Inteira conformidade com a vontade do Pai

Ora, até então Nosso Senhor sempre evitara qualquer ho­menagem ostensiva à sua realeza, impondo silêncio àqueles que reconheciam n’Ele o Salvador. No momento em que o povo quis proclamá-Lo rei, logo após a primeira multiplicação dos pães, Ele Se havia esquivado, retirando-Se sozinho para um monte (cf. Jo 6, 15). Na entrada em Jerusalém neste dia, pelo contrá­rio, aceitou com inteira naturalidade as honras e aplausos. Tal atitude, além de permitir que as pessoas por Ele beneficiadas manifestassem sua gratidão de maneira formal, tinha em vista também a Paixão, pois era preciso ficar notório e testemunhado pelo próprio povo que o Crucificado era o descendente de Davi por excelência, o Messias esperado.

Vemos aqui ressaltada a plena conformidade de Nosso Se­nhor com a vontade do Pai.

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Quando Lhe foi pedido o apaga­mento, o Divino Redentor o abraçou por completo: nasceu nu­ma Gruta da pequena Belém e recebeu tão somente a adoração dos pastores e dos Magos vindos de terras longínquas. A única reação de Jerusalém à notícia de seu nascimento fora a pertur­bação (cf. Mt 2, 3), e nenhum de seus habitantes saíra à procura do rei dos judeus recém-nascido para Lhe prestar homenagens.

Entretanto, chegado o momento propício de sua glorificação pelos homens, Ele acolheu com benevolência os brados que O proclamavam Rei de Israel, assim como, durante anos, aceitara ser chamado de “filho do carpinteiro” (Mt 13, 55).

Na resposta à insolente interpelação dos fariseus pedindo-Lhe que censuras­se seus aclamadores, Jesus deixou bem claro ser esse triunfo a realização de um desígnio divino, o qual se cumpriria mesmo se os homens se negassem a louvá-Lo: “Eu vos declaro: se eles se calarem, as pedras gritarão”.

Triunfo prenunciador da Paixão

Um detalhe da cerimônia litúrgica indica outro aspecto do Domingo de Ramos, sem o qual não nos seria possível entender seu significado mais profundo: o sacerdote celebra revestido dos paramentos vermelhos, cor própria à comemoração dos márti­res.

Devido à sua personalidade divina, para Nosso Senhor tu­do é presente, tanto o passado quanto o futuro. Por conseguin­te, Ele via que dentro de alguns dias, uma vez mais, estrugiriam nas ruas de Jerusalém brados bem diferentes dos que então O reconheciam como Filho de Davi. Diante de Pilatos, o popula­cho vociferaria pedindo sua crucifixão e a libertação do vulgar bandido, Barrabás.

Os pintores católicos que reprodu­ziram a cena apresentam Nosso Senhor recebendo com certo bom grado aquela homenagem, mas com um fundo de tristeza e ao mesmo tempo de severidade, porque Ele compreendia o que aquilo tinha de vazio, e que o povo que O aclamava, sem pensar nisso, reconhecia a sua própria culpa. […] Ele desfila bondoso e triste; Ele sabe o que O espera.

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O triunfo de Jesus em Jerusalém não era senão o prenúncio de seu martírio na Cruz. Os evangelistas, sempre muito sintéticos, tiveram especial diligência ao consignar a Paixão de Cristo, acontecimento de impor­tância ímpar na História. É por isso que o Evangelho da Missa deste domingo excede em extensão o habitual dos demais, o que impossibilita comentar cada um de seus versícu­los no exíguo espaço de um artigo. Façamos, então, uma reflexão que nos coloque na adequada perspectiva para contemplar as maravilhas oferecidas pela Liturgia do Domingo de Ramos, de modo a ob­termos os melhores frutos para nossa vida espiritual.


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Solenidade da Anunciação do Senhor

Solenidade da Anunciação do Senhor

A Anunciação do Senhor deu-se provavelmente, ao raiar da aurora

Em Nazaré, numa humilde casa, estava uma Virgem implorando ao Altíssimo que mandasse ao mundo o Salvador prometido. Era jovem, bela, com todas as graças dos 15 anos, com todo o amor de seu coração virgem, com todos os atrativos de sua imensa santidade.

Orava, suplicava, as mãos docemente juntas sobre o peito e olhar como penetrando a imensidade do firmamento. E o olhar de Deus estava fixo sobre esta donzela e suas orações que comoviam o seu coração de pai da humanidade.

Era chegada a hora da libertação. Gabriel, um dos arcanjos gloriosos, deixava o céu e baixava à terra, vinha transmitir a mensagem do Altíssimo. Ele enfim desce e vai à Galileia em direção de uma aldeia esquecida, chamada Nazaré, para a pequenina ermida, onde ora e suplica uma jovem de 1 5 anos, desconhecida do mundo, admirada pelos anjos.

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O arcanjo luminoso, sob forma humana, o semblante resplandecente, usava uma veste dourada como a aurora, que despontava ao longe. Numa atitude solene, como convinha ao embaixador do Altíssimo, apresenta-se diante da Virgem em oração: ele fica em pé, inclina-se levemente, e, doces, como as pétalas perfumadas das rosas matinais, saem de seus lábios estas palavras Ave, (Maria, ) cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu, entre as mulheres.

A virgem levanta a cabeça, perturbada ao ouvir esta saudação; não se perturba com a presença do anjo, porém, com tal saudação. E a virgem recolhe-se em sua humildade, esconde-se em seu nada. Ela sabe que é um anjo quem fala, e que sua palavra é a expressão da verdade. A virgem fica silenciosa, pensa e escuta.

O Arcanjo inclina-se mais profundamente, e, fitando a sua futura Rainha explica: O Espírito Santo virá sobre ti, e a Virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra, e por isso o Santo que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus.

O mistério está desvendado: Maria será Mãe e ficará Virgem.

Jesus será o teu fruto. Tu ó Mãe, serás a sua flor!

O Arcanjo calou-se, pois Deus dá a Maria o direito de deliberar. Deus espera a resposta, o mundo espera, o anjo espera. E assim, levantando a fronte gloriosa, já coroada pelos dons imensos de Deus, abrindo o coração cheio de graças, e os lábios que devem decidir a sorte do mundo, Maria deposita nas mãos do Arcanjo as palavras da salvação: “Eis aqui a escrava do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra! ”

Esta palavra virginal de humildade e de obediência produziu no mundo uma alegria imensa. O céu e a terra sentem-se comovidos, da mesma forma como dois irmãos que se encontram após uma longa separação! Tendo então recebido esta resposta, o anjo se inclina mais radiante que a aurora, que começa a dourar o perfil das colinas, e retira-se. 

Retira-se, para ceder o lugar ao Redentor, que desce.

Que se passou, então, na humilde casa de Nazaré? “O Verbo se fez carne e habitou entre nós!” O que portanto quer dizer: O Verbo eterno de Deus, seu próprio e único filho, tomou a forma de um corpo, do sangue puríssimo de Maria! Era a Encarnação.

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Esta encarnação compreendia duas coisas: A descida do Filho e a sua união verdadeira à nossa carne.

São Bernardo canta em um de seus hinos: “a Majestade divina rebaixou-se para unir-se à nossa natureza, para tornar-se um de nós. No seio de Maria o Imenso se fez pequenino. O Verbo divino, que era até aí, somente o Filho de Deus, tornou-se, por Maria, o Filho do homem. ”

Leitor, foi a Virgem Maria, com sua disponibilidade e obediência, quem trouxe ao mundo aquele que de quem tudo recebemos. Por isso, a Solenidade da Anunciação do Senhor celebra a restauração da harmonia no universo, a união da terra e o céu. É a comemoração do dia em que a Criação passou a brilhar com um brilho todo divino, pelos méritos de Maria Santíssima.

Que esta Solenidade da Anunciação do Senhor inicie um período de oração e meditação, para que, daqui a nove meses, Jesus possa nascer em nossos lares e em nossos corações.


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O pai de Jesus Cristo

O pai de Jesus Cristo

Quem foi São José? O pai de Jesus Cristo

A História não registra os feitos heróicos de São José. O próprio Evangelho é muito parco quando o tema é o esposo da Virgem Maria. Entretanto, acima dele só Jesus e Maria!

Abaixo dele estão todos os homens, até mesmo os maiores patriarcas e profetas, santos e justos. Um homem singular e privilegiado.

Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, e Esposo castíssimo de Maria, Mãe de Deus. Não é possível acrescentar mais nada. Este é São José.

Esposo da Virgem Maria

O Santo Patriarca fora predestinado por Deus. Com efeito, Jesus deveria nascer de uma Virgem e esta Virgem Puríssima seria esposa do castíssimo e santo José. “O anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José” (Lc 1, 26-27)

Estas simples palavras do Evangelho definem São José, sua missão na terra e seus privilégios. Você já parou para pensar que o Anjo anunciou à Virgem o mistério da encarnação, e este mistério está ligado ao nome de São José?

Era o esposo virginal da Mãe de Deus, Seria o pai adotivo, o guarda o sustentáculo do Salvador do mundo. Seria Pai daquele que é Pai das criaturas, amparo de quem amparou o universo. Este é São José!

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José, o Justo! José, o Pai de Jesus!

O Evangelho define José, O Justo! “José como era justo…” E esta definição lhe deu a maio gloria, o título e privilégio que o fez o maior dos Santos, Pai do Filho de Deus.

Todos os santos se gloriam de serem servos de Deus, servos de Jesus. Entretanto, São José é o único que pode se dizer “Pai de Deus, Pai de Jesus”. Certamente, este é seu maior título.

Os Evangelhos narram que o povo, que não sabia do mistério da encarnação, considerava Jesus como sendo filho de José. Santo Agostinho diz que o povo pensava ter Nosso Senhor nascido como os demais homens e por isso chamavam-no “Filho de Jose”.

Entretanto, é importante observar que os Evangelistas chama José de Pai de Jesus. “Seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa.” (Lc 2, 41). E Nossa Senhora ao encontra-lo no Templo diz: “Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição” (Lc 2, 48)

Sempre São José é tratado como pai de Jesus. E Jesus foi obediente a ele por 30 anos, chamando-o de pai. Por isso devemos chama-lo de pai de Deus, pai virginal, não carnal, uma vez que Maria Imaculada concebeu e foi mãe de Deus por obra do Espírito Santo.

Jesus nos ensinou a chamarmos Deus de Pai. Na terra, os pais são uma sombra do Eterno Pai, portanto, São José é a sombra do Eterno Pai, a imagem do Pai de quem procede o Filho, Jesus Cristo. Pai putativo, genealógico, jurídico, adotivo, eletivo, nutrício, virginal, afetivo. Enfim… Pai.

São Francisco de Sales e São José

O Grande São Francisco de Sales escreveu: Tendo Deus Nosso Senhor destinado desde toda eternidade que uma Virgem concebesse um Filho e este seria Deus e Homem, quis que esta Virgem fosse casada. Ó, como foi doce a união entre Nossa Senhora e São José! União que fazia com que aquele bem dos bens que é Jesus Cristo, pertencesse a São José como pertencia a Maria.  Não segundo a natureza, mas, segundo a graça, que o tornaria participante de todos os tesouros de sua casta esposa.

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Jesus, Maria e José

De fato, são três corações inseparáveis, uma família completa, Jesus, Maria e José! O padre Cornélio a Lápide diz: “Era uma família celestial na qual o chefe e Pai de família era São José, Mãe de família era a Virgem e o filho era Jesus.

O Pai Eterno deu a José os direitos de Pai sofre o seu Filho Unigênito e assim o fez participar da Paternidade divina. O Filho de Deus o chamou Pai e o Espírito Santo o escolheu para esposo de sua Esposa. Depois de Nossa Senhora, não há criatura mais unida à Santíssima Trindade que São José.

Peçamos por todos os pais, por suas famílias. Que estes corações santos de Jesus, Maria e José que Deus uniu e não podem se separar nos ajudem a nunca nos separarmos do amor de Deus.


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Propósitos para a Quaresma

Propósitos para a Quaresma

Neste início de Quaresma, procuremos, como propósitos para a Quaresma, mais ainda do que a mortificação corporal, aceitar o convite que a Liturgia sabiamente nos faz, combatendo o amor próprio com todas as nossas forças. 

“Procurai o mérito, procurai a causa, procurai a justiça; e vede se encontrais outra coisa que não seja a graça de Deus”. Santo Agostinho

 

Na quarta-feira de cinzas, ao recebermos as cinzas sobre a cabeça, ouvimos mais uma vez um claro convite à conversão que pode expressar-se numa fórmula dupla: “Convertei-vos e acreditai no evangelho”, ou: “Recorda-te que és pó e em pó te hás de tornar”.

A Quarta-Feira de Cinzas é considerada a “porta” da Quaresma. De fato, em sua tradição, a Igreja não se limita a oferecer-nos ao período quaresmal, mas indica-nos também os instrumentos necessários para o percorrer frutuosamente.

“Convertei-vos a mim de todo o vosso coração com jejuns, com lágrimas, com gemidos”. (Jl 2,12). Os sofrimentos que afligiam naquele tempo a terra de Judá estimulam o autor sagrado a encorajar o povo eleito a voltar com confiança filial ao Senhor. De fato, recorda o profeta, ele “é clemente e compassivo, paciente e rico em misericórdia e se compadece da desgraça” (Jl 2,13). O convite que Joel dirige aos seus ouvintes, por certo também é válido para nós.

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3 armas para combater o mal e as paixões

Não hesitemos em reencontrar a amizade de Deus perdida com o pecado; encontrando o Senhor experimentamos a alegria do seu perdão. E assim, quase respondendo às palavras do profeta, fazemos nossa a invocação do refrão do Salmo 50: “Perdoai-nos Senhor, porque pecamos”.

Amados irmãos e irmãs, temos quarenta dias para aprofundar esta extraordinária experiência. No Evangelho (cf. Mt 6, 1-6.16-18), Jesus indica quais são os instrumentos úteis para realizar a autêntica renovação interior e comunitária: as obras de caridade (a esmola), a oração e a penitência (o jejum). São as três práticas fundamentais queridas também à tradição hebraica, porque contribuem para purificar o homem aos olhos de Deus.

Estes gestos exteriores, que devem ser realizados para agradar a Deus e não para obter a aprovação dos homens, expressam a determinação do coração a servi-l’O, com simplicidade e generosidade. Recorda-nos isto também um dos Prefácios das missas quaresmais onde, em relação ao jejum, lemos esta singular expressão: “com o jejum elevas o espírito” (Prefácio IV).

O jejum, ao qual a Igreja nos convida neste tempo forte, certamente não nasce de motivações de ordem física ou estética. Mas brota da exigência que o homem tem de uma purificação interior que o desintoxique da poluição do pecado e do mal. Por esta razão o jejum e as outras práticas quaresmais são consideradas pela tradição cristã “armas” espirituais para combater o mal, as paixões negativas e os vícios.

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A este propósito, comenta São João Crisóstomo. “Assim como no fim do Inverno volta a estação do Verão e o navegante arrasta para o mar o barco, o soldado limpa as armas e treina o cavalo para a luta, o agricultor lima a foice, o viandante revigorado prepara-se para a longa viagem e o atleta depõe as vestes e prepara-se para as competições; assim também nós, no início deste jejum, quase no regresso de uma Primavera espiritual forjamos as armas como os soldados, limamos a foice como os agricultores, e como timoneiros reorganizamos a nave do nosso espírito para enfrentar as ondas das paixões. Como viandantes retomamos a viagem rumo ao céu e como atletas preparamo-nos para a luta com o despojamento de tudo” (Homilias ao povo antioqueno, 3).

Peçamos a Maria que nos acompanhe para que, no final da Quaresma. Possamos contemplar o Senhor ressuscitado, interiormente renovados e reconciliados com Deus e com os irmãos. Amém!

Adaptação da Homilia do Papa Bento XVI – Quarta-feira de Cinzas, propósitos para a Quaresma, 21 de Fevereiro de 2007 – Basílica de Santa Sabina no Aventino.


Nossa Associação está empenhada na divulgação da devoção a Nossa Senhora das Graças bem como na evangelização da juventude brasileira. Ajude-nos a ajudar!

Cinzas

Quarta-feira de Cinzas

A imposição das cinzas.

“Memento homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris”

“Lembra-te, ó homem, que és pó e em pó te hás de tornar” (Gn 3,19).

Após a terça-feira de Carnaval a Igreja nos convida ao jejum e a abstinência de carne na Quarta-Feira de Cinzas em um grande contraste com o dia anterior. Neste reina a seriedade e o recolhimento destinados à preparação das almas para receberem a Cristo que se aproxima na Solenidade da Páscoa.

A Quarta-Feira de Cinzas marca o início de um novo tempo litúrgico – a Quaresma – tempo dedicado à penitência e a oração. Mas qual é a razão das cinzas?

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Penitência

Entre o povo Hebreu o costume de se utilizar das cinzas como sinal de penitência e dor. Era muito comum e até mesmo recomendado pelo Senhor através de seus Profetas. Podemos verificar em vários trechos das Sagradas Escrituras, tais como:

 “Cobri-vos de cinzas, guardas do rebanho, pois que chegou o dia da vossa destruição.” (Jr 25,34).

“Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-lhe uma oração de súplica, jejuando e me impondo o cilício e a cinza.” (Dn 9,3).

Com o passar do tempo algumas Igrejas locais passaram a utilizar desta tradição tão incentivada nas Escrituras. A partir do ano 300 a cinza passou a ser empregada como forma de humilhação e punição para aqueles que praticavam algum pecado público.

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Por volta do século VII, nas igrejas, utilizava-se das cinzas para os pecadores públicos que haviam se arrependido de suas práticas e desejavam voltar à prática religiosa. Estes recebiam as cinzas na quarta-feira em que se iniciava a Quaresma, e logo depois se retiravam das comunidades para ficarem isolados durante quarenta dias vestidos com roupas grossas e portando a cinza a fim de serem reconhecidos como penitentes e aceitos novamente no seio da Igreja no Sábado Santo.

Já no século VIII o uso das cinzas visava os moribundos, que eram cobertos de cinzas e aspergidos com água benta a fim de representar os sentimentos de aflição e arrependimento e também como penitência pelos pecados cometidos.

Mais tarde, seguindo o sacramental gregoriano, as cinzas passaram a ser usadas no cerimonial público de iniciação da Quaresma, utilizando-se das cinzas provenientes dos ramos distribuídos no Domingo de Ramos do ano anterior, o sacerdote as impõe na fronte dos fiéis traçando uma cruz e recitando o versículo: “Lembra-te, ó homem, que és pó e em pó te hás de tornar.” (Gn 3, 19) ou a fórmula: “Convertei-vos e crede no Evangelho”

Sinal profundo em nossa alma

A imposição das cinzas não se trata apenas de um ato exterior, mas traz um significado muito mais profundo, como tão bem nos expressa Bento XVI: “A liturgia da Quarta-Feira de Cinzas indica assim na conversão do coração a Deus a dimensão fundamental do tempo quaresmal. Esta é a chamada muito sugestiva que nos vem do tradicional rito da imposição das cinzas, que daqui a pouco renovaremos. Rito que assume um dúplice significado: o primeiro relativo à mudança interior, à conversão e à penitência, enquanto o segundo recorda a precariedade da condição humana, como é fácil compreender das duas fórmulas diversas que acompanham o gesto.” (Bento XVI – Quarta-feira de Cinzas, 21 de Fevereiro de 2007 – Basílica de Santa Sabina no Aventino)

O profeta Joel nos diz: “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração com jejuns, com lágrimas, com gemidos”. Neste período que a Igreja nos convida a uma conversão sincera, para bem aproveitarmos este tempo de preparação peçamos o auxílio da Santíssima Virgem, a Mãe Dolorosa, a fim de que Ela nos obtenha a humildade e a mansidão para buscarmos o sacramento da confissão e assim estarmos cada vez mais atentos à palavra de Deus que nos falará de modo especial nestes quarenta dias em que devemos nos preparar para receber o Senhor Ressuscitado.


Esperamos ter lhe feito bem espiritual. Preparemo-nos para o novo tempo que irá se iniciar.

Ajude-nos para que consigamos ajudar mais famílias, com catequese e catequese para jovens.

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Santa Escolástica – um santo exemplo de irmã gêmea

Santa Escolástica – um santo exemplo de irmã gêmea

Santa Escolástica, alma inocente e cheia de amor a Deus, de quem pouco se conhece, era irmã gêmea do grande São Bento, pai do monacato ocidental, a quem amou com todo o seu coração.

Nasceram Escolástica e Bento em Núrsia, na Úmbria, região da Itália situada ao pé dos montes Apeninos, no ano 480. Como seu irmão, teve ela uma educação primorosa. Modelo de donzela cristã, Escolástica era piedosa, virtuosa, cultivava a oração e era inimiga das vaidades.

Com a morte dos pais, Escolástica vivia mais recolhida no retiro de sua casa. Quando se inteirou que seu irmão deixara o deserto de Subiaco e fundara o célebre mosteiro de Monte Cassino, decidiu ela professar a mesma perfeição evangélica, distribuindo todos os seus haveres aos pobres e partindo com uma criada em busca do irmão.

Encontrando-o, explicou-lhe suas intenções de passar o resto da vida numa solidão como a dele e suplicou-lhe que fosse seu pai espiritual, prescrevendo-lhe as regras que deveria seguir para o aperfeiçoamento de sua alma. São Bento, já conhecendo a vocação da irmã, aceitou-a e mandou construir para ela e a criada uma cela não muito longe do mosteiro, dando-lhe basicamente a mesma regra de seus monges.

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O relato de um Papa Santo guardou para a história a vida de Santa Escolástica

A fama de santidade desta nova eremita foi crescendo e, pouco a pouco, se juntaram a ela muitas outras jovens que se sentiam chamadas para a vida monástica. Colocando-se todas sob a sua direção, juntamente com a de São Bento, formando assim uma nova Ordem feminina, mais tarde conhecida como das Beneditinas, que chegou a ter 14.000 conventos espalhados por todo o Ocidente.

A cada ano, alguns dias antes da Quaresma, encontravam-se Bento e Escolástica a meio caminho entre os dois conventos, numa casinha que ali havia para este fim. Passavam o dia em colóquios espirituais, para então tornarem a ver-se no ano seguinte. Um dos capítulos do livro “Diálogos”, de São Gregório Magno, ajudou a salvar do esquecimento o nome desta grande santa que tem lugar de predileção entre as virgens consagradas. O grande Papa santo narra com simplicidade o último encontro de São Bento e Santa Escolástica, em que a inocência e o amor venceram a própria razão.

O último encontro destes 2 irmãos gêmeos santos

Era a primeira quinta-feira da Quaresma de 547. São Bento foi estar com sua irmã na casinha de costume. Passaram todo o dia falando de Deus. Ao entardecer, levantou-se São Bento decidido a regressar a seu mosteiro, para voltar apenas no próximo ano. Mas, pressentindo que sua morte viria logo, Santa Escolástica pediu ao irmão que passassem ali a noite e não interrompessem tão abençoado convívio. Ao que o irmão respondeu:

– Que dizes? Não sabes que não posso passar a noite fora da clausura do convento?

Escolástica nada disse. Apenas abaixou a cabeça e, na inocência de seu coração, pediu a Deus que lhe concedesse a graça de estar um pouco mais com seu irmão e pai espiritual, a quem tanto amava. No mesmo instante o céu se toldou. Raios e trovões encheram o firmamento de luz e estrondos. A chuva começou a cair torrencialmente. Era impossível subir assim o Monte Cassino naquelas condições. Escolástica apenas perguntou a seu irmão:

– Então, não vais sair? São Bento, percebendo o que se havia passado, perguntou-lhe:

– Que fizeste, minha irmã? Deus te perdoe por isso…

– Eu te pedi e não quiseste me atender. Pedi a Deus e Ele me ouviu – respondeu a cândida virgem.

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Passaram então aquela noite em santo convívio, podendo o santo fundador regressar ao seu mosteiro apenas no outro dia pela manhã. De fato, confirmou-se o pressentimento de Escolástica. Entregou sua alma ao Criador três dias depois deste belo fato. São Bento viu, da janela de sua cela, a alma de Escolástica subir ao céu sob a forma de uma branca pomba, símbolo da inocência que ela sempre teve. Levou o corpo para seu mosteiro e aí o enterrou no túmulo que havia preparado para si próprio. Enfim, alguns meses mais tarde também faleceu São Bento. Ficaram assim unidos na morte aqueles dois irmãos que na vida terrena se haviam unido pela vocação.

Logo após a morte de São Bento muitos milagres e graças começaram sendo alcançadas por intercessão destes 2 grande santos que são irmãos gêmeos e também por meio da Medalha Exorcística de São Bento.

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O último encontro destes 2 irmãos gêmeos santos

Comentando este fato da vida dos dois grandes santos, São Gregório diz que o procedimento de Santa Escolástica foi correto. Deus quis assim mostrar a força de alma de uma inocente, que colocou o amor a Ele acima até da própria razão ou regra. Conforme São João, “Deus é amor” (I Jo 4, 7) e não é de admirar que Santa Escolástica tenha sido mais poderosa que seu irmão, na força de sua oração cheia de amor. “Pôde mais quem amou mais”, ensina São Gregório. Aqui o amor venceu a razão, nesta singular contenda.

Peçamos, acima de tudo, a Santa Escolástica a graça da restauração de nossa inocência batismal. Que cresça o amor a Deus em nossa alma e possamos ter sua força espiritual para dizer com toda propriedade as palavras de São Paulo: “Tudo posso naquele que me conforta” (Fl 4, 13).


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O Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo

O Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo

O Convite de João Batista

São João Batista dizia: Fazei penitência porque está próximo o Reino dos céus”.(Mt 3, 2). Símbolo da purificação da consciência, necessária para receber esse “reino dos céus” que estava “próximo”, o batismo conferido por São João confirmava as boas disposições de seus ouvintes. “Confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do Jordão”, conta São Mateus (3, 6).

Apareceram-lhe discípulos, que o assistiam em seu ministério, e que passaram a constituir um modelo de piedade mais fervorosa. Enfim, sua pregação produzia um grande movimento popular rumo à virtude, como nunca se vira na história de Israel.

Encontro com o Messias e Batismo do Senhor

A missão do Precursor era preparar os caminhos do Messias. Vivia, portanto, na expectativa do encontro com Ele. Não esperou muito tempo. Certo dia, notou a presença de Jesus no meio dos peregrinos.

Tomado de sobrenatural emoção, inclinou-se para o recém-chegado, esquivando-se de Lhe dar o batismo: “Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim!” Respondeu-lhe, porém, Jesus: “Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa”. Obediente, São João O imergiu no Jordão.

Logo que saiu da água, Jesus se pôs a orar. Então o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Ele na forma de uma pomba. “E ouviu-se dos céus uma voz: Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição”.

Por que Jesus quis ser batizado?

O batismo conferido por São João não era da mesma natureza que o Batismo sacramental, instituído posteriormente por Nosso Senhor Jesus Cristo. Provinha verdadeiramente de Deus, mas não tinha o poder de conferir a graça santificante. O próprio Batista pôs em realce a diferença: “Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.” (Lc 3, 16).

O efeito do batismo de João consistia num incentivo ao arrependimento dos pecados, explica São Tomás de Aquino. Ora, em Jesus não havia sequer sombra de pecado, nem poderia haver, uma vez que Ele era o Homem-Deus. Não tinha, portanto, matéria para arrependimento e penitência. Mas, então, por que o batizado?

Sujeitar-se à condição humana

Várias são as razões dadas pelos Padres e Doutores da Igreja.

Eis uma delas: quando o Verbo se fez Homem, Ele quis se sujeitar às leis que regem a vida humana. Por exemplo, obedeceu às leis que estavam em vigor entre os judeus, sendo apresentado no Templo após seu nascimento, sofrendo a circuncisão, e cumprindo os ritos da Páscoa judaica. Assim, quis também receber o batismo penitencial de João.

Perdido no meio da multidão, Jesus — inocente — submeteu-se a um rito destinado ao pecador: “Convém cumpramos a justiça completa”, justificou-se Ele perante o profeta.

Comentando essas palavras, Santo Agostinho diz que Nosso Senhor “quis fazer o que ordenou que todos fizessem”. E Santo Ambrósio acrescenta: “A justiça exige que comecemos por fazer o que queremos que os outros façam, e exortemos os outros a nos imitarem pelo nosso exemplo”.

Purificar as águas

Entre as dez razões enumeradas na Suma Teológica para o batismo de Jesus, São Tomás de Aquino coloca em destaque o objetivo da purificação das águas.

Citando Santo Ambrósio, diz o Doutor Angélico que “o Senhor foi batizado, não por querer purificar-se, mas para purificar as águas”. Desse modo, continua ele, as águas “purificadas pelo contato com o corpo de Jesus Cristo, que não conheceu o pecado, tivessem a virtude de batizar”.

E conclui citando o mesmo argumento, de São João Crisóstomo, de que Jesus “deixou as águas santificadas para os que, depois, deveriam ser batizados”.

 

Temos aqui um interessante problema teológico-metafísico: por que razão Deus escolheu a água como matéria para o Batismo?

A água é um elemento rico em simbolismo. Por exemplo, é uma imagem da exuberância de Deus. Basta considerar que três quartas partes da superfície da Terra são constituídas por água.

Também é símbolo de vida. É elemento essencial para a manutenção de todos os seres vivos. Quanto mais abunda a água numa região, maior é a quantidade de plantas e animais que ali se desenvolvem.

Além disso, ela é o elemento preponderante da matéria viva, de modo tal que o próprio corpo humano é composto, na sua maior parte, de água.

Podemos considerá-la também um símbolo da bondade, do carinho e da magnanimidade de Deus para com a humanidade. Agrada ao ser humano vê-la cair, em forma de chuva, cristalina, refrescante, tornando fértil o solo, favorecendo as plantações, limpando o ar.

Nada mais conveniente, portanto, do que a água ser a matéria do Batismo. E nada mais adequado que Deus encarnado ter querido purificá-la pelo contato de seu sacratíssimo corpo.

Incentivo ao Batismo

A recepção do Batismo é necessária para a salvação, como demonstram as palavras de Jesus a Nicodemos: “Quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3, 5). Pelo tom categórico da afirmação, avalia-se a importância desse Sacramento.

O batismo de João levava ao arrependimento dos pecados, mas não tinha o poder de perdoá-los. O Batismo sacramental, instituído por Jesus Cristo, tem efeitos infinitamente maiores.

Adão transmitiu a todos os seus descendentes a culpa original. O Sacramento do Batismo limpa a alma da mancha desse pecado, confere a graça santificante, eleva o homem à condição de filho de Deus e abre-lhe as portas do Céu. Ele é a chave de todos os outros Sacramentos, indispensáveis para o homem cumprir com fidelidade a Lei de Deus.

Convide que permanece até o fim do mundo

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29), declarou São João Batista a dois de seus discípulos, indicando Nosso Senhor Jesus Cristo que passava.

São João Evangelista e seu irmão, São Tiago, que até então haviam seguido fielmente o Batista, compreenderam que Jesus era Aquele ao qual deviam entregar suas vidas. E deixando seu antigo mestre, procuraram logo o Senhor, pedindo-Lhe permissão para O acompanharem e viver com Ele.

Pelos séculos dos séculos, essas palavras do grande profeta da penitência ressoarão no mundo, convidando todos os homens a também colocarem seus olhos no Divino Salvador, a se encantarem com a figura d’Ele e como católicos fiéis a seguirem seus mandamentos, até o momento em que forem chamados para estar definitivamente com Ele, na vida Eterna.

Exame de consciência

Exame de consciência

Exame de Consciência. A Confissão foi instituída por Jesus, mas posso me confessar direto com Deus? O Sacramento da Confissão, como todos os sete sacramentos, foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo e é de Sua Paixão que provém sua eficácia. 

Após a Ressurreição, Cristo enviou os Apóstolos para que “em seu nome, pregassem a todas as nações a conversão para o perdão dos pecados” (Lc 24, 47). Ele transmitiu aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados quando disse: “Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20, 23). 

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Portanto aqueles que dizem: “Eu confesso com Deus, não preciso me confessar com o padre!”, não sabe o que é confissão e têm pouco conhecimento da Bíblia. O modo como Deus perdoa não é escolhido por nós, mas por Deus! Temos que confessar como Deus quer e não como nós queríamos que fosse! 

Afinal, como fazer uma boa confissão?

Veja como é fácil se confessar! São apenas cinco os pontos necessários para fazer uma boa confissão:

  1. Exame de consciência
  2. Contrição
  3. Propósito de emenda
  4. Confissão
  5. Cumprir a penitência

Vamos explicar um por um destes pontos com mais profundidade.

  1. Exame de consciência – Consiste numa análise da consciência para recordar as próprias faltas. É recomendável colocar-se na presença de Deus e fazer uma oração preparatória antes do exame de consciência. Existem listas que nos ajudam a recordar os pecados, são muito aconselháveis sobretudo para quem não tem o hábito da confissão frequente. 
  1. Contrição – Consiste no arrependimento e na dor de ter ofendido a Deus, que é sumamente bom e digno de ser amado.

Boa prática é pedir a Deus a graça de um arrependimento perfeito. Quem não está suficientemente arrependido pode ter a certeza de que está desregradamente apegado a alguma criatura, o que torna o arrependimento mais difícil. Implore o auxílio de Deus para ter força para se desapegar.

A graça sacramental que o penitente recebe com a Confissão é proporcional ao seu arrependimento.

  1. Propósito de emenda – ou seja, propósito de não pecar mais e de afastar as ocasiões de pecado.

Não receberia o perdão validamente um assassino que confessa ter matado, mas diz que pretende matar outro tão logo saia da confissão… Ou alguém que voluntariamente vive em constante situação de ocasião de pecado e não está disposto a corrigir esta situação (via de regra, o correto seria corrigir antes mesmo de se confessar). 

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O propósito de não pecar mais não é a certeza de que nunca mais pecará (o que ninguém pode ter), mas a decisão firme e robusta de se esforçar e utilizar todos os meios para não ofender mais a Deus.

  1. Confissão – Consiste no ato de dizer os pecados ao confessor, sem esconder nenhum pecado mortal cometido depois do Batismo e ainda não confessado.

Diz São Jerônimo: “Se o doente tem vergonha de descobrir a sua ferida ao médico, a medicina não pode curar o que ignora”

  1. Cumprir a penitência – É um ato imposto pelo confessor ao penitente, relativamente proporcional aos pecados confessados. 

Geralmente trata-se de uma oração (recitação de um salmo ou outro trecho da Sagrada Escritura; meditação; Pai-Nosso; Ave-Maria; um Terço; um Rosário; etc.) um ato de misericórdia (esmola; visita ao hospital; etc.), ou outro tipo de penitência como jejum, peregrinação, etc. 

Antes de cumprir a penitência o pecador que estava em pecado mortal já pode voltar a comungar, pois o pecado já foi perdoado.

Exame de Consciência

QUESTIONÁRIO

SOBRE A CONFISSÃO ANTERIOR

  1. Quando foi minha última Confissão?
  2. Esqueci, escondi ou disfarcei alguma falta grave?
  3. Deixei de cumprir a penitência imposta pelo sacerdote?

SOBRE OS MANDAMENTOS DE DEUS

1.Primeiro mandamento: amarás a Deus sobre todas as coisas

1.1. Deliberadamente neguei, duvidei ou falei contra alguma verdade de nossa Fé?

1.2. Fui para feiticeiro, participei em sessão espírita, bruxaria, macumba ou em ato de culto não católico (evangélico, etc.), ou fui supersticioso (fui para adivinho, consultei horóscopo, etc)? 

1.3. Deixei de estudar a doutrina católica? Por muito tempo?

1.4. Cedi ao desânimo na luta para praticar a virtude devido às tentações do demônio, a dificuldade da virtude, etc.? Foi deliberadamente ou por negligência?

1.5. Pequei porque depois podia me confessar?

1.6. Murmurei contra Deus nas dificuldades (doenças, estudos, etc.)?

1.7. Omiti algum dever ou a prática de alguma virtude (fé, fortaleza, etc.) ou oração por medo da opinião dos outros? 

1.8. Deixei de rezar minhas orações diárias? Completamente? Quanto tempo? Por quê?

1.9. Propositadamente tive distrações na oração? Fui negligente na luta contra as distrações que vinha durante a oração?

1.10. Comunguei tendo a certeza de que estava em pecado mortal?

2.Segundo mandamento: não invocar o Santo Nome de Deus em vão.

2.1. Pronunciei o nome de Deus, de Nossa Senhora ou dos santos por leviandade?

2.2. Falei sem o respeito devido acerca de Deus, da Virgem Maria, dos santos e das coisas ou pessoas sagradas?

2.3. Pedi a Deus ou a algum santo que castigasse alguém? Por quê?

2.4. Blasfemei? 

2.5. Jurei falso ou à toa? 

2.6. Deixei de cumprir uma promessa feita a Deus?

3.Terceiro mandamento: Santificar os Domingos e as Festas de Guarda

3.1. Deixei de participar da Missa nos domingos ou nas festas de guarda? Foi por culpa própria?

3.2. Cheguei atrasado à Missa ou saí antes do fim da Missa nos domingos ou nas festas de guarda? Foi de propósito, por relaxamento, ou por outro motivo?

3.3. Propositadamente, me distrai ou me comportei mal (estive conversando, etc.) durante a Missa? A missa era de domingo ou de festa de guarda?

3.4. De propósito, comi carne nos dias proibidos pela Igreja, ou não guardei o jejum prescrito pela Igreja?

4.Quarto mandamento: Honrar Pai e Mãe.

4.1. Desrespeitei (zombei, “tiver ares de pouco caso”, etc.) meus pais? 

4.2. Discuti com eles? Respondi a meus pais com soberba e arrogância?

4.3. Desobedeci aos meus pais? Em coisas importantes? 

4.4. Desejei algum mal para os meus pais? Qual? 

4.5. Em relação aos meus irmãos: Briguei ou bati neles? Discuti com eles? Dei-lhe mau exemplo? Qual?

5.Quinto mandamento: Não matar

5.1. Bati ou briguei com alguém?

5.2. Discuti com alguém? “Disse as verdades na cara”, insultei ou zombei de alguém? Disse palavrão?

5.3. Fui impaciente ou me encolerizei?

5.4. Alimentei sentimentos de ressentimento, raiva ou ódio contra alguém? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso?

5.5. Alimentei desejos de vingança? Que fiz  quando percebi que isto era pecaminoso?

5.6. Recusei-me perdoar a alguém que me pediu perdão?

5.7. Recusei-me falar com alguém, ou a ajudá-lo, por ressentimento, raiva ou ódio?

5.8. Comi ou bebi demais? Dormi muito pouco, ocasionando mal à minha saúde?

5.9. Ajudei alguém a pecar? Induzi alguém a pecar? De que modo, por conselhos, exemplos, maus programas de TV, etc.? 

5.10. Maltratei animais por gosto, por ira ou para me distrair?

6.Sexto e Nono mandamentos: Não cometer adultério e Guardar Castidade nos Pensamentos e Desejos

6.1. Pensei ou imaginei coisas desonestas? Foi de propósito ou por falta de vigilância? Foi com má intenção ou por curiosidade? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso, os rejeitei ou os aceitei? 

6.2. Desejei fazer, ver, ouvir, etc. coisas desonestas? Foi de propósito ou por falta de vigilância? Foi com má intenção ou por curiosidade? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso, rejeitei esses desejos ou os aceitei?

6.3. Olhei para imagens desonestas ou para pessoas vestidas desonestamente? Foi de propósito ou por falta de vigilância? Foi com má intenção, por curiosidade ou por necessidade? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso, deixei de olhar ou continuei olhando?

6.4. Assisti a algum filme desonesto? Foi de propósito ou por falta de vigilância? Foi com má intenção ou por curiosidade? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso, deixei de olhar ou continuei olhando?

6.5. Conversei ou prestei atenção em conversas sobre coisas desonestas? Foi de propósito ou por falta de vigilância? Foi com má intenção ou por curiosidade? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso, deixei prestar atenção na conversa ou continuei conversando?

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6.6. Li sobre coisas desonestas? Foi de propósito ou por falta de vigilância? Foi com má intenção ou por curiosidade? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso, deixei de ler ou continuei lendo?

6.7. Cantei ou prestei atenção em canções desonestas? Foi de propósito ou por falta de vigilância? Foi com má intenção ou por curiosidade? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso, continuei cantando ou prestando atenção, ou deixei de fazê-lo?

6.8. De propósito, pratiquei atos impuros? Só ou com outros? Eram pessoas casadas?

6.9. Fui negligente na luta contra as tentações contra estes mandamentos? 

6.10. Fugi ou evitei as ocasiões nas quais tenho mais probabilidade de pecar que de não pecar contra a castidade? Frequentei divertimentos perigosos? Fugi ou evitei as más companhias?

7.Sétimo e décimo mandamentos: Não Roubar e Não Cobiçar as Coisas Alheias.

7.1. Roubei? O que, ou quanto? Devolvi?

7.2. Causei dano aos bens do próximo? O dano foi grave?

7.3. Desejei roubar?

7.4. Fiquei com objetos encontrados sem procurar o dono?

7.5. Aceitei ou comprei coisas que sabia serem roubadas?

7.6. Alimentei sentimentos de inveja em relação a alguém? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso?

7.7. Fui generoso com meus bens materiais ou tive muito apego a eles?

8.Oitavo mandamento: Não levantar falso testemunho

8.1. Menti? Prejudiquei alguém com a mentira?

8.2. Critiquei os outros? Era necessário?

8.3. Sem necessidade, contei para alguém as faltas ou defeitos secretos do próximo?

8.4. Exagerei, ou falsamente atribui a alguém faltas ou defeitos que ele não tem?

8.5. Mediante mexericos, criei inimizade ou desavenças entre pessoas? 

8.6. Sem motivo plausível, suspeitei ou julguei mal do próximo? Era sobre uma matéria grave?

SOBRE OS PECADOS CAPITAIS

(os que não foram contemplados no exame sobre os 10 mandamentos)

1.Orgulho 

1.1. Desprezei os outros?

1.2. Fui arrogante ou duro com os outros?

1.3. Sempre quero ter razão e não dou ouvido às razões dos outros?

1.4. Fiquei ofendido por pouca coisa ou me deixei dominar pelo mau humor?

1.5. Demorei-me em pensamentos de complacência comigo mesmo?

1.6. Fui vaidoso? Olhei-me muito no espelho?

1.7. Preocupei-me muito com a opinião dos outros?

2.Preguiça

2.1. Tenho ficado algum tempo sem fazer nada?

2.2. Tenho dormido demais, ou ficado na cama acordado? Acordei muito tarde?

2.3. Tenho cumprido todas as minhas obrigações? Cumpri-as com diligência ou “arrastando os pés”?

2.4. Em relação à escola: Deixei de estudar e fazer as tarefas de casa? Por preguiça?


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