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Exame de consciência

Exame de consciência

Exame de Consciência. A Confissão foi instituída por Jesus, mas posso me confessar direto com Deus? O Sacramento da Confissão, como todos os sete sacramentos, foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo e é de Sua Paixão que provém sua eficácia. 

Após a Ressurreição, Cristo enviou os Apóstolos para que “em seu nome, pregassem a todas as nações a conversão para o perdão dos pecados” (Lc 24, 47). Ele transmitiu aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados quando disse: “Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20, 23). 

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Portanto aqueles que dizem: “Eu confesso com Deus, não preciso me confessar com o padre!”, não sabe o que é confissão e têm pouco conhecimento da Bíblia. O modo como Deus perdoa não é escolhido por nós, mas por Deus! Temos que confessar como Deus quer e não como nós queríamos que fosse! 

Afinal, como fazer uma boa confissão?

Veja como é fácil se confessar! São apenas cinco os pontos necessários para fazer uma boa confissão:

  1. Exame de consciência
  2. Contrição
  3. Propósito de emenda
  4. Confissão
  5. Cumprir a penitência

Vamos explicar um por um destes pontos com mais profundidade.

  1. Exame de consciência – Consiste numa análise da consciência para recordar as próprias faltas. É recomendável colocar-se na presença de Deus e fazer uma oração preparatória antes do exame de consciência. Existem listas que nos ajudam a recordar os pecados, são muito aconselháveis sobretudo para quem não tem o hábito da confissão frequente. 
  1. Contrição – Consiste no arrependimento e na dor de ter ofendido a Deus, que é sumamente bom e digno de ser amado.

Boa prática é pedir a Deus a graça de um arrependimento perfeito. Quem não está suficientemente arrependido pode ter a certeza de que está desregradamente apegado a alguma criatura, o que torna o arrependimento mais difícil. Implore o auxílio de Deus para ter força para se desapegar.

A graça sacramental que o penitente recebe com a Confissão é proporcional ao seu arrependimento.

  1. Propósito de emenda – ou seja, propósito de não pecar mais e de afastar as ocasiões de pecado.

Não receberia o perdão validamente um assassino que confessa ter matado, mas diz que pretende matar outro tão logo saia da confissão… Ou alguém que voluntariamente vive em constante situação de ocasião de pecado e não está disposto a corrigir esta situação (via de regra, o correto seria corrigir antes mesmo de se confessar). 

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O propósito de não pecar mais não é a certeza de que nunca mais pecará (o que ninguém pode ter), mas a decisão firme e robusta de se esforçar e utilizar todos os meios para não ofender mais a Deus.

  1. Confissão – Consiste no ato de dizer os pecados ao confessor, sem esconder nenhum pecado mortal cometido depois do Batismo e ainda não confessado.

Diz São Jerônimo: “Se o doente tem vergonha de descobrir a sua ferida ao médico, a medicina não pode curar o que ignora”

  1. Cumprir a penitência – É um ato imposto pelo confessor ao penitente, relativamente proporcional aos pecados confessados. 

Geralmente trata-se de uma oração (recitação de um salmo ou outro trecho da Sagrada Escritura; meditação; Pai-Nosso; Ave-Maria; um Terço; um Rosário; etc.) um ato de misericórdia (esmola; visita ao hospital; etc.), ou outro tipo de penitência como jejum, peregrinação, etc. 

Antes de cumprir a penitência o pecador que estava em pecado mortal já pode voltar a comungar, pois o pecado já foi perdoado.

Exame de Consciência

QUESTIONÁRIO

SOBRE A CONFISSÃO ANTERIOR

  1. Quando foi minha última Confissão?
  2. Esqueci, escondi ou disfarcei alguma falta grave?
  3. Deixei de cumprir a penitência imposta pelo sacerdote?

SOBRE OS MANDAMENTOS DE DEUS

1.Primeiro mandamento: amarás a Deus sobre todas as coisas

1.1. Deliberadamente neguei, duvidei ou falei contra alguma verdade de nossa Fé?

1.2. Fui para feiticeiro, participei em sessão espírita, bruxaria, macumba ou em ato de culto não católico (evangélico, etc.), ou fui supersticioso (fui para adivinho, consultei horóscopo, etc)? 

1.3. Deixei de estudar a doutrina católica? Por muito tempo?

1.4. Cedi ao desânimo na luta para praticar a virtude devido às tentações do demônio, a dificuldade da virtude, etc.? Foi deliberadamente ou por negligência?

1.5. Pequei porque depois podia me confessar?

1.6. Murmurei contra Deus nas dificuldades (doenças, estudos, etc.)?

1.7. Omiti algum dever ou a prática de alguma virtude (fé, fortaleza, etc.) ou oração por medo da opinião dos outros? 

1.8. Deixei de rezar minhas orações diárias? Completamente? Quanto tempo? Por quê?

1.9. Propositadamente tive distrações na oração? Fui negligente na luta contra as distrações que vinha durante a oração?

1.10. Comunguei tendo a certeza de que estava em pecado mortal?

2.Segundo mandamento: não invocar o Santo Nome de Deus em vão.

2.1. Pronunciei o nome de Deus, de Nossa Senhora ou dos santos por leviandade?

2.2. Falei sem o respeito devido acerca de Deus, da Virgem Maria, dos santos e das coisas ou pessoas sagradas?

2.3. Pedi a Deus ou a algum santo que castigasse alguém? Por quê?

2.4. Blasfemei? 

2.5. Jurei falso ou à toa? 

2.6. Deixei de cumprir uma promessa feita a Deus?

3.Terceiro mandamento: Santificar os Domingos e as Festas de Guarda

3.1. Deixei de participar da Missa nos domingos ou nas festas de guarda? Foi por culpa própria?

3.2. Cheguei atrasado à Missa ou saí antes do fim da Missa nos domingos ou nas festas de guarda? Foi de propósito, por relaxamento, ou por outro motivo?

3.3. Propositadamente, me distrai ou me comportei mal (estive conversando, etc.) durante a Missa? A missa era de domingo ou de festa de guarda?

3.4. De propósito, comi carne nos dias proibidos pela Igreja, ou não guardei o jejum prescrito pela Igreja?

4.Quarto mandamento: Honrar Pai e Mãe.

4.1. Desrespeitei (zombei, “tiver ares de pouco caso”, etc.) meus pais? 

4.2. Discuti com eles? Respondi a meus pais com soberba e arrogância?

4.3. Desobedeci aos meus pais? Em coisas importantes? 

4.4. Desejei algum mal para os meus pais? Qual? 

4.5. Em relação aos meus irmãos: Briguei ou bati neles? Discuti com eles? Dei-lhe mau exemplo? Qual?

5.Quinto mandamento: Não matar

5.1. Bati ou briguei com alguém?

5.2. Discuti com alguém? “Disse as verdades na cara”, insultei ou zombei de alguém? Disse palavrão?

5.3. Fui impaciente ou me encolerizei?

5.4. Alimentei sentimentos de ressentimento, raiva ou ódio contra alguém? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso?

5.5. Alimentei desejos de vingança? Que fiz  quando percebi que isto era pecaminoso?

5.6. Recusei-me perdoar a alguém que me pediu perdão?

5.7. Recusei-me falar com alguém, ou a ajudá-lo, por ressentimento, raiva ou ódio?

5.8. Comi ou bebi demais? Dormi muito pouco, ocasionando mal à minha saúde?

5.9. Ajudei alguém a pecar? Induzi alguém a pecar? De que modo, por conselhos, exemplos, maus programas de TV, etc.? 

5.10. Maltratei animais por gosto, por ira ou para me distrair?

6.Sexto e Nono mandamentos: Não cometer adultério e Guardar Castidade nos Pensamentos e Desejos

6.1. Pensei ou imaginei coisas desonestas? Foi de propósito ou por falta de vigilância? Foi com má intenção ou por curiosidade? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso, os rejeitei ou os aceitei? 

6.2. Desejei fazer, ver, ouvir, etc. coisas desonestas? Foi de propósito ou por falta de vigilância? Foi com má intenção ou por curiosidade? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso, rejeitei esses desejos ou os aceitei?

6.3. Olhei para imagens desonestas ou para pessoas vestidas desonestamente? Foi de propósito ou por falta de vigilância? Foi com má intenção, por curiosidade ou por necessidade? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso, deixei de olhar ou continuei olhando?

6.4. Assisti a algum filme desonesto? Foi de propósito ou por falta de vigilância? Foi com má intenção ou por curiosidade? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso, deixei de olhar ou continuei olhando?

6.5. Conversei ou prestei atenção em conversas sobre coisas desonestas? Foi de propósito ou por falta de vigilância? Foi com má intenção ou por curiosidade? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso, deixei prestar atenção na conversa ou continuei conversando?

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6.6. Li sobre coisas desonestas? Foi de propósito ou por falta de vigilância? Foi com má intenção ou por curiosidade? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso, deixei de ler ou continuei lendo?

6.7. Cantei ou prestei atenção em canções desonestas? Foi de propósito ou por falta de vigilância? Foi com má intenção ou por curiosidade? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso, continuei cantando ou prestando atenção, ou deixei de fazê-lo?

6.8. De propósito, pratiquei atos impuros? Só ou com outros? Eram pessoas casadas?

6.9. Fui negligente na luta contra as tentações contra estes mandamentos? 

6.10. Fugi ou evitei as ocasiões nas quais tenho mais probabilidade de pecar que de não pecar contra a castidade? Frequentei divertimentos perigosos? Fugi ou evitei as más companhias?

7.Sétimo e décimo mandamentos: Não Roubar e Não Cobiçar as Coisas Alheias.

7.1. Roubei? O que, ou quanto? Devolvi?

7.2. Causei dano aos bens do próximo? O dano foi grave?

7.3. Desejei roubar?

7.4. Fiquei com objetos encontrados sem procurar o dono?

7.5. Aceitei ou comprei coisas que sabia serem roubadas?

7.6. Alimentei sentimentos de inveja em relação a alguém? Que fiz quando percebi que isto era pecaminoso?

7.7. Fui generoso com meus bens materiais ou tive muito apego a eles?

8.Oitavo mandamento: Não levantar falso testemunho

8.1. Menti? Prejudiquei alguém com a mentira?

8.2. Critiquei os outros? Era necessário?

8.3. Sem necessidade, contei para alguém as faltas ou defeitos secretos do próximo?

8.4. Exagerei, ou falsamente atribui a alguém faltas ou defeitos que ele não tem?

8.5. Mediante mexericos, criei inimizade ou desavenças entre pessoas? 

8.6. Sem motivo plausível, suspeitei ou julguei mal do próximo? Era sobre uma matéria grave?

SOBRE OS PECADOS CAPITAIS

(os que não foram contemplados no exame sobre os 10 mandamentos)

1.Orgulho 

1.1. Desprezei os outros?

1.2. Fui arrogante ou duro com os outros?

1.3. Sempre quero ter razão e não dou ouvido às razões dos outros?

1.4. Fiquei ofendido por pouca coisa ou me deixei dominar pelo mau humor?

1.5. Demorei-me em pensamentos de complacência comigo mesmo?

1.6. Fui vaidoso? Olhei-me muito no espelho?

1.7. Preocupei-me muito com a opinião dos outros?

2.Preguiça

2.1. Tenho ficado algum tempo sem fazer nada?

2.2. Tenho dormido demais, ou ficado na cama acordado? Acordei muito tarde?

2.3. Tenho cumprido todas as minhas obrigações? Cumpri-as com diligência ou “arrastando os pés”?

2.4. Em relação à escola: Deixei de estudar e fazer as tarefas de casa? Por preguiça?


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Confissão

A Confissão – Deus exige que nos acusemos

 

Se o pecado consiste essencialmente na desobediência à lei de Deus, nada mais justo que, para a remissão do pecado haja arrependimento, propósito de emenda e a humilhação de uma sincera confissão. 

Isso podemos confirmar quando Deus mesmo exige, nas Sagradas Escrituras, a acusação formal de um pecador. Basta lembrar do primeiro homem após cometer o primeiro pecado, “Adão, onde estás?”  (Gn 3,9), ou então de seu filho Caim após matar seu irmão, “Onde está teu irmão, Abel?” (Gn 4,9)

O mesmo aconteceu quando Jesus disse para a mulher samaritana no poço de Jacó: “vai, chama teu marido e vem cá.” (Jo 4,16). Mesmo sendo onisciente, Deus exigiu a declaração da falta para que assim pudesse perdoar e corrigir. Assim como o crime exige a declaração, a culpa exige acusação, manifestação. 

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Obra divina

 

No século XVI, muitos cristãos foram levados pelas doutrinas de Martinho Lutero ao protestantismo. Entre outras coisas, dizia ele que a confissão sacramental estava abolida.  Ora, o sacramento da penitência sempre foi uma barreira e um freio contra a criminalidade e às paixões desordenadas. Não quer dizer que não existiam, mas, é certo que determinados limites não eram ultrapassados por existir a confissão.

O fato é que o magistrado da cidade de Nuremberg ficou aterrorizado com o aumento dos crimes e da impiedade em toda cidade. Ele então pediu ao imperador Carlos V que escrevesse um decreto exigindo que todo o povo confessasse sacramentalmente. Ele esperava assim, pôr fim à crise.

O imperador então lhe disse: “Meu caro, se os homens se recusam a aceitar a confissão da mão de Deus, muito menos a aceitariam das minhas, se eu me atrevesse a querer impor através de um decreto imperial”.

De fato é assim, A Confissão não é um decreto humano. Seus efeitos maravilhosos ultrapassam a capacidade humana, pois são de origem divina. Basta lembrar o que diz São Pedro: “Foi Ele mesmo que levou nossos pecados em seu copo sobre o madeiro, afim de que, mortos para o pecado, vivamos para a justiça” (1Pd 2, 24)

 

Fonte de paz

 

Certa vez, Orígenes de Alexandria comparou o pecado mortal a uma comida indigesta. Após ser ingerida, o mal-estar do indivíduo torna-se geral. Dor de cabeça, mal humor, tonturas, calafrios, incômodo, falta de apetite.

Do mesmo modo, o pecado é tão tóxico que retira da alma a tranquilidade, o sossego, a paz, “para os ímpios não há paz” (Is 48,22). O pecador não tem paz, isso nos prova Adão que disse: “Ouvi tua voz no jardim, temi e me escondi” (Gn 3,10)

Para tirar o veneno da alma e para restituir ao pecador sua paz, Nosso Senhor instituiu a Confissão. Ali, no confessionário, está o ministro de Deus, a quem todos têm livre acesso. Não há protocolo, nem bilhete de ingresso.

É lá, no confessionário, que a alma despedaçada, cheia de remorsos entra como pecador e sai com o coração em festa e paz! A mais de dois mil anos, a história da Igreja tem confirmado, o sacramento da Confissão está destinado a ser na mente de seu fundador, Jesus Cristo, a fonte de paz e serenidade que nunca se esgota.

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“Eu me confesso só com Deus”

 

É possível que você, leitor, já tenha ouvido esta frase: “Eu me confesso só com Deus”. Jesus disse: “A quem perdoardes os pecados, os pecados lhes serão perdoados. A quem retiverdes os pecados, lhes serão retidos” (Jo 20, 22). O que significa isso?

Quer dizer: Eu concedo aos meus apóstolos, aos meus ministros, o poder de perdoar os pecados em Meu Nome. A todos a quem perdoarem, Eu, de minha parte também perdoo. E aqueles que meus ministros, iluminados pelo Espírito Santo, acreditarem que não devem perdoar, por serem indignos da remissão, estes Eu também não perdoo.

Na sua infinita sabedoria, Deus achou conveniente perdoar – por via normal – através de outros homens que tivessem sua autoridade e seu mandato, este é seu decreto divino.

Isso porque o homem, sinceramente arrependido, sente a necessidade de uma palavra que o assegure do perdão realmente conseguido. Porque, enfim, é um remédio direto contra o pecado, que é uma desobediência formal à lei suprema de Deus.

Os apóstolos eram homens, sujeitos à lei universal da morte. Por esta razão, Jesus Cristo instituiu os meios de salvação não somente para os tempos e a época dos apóstolos, mas sim, através de seus legítimos sucessores, para o bem dos cristãos de todos os séculos, de todos os países, de todas aa nações e raças.

Isso nos diz São Paulo: “Deus nos reconciliou consigo por Cristo e nos deu o ministério da reconciliação” (2 Cor 5, 18).

 

A maior felicidade

 

O padre Causette em seus escritos nos diz: “Confessai! Se é penoso no momento de se acusar dos pecados, porque é a hora da verdade, é suave depois da hora da misericórdia: A misericórdia e a verdade se encontram! (SI 84, 11).

Não vacile nem hesite! A vantagem espiritual é toda de nossa alma! Aproxime-se com fé e confiança do tribunal das misericórdias divinas. Após sincera e contrita confissão, você poderá rezar como o salmista: “As misericórdias do Senhor Cantarei eternamente! ” (Sl 88, 2)