Santa Escolástica

Santa Escolástica – um santo exemplo de irmã gêmea Santa Escolástica, alma inocente e cheia de amor a Deus, de quem pouco se conhece, era irmã gêmea do grande São Bento, pai do monacato ocidental, a quem amou com todo o seu coração. Nasceram Escolástica e Bento em Núrsia, na Úmbria, região da Itália situada ao pé dos montes Apeninos, no ano 480. Como seu irmão, teve ela uma educação primorosa. Modelo de donzela cristã, Escolástica era piedosa, virtuosa, cultivava a oração e era inimiga das vaidades. Com a morte dos pais, Escolástica vivia mais recolhida no retiro de sua casa. Quando se inteirou que seu irmão deixara o deserto de Subiaco e fundara o célebre mosteiro de Monte Cassino, decidiu ela professar a mesma perfeição evangélica, distribuindo todos os seus haveres aos pobres e partindo com uma criada em busca do irmão. Encontrando-o, explicou-lhe suas intenções de passar o resto da vida numa solidão como a dele e suplicou-lhe que fosse seu pai espiritual, prescrevendo-lhe as regras que deveria seguir para o aperfeiçoamento de sua alma. São Bento, já conhecendo a vocação da irmã, aceitou-a e mandou construir para ela e a criada uma cela não muito longe do mosteiro, dando-lhe basicamente a mesma regra de seus monges. O relato de um Papa Santo guardou para a história a vida de Santa Escolástica A fama de santidade desta nova eremita foi crescendo e, pouco a pouco, se juntaram a ela muitas outras jovens que se sentiam chamadas para a vida monástica. Colocando-se todas sob a sua direção, juntamente com a de São Bento, formando assim uma nova Ordem feminina, mais tarde conhecida como das Beneditinas, que chegou a ter 14.000 conventos espalhados por todo o Ocidente. A cada ano, alguns dias antes da Quaresma, encontravam-se Bento e Escolástica a meio caminho entre os dois conventos, numa casinha que ali havia para este fim. Passavam o dia em colóquios espirituais, para então tornarem a ver-se no ano seguinte. Um dos capítulos do livro “Diálogos”, de São Gregório Magno, ajudou a salvar do esquecimento o nome desta grande santa que tem lugar de predileção entre as virgens consagradas. O grande Papa santo narra com simplicidade o último encontro de São Bento e Santa Escolástica, em que a inocência e o amor venceram a própria razão. O último encontro destes 2 irmãos gêmeos santos Era a primeira quinta-feira da Quaresma de 547. São Bento foi estar com sua irmã na casinha de costume. Passaram todo o dia falando de Deus. Ao entardecer, levantou-se São Bento decidido a regressar a seu mosteiro, para voltar apenas no próximo ano. Mas, pressentindo que sua morte viria logo, Santa Escolástica pediu ao irmão que passassem ali a noite e não interrompessem tão abençoado convívio. Ao que o irmão respondeu: – Que dizes? Não sabes que não posso passar a noite fora da clausura do convento? Escolástica nada disse. Apenas abaixou a cabeça e, na inocência de seu coração, pediu a Deus que lhe concedesse a graça de estar um pouco mais com seu irmão e pai espiritual, a quem tanto amava. No mesmo instante o céu se toldou. Raios e trovões encheram o firmamento de luz e estrondos. A chuva começou a cair torrencialmente. Era impossível subir assim o Monte Cassino naquelas condições. Escolástica apenas perguntou a seu irmão: – Então, não vais sair? São Bento, percebendo o que se havia passado, perguntou-lhe: – Que fizeste, minha irmã? Deus te perdoe por isso… – Eu te pedi e não quiseste me atender. Pedi a Deus e Ele me ouviu – respondeu a cândida virgem. Passaram então aquela noite em santo convívio, podendo o santo fundador regressar ao seu mosteiro apenas no outro dia pela manhã. De fato, confirmou-se o pressentimento de Escolástica. Entregou sua alma ao Criador três dias depois deste belo fato. São Bento viu, da janela de sua cela, a alma de Escolástica subir ao céu sob a forma de uma branca pomba, símbolo da inocência que ela sempre teve. Levou o corpo para seu mosteiro e aí o enterrou no túmulo que havia preparado para si próprio. Enfim, alguns meses mais tarde também faleceu São Bento. Ficaram assim unidos na morte aqueles dois irmãos que na vida terrena se haviam unido pela vocação. Logo após a morte de São Bento muitos milagres e graças começaram sendo alcançadas por intercessão destes 2 grande santos que são irmãos gêmeos e também por meio da Medalha Exorcística de São Bento. O último encontro destes 2 irmãos gêmeos santos Comentando este fato da vida dos dois grandes santos, São Gregório diz que o procedimento de Santa Escolástica foi correto. Deus quis assim mostrar a força de alma de uma inocente, que colocou o amor a Ele acima até da própria razão ou regra. Conforme São João, “Deus é amor” (I Jo 4, 7) e não é de admirar que Santa Escolástica tenha sido mais poderosa que seu irmão, na força de sua oração cheia de amor. “Pôde mais quem amou mais”, ensina São Gregório. Aqui o amor venceu a razão, nesta singular contenda. Peçamos, acima de tudo, a Santa Escolástica a graça da restauração de nossa inocência batismal. Que cresça o amor a Deus em nossa alma e possamos ter sua força espiritual para dizer com toda propriedade as palavras de São Paulo: “Tudo posso naquele que me conforta” (Fl 4, 13). Aqui você encontra todos os Artigos Católicos! Ver Mais Orações Ver Mais Orações Liturgia Do Dia de Hoje  Santo do Dia de Hoje  Baixe nosso App Mais Artigos

São Pio X

São Pio X No dia 21 de agosto de 1914 morria São Pio X. Cem anos se passaram, mas, em todo o mundo a Igreja o reverencia celebrando sua memória litúrgica. A evangelização, a catequese, estiveram muito presente em seu pontificado. Porque basta recordar que foi ele quem publicou e fez difundir por toda a Igreja o Catecismo que, ademais, leva seu nome: Catecismo de São Pio X. Mas, a divulgação da doutrina católica através da difusão do Catecismo não foi a única ação que deixou marcas na história da Igreja. Papa da Eucaristia São Pio X promoveu reformas pastorais quanto à participação dos fiéis no culto. Entre elas está a promoção do culto eucarístico. No começo do Século XX, ele via no Sacramento da Eucaristia um modo para que os fiéis se aproximarem mais de Nosso Senhor Jesus Cristo. Antes dele, a comunhão sacramental era uma prática pouco comum, raramente realizada. Foi São Pio X quem promoveu a devoção da comunhão frequente, bem como reduzir a idade mínima para poder receber a Eucaristia. Isso facilitou assim a prática precoce da comunhão para as crianças: A partir dos sete anos já se poderia comungar. Por certo, o fato de ter uma ação tão “pastoral” em seu pontificado é fruto de sua anterior atuação como sacerdote. A pastoral, o contato direto com os fiéis, a evangelização eram desejos constantes em sua alma. São Pio X foi o único Papa dos tempos modernos que exerceu intensamente, por muitos anos, seu munus sacerdotal. Ele foi capelão e pároco em pequenas paróquias rurais. Tendo então chegado à Cátedra de Pedro, ele espalhou pelo mundo sua experiência sacerdotal. Biografia Giuseppe Melchiorre Sarto nasceu em Riese, na Província italiana de Treviso, de uma família modesta. Era o segundo dos dez filhos de Giovanni Battista Sarto e de Margherita Sanson. Foi ordenado aos 23 anos, em 1858. Estudou direito canónico e a obra de São Tomás de Aquino. Como sacerdote, iniciou seu serviço para a Igreja como capelão em Tombolo, ao passo que começou a correr sua fama de ser um inspirado pregador. Dedicava-se muito ao trabalho. Por exemplo, quando ainda moço, dormia somente 4 horas por noite e julgava que isso lhe era suficiente. Em 10 de Novembro de 1884 foi elevado a Bispo de Mântua. Em 1896, a Patriarca de Veneza e, por fim, eleito Papa em 4 de Agosto de 1903 com 55 dos 60 votos possíveis no conclave. Todavia, esta curiosidade da vida de São Pio X foi deixada de lado com o surgimento de cargos que lhe absorviam cada vez mais: pároco em Salzano, os trabalhos no seminário e na cúria de Treviso, os encargos do episcopado e do patriarcado veneziano e o encargo maior que ele teve: dirigir a Barca de Pedro. Quando, em certa ocasião, considerou-se tão isolado que um dia lembrando o Profeta Isaías suspirou: “De gentibus non est vir mecum!”. O que, numa tradução livre poderia caracterizá-lo inteiramente: “Estou sozinho!”. O Papa Foi o primeiro Pontífice eleito no século passado. A história de São Pio X conta também com características do tempo em que viveu. Ele foi o último pontífice a ser eleito por causa do chamado “veto laical”. No conclave de agosto de 1903 era considerado também papável o Cardeal Rampolla, Secretário de Estado. Por causa de seus relacionamentos, sua eleição foi vetada pelo Cardeal Puzyna, Arcebispo de Cracóvia, em nome do imperador austro-húngaro. Assim, o Cardeal Giuseppe Sarto, Patriarca de Veneza, foi escolhido Papa e adotou o nome de Pio X. O seu lema era “Renovar todas as coisas em Cristo”, expresso na sua encíclica “Ad Diem Illum”. De fato foi um defensor intransigente da ortodoxia doutrinária e governou a Igreja Católica com mão firme numa época em que enfrentava um laicismo forte. Sobretudo das diversas tendências do modernismo que ele considerava como síntese de todas as heresias nos campos dos estudos bíblicos e da teologia. São Pio X introduziu reformas na liturgia e codificou a Doutrina da Igreja Católica. Facilitou a participação dos fiéis na Eucaristia. Como um Papa pastoral, encorajou assim modos de vida que refletissem os valores cristãos. Ele foi o grande incentivador da prática da comunhão eucarística frequente e permitiu o acesso precoce das crianças à Eucaristia, quando da chegada à chamada idade da razão. Foi um promotor incansável do estudo do canto gregoriano e do catecismo. Criou a Pontifícia Comissão Bíblica e colocou as bases do Código de Direito Canônico, a saber, promulgado em 1917 após a sua morte. Publicou 16 encíclicas. A lápide Na lápide do seu túmulo na Basílica de São Pedro no Vaticano, lê-se: A sua tiara era formada por três coroas: pobreza, humildade e bondade. Enfim, foi beatificado em 1951 e canonizado em 3 de Setembro de 1954 pelo Papa Pio XII. É considerado um dos maiores Papas da Igreja. Aqui você encontra todos os Artigos Católicos! Ver Mais Orações Ver Mais Orações Liturgia Do Dia de Hoje  Santo do Dia de Hoje  Baixe nosso App Mais Artigos

São Gregório Magno e o Canto Gregoriano

São Gregório Magno e o Canto Gregoriano Prefeito de Roma, Monge… O Papa Emérito Bento XVI, durante o Angelus de 3 de setembro de 2006 contou aos presentres a bela história de São Gregório Magno e o canto gregoriano. Dizia ele na ocasião. O calendário romano recorda hoje, 3 de Setembro, São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja (ca. 540-604). (…) Ele foi primeiro Prefeito e, depois, Bispo de Roma. Como funcionário imperial distinguiu-se pela capacidade administrativa e pela integridade moral, a ponto que, com apenas 30 anos, desempenhou o mais alto cargo civil de Praefectus Urbis. Mas, dentro dele maturava a vocação para a vida monástica, que abraçou em 574, quando seu pai faleceu. A Regra beneditina tornou-se a partir de então a estrutura-guia da sua existência. Também quando foi enviado pelo Papa como seu representante junto do Imperador do Oriente, em Constantinopla, manteve um estilo de vida monástico, simples e pobre. …e Papa. Tendo sido chamado de novo para Roma, mesmo vivendo no mosteiro foi estreito colaborador do Papa Pelágio II e, com a morte deste, vítima de uma epidemia de peste, Gregório foi aclamado por todos como seu sucessor. Procurou de todas as formas evitar aquela nomeação, mas no final teve que se render e, deixando com tristeza o claustro, dedicou-se à comunidade, consciente de cumprir um dever e de ser um simples “servo dos servos de Deus”. Com clarividência profética, Gregório intuiu que surgia uma nova civilização do encontro entre herança romana e os chamados povos “bárbaros”, graças à capacidade de unificação e de elevação moral do Cristianismo. O monaquismo revelava-se uma riqueza não só para a Igreja, mas para toda a sociedade. Sendo de saúde delicada mas forte no temperamento moral, São Gregório Magno desempenhou uma intensa ação pastoral e civil. Deixou um vasto epistolário, homilias admiráveis, um célebre comentário ao Livro de Job e os escritos sobre a vida de São Bento, bem como numerosos textos litúrgicos, famosos pela reforma do Canto, que devido ao seu nome foi chamado “gregoriano”. Canto Gregoriano O canto gregoriano é o canto oficial da Igreja Católica, o canto próprio de sua liturgia. Herdado de uma antiquíssima tradição, este conjunto de músicas foi chamado “tesouro de inestimável valor” pelo Concílio Vaticano II. Sua história é complexa pois suas origens e desenvolvimento se perdem nas areias do tempo. Sabemos que tem em suas raízes o antigo canto da sinagoga e outros hinos gregos. No Ocidente, durante o século III e IV, um canto muito simples foi a base das primeiras liturgias cristãs. Cada região começou a desenvolver estes cânticos, cada um de acordo com o sopro do Espírito Santo. Assim nasceram os cantos romanos, milaneses ou ambrosianos, hispanos e galicanos. E, somente com São Gregório Magno são reunidos e unificados. Recentemente em um artigo para o ‘The Catholic Herald’, o redator Joseph Shaw afirmou que a valorização do canto litúrgico é um poderoso atrativo para o sagrado. “O Canto Gregoriano nos identifica com a liturgia Católica e ao mesmo tempo com algo cujo valor cultural e artístico exerce uma poderosa atração”. Segundo Shaw o canto gregoriano atrai a músicos, medievalistas, fiéis e curiosos. Para ilustrar sua afirmação, o redator recordou de como, durante uma Missa na Universidade de Oxford, uma mulher se converteu ao ouvir os hinos cantados em latim pelo coro do templo. Para um meio de comunicação local, a mulher relatou que sentiu como se escutasse os anjos cantando. Qualificou sua experiência como excepcional, lhe dando uma noção de que algo belo e sagrado acontecia nesse lugar. Paz em meio ao desespero Dra. Jennifer Donelson, organizadora de um congresso sobre música sacra levado a cabo na cidade de Nova York em março de 2017 em entrevista ao “Catholic World Report” destacou o benefício da música gregoriana para cada indivíduo diante de uma sociedade imersa no caos e na confusão. “Quando o conflito e o desespero nos rodeiam, a bela música que reflete o Evangelho é um verdadeiro consolo, inclusive para as pessoas que não são católicas. A gente escuta algo no canto gregoriano que é belo e que nos ajuda a transcender em nossas vidas cotidianas e escutar os ecos da voz de Deus em nossos corações”. Aqui você encontra todos os Artigos Católicos! Ver Mais Orações Ver Mais Orações Liturgia Do Dia de Hoje  Santo do Dia de Hoje  Baixe nosso App Mais Artigos

São João Paulo II

São João Paulo II Todos de fato conhecem a fisionomia de São João Paulo II, sua devoção mariana, sua jovialidade e espontaneidade. Tudo ficou marcado na memoria de gerações que tiveram como papa por 27 anos e marcou sua biografia. No inicio de seu pontificado disse: “Abrir as portas a Cristo, não tenham medo d’Ele”. Esta frase parece resumir todo o período no qual esteva como timoneiro da Barca de Pedro, isto é, a Igreja. É como se ele quisesse que todos os lugares da terra, todas as pessoas abrissem suas portas e seus corações para Cristo e seu verdadeiro amor. Infância Seu nome de batismo era Karol Józef Wojtyla. Nasceu no dia 18 de maio de 1920 na cidade de Wadowice, Polônia. Ainda muito pequeno, viu sua irmã mais velha Olga falecer e antes que completasse doze anos, sua mãe morreu de insuficiência renal. Logo depois viu seu irmão mais velho Edmundo partir desta vida. Ele mesmo nos conta que: “Depois que minha mãe morreu e, mais tarde, com a morte de meu irmão mais velho, fiquei sozinho com meu pai, um homem profundamente religioso. Dia após dia, tenho observado o seu estilo de vida austero … o seu exemplo foi de certa forma o meu primeiro seminário, uma espécie de seminário em casa.” Juventude Karol estudou na Universidade Jagiellonian, em Cracóvia. Cursou literatura, teatro e poesia. Foi neste período que conheceu Jan Tyranowski e através dele a obra de São João da Cruz. De tal sorte que aqui ele começou a discernir sua vocação sacerdotal. Em 1939 seus estudos foram interrompidos quando a Polônia foi invadida pelo exército nazista. A fim de não ser deportado, Karol passou a trabalhar durante o dia em uma pedreira e a noite em uma fábrica de produtos químicos.  Em 1941 seu pai faleceu, vítima de um ataque cardíaco. Em 1944 sobreviveu milagrosamente após se atropelado por um caminhão nazista. Durante este período amadureceu sua vocação, ingressando no seminário clandestino do Cardeal Sapieha. Sacerdote, Bispo e Cardeal Na solenidade de todos os santos, no ano de 1946 foi ordenado sacerdote e enviado para Roma a fim de continuar seus estudos. Quando voltou a Polônia tornou-se pároco assistente em Niegowic onde começou seu trabalho com a juventude. Além disso lecionou por cinco anos na Universidade de Jagiellonian e Ética na Universidade Católica de Lublin. Até que, em 1958 foi sagrado Bispo e nomeado Auxiliar de Cracóvia. Esteve no Concílio Vaticano II e suas opiniões contribuíram especialmente na redação final da Humanae Vitae, documento promulgado por Paulo VI em 1968. Após isso, foi nomeado Cardeal. Papa O Cardeal Wojtyla foi eleito papa no dia 16 de Outubro de 1978, tomou para si o nome de seu predecessor, João Paulo, sendo o 263º sucessor de São Pedro e por 27 anos governou a Igreja. Quando o mundo conheceu seu brasão e lema de pontificado, souberam que algo havia mudado. Ele manteve o lema de quando ainda era bispo “Totus tuus” “Sou todo teu”, formula abreviada da Consagração como escravo de amor a Maria Santíssima, ensinada por São Luis Maria Grignion de Montfor, santo de grande devoção do papa, escravo de Nossa Senhora. Ide por todo mundo João Paulo II possuía um grande espírito missionário. Fez 104 viagens apostólicas visitando 129 países diferentes. O Brasil o recebeu oficialmente três vezes. Em 1980 passou 12 dias percorrendo mais de 14mil quilômetros, visitando Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, Aparecida, Porto Alegre, Curitiba, Manaus, Recife, Salvador, Belém, Teresina e Fortaleza. Retornou em 1991 quando visitou na Bahia Santa Dulce dos Pobres, e em 1997 no Encontro Mundial das Famílias no Rio de Janeiro quando abençoou os brasileiros aos pés do Cristo Redentor. Os jovens e a Família São João Paulo II criou a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e a celebrou 19 vezes durante o pontificado. Instituiu o segundo domingo da Páscoa como o Domingo da Divina Misericórdia, para relembrar a todos o amor misericordioso de Jesus pela humanidade. Preocupado com a família, dedicou suas catequeses de quarta-feira para refletir com todos o papel da família, do matrimonio e da vida. Assim, fundou o Pontifício Instituto João Paulo II de Estudos sobre o Matrimônio e a Família. Tentativa de Assassinato Foi no dia 13 de maio de 1981 que o mundo assistiu consternado o Papa João Paulo II ser atingido por um tiro na Praça de São Pedro. Surpreendentemente, após recuperar-se, marcou a história com dois fatos importantes: visitou na cadeia e perdoou seu agressor Ali Agca. Depois então, depositou na coroa de Nossa Senhora de Fátima a bala que o havia atingido. Segundo ele, Maria Santíssima o havia livrado da morte.  Ele vai dizer: “Em tudo o que me aconteceu naquele dia, senti a grande proteção da Mãe de Deus, que se revelou mais forte do que a bala mortal” Contribuição para nossa fé João Paulo II contribuiu de maneira significativa com a fé e a tradição da Igreja. Seus escritos somam 14 encíclicas, 11 Constituições Apostólicas, 45 cartas apostólicas, 15 exortações além de audiências, homilias e catequeses. Para trazer ao mundo modelos de vida para todos os cristãos, beatificou 1.338 servos de Deus e canonizou 482 santos. Havia sido assim, até o atual pontificado, o papa que mais canonizou mais que todos os outros papas juntos nos últimos 500 anos. Morte O sofrimento é o que mais nos assemelha a Cristo crucificado. Com efeito, João Paulo II viveu de perto esta semelhança. A doença de Parkinson, a perda da fala, os ferimentos do atentado, as diversas cirurgias acompanham o papa em seus últimos dias. No dia 2 de Abril de 2005, Vésperas do Domingo da Misericórdia, milhares de jovens com velas acesas rezavam debaixo da janela do Papa. Às 21:37 entrou na eternidade após dizer suas últimas palavras: “Deixe-me voltar para a casa de meu Pai”. Santo súbito Para a abertura do processo de canonização há um período de espera de cinco anos após a morte do fiel. No entanto, em 2005, Bento XVI anunciou que dispensava João Paulo

São Frei Galvão

São Frei Galvão Santo Antônio de Santanna Galvão, primeiro santo brasileiro, possuía uma espiritualidade tão grande que foi convidado até para fazer parte da Academia Brasileira de Letras, em 1770. É lá que ele declama, em latim, decorados, 16 peças poéticas em honra a Santa Ana, avó do menino Jesus e Mãe da Virgem Santíssima. Toda esta capacidade intelectual e força de personalidade se refletem em uma singela construção localizada no centro de São Paulo: o mosteiro da Luz. Hoje vamos poder ver um pouco do percurso que o trouxe até a capital e sua postura nos anos que viveu aqui. Nasce o pequenino Antônio Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, Frei Galvão, nasceu em Guaratinguetá – SP, em 23 de dezembro de 1739. Fez parte de uma família de muitas posses, tendo, portanto, sangue bandeirante: sua mãe era bisneta do famoso Fernão Dias Paes Leme. Foi ordenado sacerdote em 1762, no Rio de Janeiro, mas é só em 1769-70 que foi designado confessor do Recolhimento de Santa Teresa, em São Paulo. Esta parte providencial de sua vida o levou até a irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa de profunda oração e grande penitência, que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo recolhimento. Frei Galvão, como confessor, ouviu e estudou tais mensagens e solicitou o parecer de pessoas sábias e esclarecidas, que reconheceram tais visões como válidas. Fundação do Mosteiro da Luz A data oficial da fundação do novo recolhimento é 2 de fevereiro de 1774. O bispo de São Paulo, franciscano e intrépido defensor da Imaculada, quis que este fosse construído segundo as concepcionistas aprovadas pelo Papa Júlio II, em 1511. A fundação passou a se chamar Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Previdência. Logo em 1775 a irmã Helena falece, imprevistamente, e o Frei Galvão se vê como o único pilar da obra ali começada. Pelo grande número de vocações, viu-se obrigado a aumentar o recolhimento. Durante quatorze anos (1774-1788), Frei Galvão cuidou da construção do recolhimento. Outros quatorze (1788-1802) dedicou à construção da Igreja, inaugurada aos 15 de agosto de 1802. A obra, “materialização do gênio e da santidade de Frei Galvão”, em 1988, tornou-se por decisão da Unesco Patrimônio da Humanidade. Frei Galvão, além da construção e dos encargos especiais dentro e fora da ordem franciscana, deu muita atenção e o melhor de suas forças à formação das recolhidas. Para elas escreveu um regulamento ou estatuto. Em 1929, o recolhimento tornou-se mosteiro, incorporado à ordem da Imaculada Conceição (concepcionistas). É por isso que a história de São Frei Galvão se confunde com o Mosteiro da Luz, em São Paulo, do qual ele foi arquiteto, construtor e fundador. É já residindo ali que ele dá origem ao piedoso costume que depois se torna um sacramental da Santa Igreja, as pílulas milagrosas. Enfim, é ali que se entende melhor sua disposição caridosa e sua generosidade sem limites que caracterizam os grandes santos. Santo Antônio de Santanna Galvão, rogai por nós! A morte colheu Frei Galvão na mesma serenidade que conservou durante a vida e seus últimos dias foram uma expressão fiel do altíssimo grau de santidade que ele havia atingido. Ele faleceu no dia 23 de dezembro de 1822, quando contava 84 anos, numa pobre cela atrás da capela do mosteiro da Luz, por ele construído. Ao definirmos a vida deste perfeito filho de São Francisco, não encontraremos melhores palavras que aquelas figuradas em seu epitáfio no Mosteiro de Nossa Senhora da Luz: “Animam suam in manibus suis semper tenens”: Sempre teve a sua alma nas mãos. Com efeito, depois do pecado cometido por nossos primeiros pais, o gênero humano perdeu aquela completa harmonia de todas as suas inclinações, que era o dom de integridade. Reduzidos à dura prova de lutar contra si mesmos mais do que contra qualquer adversidade de sua existência, os homens passaram a depender em maior grau da graça divina do que de suas próprias forças, porque já não encontravam em sua natureza o antigo estado de perfeição. É precisamente nessa docilidade à vontade da Providência em detrimento da sua própria que brilhou a santidade de Frei Galvão: flexível ao sopro do Espírito Santo, esqueceu-se por completo de si mesmo e sepultou as suas deliberações no Coração do Divino Mestre. Aqui você encontra todos os Artigos Católicos! Ver Mais Orações Ver Mais Orações Liturgia Do Dia de Hoje  Santo do Dia de Hoje  Baixe nosso App Mais Artigos

O dia de Finados

O dia de Finados Comemoração do dia de Finados É uma antiquíssima tradição da Igreja Católica rezar por todos os fiéis falecidos, no dia 2 de novembro, o dia de Finados. A todos os que morreram “no sinal da fé” a Igreja reserva um lugar importante na Liturgia: há uma lembrança diária na Missa, com o Memento (lembrança) dos mortos, e no Ofício divino. Chorar os mortos A Religião de Nosso Senhor Jesus Cristo não proíbe que choremos os nossos mortos. Podemos oferecer nossas lágrimas e nossas saudades. Como podemos ficar indiferentes diante da morte de um ente querido? Nos custa ver nosso pai, mãe, filhos, irmãos, amigos arrebatados pela morte. O catolicismo, que nos ensina a sermos fortes nos momentos de dor e nos convida à meditação da Paixão de Nosso Senhor, não nos proíbe derramarmos aquelas lágrimas de saudade. Por que a Igreja não nos proíbe de chorar pelos mortos? Porque seu fundador chorou o amigo Lázaro! A Virgem Maria chorou aos pés da Cruz! Maria Madalena e as Santas Mulheres choraram durante a Paixão! Ela apenas nos pede que não choremos de desespero, mas com esperança na vida eterna. Choremos a separação dolorosa, mas com a esperança de que um dia, numa pátria melhor, tornaremos a ver todos aqueles que amamos aqui na terra. Essa esperança nos consola. Quando o católico chorar diante do corpo imóvel de um ente querido, ele não deve dizer: “Nunca mais te verei!” ou “Adeus para sempre!”. Não! Mesmo com chorando, o católico deve dizer: “Até o céu! Lá nos veremos e seremos felizes para sempre!” O Céu! Como nos faz bem pensarmos no céu! Nos ajuda nos momentos de sofrimento e nos enche de esperança. Santa Teresinha escreveu uma vez à sua irmã: “Tenho sede do Céu, dessa mansão bem-aventurada onde se amará Jesus sem restrições! Mas é preciso sofrer e chorar para chegar até lá. Pois bem, eu quero sofrer tudo o que agradar ao meu Bem Amado!” Logo estaremos na eternidade e veremos plenamente realizado no desejo, nosso sonho de felicidade eterna. Não podemos nos impacientar pois, “a figura deste mundo passa” (Is 64,4) e passa depressa quando comparamos com a eternidade. Passando, chegaremos na Pátria, no Céu, onde não há lágrimas, nem morte, nem dor, nem luto, nem gemidos.  Santa Maria Egipcíaca, converteu-se após uma vida de pecado e foi viver isolada no deserto, e ali viveu sozinha por mais de cinquenta anos. Quando já estava para entregar sua alma a Deus, São Sozimo encontrou-se com ela e perguntou como pudera suportar aquela vida de penitência, oração e solidão por tanto tempo. A santa respondeu: “Meu padre, com a esperança do céu!” Saudade de nossos mortos A Saudade de nossos mortos muitas vezes é amarga pois sentimos um vazio profundo quando a morte nos leva alguém querido. Abre-se uma ferida que parece nunca mais cicatrizar. Só o tempo consegue suavizar um pouco a dor. Nossa Senhora da Soledade é a devoção que medita a vida da Virgem Maria naquelas horas amargas quando chorava a ausência de seu amado Filho morto e sepultado. Ela também chorou e experimentou a saudade de um filho e a tristeza da viuvez, Ela quis ser o nosso consolo. Quando alguém que amamos viaja por alguns dias, não choramos, pois temos certeza de que o veremos novamente em breve. Mas, o que é a vida que passa tão depressa, comparada com a Eternidade? Um dia, uma hora, um minuto, um segundo… O tempo passa veloz sobre nós e não demorará, chegará a hora em que veremos àqueles que viajaram antes de nós para a pátria celeste. O Consolador Para nossa consolação, Nosso Senhora Jesus Cristo quis experimentar as amarguras da perda de um amigo. Lázaro era apenas um amigo, que logo seria ressuscitado pelo Divino Mestre. Mesmo assim, Jesus quis sofrer, e assim santificar as dores e as lágrimas da separação. São santificadoras as lágrimas quando são vivificadas pelo amor de Deus. Por isso, é importante rezarmos assim: “Senhor, verdadeiramente, somente Vós sois o Consolador! Junto de Vós, de vossa mão paternal, que fere e que cura, o pobre coração humano encontra a paz e a felicidade, não deste mundo, mas do céu!” Só não é infeliz quem tem a graça e a fé. Olhemos para o céu, coragem! Choremos como Jesus na sepultura de Lázaro, mas esperemos confiantes, o dia da ressurreição e da vida eterna. Não choremos como o que não creem na eternidade, mas como Maria Santíssima chorava, aguardando a volta de seu Filho. Oração às Santas Almas do Purgatório   Dignai-Vos, adorável Salvador meu, por vosso precioso Sangue, por vossa dolorosa Paixão e cruelíssima morte; pelos tormentos que vossa augusta Mãe sofreu ao pé da cruz quando vos viu exalar o último suspiro. Dignai-Vos dirigir um olhar de piedade ao seio profundo do Purgatório e tirar dali as almas que gemem privadas temporariamente de vossa vista, e que suspiram pelo instante de reunir-se convosco no paraíso celestial. Principalmente vos peço pela alma de N…, e daqueles por quem mais particularmente devo pedir. Não desprezes, Senhor meus rogos, que uno aos rogos que por todos os fiéis defuntos vos dirige nossa santa mãe a Igreja Católica, a fim de que vossa misericórdia as leve onde com o Pai e o Espírito Santo vives e reinas por todos os séculos dos séculos. Amém. Rezemos por elas no dia de Finados! Mas não somente no dia de finados, mas sim, também rezemos por elas todos os dias! Aqui você encontra todos os Artigos Católicos! Ver Mais Orações Ver Mais Orações Liturgia Do Dia de Hoje  Santo do Dia de Hoje  Baixe nosso App Mais Artigos

Basílica de São João de Latrão

Basílica de São João de Latrão A Igreja celebra com esplendor a festa da Dedicação da Basílica de São João de Latrão, que ostenta o título honorífico de “Omnium urbis et orbis ecclesiarum mater et caput”, ou seja, “Mãe e cabeça de todas as igrejas da cidade [de Roma] e do mundo”. É ela a Catedral do Papa, ao contrário do que se costuma pensar devido ao papel hoje desempenhado pela Basílica de São Pedro, a qual, na verdade, é apenas uma das quatro basílicas papais da Cidade Eterna. Origens Até o exílio dos Papas em Avignon, no século XIV, viviam eles no Palácio de Latrão, antiga propriedade da família Laterano, nome pelo qual ficou conhecido. O cônsul romano Pláucio Laterano, por suspeita de conspiração, foi morto pelo infame Nero que lhe confiscou os bens, dentre os quais esse edifício, na mesma época em que movia a perseguição aos cristãos. Não imaginava o tirano que, anos mais tarde, tudo aquilo seria doado à Igreja pelo Imperador Constantino. Tornar-se-ia a residência dos sucessores de Pedro e primeira Basílica da Cristandade. O Papa São Silvestre dedicou-a no ano 324. Tesouro da Basílica Nesta Basílica encontramos não só vestígios de variados estilos artísticos, graças às obras de embelezamento e ampliação realizadas ao longo dos séculos, mas também numerosas e valiosíssimas relíquias. Dentre as principais contam-se a mesa onde foi celebrada a Santa Ceia (cf. Mt 26, 20-28; Mc 14, 18-24; Lc 22, 14-17). Parte do tecido purpúreo com que os soldados revestiram o Divino Redentor na Paixão (cf. Mc 15, 17; Jo 19, 2). As cabeças de São Pedro e de São Paulo, bem como a taça na qual São João Evangelista, segundo uma antiga tradição, foi obrigado a tomar um veneno que, por milagre, não lhe fez mal.  Nascida sob o signo da perseguição Para melhor compreendermos a importância desta data, lembremo-nos de que a Santa Igreja Católica nasceu sob o signo da perseguição. Em circunstâncias por vezes tão violentas que obrigavam os primeiros cristãos a se refugiar nas catacumbas — os cemitérios cristãos — para praticar o culto. Era costume na Roma Antiga escavar extensas galerias subterrâneas, verdadeiros labirintos, nas quais sepultavam os mortos. Transitar por elas era perigoso, pois quem o fizesse podia se perder com facilidade, sem ter como retornar. Nas épocas de perseguição, os irmãos que nos precederam com o sinal da Fé precisavam embrenhar-se nessas profundezas — naquele tempo sem dispor de luz elétrica. Havia assim grande risco de serem denunciados, presos e supliciados No Coliseu e no Circo Máximo grande número de cristãos manifestou sua adesão à Fé com a própria vida. Eram mortos pelas feras na arena diante do público ou em meio a terríveis tormentos.   A liberdade de culto outorgada por Constantino com a promulgação do Edito de Milão, em 313, por influência de sua mãe Santa Helena. O consequente pulular de incontáveis igrejas por todo o império — dentre as quais a Basílica de Latrão ocupa um posto proeminente — representaram para os fiéis indescritível alívio e alegria. Expressivo é o testemunho de Eusébio de Cesareia ao retratar o exultar do povo cristão com o advento dessa nova era da História da Igreja: “um dia esplendoroso e radiante, sem nuvem alguma que lhe fizesse sombra, ia iluminando com seus raios de luz celestial as igrejas de Cristo pelo universo inteiro, […] transbordávamos de indizível gozo, e para todos florescia uma alegria divina em todos os lugares que pouco antes se encontravam em ruínas pela impiedade dos tiranos, como se revivessem, depois de uma longa e mortífera devastação. E os templos surgiam de novo desde os fundamentos até uma altura imprevista. Recebiam uma beleza muito superior à dos que anteriormente haviam sido destruídos” Por isso a festa da Dedicação da Basílica do Latrão foi instituída em Roma, expandindo-se mais tarde, e hoje consideramos com júbilo esse templo grandioso, que até nossos dias impressiona por seu esplendor. Nós também somos templos de Deus Nós somos então templos vivos e na medida em que somos íntegros, enriquecemos e aprimoramos nosso templo com vitrais, pinturas, símbolos, cores e belos mármores. Conforme crescemos em piedade eucarística, entregamo-nos a Nosso Senhor, fugimos do pecado e combatemos os nossos defeitos e caprichos, mais as suas paredes se tornam abençoadas e somos penetrados pela presença da Santíssima Trindade, que passa a falar com mais frequência no interior da alma. Senhor, purificai este templo! Se em alguma ocasião nosso templo foi profanado, hoje é o dia de pedir: “Senhor, vinde com vosso chicote e expulsai os vendilhões que estão dentro de mim!”. Este é o dia da expulsão dos vendilhões do templo de nossa alma. Caso tenhamos permitido que nela se fizesse comércio, transformando-a num “covil de ladrões”. Aproveitemos então esta festa para assimilar com ardor o ideal de integridade e sermos verdadeiramente honestos. Abandonemos qualquer má inclinação que possa macular, ainda que seja num ponto mínimo, o vitral de nosso templo. Façamos desde já o propósito de tratar nosso corpo com todo respeito e veneração, e de nunca usá-lo para ofender a Deus. De fato, é preferível morrer que pecar, pois ao manter-se livre de qualquer comércio, o templo de cada um ressuscitará com a glória extraordinária que lhe é prometida  por Aquele que recebeu do Pai o poder de fazer justiça. Aqui você encontra todos os Artigos Católicos! Ver Mais Orações Ver Mais Orações Liturgia Do Dia de Hoje  Santo do Dia de Hoje  Baixe nosso App Mais Artigos

Apresentação de Nossa Senhora

Apresentação de Nossa Senhora O dia 21 de novembro é marcado no calendário de toda a Igreja como o dia da festa da Apresentação de Nossa Senhora no Templo. Tal fato não é narrado nos Evangelhos, mas sim, nos escritos chamados de proto evangelho de Tiago. Conta-nos, de acordo com a tradição, que os justos Joaquim e Ana, fizeram um voto ao Altíssimo, prometendo consagrar a Deus a criança que Deus lhes concedesse. Após anos de espera, nasceu sua filha, a quem chamaram de Maria. Quando a menina completou três anos, os pais a levaram ao Templo, acompanhada por virgens com lamparinas, e a colocaram então no primeiro degrau da escadaria do Templo. De acordo com a antiga tradição, Maria subiu os quinze degraus do Templo sozinha, sem olhar para trás. No alto da escadaria a esperava o sumo sacerdote que, cheio do Espírito Santo, levou-a não só até o altar, mas a introduziu no Santo dos Santos onde, de acordo com a Lei, onde ninguém poderia entrar além do sumo sacerdote em exercício que, por sua vez só podia entrar uma vez por ano ali. Todo o povo ficou maravilhado e assustando com a cena e os próprios anjos de Deus ficaram extasiados. Assim nos fala uma antífona cantada sagrada Liturgia no Oriente: Os Anjos, vendo a entrada da Puríssima Virgem, admiraram-se com o fato dela entrar no Santo dos Santos. Que nenhuma mão profana a toque, ela que é a Arca viva de Deus; mas que os lábios dos fiéis cantem sem cessar à Mãe de Deus, a saudação do Anjo, clamando com entusiasmo: Ó Virgem Pura, sois realmente a mais alta de todas as criaturas! A vida da Santíssima Virgem no Templo é muito digna de ser meditada, pois é a continuação do seu oferecimento ao Senhor e, portanto, também nessa vida podemos encontrar grandes ensinamentos para nós. Vida de Oração O Templo é chamado com razão casa de oração. Em qualquer parte, podemos rezar a Deus, porém, o Templo é o lugar próprio da oração. Por isso Maria não se contenta com aquela comunicação que tinha com Deus em sua casa, mas queria ir ao Templo para levar ali uma vida de mais oração. Leitor, contempla essa jovenzinha toda pura, inocente, cândida, prostrada no Templo orando e falando com Deus. Quão íntima com Deus e Deus para com Ela. Que fervor de oração! Que exemplo para nós católicos. Examina, leitor, com este exemplo, as qualidades da oração: humildade, atenção, confiança, perseverança. Naquela menina prostrada por terra vemos o modelo pronto e acabado de perfeita oração. Depois de fazer este exame, coloque esta menina ao seu lado e compare as orações dela com as suas. O que se parece? Repare bem, quando vamos ao templo, isto é, à igreja, é com essas qualidades que devemos ornar nossas orações, é assim que devemos tratar com Deus. Diz São Boaventura, que Maria fazia oração ao Senhor sete vezes ao dia e que nessas orações fazia sete súplicas: 1 – Amá-lo com todo o seu coração; 2 – Amar ao próximo em Deus e por Deus; 3 – Ter um ódio implacável a todo o pecado e a toda a imperfeição; 4 – Uma humildade profunda, e com ela todas as virtudes, especialmente a pureza imaculada; 5 – A graça de poder conhecer o Messias prometido; 6 – Ser muito obediente aos sacerdotes representantes de Deus, e deixar-se dirigir por eles para assim fazer sempre a sua divina vontade; 7 – Que o Senhor mandasse quanto antes o Redentor para a salvação do mundo. Não lhe parece que também devemos pedir coisas semelhantes? Vida de Santificação O Templo é também casa de santificação. Assim, Deus levou ali Maria para prepará-la para o seu altíssimo destino de ser Mãe de Deus. Lembre-se que, mais tarde, Jesus, antes da sua vida pública, também se retirará ao deserto, deixará a sua casa e se afastará para longe do mundo para ali tratar mais a sós com Deus. Imagine a vida de recolhimento interior e exterior junta com a prática da mortificação que levaria a Santíssima Virgem no Templo. É a imagem da vida interior da alma. Quanto nos agrada a vida exterior, a vida neste mundo. Ainda que esta seja boa, ainda que façamos mais pela glória de Deus quando exteriormente trabalhamos mais, e nos movemos mais, no entanto, toda a vida de apostolado que não tenha por fundamento a vida interior, a vida de oração, é completamente inútil. Deus não a abençoa e, portanto, ela não frutifica. – É belo trabalhar pelos outros, porém temos de trabalhar primeiro por nós mesmos, por nossa santificação. Leitor, Peça a Maria muito amor ao retiro, ao silêncio e à oração, enfim, à vida interior da alma. Vida de trabalho Em Deus e para Deus, foi sempre assim que Maria procedeu; mas agora no Templo, de um modo especial todo o seu trabalho seria para Deus. Esta pequena donzela entregue com afã ao trabalho do asseio e limpeza das coisas do culto; que amore que devoção não acompanhariam o seu trabalho?! Todas as coisas ainda as mais pequenas, que se fazem por Deus, tem um valor imenso. – No serviço de Deus nada é pequeno. É necessário aprendermos a dirigir a Deus todo o trabalho e obras das nossas mãos, para que assim cresçamos em amor e em merecimento perante Ele, sabendo que nada disto ficará sem altíssima recompensa. Conclusão Esta Festa da Apresentação da Virgem Maria no Templo ocorre um pouco antes do Natal do Senhor, por que? A liturgia nos faz um convite, nos chama a uma mais profunda e esmerada preparação para que possamos viver este tempo de graça em plenitude. Maria preparou-se desde a mais tenra infância para ser, ela mesma o “templo” do Altíssimo. Quando São Gabriel anunciou a encarnação do Verbo ele disse: “Não temas Maria, pois encontraste graça diante de Deus”. E Nossa Senhora lhe deu sua resposta, um sim que enaltece a humildade e destrona o orgulho de todo

Advento

Advento A Santa Igreja, em sua sabedoria multissecular, instituiu o Advento como período de preparação para do Natal do Senhor, com a finalidade de compenetrar todas as almas cristãs da importância desse acontecimento e proporcionar-lhes os meios de se purificarem para celebrar essa solenidade dignamente. Significado do termo Advento – adventus, em latim – significa vinda, chegada. É uma palavra de origem pagã que designava a vinda anual da divindade pagã, ao templo, para visitar seus adoradores. Acreditava-se que o deus cuja estátua era ali cultuada permanecia em meio a eles durante a solenidade. Nas obras cristãs dos primeiros tempos da Igreja, especialmente na Vulgata, adventus se transformou no termo clássico para designar a vinda de Cristo à terra, ou seja, a Encarnação, inaugurando a era messiânica e, depois, sua vinda gloriosa no fim dos tempos. Com esse tempo de preparação, a Igreja quer ensinar-nos que a vida neste vale de lágrimas é um imenso advento e, se vivermos bem, isto é, de acordo com a Lei de Deus, Jesus Cristo será nossa recompensa e nos reservará no Céu um belo lugar, como está escrito: “Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Cor 2, 9). A Coroa do Advento Ela é tão simples tanto quanto bonita: um círculo feito de ramos verdes, geralmente de ciprestes ou cedros. Nele coloca-se uma fita vermelha longa que, ao mesmo tempo enfeita e mantém presos à haste circular os ramos. Quatro velas de cores variadas completam essa bela guirlanda que, nos países cristãos, orna e marca há séculos a época do advento. A esta guirlanda dá-se o nome de Coroa do Advento. Um antigo costume piedoso Nos domingos de Advento, existe o piedoso costume de as famílias e as comunidades católicas se reunirem em torno de uma coroa para rezar. A “liturgia da coroa”, como é conhecida esta oração, realiza-se de um modo muito simples. Todos os participantes da oração colocam-se então, em torno daquela guirlanda enfeitada e a cerimônia tem início, Em cada uma das quatro semanas do advento acende-se uma nova vela, até que todas sejam acesas. O acender das velas é sempre acompanhado com um canto. Logo em seguida, lê-se uma passagem das Sagradas Escrituras que seja própria para o tempo do Advento e é feita uma pequena meditação. Depois disso é que são realizadas algumas orações e são feitos alguns louvores para encerrar a cerimônia. Geralmente a guirlanda da coroa, bem como as velas são bentas por um sacerdote. Origem A Coroa de Advento tem sua origem na Europa. No inverno, seus ainda bárbaros habitantes acendiam algumas velas que representavam a luz do Sol. Assim, eles afirmavam a esperança que tinham de que a luz e o calor do astro-rei voltaria a brilhar sobre eles e aquecê-los. Com o desejo de evangelizar aquelas almas, os primeiros missionários católicos que lá chegaram quiseram, a partir dos costumes da terra, ensinar-lhes a Fé e conduzi-los para Jesus Cristo. Foi assim que, criaram a “coroa do advento”, carregada de símbolos, ensinamentos e lições de vida. Simbolismo A forma circular – O círculo não tem princípio, nem fim. É interpretado como sinal do amor de Deus que é eterno, não tendo princípio e nem fim. O círculo simboliza, ademais, o amor do homem a Deus e ao próximo que nunca deve se acabar, chegar ao fim. O círculo ainda traz a ideia de um “elo” que liga Deus e as pessoas, como uma grande “Aliança”. Ramos verdes – Verde é a cor que representa a esperança, a vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida terrena. Os ramos verdes lembram as bênçãos que sobre os homens derramou Nosso Senhor Jesus Cristo, em sua primeira vinda entre nós e que, agora, com uma esperança renovada, aguardamos a sua consumação, na segunda e definitiva volta dEle. Quatro velas – O advento tem quatro semanas, cada vela colocada na coroa simboliza uma dessas quatro semanas. No início a Coroa está sem luz, sem brilho, sem vida: ela lembra a experiência de escuridão do pecado. À medida em que nos aproximamos do Natal, a cada semana do Advento, uma nova vela vai sendo acesa, representando a aproximação da chegada até nós Daquele que é a Luz do mundo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele dissipa toda escuridão e traz aos nossos corações a reconciliação tão esperada entre nós e Deus e, por amor a Ele, a “paz na Terra entre os homens de boa vontade”. Oração para o Advento Senhor, meu Deus, teu Filho há de vir nas próximas semanas! Que meu coração seja como terra boa para recebê-lo. Que cada momento destes próximos dias sirva para que eu possa refletir sobre minha vida e o meu ser. Onde tantos acham que precisam só de coisas materiais que eu possa levar o alimento espiritual. Onde tantos buscam só o ter, que eu possa mostrar o quanto vale o ser. Mostrar que Natal não é simplesmente o nascimento de Jesus, mas a vinda do Salvador acima do comércio desenfreado. Senhor, meu Deus, agradeço por poder reviver plenamente este evento todos os anos e com ele sentir tua presença cada vez mais perto de mim. Peço à Virgem Maria, Mãe tão agraciada nesta data, que abençoe as pessoas mais desfavorecidas e que elas consigam encontrar em Deus forças para trilharem seus caminhos. Jesus, estamos te aguardando, procurando ser cada vez melhores, cada vez mais humanos e santos em nossos dias. Tua chegada nos fortalecerá e será para nós motivo de glória! Que Deus nos abençoe e nos acompanhe! Amém! Aqui você encontra todos os Artigos Católicos! 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Imaculada Conceição

Imaculada Conceição Imaculada Conceição O que é conceição? O nome de Conceição ou Maria da Conceição é dado a muitas meninas em honra da imaculada conceição de Nossa Senhora. Conceição é o mesmo que concepção; ou seja, o fato de ser concebido ou gerado no seio de uma mulher. Imaculada Conceição significa ser concebida sem mancha, porém, muitos pensam que quando a Igreja usa estes termos está se referindo à pureza imaculada da concepção de Jesus no seio de Maria, mas o Dogma não se refere a isso. É certo que Jesus nasceu de Maria por obra do Espírito Santo, e não houve participação de homem algum. É isso que afirmamos no Credo dizendo: Nasceu de Maria virgem. Este título se refere à concepção da própria Virgem Maria no seio de sua mãe Santa Ana. Não significa, todavia, que a sua concepção foi virginal como a de Jesus. Ela nasceu, como as outras pessoas, da relação conjugal de um homem e uma mulher. Mas a conceição imaculada de Maria não se refere a seus pais mas sim, significa que desde o início de sua existência ela esteve livre do pecado original. A Imaculada Conceição foi defendida desde o início do cristianismo. Santo Efrém, exalta Maria como tendo sido “sempre, de corpo e de espírito, íntegra e imaculada”. Para Santo Hipólito Ela é um “tabernáculo isento de toda corrupção”. Orígenes A aclama “imaculada entre imaculadas, nunca afetada pela peçonha da serpente”. A Proclamação do Dogma A Igreja sempre honrou a Imaculada Conceição de Maria, porém, foi apenas no século XIX que esta devoção tornou-se Dogma, isto é, verdade de fé. Em 1849, o papa Pio IX escreveu a todos Arcebispos e Bispos perguntando sobre a devoção de seu clero e de seus fiéis ao mistério da Imaculada Conceição, e expunha assim seu desejo de vê-lo definido como dogma. Dos 750 Cardeais, Bispos e vigários apostólicos da época apenas cinco se diziam duvidosos quanto o momento de uma declaração dogmática. E, no dia 8 de dezembro de 1854 em uma solene liturgia com milhares de devotos, Pio IX proclamou: “Declaramos, pronunciamos e definimos que a doutrina de que a Bem-aventurada Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus Onipotente, em atenção aos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de culpa original, essa doutrina foi revelada por Deus, e deve ser, portanto, firme e constantemente crida por todos os fiéis”. Cheia de Graça Todos os anos, em Roma, o Papa dirige-se à Praça de Espanha onde há o monumento da Imaculada e ali participa das homenagens que são prestadas pelos bombeiros de Roma à Virgem Maria. Em 2006, Bento XVI assim se dirigiu aos fiéis do mundo inteiro. Ó Maria, Virgem Imaculada! (…) nos encontramos com amor filial aos pés desta tua imagem para te renovar a homenagem da comunidade cristã e da cidade de Roma. Aqui detemo-nos em oração, (…) no dia solene em que a liturgia celebra a tua Imaculada Conceição, mistério que é fonte de alegria e de esperança para todos os remidos. Saudamos-te e invocamos-te com as palavras do Anjo: “cheia de graça” (Lc 1, 28), o nome mais bonito, com o qual o próprio Deus te chamou desde a eternidade. “Cheia de graça” és tu, Maria, repleta do amor divino desde o primeiro momento da tua existência, providencialmente predestinada para ser a Mãe do Redentor, e intimamente associada a Ele no mistério da salvação. Seguro refúgio Na tua Imaculada Conceição resplandece a vocação dos discípulos de Cristo, chamados a tornar-se, com a sua graça, santos e imaculados no amor (cf. Ef 1, 14). Em ti brilha a dignidade de cada ser humano, que é sempre precioso aos olhos do Criador. Quem para ti dirige o olhar, ó Mãe Toda Santa, não perde a serenidade, por muito difíceis que sejam as provas da vida. Mesmo se é triste a experiência do pecado, que deturpa a dignidade dos filhos de Deus, quem a ti recorre redescobre a beleza da verdade e do amor, e reencontra o caminho que conduz à casa do Pai. “Cheia de graça” és tu, Maria, que aceitando com o teu “sim” os projetos do Criador, nos abristes o caminho da salvação. Na tua escola, ensina-nos a pronunciar também nós o nosso “sim” à vontade do Senhor. Um “sim” que se une ao teu sem reservas e sem sombras, do qual o Pai celeste quis precisar para gerar o Homem novo, Cristo, único Salvador do mundo e da história. Dá-nos a coragem de dizer “não” aos enganos do poder, do dinheiro, do prazer; aos lucros desonestos, à corrupção e à hipocrisia, ao egoísmo e à violência. “Não” ao Maligno, príncipe enganador deste mundo. “Sim” a Cristo, que destrói o poder do mal com a omnipotência do amor. Nós sabemos que só corações convertidos ao Amor, que é Deus, podem assim construir um futuro para todos. Mãe Imaculada Virgem “cheia de graça”, mostra-te terna e solícita aos habitantes desta tua cidade, para que o autêntico espírito evangélico anime e oriente os seus comportamentos; (…) mostra-te Mãe providente e misericordiosa do mundo inteiro, para que, no respeito da dignidade humana e no repúdio de qualquer forma de violência e de exploração, sejam lançadas as bases firmes para a civilização do amor. Mostra-te Mãe especialmente de quantos têm mais necessidade: os indefesos, os marginalizados e os excluídos, as vítimas de uma sociedade que com muita frequência sacrifica o homem a outras finalidades e interesses. Manifesta-te Mãe de todos, ó Maria, e dá-nos Cristo, a esperança do mundo! Virgem Imaculada, cheia de Graça! Amém! Aqui você encontra todos os Artigos Católicos! Ver Mais Orações Ver Mais Orações Liturgia Do Dia de Hoje  Santo do Dia de Hoje  Baixe nosso App Mais Artigos