Páscoa!
A Páscoa: o Coração da Fé Cristã
A Páscoa é a festa mais antiga e mais solene de todo o ano litúrgico. Nenhuma outra celebração se compara a ela — porque nenhuma outra celebra algo tão extraordinário: a vitória de Cristo sobre a morte. Por isso a Igreja não para de cantar Aleluia. É a resposta natural de quem compreende o que aconteceu naquela manhã.
Quando celebramos a Páscoa?
A Páscoa não tem data fixa no calendário. Seguindo uma tradição estabelecida no Concílio de Nicéia em 325, a Igreja celebra a Ressurreição no primeiro domingo após a lua cheia de março — o que faz a festa ocorrer sempre entre 22 de março e 25 de abril.
Jesus morreu no dia 14 do mês judaico de Nisan, que corresponde aproximadamente a esse período. Como o calendário judaico é lunar e o nosso é solar, a data varia — mas o mistério celebrado é sempre o mesmo.
A manhã que mudou o mundo
“Naquele tempo, Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e Salomé compraram aromas para embalsamar o corpo de Jesus. E no primeiro dia da semana, muito cedo, chegaram ao sepulcro ao nascer do sol.” (Mc 16, 1-2)
Eram mulheres comuns, movidas pelo amor. Não tinham poder, não tinham influência. Tinham apenas fidelidade — e foi a elas que Deus confiou o primeiro anúncio da Ressurreição.
No caminho, preocupavam-se com um detalhe prático: quem removeria a pedra pesada que fechava o túmulo? Não sabiam que já havia Alguém que havia removido algo infinitamente maior — a pedra da morte.
Ao chegarem, encontraram o sepulcro aberto. Um anjo vestido de branco as recebeu — e em vez de um corpo morto, anunciou as palavras mais importantes da história:
“Não temais. Procurais Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Ressuscitou. Não está aqui.” (Mc 16, 6)
Maria Madalena e o encontro que tudo resume
Maria Madalena, impaciente e ardorosa, chegou primeiro ao túmulo. Viu a pedra removida — e a conclusão imediata foi a pior possível: roubaram o corpo. Correu para avisar Pedro e João.
Pedro entrou, viu as faixas dobradas, o sudário separado. João entrou depois. Nenhum dos dois ainda havia compreendido.
Mas Madalena ficou. Ali, do lado de fora, chorando.
E foi exatamente aí — naquele choro, naquela recusa de ir embora — que Jesus se revelou. Primeiro ela não o reconheceu. Pensou que fosse o jardineiro. Até que Ele disse apenas uma palavra:
“Maria.”
E tudo mudou.
Ela voltou-se e disse: “Rabboni” — Mestre. E foi a primeira pessoa na história a encontrar Cristo ressuscitado. Não um apóstolo, não um sacerdote. Uma mulher que muito pecou — e que muito amou.
Como escreveu um dos evangelistas com tocante precisão: “a pureza readquirida pelo arrependimento e o amor recebeu a segunda visita.”
O que a Páscoa significa para nós hoje
Nenhum evangelista descreveu o momento exato da Ressurreição. Nenhum deles estava lá. A Igreja não nos pede que expliquemos como aconteceu — nos convida a crer que aconteceu, e a deixar que isso mude tudo.
A Páscoa não é uma data no calendário. É a fundação da nossa fé. Se Cristo não ressuscitou, como disse São Paulo, “vã é a nossa fé.” Mas Ele ressuscitou — e por isso cada Domingo é uma pequena Páscoa, cada Missa é uma proclamação desse mistério, e cada cristão é testemunha viva de uma manhã que aconteceu há dois mil anos e não parou de acontecer desde então.
Cristo ressuscitou. Aleluia!
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