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O anel de Nossa Senhora

O anel de Nossa Senhora

 

Há muitos anos, nos gloriosos períodos em que a Idade Média praticava e amava o teocentrismo, em uma pequena cidade da França, – tão pequena que as poeiras do tempo varreram seu nome – bonita e acolhedora, as pessoas tinham o costume de todas as manhãs saudar os vizinhos com perfumados pães, generosos litros de leites e outras guloseimas, indo muitas vezes enfeitado das mais variadas flores.

Lá se vivia bem. Pela manhã, antes do pleno nascer sol, a grei ia para a matriz assistir o Santo Sacrifício da Missa. A igreja era dedicada a Bonne Pie Iesu, padroeiro raro e creio ser desconhecido por outras igrejas da França, contudo, todos aldeões o estimavam pela sua Bondade em ser chamado de “Bom Piedoso Jesus”, o que acrescenta ao seu Sagrado Nome um tom adocicado e mais suave.

A igreja do Bom Piedoso Jesus era linda! Seu estilo muito se parecia com Saint-Chapelle, salvo as suas devidas proporções áureas e de cores; todos carinhosamente a chamavam “minha chapelle” ou “Saint-Chapelle du Bon Jesu”. Com muita inocência as pessoas diziam que Deus teve a bondade de acolher seu Filho em uma linda igreja, comparando o tamanho da cidade.

O anel Nossa Senhora

De forma harmônica e cândida a disposição da cidade se fazia em forma de circulo tendo a matriz como seu centro e ápice, de tal modo que as outras casas e edifícios – completamente diferente dos que estamos acostumados em nossos dias – iam crescendo de acordo com sua importância ao se aproximarem da igreja, mas nunca ultrapassando ela, nem mesmo a imagem o Bonne Pie Iesu, cuja fronteava ela.

Era pacata a cidadezinha. Todos os dias tinham feira, aonde muitos do campo vinham para fazer trocas e, aproveitavam também, para pôr em dia seus compromissos com o vigário. Nas feiras, como era o costume, dispunha-se o mais próximo da igreja – evidentemente sem profanar o recinto sagrado – alguns músicos e saltimbancos que alegravam a todos e, de uma forma justa, obtinham seu sustento.

Nesta cidade vivia um jovem mancebo jogral, que infelizmente com o nome dele não aconteceu diferente ao da cidade; por isso, entre nós, o chamaremos Jean-Pierre. Apesar de sua idade, uns dezessete anos, já mostrava muito talento, seus truques e com suas artimanhas encantava a todos os espectadores.

De bela aparência. Astuto como uma cobra prestes a dar o bote. Puro como uma pomba. Levava consigo a amostra de seu compromisso com uma dama aldeã: um anel que o pai da moça entregou como prova de seu consentimento. Um magnífico anel banhado a ouro com um rubi incrustado; porém sem sinal para qualquer data de matrimônio. Sua inocente amada, atarefada com seus afazeres domésticos, levava consigo outra réplica desse anel ora no bolso, ora no pálido e delicado dedo; a data de entrega por seu pai a marcara bem, uma vez que, sendo ela que implorou a ele que entregasse a nosso Jean-Pierre.

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Todas as tardes Ágata pedia a visita de Jean-Pierre. Após seus árduos e trabalhosos espetáculos ele ia aos arredores da cidade visitá-la. Casa modesta. Tinha apenas um curral e um simples galinheiro que acrescentavam à moradia deles. Ela esperava na horta de frente a sua casa, próximo ao portão para receber seu amado. Jean chegava, saudava sua amada – como os respeitosos costumes da época pediam – ia de encontro aos pais da moça e voltava ao sua casa, onde teria enfim uma calma noite.

Os dias se passaram. Ágata estava tão entorpecida pela ideia de casar-se que não comentava outra coisa, contudo, Jean apenas desfrutava de seu jocoso labor, sem muito se importar para a empolgação dela.

Certa vez ao raiar o dia, preparando-se para um evento em que a praça estaria repleta, começou seu treino, juntamente com um amigo de malabarismo, Dagobert. Empolgados pela possível multidão e pelo rendimento, iniciaram manobras e manejos novos e mais entusiasmantes. Bolas para um lado. Bastões para outro. Pulos, saltos e piruetas para todos os cantos: “hoje será nosso dia” – pensou Dagobert. Jean, pouco distraído, fazia tudo que seu amigo pedia, porém sem demonstrar entusiasmo.

Ele o inquiriu: “Ei! Jean-Pierre, que tens tu hoje? Andas mais avoado que patos na migração.” “Apenas Ágata me preocupa, Dagobert”, respondeu ele. “Ah, sabia que tinhas algo…”antes de terminar a frase Jean-Pierre contou ele e continuou: “Não sei se devo continuar com ela, ela me ama muito, contudo amigo, minha estima é restrita a ela”. Entre os arremessos, Dagobert, ficou pasmo e exagerando na força, mandou para dentro do lugar sagrado um de seus objetos de apresentação. “Vou eu”, disse Jean. E correndo para a bela igreja do Bom Piedoso Jesus, pôs-se a caça da bola.

Deixe aqui suas intenções para que rezemos por elas.

Respeitosamente entrou, fez profunda e piedosa vênia, inclinando a cabeça rezou. Após sua breve oração, iniciou despreocupadamente a procura. Passou de canto a canto da igreja e não encontrou a tal bolinha, parecia ter sido ele a primeira coisa que entrava naquele recinto no dia. Dissipadamente, olhou para as imagens e para os adornos do local: “Oh, como é bela!”, fazia alguns meses que ele não entrava na Igreja, uma vez que acompanhava de fora as missas. Esquecendo completamente de sua missão, começou a passear pela igreja apenas desfrutando do silêncio, ou melhor, da sua conversa com Deus.

Por fim, seguindo mais a frente seus olhar admirando os mármores do chão, ele encontra a bolinha: “Passei aqui tempos atrás, e não estavas aqui?! Porquê se escondes de mim?” E dirigindo-se a ela, inclinou-se e pensou: “Porquê não te vi?” Levantando suavemente seu rosto, deparou-se com um lindo e ornado altar. “Minha Mãe. Nunca vos vi aqui? Passei pela igreja inteira, como não vos notei?” Nesse altar possuía uma imagem de Nossa Senhora, cujas lindas e alvas mãos poucos esticadas à frente convidavam a quem olhasse a abraçar Ela. Jean-Pierre passou vinte minutos olhando aquela piedosíssima imagem, quando escutou: “Pierre, Pierre! O vigário já lhe chamou para ajudar?” “Não, já estou indo”, retrucou o rapaz sem se importar ou atrapalhar sua conversa com Maria Santíssima.

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Tocado por uma moção da graça, viu aquelas lindas mãos estendidas para ele, pegou seu anel, e pôs nos dedos de Nossa Senhora, dizendo: “Minha Mãe, aceitai este presente de amor, é pouco pelo que Vós mereceis, é muito pelo que tenho. Mas que ele seja uma real e profunda prova de meu amor a Vós, com ele estou me entregando”. Quando terminou de colocar o anel nas preciosas mãos d’Ela, o que menos se podia esperar aconteceu, os dedos de Maria Santíssima se juntaram, e sua mão se fechou um pouco: era sinal de pleno consentimento e agrado da Rainha dos Céus. “Eu prometo me consagrar e servir somente a Vós e fazer o bem a todos!” Então, pulando de alegria, foi correndo voltar para o seu treino, mantendo seu segredo entre ele e Deus.

Os dias se passavam, e os aldeões confusos e curiosos por verem o dedo d’Aquela que era a Torre de Humildade, que ostentava tal brilhante e muito menos quem conseguira fazer aquela proeza, sendo que estavam quase fechados os dedos e não passava nada, nem muito menos possuía ranhura ou emenda no anel, ou tão pouco marcas nas mãos. Pois bem, todos um dia esqueceram menos Jean que sabia bem de onde viera aquele anel, e que guardava em seu peito aquele desejo de se entregar a Ela, todos os dias ele A visitava, renovando sua promessa.

“Vigiai e orai” diz o Senhor, infelizmente aquele que não se mune com as armaduras da vigilância ou com as armas da oração, certamente se esquece de seus bons propósitos e derrocar em sua vida espiritual.

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Um ano se passou e Jean-Pierre foi esfriando em sua promessa à Maria Santíssima. Pararam-se as visitas. A vontade se esfriou. Além disso, Ágata forçara o rapaz a pedi-la em casamento.

O noivo jogral manteve pois seu ofício, cujos planos era de ser um ferreiro, ou até mesmo, cavaleiro. Suas vidas rodavam entorno de um só desejo, desposar e constituir uma família.

Um dia antes de receber o sagrado sacramento do matrimônio, sentou-se em sua cama, estava pensando e almejando aquela cerimônia, ao passo que sua imaginação estava levando-o para longas viagens. Inclinando a cabeça e fechando os olhos pôs-se a rezar. Pedia por si, pela sua esposa, pelos seus futuros filhos, pelo seu ofício, enfim, pedia inúmeras bênçãos a Deus.

Fazendo longo e compenetrado “Em nome do Pai”, levantou sua cabeça. Uma luz branca se acendeu vagarosamente a sua frente. Abrindo os olhos, com espanto cético, se deparou com Ela: Maria Santíssima, Aquém fizera a promessa há um ano. Estupefato com a aparição caiu de joelhos, contente por vê-La, Nossa Senhora lhe disse: “Por tão pouco e tão rápido me traístes”.

Abaixando a cabeça, aos poucos aquela aparição desapareceu, e escutou-se apenas o barulho de um objeto cair ao solo: era o anel. Gélido por aquelas palavras, Jean-Pierre caiu em si e percebeu que ele prometeu amor a Ela. O rosto de desgosto de Nossa Senhora estava fixo em sua mente. As lágrimas escorriam de sua face. Então olhou para o anel, anel que antes era sinal de amor, sinal de aprovação, agora virou de desprezo e tristeza.Soltando o anel, abandonado sua casa, saiu correndo Jean, sem rumo algum, apenas se afastando daquela que fez quebrar sua promessa.

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Dias andando, peregrinando as cidades da França, sendo ajudado pelos transeuntes como ele, com alimentação, deparou com uma linda construção de altos muros que tocava um sino e depois de pouco tempo ouvia-se a voz dos cânticos gregorianos. Bateu sem demora na porta. Abriu um frei porteiro, que disse a ele: “Por favor, meu caro frei, ando há dias, não assisto a nenhum sacramento nem converso com Deus. Sou muito pecador e preciso do Santíssimo Sacramento”. “Entre, se é para falar com o Deus tens as portas abertas”. Indicou o caminho a capela e o deixou seguir seu rumo. Logo que entrou, ajoelhou-se, e as lágrimas voltavam a jorrar de sua face. Com o rosto coberto, rezava e chorava, ao ponto de soluçar.

Sentindo que não estava sozinho, controlou seu choro, e destapando o rosto viu uma luz branca – cujo brilho já conhecia – e ouviu aquele divina voz: “Meu filho vem!” E desaparecendo, deixou desta vez, apenas um doce e agradável perfume rosa. Com o rosto sorridente e feliz, se apresentou a Maria Santíssima, e respondendo em exclamações de choros de alegria respondeu Jean: “Sim, minha Mãe! Sim, minha Rainha!”

Assim Jean-Pierre entrou na via religiosa, dedicando ao serviço do próximo e principalmente a vigilância e oração. Tornou-se grande pregador e – por sua facilidade porque era saltimbanco – exímio catequista de crianças. Morreu aos 96 anos com odor de santidade.


Espero que esse lindo artigo sobre o anel de Nossa Senhora lhe tenha feito muito bem espiritualmente.

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Os sonhos de Dom Bosco

Os sonhos de Dom Bosco

A região do Piemonte, localizada ao norte da Itália, traz consigo riquezas numerosas. Nela se encontra a majestosa cordilheira dos Alpes ocidental. O rio Pó traça, nessas terras, um caprichoso percurso, fazendo nascer cidades e colinas que são doces em suas formas. Uma extensão grande de plantação de arroz borda as suas terras e, nas encostas dos montes, aparecem as vinhas que perfumam os ares quando maduras.

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Foi em uma pequena localidade desta região chamada Castelnuovo D’Asti, conhecida pitorescamente como de “os Becchi”, no ano de 1815, precisamente em 16 de agosto, que nasceu uma criança de nome João e que sem dúvida marcaria a história da Santa Igreja, para sempre.

O pequeno João Belchior era um menino dotado de qualidades naturais: inteligente, boa saúde, caráter honesto, mas sobretudo brilhava por sua inocência, pureza e religiosidade. Dir-se-ia que o dedo de Deus tocara aquela alma desde sua tenra infância, ou antes mesmo de seu nascimento, assim como exclama o profeta Isaias: “Escutem-me, vocês, ilhas; ouçam, vocês, nações distantes: Ilhas, ouvi-me; povos de longe, prestai atenção! O Senhor chamou-me desde meu nascimento; ainda no seio de minha mãe, ele pronunciou meu nome. Tornou minha boca semelhante a uma espada afiada, cobriu-me com a sombra de sua mão. Fez de mim uma flecha penetrante, guardou-me na sua aljava…(Is, 49-1,2)

Muito cedo, com apenas 2 anos de idade, perdeu seu pai Francesco Bosco. A partir daquele momento, Mama Margarita o acompanharia com orações e exemplos, nas mais variadas situações. De fato, essa mulher, simples camponesa, trazia em si as virtudes da mulher forte do Antigo Testamento: A mulher forte faz a alegria de seu marido, e derramará paz nos anos de sua vida. (Eclo,26)  Assim foi Mama Margarita: uma luz na vida de seu filho, ajudando-o nos momentos mais difíceis.

Os sonhos de Dom Bosco

Aos nove anos, Dom Bosco teve um sonho que marcaria sua existência! Viu-se num lugar perto de sua casa, muito espaçoso. Havia, ali, um grande número de meninos que brincava, mas a maioria blasfemava durante a recreação.

Ele indignado jogou-se contra as crianças e começou a batê-las, para que parassem de ofender a Deus. Nisso lhe aparece um homem de aspecto majestoso, dizendo que não era daquele modo que ele conseguiria atraí-los, deixemos D. Bosco descrever o episódio: “não é com pancadas, mas com a mansidão e a caridade que deverás ganhar esses teus amigos. Põe-te imediatamente a instruí-los sobre a fealdade do pecado…”

A isso, Dom Bosco replicou que era um menino pobre e sem conhecimento, que ser-lhe-ia impossível falar-lhes sobre religião. Aquele nobre personagem  continuou a falar-lhe: “Eu te darei a mestra, sob cuja orientação poderás tornar-te sábio…”. “Mas de quem sois filhos?”, replicou nosso santo. O homem respondeu: “Sou o filho daquela que tua mãe te ensinou a saudar três vezes ao dia”.

João Bosco continua: “Nesse momento vi ao seu lado uma senhora de aspecto majestoso, vestida de um manto todo resplandecente, como se cada uma de suas partes fosse uma fulgidíssima estrela”. Os jovens que brincavam iam se transformado em mansas ovelhas e corriam àquela Senhora e para seu Filho.  Atônito e sem compreender, ouviu: “ao seu tempo, compreenderá!”.

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Dom Bosco teria então outros sonhos, premonições, profecias. Ele mesmo tomaria cuidado em revelar o conteúdo dessas comunicações sobrenaturais. Pedia aos seus filhos espirituais que guardassem segredo a respeito desses fatos. Ora anunciava com antecedência a morte de algum de seus alunos, ora de alguma autoridade. Foi levado ao céu, ao inferno e ao purgatório, durante essas visões. Há entre esses fenômenos enviados pela Providência profecias em relação ao destino da Santa Igreja, bem como da própria Ordem que fundou: os salesianos.

Já no fim de sua vida, quando celebrava na igreja do Sagrado Coração de Jesus, começou a chorar e quase não pode terminar a Santa Missa. Tudo estava explicado: “ao seu tempo compreenderá!”. Sua obra estava fundada e os salesianos estariam espalhado por todos os continentes, fiéis às últimas palavras de seu fundador: “Amai-vos como irmãos. Fazei o bem a todos; não façais mal a ninguém… Dizei aos meus rapazes que os espero a todos no Paraíso”.


Espero que este artigo sobre os sonhos de Dom Bosco tenha de fato lhe sido útil espiritualmente! Gostaria de receber mais conteúdos como este?

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Modo de rezar a Novena à Divina Misericórdia

Modo de rezar a Novena à Divina Misericórdia

Do modo de rezar a Novena à Divina Misericórdia, a novena é uma devoção conforme a tradição da Igreja e é rezada por nove dias consecutivos antes de uma grande festa. Entretanto, as novenas podem ser rezadas também em qualquer época do ano, especialmente quando a alma está mais necessitada de graças divinas.

A Novena à Divina Misericórdia começa portanto na sexta-feira da paixão: “Novena (…) que Jesus me mandou escrever e rezar antes da Festa da Misericórdia. Começa então na sexta-feira santa (1209).

Santa Faustina escreveu em seu diário quais as intenções se deve rezar a novena:

“Jesus me manda fazer uma novena antes da Festa da Misericórida (…) pedindo a conversão do mundo inteiro e o conhecimento da misericórdia de Deus:  — Que toda alma glorifique a Minha bondade. – Desejo a confiança das minhas criaturas; exorta as almas a uma grande confiança na minha inconcebível misericórdia. Que a alma fraca, pecadora, não tenha medo de se aproximar de Mim, pois, mesmo que os seus pecados fossem mais numerosos que os grãos de areia da Terra, ainda assim seriam submersos no abismo da Minha misericórdia” (1059).

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Jesus quer que, durante a Novena, as almas sejam conduzidas “à fonte da Minha misericórdia” e indica sobretudo, dia por dia, que almas serão conduzidas ao Seu Coração:

“Desejo que, durante estes nove dias, conduzas as almas à fonte da Minha misericórdia, a fim de que recebam força, alívio e todas as graças de que necessitam nas dificuldades da vida e, especialmente na hora da morte. Cada dia conduzirás ao Meu Coração um grupo diferente de almas e as mergulharás nesse oceano da Minha misericórdia. Eu conduzirei assim todas essas almas à Casa de Meu Pai. Procederás assim nesta vida e na futura. Por Minha parte, nada negarei àquelas almas que tu conduzirás à fonte da Minha misericórdia. Cada dia pedirás a Meu Pai, pela Minha amarga Paixão, graças para essas almas” (1209).

Novena à Divina Misericórdia

Primeiro dia

Hoje, traze-Me a Humanidade inteira, especialmente todos os pecadores e mergulha-os no oceano da Minha misericórdia. Com isso Me consolarás na amarga tristeza em que a perda das almas Me afunda.

Misericordiosíssimo Jesus. de quem é próprio ter compaixão de nós e de nos perdoar. não olheis os nossos pecados. mas a confiança que depositamos em Vossa infinita bondade. Acolhei-nos na mansão do Vosso compassivo Coração e nunca nos deixeis sair d’Ele. Nós vo-lo pedimos pelo amor que Vos une ao Pai e ao Espírito Santo.

Ó onipotência da misericórdia divina, Socorro para o homem pecador, Vós sois o oceano de misericórdia e de amor, E ajudais a quem Vos pede humildemente.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda Humanidade, encerrada no Coração compassivo de ,Jesus, mas especialmente para os pobres pecadores. Pela Sua dolorosa Paixão mostrai-nos a Vossa misericórdia, para que glorifiquemos a onipotência da Vossa misericórdia. pelos séculos dos séculos. Amém.

Segundo dia

Hoje, traze-Me as almas dos sacerdotes e religiosos e mergulha-as na Minha insondável misericórdia. Elas Me deram força para suportar a amarga Paixão. Por elas, como por canais, corre sobre a Humanidade a Minha misericórdia.
Misericordiosíssimo Jesus, de quem provém tudo que é bom, aumentai em nós a graça, para que pratiquemos dignas obras de misericórdia, a fim de que aqueles que olham para nós, glorifiquem o Pai da Misericórdia, que está no Céu.

A fonte do amor divino Mora nos corações puros, Banhados no mar da misericórdia, Brilhantes como as estrelas,  luminosos como a aurora.

Eterno Pai, dirigi o olhar da Vossa misericórdia para a porção eleita da Vossa vinha: para as almas dos sacerdotes e religiosos. Concedei-lhes o poder da Vossa bênção e, pelos sentimentos do Coração de Vosso Filho, no qual estão encerradas, dai-lhes a força da Vossa luz, para que possam guiar os outros nos caminhos da salvação, e juntamente com eles cantar a glória da Vossa insondável misericórdia, pelos séculos eternos. Amém.

Terceiro dia

Hoje, traze-Me todas as almas piedosas e fiéis e mergulha-as no oceano da Minha misericórdia. Essas almas consolaram-Me na Via-sacra; foram aquela gota de consolações em meio ao mar de amarguras.

Misericordiosíssimo Jesus, que concedeis prodigamente a lodos as graças do tesouro da Vossa misericórdia, acolhei-nos na mansão do Vosso compassivo Coração e não nos deixeis sair dele pelos séculos. Nós Vos suplicamos pelo amor inconcebível de que está inflamado o Vosso Coração para com o Pai Celestial.

As maravilhas da misericórdia são insondáveis; Nem o pecador nem o justo as entenderá; Para todos olhais com o  olhar da compaixão E a todos atrais para o Vosso amor.

Eterno Pai, olhai com o olhar da Vossa misericórdia para as almas fiéis, como a herança do Vosso Filho. Pela Sua dolorosa Paixão concedei-lhes a Vossa bênção e cercai-as da Vossa incessante proteção, para que não percam o amor e o tesouro da santa fé, mas com toda multidão dos Anjos e dos Santos glorifiquem a Vossa imensa misericórdia, por toda a eternidade. Amem.

Quarto dia

Hoje, traze-Me os pagãos e aqueles que ainda não Me conhecem e nos quais pensei na Minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o Meu Coração. Mergulha-os no mar da Minha misericórdia.

Misericordiosíssimo Jesus, que sois a Luz do mundo todo,aceitai na mansão do Vosso compassivo Coração as almas dos pagãos que ainda não Vos conhecem. Que os raios da Vossa graça os iluminem para que também eles, juntamente conosco, glorifiquem as maravilhas da Vossa misericórdia e não os deixeis sair da mansão do Vosso compassivo Coração.
Que a luz do Vosso amor
Ilumine as trevas das almas!
Fazei que essas almas Vos conheçam
E glorifiquem a Vossa misericórdia, juntamente conosco!

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas dos pagãos e daqueles que ainda não Vos conhecem e que estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Atrai-as à luz do Evangelho. Essas almas não sabem que grande felicidade é amar-Vos. Fazei com que também elas glorifiquem a riqueza da Vossa misericórdia, por toda a  eternidade. Amém.

Quinto dia

Hoje, traze-Me as almas dos cristãos separadas da unidade da Igreja e mergulha-as no mar da Minha misericórdia. Na Minha amarga Paixão dilaceravam o Meu Corpo e o Meu Coração, isto é, a Minha Igreja. Quando voltam à unidade da Igreja, cicatrizam-se as Minhas Chagas e dessa maneira eles aliviam a Minha Paixão.

Mesmo para aqueles que rasgaram o manto da Vossa Unidade
Flui do Vosso Coração uma fonte de compaixão;
O poder da Vossa misericórdia, Ó Deus,
Pode tirar também essas almas do erro.

Misericordiosissimo Jesus, que sois a própria Bondade, Vos não negais a luz àqueles que Vos pedem, aceitai na mansão do Vosso compassivo Coração às almas dos nossos irmãos separados e atrai-os pela Vossa luz à unidade da Igreja e não os deixeis sair da mansão do Vosso compassivo Coração, mas fazei com que também eles glorifiquem a riqueza da Vossa misericórdia.

Eterno Pai. olhai com misericórdia para as almas dos nossos irmãos separados que esbanjaram os Vossos bens e abusaram das Vossas graças. permanecendo teimosamente nos seus erros. Não olheis para os seus erros. mas para o amor do Vosso Filho e para sua amarga Paixão. que suportou por eles, pois também eles estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Fazei com que também eles glorifiquem a Vossa misericórdia por todos os séculos eternos. Amém.

Sexto dia

Hoje, traze-Me as almas mansas e humildes, assim como as almas das criancinhas e mergulha-as na Minha misericórdia. Essas almas são as mais semelhantes ao Meu Coração. Elas Me confortaram na amarga Paixão da Minha agonia. Eu as vi quais anjos terrestres que futuramente iriam velar junto aos meus altares. Sobre elas derramo torrentes de graças. Só a alma humilde é capaz de aceitar a Minha graça. Às almas humildes favoreço com a Minha confiança.

Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes: “Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração”, aceitai na mansão do Vosso compassivo Coração as almas mansas e humildes e as almas das criancinhas. Essas almas encantam o Céu todo e são a especial predileção do Pai Celestial. São como um ramalhete diante do Trono de Deus, com cujo perfume o próprio Deus se deleita. Essas almas têm a mansão permanente no Coração compassivo de Jesus e cantam sem cessar um hino de amor e misericórdia pelos séculos.

A alma verdadeiramente humilde e mansa Já respira aqui na terra o ar do paraíso, E o perfume do seu coração  humilde Encanta o próprio Criador.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas mansas. humildes e para as almas das criancinhas, que estão encerradas na mansão compassiva do Coração de Jesus. Estas almas são as mais semelhantes a Vosso Filho. O perfume destas almas eleva-se da Terra e alcança o Vosso Trono. Pai de misericórdia e de toda bondade, suplico-Vos pelo amor e predileção que tendes para com estas almas: abençoai o mundo todo, para que todas as almas cantem juntamente a glória à Vossa misericórdia, pelos séculos eternos. Amém.

Sétimo dia

Hoje, traze-Me as almas que veneram e glorificam de maneira especial a Minha misericórdia e mergulha-as na Minha misericórdia. Estas almas foram as que mais sofreram por causa da Minha Paixão e penetraram mais profundamente no Meu espírito. Elas são a imagem viva do Meu Coração compassivo. Estas almas brilharão com um especial fulgor na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do Inferno. Defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte.

Misericordiosíssimo Jesus, cujo Coração é o próprio Amor, aceitai na mansão do Vosso compassivo Coração, as almas que honram e glorificam de maneira especial a grandeza da Vossa misericórdia. Estas almas tornadas poderosas pela força do próprio Deus, avançam entre penas e adversidades, confiando na Vossa misericórdia. Estas almas estão unidas com Jesus e carregam sobre seus ombros a Humanidade toda. Elas não serão julgadas Severamente, mas a Vossa misericórdia as envolverá no momento da morte.

A alma que glorifica a bondade do Senhor É por Ele especialmente amada; Ela está sempre próxima da fonte viva E  bebe as graças da misericórdia divina.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas que glorificam e honram o Vosso maior atributo, isto é, a Vossa insondável misericórdia. Elas estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Estas almas são o Evangelho vivo e as suas mãos estão cheias de obras de misericórdia; suas almas repletas de alegria cantam um hino da misericórdia ao Altíssimo. Suplico-Vos. ó Deus, mostrai-Ihes a Vossa misericórdia segundo a esperança e a confiança que em Vós colocaram. Que se cumpra nelas a promessa de Jesus. que disse: As almas que veneram a Minha insondável misericórdia, Eu mesmo as defenderei durante a sua vida, e especialmente na hora da morte, como Minha glória. Amém.

Oitavo dia

Hoje, traze-Me as almas que se encontram na prisão do Purgatório e mergulha-as no abismo da Minha misericórdia. Que as torrentes do Meu Sangue refresquem o seu ardor. Todas estas almas são muito amadas por Mim. Elas pagam as dívidas à Minha justiça. Está em teu alcance trazer-Ihes alívio. Tira do tesouro da Minha Igreja todas as indulgências e oferece-as por elas. Oh! se conhecesses o seu tormento, incessantemente oferecias por elas a esmola do espírito e pagarias as suas dívidas à Minha justiça.

Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes que quereis misericórdia, eis que estou trazendo à mansão do Vosso compassivo Coração as almas do Purgatório, almas que Vos são muito queridas e que, no entanto, devem dar reparação a Vossa justiça. Que as torrentes de Sangue e Água que brotaram do Vosso Coração apaguem as chamas do fogo do Purgatório, para que também ali seja glorificado o poder da Vossa misericórdia.

Do terrível ardor do fogo do purgatório
Ergue-se um lamento das almas à Vossa misericórdia;
E recebem consolo. alívio e conforto
Na torrente derramada do Sangue e da Água.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas que sofrem no Purgatório e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Suplico-Vos que, pela dolorosa Paixão de ,Jesus. Vosso Filho, e por toda a amargura de que estava inundada a sua Santíssima Alma, mostreis Vossa misericórdia ás almas que se encontram sob o olhar da Vossa justiça. Não olheis para elas de outra forma senão através das Chagas de Jesus, Vosso Filho muito amado, porque nós cremos que a Vossa bondade e misericórdia são incomensuráveis. Amém.

Nono dia

Hoje, traze-Me as almas tíbias e mergulha-as no abismo da Minha misericórdia. Estas almas ferem mais dolorosamente o Meu Coração. Foi da alma tíbia que a Minha alma sentiu repugnância no Jardim das Oliveiras. Elas Me levaram a dizer: Pai, afasta de Mim este cálice, se assim for a Vossa vontade. Para elas, a última tábua de salvação é recorrer à Minha misericórdia.

Ó compassivo Jesus, que sais a própria compaixão, trago á mansão do Vosso compassivo Coração as almas tíbias; que se aqueçam no fogo do Vosso amor puro estas almas geladas que. Semelhantes a cadáveres, Vos enchem de tanta repugnância. Ó Jesus. muito compassivo. usai a onipotência da Vossa misericórdia e atraías até o fogo do Vosso amor e concedei-lhes o amor santo, porque Vós tudo podeis.

O fogo e o gelo não podem ser unidos.
Porque ou o fogo se apaga, ou o gelo se derrete;
Mas a Vossa misericórdia, ó Deus,
Pode auxiliar indigências ainda maiores.

Eterno Pai, olhai com Vossa misericórdia para as almas tíbias e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Pai de Misericórdia, suplico-Vos pela amargura da Paixão de Vosso Filho e por Sua agonia de três horas na Cruz, permiti que também elas glorifiquem o abismo da Vossa misericórdia . Amém.

Ó dia eterno, ó dia desejado,
Espero por li com saudade e ansiedade,
O amor afastará logo os véus,
E tu serás a minha salvação.

Ó dia lindíssimo, momento incomparável
Em que verei, pela primeira vez, a meu Deus,
Esposo da minha alma e Senhor dos senhores,
Sinto que o terror não dominará minha alma.

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Ó dia soleníssimo. Ó dia luminoso.
Em que a alma conhecerá a Deus em Seu poder
E mergulhará toda em Seu amor,
E conhecerá que já passaram as penúrias do exílio.

Ó dia feliz, Ó dia abençoado
Em que o meu coração se inflamará de um calor eterno,
Porque já agora Te pressinto. embora através de véus,
Tu és para mim, Ó Jesus, enlevo e encanto na vida e na morte.

Ó dia, pelo qual espero a vida toda,
Eu Te espero tanto, ó Senhor
Porque unicamente a Ti desejo:
Tu és tudo no meu coração, e tudo a mais, é o nada.

Ó dia de delícias, de eternas suavidades,
Deus de grande majestade. Esposo meu,
Tu sabes que nada satisfará um coração virginal,
Em Teu doce Coração reclino o meu rosto.

(Novena à Divina Misericórdia transcrita do Diário de Santa Faustina 1210 a 1230)

Oração à Divina Misericórdia

Ó Deus de grande misericórdia, bondade infinita, eis que hoje a Humanidade toda clama do abismo de sua miséria à Vossa Misericórdia, à Vossa compaixão, ó Deus, e clama com a potente voz da sua miséria. Oh Deus clemente, não rejeiteis dos exilados desta Terra. Ó Senhor, bondade inconcebível, que conheceis profundamente a nossa miséria e sabeis que, com nossas próprias forças, não temos condições de nos elevar até Vós, por isso Vos suplicamos: adiantai-Vos ao nosso pedido com a Vossa graça e aumentai em nós sem cessar a Vossa misericórdia, a fim de que possamos cumprir fielmente a Vossa santa vontade durante toda a nossa vida e na hora de nossa morte.

Que o poder da Vossa misericórdia nos defenda dos ataques dos inimigos da nossa salvação, para que aguardemos com confiança, como Vossos filhos, a Vossa última vinda, dia que somente Vós conheceis. E esperamos alcançar tudo o que Jesus prometeu, apesar de toda a nossa miséria, porque Jesus é a nossa Confiança; pelo Seu Coração misericordioso, como por uma porta aberta, enfim entraremos no Céu. (1570)


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