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Síria: Papa segue situação dos cristãos sequestrados

Cidade do Vaticano, 26 fev 2015 (Ecclesia) - O Vaticano revelou hoje que o Papa está a “seguir com atenção” a situação dos cristãos sequestrados e dos que foram obrigados a deixar as suas casas na Síria, perante o avanço dos jihadistas do autoproclamado ‘Estado Islâmico’.

O representante diplomático da Santa Sé em Damasco, D. Mario Zenari, revela à Rádio Vaticano que o Papa, atualmente em retiro nos arredores de Roma, tem sido “continuamente informado” sobre a situação e se tem mostrado “em sintonia com o sofrimento da população, dos cristãos em particular”.

Cerca de mil famílias abandonaram, desde segunda-feira, as suas aldeias na província de Hasakeh, na fronteira com a Turquia, de acordo com a organização ‘Human Rights Network Assyrian', sediada na Suécia.

Pelo menos 220 cristãos foram raptados por combatentes do autoproclamado Estado Islâmico em três dias de ofensiva no nordeste da Síria, assinalou um balanço atualizado feito hoje Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Os Estados Unidos e as Nações Unidas condenaram os sequestros dos cristãos e pediram a libertação dos reféns.

Em contacto com a fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, o arquimandrita Emanuel Youkhana, da Igreja Assíria do oriente, que coordena o auxílio às comunidades cristãs na região, confirmou “a captura” de “24 famílias de Tel Gouran, 34 famílias de Tel Jazira, e 14 combatentes curdos (12 homens e duas mulheres) de Tal Hormizd”.

O prelado adiantou ainda que todos eles terão sido “levados para a aldeia sunita de Um Al-Masamier” e que, tanto quanto se sabe, “continuam vivos, tendo sido separados os homens das mulheres”.

D. Emanuel Youkhana frisou, neste contacto telefónico, a importância da difusão deste “desastre” para a “consciencialização pública” da comunidade internacional.

AIS/OC 

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