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Igreja: Vaticano publica guia para homilias sem «improvisações»

Cidade do Vaticano, 10 fev 2015 (Ecclesia) – A Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos (CCDDS), apresentou hoje um novo diretório para ajudar sacerdotes e seminaristas a prepararem as suas homilias, pedindo que estas evitem a improvisação.

“A homilia não pode ser improvisada, é preciso que quem a pronuncia saiba e reavive em si sem cessar a consciência do que a Igreja lhe pede”, declarou, em conferência de imprensa, D. Arthur Roche, secretário do CCDDS, organismo da Santa Sé.

O diretório homilético pretende fornecer um conjunto de “linhas mestras” que ajudem a inspirar quer os membros do clero quer os futuros padres para o desempenho da sua missão.

Nesse sentido, recomenda que a homilia seja preparada com estudo, não seja demasiado longa e se mostre atenta à atualidade e à vida da comunidade concreta em que é pronunciada.

Articulado em duas partes, o documento debruça-se sobre “a natureza, a função e o contexto peculiar da homilia”, ao mesmo tempo que enuncia “as coordenadas metodológicas e de conteúdo que o sacerdote deve conhecer” e “levar em consideração ao preparar e pronunciar a homilia”.

A obra vai ao encontro da preocupação manifestada pelo Papa Francisco acerca desta matéria, na sua exortação apostólica ‘A alegria do Evangelho’, onde refere que “a pregação dentro da liturgia requer uma séria avaliação por parte dos pastores”.

O prefeito da Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, cardeal Robert Sarah, disse aos jornalistas que a homilia exige “formação espiritual”, que vai para lá da "eloquência" ou da “técnica”, porque é preciso falar “daquilo que se vive”.

Este responsável admitiu que, em relação à duração das homilias, há diferenças culturais, porque 10 ou 15 minutos de intervenção na Europa podem ser “muito” e na África podem ser insuficientes, embora o diretório proponha como orientação de base uma maior brevidade.

A homilia, que acontece durante a Missa, após a proclamação do Evangelho, está reservada aos “ministros ordenados” (bispos, sacerdotes e diáconos), como um “serviço litúrgico”, segundo “a fé da Igreja e não de forma pessoal”.

“Frequentemente, para muitos fiéis, é precisamente o momento da homilia, tida como bela ou feia, interessante ou aborrecida, que decide a bondade de toda a celebração”, advertiu o cardeal Sarah.

Após o Sínodo dos Bispos de 2008, dedicado à Palavra de Deus, o Papa Bento XVI sublinhou a necessidade de melhorar a qualidade das homilias, uma preocupação retomada por Francisco, seu sucessor.

JCP/OC - Agência Ecclesia

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