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Angelus: Papa anuncia viagem a Sarajevo, a realizar-se em 6 de junho

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 photo credit: rguha via photopin cc

Cidade do Vaticano, 02 de fevereiro de 2015 (RV) - Ao meio-dia deste domingo o Papa Francisco assomou à janela do palácio apostólico para o habitual encontro dominical com milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro para a oração do Angelus.

Tomando todos de surpresa, o Santo Padre anunciou sua viagem a Sarajevo. Na alocução que precedeu a oração mariana, o chamado a todos os cristãos a serem “ouvintes” e “anunciadores” da Palavra de Deus.

“Sábado, 6 de junho, se Deus quiser, irei a Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegóvina”, disse o Papa.

“Desde já, peço a vocês que rezem a fim de que a minha visita àquelas queridas populações seja de encorajamento para os fiéis católicos, suscite fermentos de bem e contribua para a consolidação da fraternidade e da paz.”

O anúncio foi feito logo após a recitação do Angelus. Será a 11ª viagem do Papa Francisco, em dois anos de Pontificado, a terceira deste ano, após Sri Lanka e Filipinas em janeiro passado, e Nápoles prevista para 21 de março.

A seguir, o Santo Padre irá a Turim, em 21 de junho, por ocasião da Exposição do Santo Sudário, e aos EUA para o VIII Encontro Mundial das Famílias, programado para realizar-se em Filadélfia, de 22 a 27 de setembro.

Na alocução, comentando o Evangelho do dia, Francisco ressaltou o primado da Palavra de Deus, “a ser ouvida, acolhida e anunciada”. Como narra o evangelista São Marcos, tendo entrado em Cafarnaum – a maior cidade da Galileia –, Jesus, com a sua pequena comunidade, não hesita a ir imediatamente à sinagoga.

“Jesus não deixa para depois o anúncio do Evangelho, não pensa primeiro na acomodação logística, certamente necessária, de sua pequena comunidade, não perde tempo na organização.”

Portanto, “a sua preocupação principal” é “comunicar a Palavra de Deus, com a força do Espírito Santo”, observou o Pontífice. “E o povo na sinagoga fica espantado, porque Jesus ‘ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas’.” “Mas o que significa ‘com autoridade’?”, perguntou Francisco.

“Significa que nas palavras humanas de Jesus se sentia toda a força da Palavra de Deus, se sentia a própria autoridade de Deus, inspirador das Sagradas Escrituras.”

E uma das característica da Palavra de Deus, observou o Papa, é que realiza aquilo que diz.

“Porque a Palavra de Deus corresponde à sua vontade. Nós, ao invés, muitas vezes pronunciamos palavras vazias, sem raiz, ou palavras supérfluas, palavras que não correspondem à verdade. Ao invés, a Palavra de Deus corresponde à verdade, está unida à sua vontade e faz aquilo que diz.”

De fato, observou Francisco, após ter pregado, demonstrou sua autoridade libertando um homem, presente na sinagoga, possuído pelo demônio.

“O Evangelho é Palavra de vida: não oprime as pessoas, pelo contrário, liberta aqueles que são escravos de tantos espíritos malvados deste mundo: a vaidade, o apego ao dinheiro, o orgulho, a sensualidade... O Evangelho muda o coração, muda a vida, transforma as inclinações ao mal em propósitos de bem.”

Antes de despedir-se, o Papa pediu que não se esquecessem: “Leiam uma passagem do Evangelho todos os dias. É a força que nos transforma, transforma a vida, muda o coração”. E exortou todos os cristãos a se tornarem missionários e arautos da Palavra de Deus.

Por fim, pediu à Virgem Maria que nos ensine “a sermos ouvintes assíduos e anunciadores críveis do Evangelho de Jesus”.

O Santo Padre concedeu a todos a sua Bênção apostólica. (RL)

Rádio Vaticano

 

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