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Médio Oriente: «Cristãos são como um rebanho a ser levado para o matadouro»

Beirute, Libano, 31 jul 2014 (Ecclesia) – O Conselho das Igrejas do Médio Oriente publicou um comunicado onde condena “as violências e guerras no Iraque, na Síria e na Palestina” e apela à comunidade internacional que “sejam tomadas iniciativas firmes” que protejam os cristãos.

O Conselho das Igrejas do Médio Oriente (CEMO) com a publicação de um comunicado de quatro pontos começa por condenar “todas as tentativas de expulsar os cristãos e qualquer outra pessoa para fora da cidade de Mossul e arredores assim como a profanação dos lugares santos”.

Aos crentes de todas as religiões e a todos os homens de boa vontade é pedido que rezem “em especial” pelos “cristãos que tanto sofrem e que são como um rebanho a ser levado para o matadouro, enquanto não há, lá, ninguém para defender o seu direito à justiça, à misericórdia e à vida”.

Por isso, o CEMO, reprova a “tentativa sistemática” de mudar a “imagem cultural e religiosa” desta cidade “conhecida pelas suas igrejas e os seus mosteiros abertos ao diálogo e pela construção de uma cultura do amor”, divulga o Patriarcado Latino de Jerusalém.

Neste comunicado, o CEMO informa que “junta-se” aos patriarcas e aos chefes das Igrejas Orientais, no apelo à comunidade internacional “para que sejam tomadas iniciativas firmes”.

O Conselho das Igrejas do Médio Oriente revela que também subscrevem a mensagem de D. Louis Sako, patriarca católico caldeu de Bagdade, que alertou para a “catástrofe humana, civil e histórica” que o Iraque poderá enfrentar pela ação dos militantes islâmicos.

Na nota divulgada hoje existe ainda um apelo às comunidades humanas e espirituais, cristãs ou muçulmanas, para que exerçam “pressão sobre os seus governos e a exprimirem alto e fortemente os seus receios”.

“O que acontecer no Iraque se não for travado imediatamente resultará em calamidades humanas e em guerras que afetarão os que estão na origem destes incidentes ou que os não denunciaram”, alerta o CEMO.

A Síria e a Palestina também são motivo de preocupação e atenção para o Conselho das Igrejas do Médio oriente que “reitera a sua condenação” e “declara” que não se pode ficar “silencioso face ao que põe em risco a vida e a segurança de pessoas”.

“Neste período de abertura e de globalização”, as guerras no Médio Oriente são “uma marcha atrás para os tempos da pré-história em que os seres humanos eram predadores e não irmãos”, considera o CEMO. CB

Agência Ecclesia

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