Medalha Milagrosa

Profeta Daniel

1) Daniel e seus amigos eram muito mais do que profetas

A respeito da grandeza do profeta Daniel e seus amigos, ensina-nos São João Bosco, em sua História Sagrada, “Convém aqui lembrar a célebre profecia do patriarca Jacó, na qual predisse que o poder soberano e legislativo dos Hebreus permaneceria na tribo de Judá até o nascimento do Messias. Este poder não se extinguiu com a queda do reino de Judá; foi apenas diminuindo, porquanto esta escravidão dos Hebreus não foi um extermínio, senão um castigo. No mesmo cativeiro, tinham juízes de sua nação, na tribo de Judá, que governavam o povo segundo as leis de Moisés. Alguns até atingiram as mais altas dignidades. Como Ananias, Misael, Azarias e o profeta Daniel, os quais conquistaram grande fama entre os Hebreus e na mesma corte de Nabucodonosor.”

Na história do profeta Daniel, conjuga-se de maneira perfeita a riqueza com que Deus o adornou com seus dons e a prática heroica das virtudes. Por isso, a vida de Daniel torna-se ainda mais brilhante e exemplar.

2) Fidelidade a toda prova

O amor a Deus, a fidelidade e o sacrifício com que um cristão alcança a palma do martírio são sempre revestidos de especial fascínio. Assim foi com Santo Inácio de Antioquia, São Lourenço, Santa Felicidade e tantos outros mártires da história da Igreja. Não menos fascinante e meritórias são as vezes que Daniel preferiu correr o risco de morrer, do que ofender a Deus com o gravíssimo pecado da idolatria.
Apesar da proteção divina que evitou a consumação de seu sacrifício, sua atitude fiel fez dele um verdadeiro profeta-mártir.

3) Profeta, advogado e juiz a serviço da justiça divina

Quando Daniel defendeu a casta Susana e a livrou da pena de morte, deixou-nos a lição de que Deus sempre protege os inocentes, seja na vida presente ou na futura, e mostra-nos que a iniquidade prejudica quem a comete.

E suas advertências a Nabucodonosor, juntamente com os castigos que assolavam esse rei, demonstram o quanto Deus se ofende e se indigna com o pecador empedernido, que não O teme, e até O desafia inúmeras vezes.

Por fim, o arrependimento de Nabucodonosor prova que a punição divina durante nossa existência terrena não é uma trágica desgraça; pelo contrário, ainda é um ato de bondade de Nosso Senhor, porque nos convida a rever nossa vida, refletir sobre nossos atos e nos convertermos.

4) Fidelidade que vence o paganismo e a impiedade

Apesar de todas as investidas do mal, através de reis, sacerdotes pagãos e súditos invejosos, a fidelidade do profeta Daniel fez-se sempre valer. “Palavras comovem, mas exemplos arrastam.”

Depois de ter sido entregue aos leões por ter matado aquele misterioso dragão, no sétimo dia, o rei foi chorar a morte de Daniel, mas o encontrou são e salvo. O profeta foi libertado e os autores da acusação contra ele foram lançados às feras, por ordem do rei. Em seguida, mandou publicar a seguinte lei: “Todos os meus súditos adorarão o Deus de Daniel, por ser um Deus Salvador, que faz prodígios e grandes maravilhas na terra.”

Engana-se o cristão que acredita que sua pregação e habilidades naturais são a causa de muitas conversões. A causa de toda conversão é Deus, através de Sua graça. Cabe ao evangelizador corresponder à graça, a fim de que ela transborde em frutos de evangelização e conquista para o rebanho do verdadeiro Deus. Esse é o segredo do sucesso de todo apóstolo.

Vocabulário:

Consumação: Desfecho, conclusão.

Iniquidade: Injustiça, perversidade.

Assolar:
Arruinar, arrasar, destruir.

Empedernido: Duro como pedra, endurecido, desapiedado.

Gostou desta página? Então comente e participe da nossa família! Se ainda não é usuário, basta se cadastrar. É simples, rápido e gratuito! Se já é usuário, basta fazer seu login.