Medalha Milagrosa

Santa Clara de Assis

1) Mãe fervorosa, filha santa...

Na vida de Santa Clara como na de São Francisco constata-se uma realidade idêntica para os dois: mãe verdadeiramente cristã. A progenitora de São Francisco serviu-lhe de espelho para que ele pudesse palmilhar os caminhos de Cristo e corresponder ao chamado do Senhor. Ela o instruía nas verdades do espírito, no temor e amor a Deus. Quando perseguido pelo pai, foi ela quem o protegeu e incentivou para que cumprisse a sua vocação.

A sua discípula e cofundadora, Clara de Scifi, teve na mãe o exemplo da cristã fervorosa, virtuosa e temente a Deus. Sem sombra de dúvida, é uma graça incalculável nascer de uma mulher profundamente cristã.

2) No seu amor para com os pobres, vê-se a semente da vocação

“Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jo 15,16). Esta afirmação de Nosso Senhor no Evangelho significa que não somos nós que abraçamos a vida religiosa por acaso, por uma vontade fortuita, etc., mas sim porque Deus nos chamou para um caminho providencial. Ele faz nascer dentro de nós, através da graça, uma inclinação forte para segui-Lo. Por isso, diz Santo Agostinho, que “A vocação não se deve aos nossos méritos, mas à benevolência e misericórdia de Deus.”

Quando a menina Clara guardava alimentos para dar aos pobres, era sinal de que a semente da vocação germinava silenciosamente.

Muitas vezes acreditamos que o chamado vem na forma de uma grande luz que nos faz cair de joelhos, diante da vontade do Altíssimo. Convém a(o) catequista estimular os seus alunos a que saibam discernir os sinais de Deus, ouvir a sua voz, que se revela muitas vezes em pequenos fatos, a exemplo de Santa Clara de Assis. Importante também incentivar a que rezem a fim de conhecer a vontade de Deus a respeito de si.

3) Fuga de casa e consagração a Deus

Fugir de casa não é algo que se deva incentivar. Mas toda história deve ser compreendida segundo o seu contexto, do contrário, corre-se o risco de interpretá-la erroneamente. Estamos falando da Idade Média, época em que as atitudes de radicalidade eram mais comuns do que se pode imaginar. De qualquer forma, Clara era maior de idade e estava movida pelo Espírito Santo. Ela conhecia bem a advertência de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim, não é digno de mim. Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim” (Mt 10, 37,38).

Portanto a fuga dela nada tem de semelhante à atitude do filho rebelde, que desobedece os pais para agir desonestamente, pecando contra o 4º Mandamento: “Honrar pai e mãe”.

Ela honrou sumamente a Nosso Senhor, tomando a sua cruz e seguindo o Divino Mestre.

4) Em vida vê-se os sinais de sua santidade

Clara abraçou a vocação com amor e fidelidade, atraindo para si outras jovens que se uniram a ela para formar o ramo feminino da ordem franciscana. Toda história do franciscanismo está permeada do agradável perfume da inocência de Francisco e Clara de Assis. O livro “I Fioretti” traz inúmeros fatos do início da ordem do Poverello de Assis: milagres, casos pitorescos e muito exemplo de virtude e santidade.

Santa Clara mostrou seu amor à vocação quando despojou-se de sua nobreza e riqueza para fazer-se pobre como Cristo em sua passagem terrena. Foi mestra, mãe e guia de suas filhas e irmãs espirituais, mostrando santa coragem quando enfrentou os muçulmanos para defendê-las, e especial bondade na multiplicação dos pães que lhes serviram de alimento.

Ela é um exemplo fenomenal de cumprimento da vontade de Deus e de alcance da felicidade terrena, através da santidade pela imitação de Cristo pobre, despojado de honras, riquezas e toda sorte de vaidade. Que ela nos abençoe e interceda por nós!

Vocabulário:

Discernir: Conhecer distintamente; perceber claro por qualquer dos sentidos; apreciar; distinguir; discriminar.

Poverello: Pobrezinho em italiano, como era chamado São Francisco de Assis.

I Fioretti: Significa “florezinhas”, histórias e estórias escritas em italiano arcaico, do século XIV, a respeito da vida de São Francisco e dos primórdios da sua ordem.

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