Medalha Milagrosa

São João Batista

1) Precursor de Cristo

Deus, para salvar a humanidade pecadora, tinha que enviar seu Filho Jesus Cristo para a remissão dos pecados. Ele idealizou sua própria família, criando Nossa Senhora, como sua Mãe Santíssima, e São José, como seu pai adotivo. No entanto, Deus também quis criar outras pessoas que anunciassem a vinda de seu Filho. Por quê? Porque a Encarnação do Verbo de Deus é um dos principais mistérios de nossa fé. E se Cristo não fosse anunciado, talvez toda a pregação de Nosso Senhor não tivesse todo o esplendor que teve. Foi justamente para essa missão que Deus criou São João Batista. É bom o catequista colocar em relevo o papel da vocação, pois Deus tem um chamado especial para cada um: seja para uma vida religiosa; ou para exercer uma profissão especial para o bem dos outros; também enquanto um pai ou uma mãe de família. O importante é saber responder a esta missão que Deus nos confia.

É importante ressaltar também que a visita de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel tinha como objetivo não só ajudá-la, mas santificar a criança que nasceria. Maria Santíssima, que já havia concebido o Menino Jesus, era a escolhida entre todas para ser Mãe de Deus e Mãe da Graça. A primeira pessoa que Ela quis santificar, com as graças que Deus lhe deu, foi justamente o pequeno João. Neste ponto é interessante o catequista destacar como Nossa Senhora quer ajudar e santificar a cada um de seus filhos, mas é necessário rezar para “ouvir” a sua voz, como João ouviu, mesmo antes de nascer. 

2) Vida de penitência

Podem espantar, no mundo atual, as penitências de São João Batista. Ele vivia num deserto, sozinho, vestindo-se com pele de camelo e comendo mel silvestre e gafanhotos... Por que esta penitência? Por que, ao invés disso, ele não preferiu passar sua juventude com Jesus, que era seu parente? É que se ele ficasse com Jesus, as pessoas pensariam que sua pregação já estava combinada para glorificar seu parente. Ademais, ninguém tinha coragem de fazer aquelas penitências, viver longe das pessoas, sofrendo no meio do deserto. Mas foi justamente por isso que ele começou a atrair muitas pessoas, pois viam nele um verdadeiro santo. É bom ensinar as crianças que nem tudo aquilo que é mostrado como moda, nos dias de hoje, é o mais correto de se praticar, sobretudo, se forem pecados contra os mandamentos de Deus. Por isso, o catequista pode dizer que nós, católicos, sempre devemos dar bom exemplo às pessoas, da mesma forma como fazia São João Batista com suas penitências. O nosso bom exemplo não necessita que nos vistamos com pele de camelo nem comamos gafanhotos, mas pratiquemos os mandamentos de Deus. 

3) A vontade de Deus

A principal virtude de São João Batista foi a virtude da restituição. Quando Deus dá uma qualidade a alguma pessoa, Ele quer que essa qualidade seja utilizada para o bem, nunca para o mal. No entanto, hoje em dia, como é comum ver pessoas que usam, por exemplo, sua beleza para a vaidade, ou sua força para agredir os outros, alguns utilizam sua inteligência só para ganhar dinheiro e assim por diante...

A virtude da restituição é aquela pela qual a pessoa reconhece que as qualidades que tem não são suas, pois foram dadas por Deus para praticar o bem. Este é o primeiro ensinamento que o catequista pode transmitir: São João Batista tinha muitas qualidades; ele foi anunciado pelos profetas, um anjo prometeu seu nascimento, Nossa Senhora o santificou, ele era forte o bastante para viver no deserto, batizou o próprio Jesus Cristo, quantas coisas maravilhosas ele fez! No entanto, ele não era orgulhoso, sabia que sua missão era anunciar Nosso Senhor e, por isso, não queria aparecer.

Uma multidão seguiu São João para ser batizada, mas quando Jesus também começou a batizar, ele percebeu que devia se retirar para Nosso Senhor aparecer. Esta é outra qualidade dele: não era invejoso. Hoje em dia, é muito comum que pessoas e meios de comunicação incentivem os jovens à competitividade e a disputa para ver quem é melhor ou quem consegue mais coisas nesta vida. Por causa disso, também é comum que os jovens cresçam com a ideia de que devem ser mais do que os outros, a qualquer custo; e isso gera o terrível vício da inveja. São João Batista não teve inveja de Jesus Cristo; pelo contrário, enviava seus próprios discípulos para seguirem Jesus.

Um dos melhores princípios que os catequistas podem tirar desta história é mostrar que cada pessoa recebe qualidades diferentes, e cada uma deve se alegrar com suas próprias qualidades, sem invejar a dos outros. A vontade de Deus para cada pessoa é diferente e deve ser respeitada.

Vocabulário:

Precursor: É aquele que vai adiante. No caso de João Batista, é aquele que prepara o caminho para o que vem em seguida, Jesus Cristo.

Cristo: Cristo é uma palavra grega que significa Ungido, que tem como equivalente, no hebraico, a palavra Messias.

Templo: É o famoso Templo de Jerusalém. Nessa época, o templo construído por Salomão já havia sido destruído e foi reconstruído após o povo de Israel ser libertado do cativeiro da Babilônia.

Judeia: As montanhas da Judeia constituem a região onde nasceu São João Batista, provavelmente na cidade de Ain-Karim, e o deserto da Judeia é onde ele realizou sua pregação. Na época do filho de Salomão, chamado Roboão, houve uma divisão do Reino de Israel em duas partes. A parte do norte continuou com o nome de Israel e a parte do sul passou a chamar-se Judá, por causa da tribo de Judá. Portanto, a Judeia é a região sul do país.

 

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