Medalha Milagrosa

Papa recorda mártir da fé romeno

Cidade do Vaticano, 18 mai 2014 (RV) – Antes de se despedir neste domingo dos fiéis reunidos na Praça São Pedro para o Regina Coeli, o Papa Francisco recordou que ontem, sábado em Iasi, na Romênia, foi beatificado Bispo Anton Durcovici, mártir da fé. Pastor zeloso e corajoso, foi perseguido pelo regime comunista da Romênia e morreu na prisão em 1951 de fome e sede. Junto com os fiéis de Iasi e de toda a Romênia demos graças a Deus, disse o Papa.

O Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, foi o Representante do Papa Francisco, na celebração Eucarística de Beatificação de Anton Durcovic.

Durcovic nasceu em Altenburg, Áustria, em 17 de maio de 1888, e morreu em 10 de dezembro de 1951, no cárcere de Sighet. Anton passou por dois anos de incríveis sofrimentos, em um lager da Moldávia, durante a primeira Guerra mundial, por ser natural da Áustria.

No cristão não pode haver espaço para a vingança nem para o ódio aos inimigos, mas só o perdão. Esta é a mensagem que brota da vida do Bispo romeno Anton Durcovici, recordou o Cardeal Ângelo Amato presidindo ao rito de beatificação. O Pontífice – frisou o purpurado – na sua carta apostólica define o novo beato “pastor zeloso, apóstolo da adoração eucarística e testemunha heróica da comunhão com a sé de Pedro”.

Com a beatificação do bispo Anton Durcovici “acendeu-se outra estrela no firmamento dos mártires de Cristo”. A Igreja Católica, disse o purpurado, “desde o início, foi uma igreja de mártires. O martírio constitui o selo supremo do amor e da fidelidade dos batizados a Cristo e à sua palavra de verdade e de vida”.

Durante a barbárie desumana na qual a Europa precipitou no século passado, a Igreja “sofreu ferozes perseguições em todo o continente, de Norte a Sul, de Leste a Oeste”. “Infelizmente, foram, sobretudo cruéis os regimes totalitários, com as suas monstruosas ideologias de ódio, opressão e morte”, a ponto que a Europa “se tornou um fosso infernal para milhões de pessoas, que perderam os seus entes queridos, os seus bens, a sua dignidade e muitas vezes a sua vida”. Também a Igreja católica romena foi perseguida e “os seus filhos contrastaram a força brutal do tirano unicamente com as armas da sua inocência e da sua firmeza na fé”.

Com efeito, “inermes suportaram todas as espécies de tormentos, vencendo o monstro do mal com o perdão e retribuindo o ódio com o amor”. É esta, acrescentou o purpurado, “a auréola maravilhosa do nosso beato, que se junta aos outros numerosos bispos, sacerdotes e leigos romenos que a Igreja já elevou às honras dos altares”. Dom Durcovici, disse, subiu como Jesus ao Calvário “para aí ser crucificado e depois acolhido pelo Ressuscitado na alegria eterna da Jerusalém celeste”. (SP)

Rádio Vaticano

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