Medalha Milagrosa

Mais de 3 milhões de estudantes espanhóis recebem ensino religioso católico

Madri - Espanha (Quinta-feira, 13-03-2014, Gaudium Press) Dos cerca de 5.385.601 estudantes espanhóis 3.501.555 recebem atualmente instrução religiosa católica, ou seja, 65%. Os dados foram apresentados esta semana pela Comissão Episcopal de Educação e Catequese da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), que divulgou seu relatório anual sobre o número de alunos que recebem educação católica nas instituições educativas, não só católicas, mas de caráter civil e estatal.

Foto: Gaudium Press

De acordo com dados coletados em 61 Dioceses das 69 existentes no país europeu, e em relação às cifras do ano anterior, o número de alunos que recebem formação religiosa moral subiu 1,5% nas escolas católicas, e 1,6% nos de titularidade civil, enquanto os centros estatais caíram 1,8%. No geral, o número de estudantes que cursam religião católica caiu 1,7% em comparação com o ano passado.

Para a Comissão Episcopal de Educação e Catequese "esta diminuição do número de alunos que escolhem o ensino religioso católico se deve, entre outras razões, às dificuldades e obstáculos de ordem social, legislativa e administrativa que são colocados à educação religiosa".

"Olhando para o futuro -continua a Comissão- devemos dizer que a LOMCE -Lei Orgânica para a Melhoria da Qualidade do Ensino- melhora a situação do ensino religioso escolar nas etapas de ensino primário e secundário. Entretanto, sua regulação não garante a oferta obrigatória da matéria por parte dos centros nem, consequentemente, que os pais e, em alguns casos, os alunos possam optar por ele."

Neste sentido, a Comissão considera que "na escola não se garante de maneira suficiente e adequada o Direito dos pais para que seus filhos recebam a formação religiosa moral que desejam".

É por isso que a Comissão Episcopal de Educação e Catequese reitera o seu pedido para que a educação religiosa, como um direito fundamental dos pais e alunos, "seja um assunto comparável aos fundamentais, de oferta obrigatória para as escolas e voluntária para os alunos, e que o fato de receber ou não esse ensinamento não suponha discriminação acadêmica alguma na atividade escolar". (GPE/EPC)

Gaudium Press 

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