Medalha Milagrosa

“Anunciar o Evangelho equivale a mudar de vida”, afirma o arcebispo

Dom Orlando Brandes

Londrina, 15 out 2013 (Gaudium Press) Intitulado "Igreja e Nova Evangelização", o mais recente artigo de dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina, no Paraná, afirma que a nova evangelização apresenta-se como um projeto pastoral que comprometerá a Igreja nos próximos decênios. Para o prelado, é urgente que antes do "fazer" se possa reencontrar o fundamento do nosso "ser" cristãos.

"A Nova Evangelização não seja vivida como uma solução para um momento de crise, mas, como a missão constante da Igreja. Deve-se conjugar exigência de novidade, com a riqueza das tradições eclesiais e culturais", ressalta o arcebispo.

De acordo com ele, a unidade de um projeto pastoral não equivale à uniformidade de realização, mas indica antes a exigência de uma linguagem comum e de sinais que fazem emergir mais o caminho de toda a Igreja do que a originalidade de uma experiência particular. Dom Orlando avalia que hoje nos é pedido viver de modo extraordinário, nossa vida eclesial ordinária.

"Devemos saber apresentar a novidade que Jesus Cristo e a Igreja representam na vida das pessoas. O homem de hoje, porém já não sente ausência de Deus como uma falta para a própria vida. Percebemos uma ignorância dos conteúdos básicos da fé conjugada com uma forma de presunção sem precedentes."

Ainda segundo o prelado, anunciar o Evangelho equivale a mudar de vida; mas o homem de hoje parece estar ligado a um tipo de vida do qual se sente dono porque decide quando, como e quem deve nascer ou morrer. Dom Orlando explica que as nossas comunidades talvez já não apresentem as características que permitem que nos reconheçamos portadores de uma boa notícia que transforma.

"As comunidades eclesiais mostram-se cansadas, repetidoras de formulas obsoletas que não comunicam a alegria do encontro com Cristo e estão incertas acerca do caminho que deve ser empreendido. Fechamo-nos em nós mesmos, mostramos uma auto-suficiência que impede que nos aproximemos como uma comunidade viva e fecunda que gera vocações. Burocratizamos a vida de fé e sacramental", completa.

Por fim, o arcebispo de Londrina salienta que não sabemos que ser batizados equivale a ser evangelizados, pois incapazes de ser propositivos do Evangelho, tíbios na certeza da verdade que salva, e cautos no falar nos sentimos estranhos no nosso modo de falar, perdemos credibilidade e arriscamos a tornar vão o Pentecostes.

"Neste momento não nos serve as saudades dos tempos passados nem a utopia para perseguir sonhos. Precisamos de uma análise lúcida que não esconde as dificuldades nem sequer o grande entusiasmo de todas as experiências que permitiram nestes anos realizar a Nova Evangelização", conclui dom Orlando.

Gaudium Press

Gostou desta página? Então comente e participe da nossa família! Se ainda não é usuário, basta se cadastrar. É simples, rápido e gratuito! Se já é usuário, basta fazer seu login.