Medalha Milagrosa

Vaticano: Diplomata assume Secretaria de Estado

Foto: Agência Ecclesia

Cidade do Vaticano, 14 out 2013 (Ecclesia) – O arcebispo italiano Pietro Parolin, de 58 anos, vai assumir esta terça-feira o cargo de secretário de Estado do Vaticano, para o qual foi nomeado pelo Papa Francisco, a 31 de agosto.

O novo secretário, ligado à diplomacia da Santa Sé, substitui no cargo o cardeal Tarcisio Bertone, escolhido por Bento XVI em setembro de 2006 para ser seu secretário de Estado.

O arcebispo italiano é o mais novo a ocupar o cargo desde Eugenio Pacelli, o Papa Pio XII, que foi secretário de Estado entre 1930 e 1939.

D. Pietro Parolin era núncio apostólico (embaixador da Santa Sé) na Venezuela desde 2009, onde foi reconhecida a sua capacidade diplomática para dialogar com o governo de Caracas, junto dos presidentes Hugo Chávez e Nicolás Maduro.

O presidente da Conferência Episcopal Venezuelana, D. Diego Padrón, disse no encontro de despedida que o novo secretário de Estado do Papa soube exercer o seu ministério "sem confusões, em campos tão diferentes como a relação com o Governo e a proximidade pastoral com o povo".

Antes desta missão, o arcebispo italiano tinha passado sete anos no Vaticano como subsecretário para as relações com os Estados, uma espécie de vice-ministro dos Negócios Estrangeiros.

Nestas funções, assumiu os dossiês das negociações com o Vietname e Israel, para além dos contactos com a China, tendo sido ordenado bispo por Bento XVI em setembro de 2009.

Douturado em Direito Canónico, o novo secretário de Estado entrou no serviço diplomático da Santa Sé a 1 de julho de 1986, tendo trabalhado na Nunciatura Apostólica da Nigéria e do México.

Em entrevista ao jornal Venezuelano ‘Diário Católico’, D. Pietro Parolin afirmou que a diplomacia da Santa Sé é respeitada por procurar a paz “para lá dos interesses nacionais” e que este esforço é “a sua razão de ser”.

“É preciso reinventar a forma de presença, mas o objetivo é sempre o mesmo”, explicou.

O prelado disse que o Papa tem transmitido “uma grande preocupação da Santa Sé pela paz no mundo” e confessou que não pretende “a diplomacia das grandes manchetes, mas sim uma diplomacia que seja efetiva”.

Esta terça-feira, Francisco vai receber em audiência toda a Cúria Romana, onde irá agradecer publicamente “o fiel e generoso serviço prestado à Santa Sé” pelo cardeal Bertone apresentando D. Pietro Parolin e os seus colaboradores.

D. Tarcisio Bertone vai continuar a presidir à comissão cardinalícia que superintende o Instituto para as Obras Religiosas (o chamado 'Banco do Vaticano') e é o cardeal camerlengo, a quem compete, entre outras funções, a presidência do período de Sé Vacante.

O cardeal Bertone, de 78 anos, tinha sido o braço direito do então cardeal Joseph Ratzinger, o Papa emérito Bento XVI, entre 1995 e 2002, na Congregação para a Doutrina da Fé, tendo sido criado cardeal pelo Papa João Paulo II, no consistório de 21 de outubro de 2003; foi o responsável escolhido por Karol Wojtyla para dirigir a publicação da terceira parte do segredo de Fátima.

Foi na Cova da Iria, este sábado e domingo, que o secretário de Estado cessante presidiu aos últimos atos públicos no cargo, na peregrinação internacional aniversária de outubro.

“Irmãos e amigos, posso assegurar-vos que os meus momentos de maior felicidade e vida plena foram aqueles em que procurei verdadeiramente fazer viver em mim Deus e a sua vontade”, declarou, na homilia da missa da vigília.

PR/LS/OC

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