Medalha Milagrosa

Papa encontra-se com refugiados em Roma

Foto: CNBB

“Cada um de vós, queridos amigos, traz uma história de vida que nos fala dos dramas das guerras, dos conflitos, muitas vezes ligados às políticas internacionais. Porém, cada um de vós é portador de uma riqueza, sobretudo, uma riqueza humana e religiosa que deve ser acolhida e não temida”, disse o papa Francisco aos refugiados que estavam no Centro Astalli, instituição dos Jesuítas para os refugiados. Aproximadamente quinhentas pessoas participaram deste encontro com o papa, ocorrido ontem, dia 11, inclusive colaborares da instituição.

“Muitos de vocês são muçulmanos, de outras religiões, vindos de diferentes países e situações diversas. Não devemos ter medo das diferenças. A fraternidade nos faz descobrir que são um tesouro, um presente para todos”, afirmou o pontífice em seu discurso.

Francisco ressaltou ainda a importância do trabalho dos Jesuítas e sintetizou em três palavras o programa de trabalho desses religiosos: servir, acompanhar, defender. “Servir significa acolher a pessoa que chega e estender-lhe as mãos, sem medidas, sem medo... trabalhar ao lado dos mais necessitados. (...) Acompanhar não é só acolhida. Não basta dar o pão, se não vai acompanhado de oportunidade de aprender a caminhar com os próprios pés”, explicou.

Disse que defender significa “tomar partido pelos mais necessitados”. Para o papa a recepção dos pobres e a promoção da justiça não devem ser confiadas somente a especialistas, mas ter uma atenção de toda a pastoral, da formação dos futuros sacerdotes e religiosos, do compromisso normal de todas as paróquias, movimentos e agregações eclesiais.

Por fim, lembrou aos religiosos e religiosas, que os conventos vazios não servem à Igreja para transformar-lhes em albergues e ganhar algum dinheiro. “Os conventos vazios não são nossos, são para a carne de Cisto que são os refugiados. O Senhor chama a viver com generosidade e coragem a acolhida nos conventos vazios. Certamente que não é algo simples. Devem existir critérios, responsabilidade, mas é necessário também coragem”, acrescentou.

CNBB

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