Medalha Milagrosa

Francisco: sair de nós mesmos para manifestar o amor de Deus

Cidade do Vaticano, 23 ago 2013 (RV) - Nesta sexta-feira o Papa eleva, num tuíte, a seguinte oração: "Senhor, ensinai-nos a sair de nós mesmos. Ensinai-nos a sair pelas estradas para manifestar o vosso amor". O sair de nós mesmos é um tema muito querido pelo Santo Padre. "Entrar sempre mais na lógica de Deus" significa sair de si mesmos: foi o que disse Francisco desde a sua primeira audiência geral. É a lógica do Evangelho, a lógica do amor.

"Sair de si mesmos, de um modo de viver a fé cansado e habitual, da tentação de fechar-se nos próprios esquemas que acabam por fechar o horizonte da ação criativa de Deus. Deus saiu de si mesmo para vir ao nosso meio, montou a sua tenda entre nós para trazer-nos a sua misericórdia que salva e dá esperança. Também nós, se quisermos segui-lo e permanecer com Ele, não devemos contentar-nos em permanecer no recinto das noventa e nove ovelhas, devemos 'sair', buscar com Ele a ovelha perdida, aquela mais distante. Recordem-se bem: sair de nós, como Jesus, como Deus saiu de si mesmo em Jesus e Jesus saiu de si mesmo para todos." (Audiência Geral, 27 de março de 2013)

O Papa fala de um dúplice êxodo: amar Deus, mediante as chagas de Jesus; e amar o próximo, mediante as chagas dos mais sofredores:

"Se não conseguirmos sair de nós mesmos ao encontro do irmão necessitado, do doente, do ignorante, do pobre, do explorado, se não conseguirmos fazer essa saída de nós mesmos em direção a essas chagas, jamais aprenderemos a liberdade que nos leva à outra saída de nós mesmos, rumo às chagas de Jesus. Há duas saídas de nós mesmos: uma rumo a Jesus, a outra rumo às chagas dos nossos irmãos e irmãs." (Homilia na Casa Santa Marta, no Vaticano, 11 de maio de 2013)

É necessário abrir as portas das nossas Igrejas – explica o Santo Padre – e "sair ao encontro dos outros, fazer-nos próximos para levar a luz e a alegria da nossa fé". E fazer isso "com amor e com a ternura de Deus, no respeito e na paciência, sabendo que nós colocamos as nossas mãos, os nossos pés, o nosso coração, mas que é Deus que os guia e os torna fecundos em cada estação". E foi justamente a vocação a "sair de si mesmo" que impeliu o jovem Bergoglio a tornar-se Jesuíta, como confessou ele mesmo aos estudantes das Escolas da Companhia de Jesus:

"O que me deu tanta força para tornar-me Jesuíta foi a missionariedade: ir para fora, sair para as missões e anunciar Jesus Cristo. Creio que isso é próprio da nossa espiritualidade: ir para fora, sair, sair sempre para anunciar Jesus Cristo, e não ficar de certo modo fechados em nossas estruturas, muitas vezes estruturas caducas. Foi isso que me impeliu." (Discurso às Escolas dos Jesuítas, 7 de junho de 2013) (RL)

Rádio Vaticano

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