Medalha Milagrosa

Conclave: Bênção «urbi et orbi» é primeiro ato público do novo Papa

Cidade do Vaticano, 11 mar (Ecclesia) - A bênção ‘urbi et orbi’ (à cidade [de Roma] e ao mundo), desde a varanda central da Basílica de São Pedro, é o primeiro ato público previsto para o novo Papa, após o anúncio da sua eleição.

O eleito pelos cardeais no Conclave que se vai iniciar esta terça-feira vai surgir perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro depois de o fumo branco ter saído pela chaminé da Capela Sistina, revelando o sucesso da eleição, e do repicar dos sinos que confirma este sinal.

O anúncio oficial, em latim, é feito pelo cardeal protodiácono, D. Jean-Louis Tauran: ‘Annuntio vobis gaudium magnum; habemus Papam: Emminentissimum ac Reverendissimum Dominum, Dominum ..., Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem..., qui sibi nomen imposuit ... (Anuncio-vos uma grande alegria, temos Papa: o eminentíssimo e reverendíssimo senhor ..., cardeal da Santa Igreja Romana..., que escolheu o nome ....)”.

Pouco depois, o próprio Papa, com as vestes pontifícias, aparecerá ao balcão da Basílica do Vaticano, para uma saudação e a bênção.

Segundo dados hoje publicados pela Rádio Vaticano, o tempo entre o surgimento do fumo (fumata, em italiano) branco e o momento em que o novo Papa é visto pela primeira vez ronda os 50 minutos.

Em 1958, aquando da eleição de João XXIII, o fumo branco surgiu pelas 17h08 de Roma (menos uma em Lisboa) e o Papa italiano saudou os fiéis após 55 minutos de espera; Paulo VI, em 1963, surgiu após 45 minutos; João Paulo I, em agosto de 1978, 55 minutos depois da ‘fumata’ branca; João Paulo II, em outubro do mesmo ano, 53 minutos depois.

No dia da eleição de Bento XVI, a 19 de abril de 2005, o fumo branco foi visto pelas 17h52 locais e os sinos começaram a tocar às 18h05, 40 minutos antes do anúncio do cardeal protodiácono Jorge Medina Estevez; o agora Papa emérito apareceu às 18h48 para se dirigir à multidão.

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse hoje em conferência de imprensa que o Conclave de 2013 tem uma novidade relativamente aos seus atos finais: após a eleição, há um momento de oração e o novo Papa vai “rezar em privado”, na Capela Paulina, antes de saudar os presentes na Praça de São Pedro.

A eleição implica uma maioria de dois terços dos votos: o candidato eleito é questionado pelo cardeal que preside ao ato eleitoral (D. Giovanni Battista Re, primeiro na ordem de precedência), em latim, para saber se aceita esta decisão (Acceptasne eletionem de te canonice factam in Summum Pontificem?) e qual o nome que vai escolher (Quo nomine vis vocari?).

O mestre das cerimónias litúrgicas é chamado, desempenhando funções de notário, e redige um documento de aceitação perante dois cerimoniários (assistentes) que entram e servem de testemunhas.

Este documento entrará em vigor imediatamente depois da sua publicação no jornal do Vaticano, 'L’Osservatore Romano', por determinação de Bento XVI.

Após a aceitação, o novo Papa vai até à chamada ‘sala das lágrimas’ (a sacristia da Capela Sistina), para vestir a batina branca (preparadas em três tamanhos) e as vestes próprias, regressando para ocupar o lugar de presidência.

Nesta altura é lida uma passagem do Evangelho ligada à figura do Papa, com uma breve oração, e os cardeais prestam homenagem e apresentam a sua obediência ao novo pontífice.

OC - Agência Ecclesia

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