Medalha Milagrosa

São José

1) Um príncipe da casa de Davi

Por trás daquele humilde carpinteiro, se escondia um príncipe herdeiro do trono de Davi. O fulgor do antigo reino que unia Galileia, Samaria e Judeia, foi se ofuscando por uma sucessão de reis que – com raras exceções – já não seguiam mais os Mandamentos, porque puseram de lado a religião do Deus verdadeiro.

A decadência levou ao fim dos reinos de Israel e Judá e ao domínio Romano. Muitos israelitas interpretavam equivocadamente o papel do Messias tão esperado: acreditavam tratar-se de um libertador, um novo Davi, que uniria as forças judaicas para derrotar os dominadores e restabelecer o seu reino. Porém bem outros eram os desígnios de Deus... O Messias não viria exclusivamente para o povo judeu, viria pregar a Boa Nova a todos os povos, conclamando-os à conversão, ao amor a Deus acima de todas as coisas e a próximo como a si mesmo. Veio nos libertar, sim, mas do cativeiro do pecado. Em uma palavra, veio nos trazer a salvação.

E o humilde carpinteiro José, totalmente desprovido de qualquer pretensão, foi chamado pelo Senhor a ser o pai adotivo d’Aquele que era o Esperado das Nações!

2) Provação de José

Não há um só mortal que, em determinado momento de sua vida, não seja alvo da provação. Assim como os anjos e nossos primeiros pais, Adão e Eva, foram provados, assim também se dá com todos os seres humanos. De uma forma peculiar para cada um, Deus nos prova, e é passando bem pela prova que alcançamos a salvação. Ao ver Maria Santíssima grávida, São José foi submetido a uma tremenda provação, pois sabia que Ela era a Santíssima Virgem. E o mais belo de tudo é que ele, em nenhum momento, teve o mais leve pensamento de desconfiança da pureza d’Ela. Sua fé não foi em nada abalada, não se revoltou, não lamuriou; até que o Anjo enviado por Deus lhe aparecesse em sonho para lhe explicar que Ela concebera do Espírito Santo, sofreu em respeitoso silêncio. A ele poderíamos dedicar o elogio que Santa Isabel fez à sua esposa, a Bem-aventurada Virgem Maria:

Bem-aventurado és Tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor Te foram ditas! (Lc 1, 45).

3) O nascimento do Menino Deus

As provações do varão de Deus não terminaram com a gravidez inesperada de Maria. Outras estavam por vir. Desejava ele que Maria Santíssima pudesse dar à luz a Jesus num local digno da majestade da Rainha do Céu e da Terra e do Rei dos reis. Afinal, a ele cabia esta missão, era o pai adotivo de Cristo e esposo da Santíssima Virgem. Porém, de forma totalmente surpreendente, Maria deu à luz ao Menino Deus numa humilde gruta. Conta uma antiga revelação particular que era naquela Gruta que Davi, em sua infância, se refugiava para brincar. Assim quis o Espírito Santo reforçar a ideia de que o Menino ali nascido era o Leão da Tribo de Judá, verdadeiro descendente da casa de Davi.

Aqui convém á (ao) catequista dizer uma palavra sobre as provações, indicando, como foi dito acima, que ninguém está dispensado delas, pelo contrário, elas são necessárias para se alcançar o Céu.

4) Contínua comunicação com os Anjos

As inúmeras vezes que os Anjos apareceram em sonhos a São José demonstram a sua intimidade para com esses seres puramente espirituais. Que honra e que maravilhosa forma de ser avisado por Deus! Essa realidade na vida de São José nos faz lembrar de nosso Anjo da Guarda, do quanto ele nos ama e deseja nos proteger, iluminando, guardando e nos conduzindo no bom caminho. Ainda que não nos apareça em sonhos, nosso Anjo da Guarda nos fala por nossa consciência, indicando o caminho mais reto a ser seguido.

Além de nosso Anjo da Guarda, podemos pedir o auxílio de outros Anjos, pois estes soldados celestiais formam a milícia do Senhor.

5) Submissão de Jesus a seu pai adotivo

Na vida de São José é belo ver a submissão a que lhe tinha Jesus. Difícil nos é compreender como é possível que a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, Deus feito homem, pudesse se submeter a uma criatura Sua. É o exemplo máximo de humildade! O que poderia um simples ser humano, por mais inteligente que fosse, ensinar ao seu Criador? Todas as perfeições de São José eram meros reflexos das perfeições divinas. No entanto, o menino Deus lhe obedecia como um filho bom e dócil deve obedecer a seu pai.

Vale a pena a (o) catequista desenvolver este ponto, refletindo com os alunos sobre quanto orgulho há da nossa parte quando não obedecemos a nossos pais. Como nos ensina o 4º mandamento, devemos obedecer a nossos pais em tudo que não é pecado. Quantos adolescentes ser tornam marginais, drogados, bandidos ou coisa pior por desobedecerem a seus pais. Por isso nos ordena o Senhor que honremos nossos pais.

6) Morte de São José

Porque teria São José morrido antes da vida pública de Jesus? Há uma bela teoria para este fato: para alguns, Deus chamou a si São José para que ele não presenciasse a dolorosa paixão a que foi submetido o seu Filho adotivo. Seria algo demasiado penoso para ele. Seja este ou não o motivo, o certo é que teve a morte que todo bom cristão gostaria de ter, assistido por Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua Mãe Santíssima.

Vocabulário:

Fulgor: Brilho, resplendor, lume.

Cativeiro: Lugar onde alguém está cativo.

Lamuriar: Lastimar.

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