Medalha Milagrosa

Igreja manifesta solidariedade às vítimas da tragédia em Santa Maria (RS)

O incêndio ocorrido em uma casa noturna da cidade de Santa Maria (RS) na madrugada deste domingo, 27 de janeiro, matou 231 pessoas e pelo menos 121 feridas, 80 delas em estado grave. O socorro às vítimas está sendo realizado em hospitais da cidade e também da capital, Porto Alegre.

Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, enviou mensagem ao arcebispo de Santa Maria, dom Hélio Adelar Rupert, recordando que os jovens cariocas realizaram uma vigília na Catedral em que rezaram pelos falecidos, familiares e amigos das vítimas. “Nossos corações estão abalados com essa grande tragédia (...) que ceifou a vida de inúmeros jovens dessa cidade, em especial, dos estudantes da Universidade Federal de Santa Maria”.

Já o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, pediu ao clero de sua Arquidiocese que celebrem missas em intenção das vítimas do incêndio. Em sua nota de pesar, expressou sua solidariedade e recordou que “a tristeza aumenta com a constatação de que a tragédia foi consequência de uma série de erros e omissões, certamente evitáveis, se tivessem sido observadas as normas de segurança prescritas”.

O bispo auxiliar de Porto Alegre, dom Jaime Spengler, que já atuou como referencial para a Juventude no Regional Sul 3 da CNBB, destinou mensagem aos familiares dos jovens falecidos. “Somos atingidos por sentimentos de dor e tristeza. Dor pela vida de tantos jovens; tristeza pelas famílias e amigos destes jovens. Por quê? Resta-nos neste instante o silêncio respeitoso; e, sobretudo, a prece solidária”.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (MG), também disse, por meio de nota, estar unido em oração neste momento. "Que Nossa Senhora da Piedade cubra com seu manto de amor os pais e familiares destes jovens, nesse momento de dor e sofrimento enchendo os corações de esperança e fé".

A Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB também emitiu Nota de solidariedade:

Ao nosso irmão Bispo Dom Hélio Adelar Rupert e à Igreja de Santa Maria (RS),

às famílias que choram os filhos mortos na tragédia,

aos jovens e às jovens que acreditam na vida e sonham com a felicidade.



Estamos todos atônitos! Sentimentos de dor e impotência se misturam e nos deixam confusos! Justamente no ano em que a Igreja do Brasil celebra a Juventude, como foco de suas atenções com diversos acontecimentos a seu favor, presenciamos esta tragédia.

Nós, que formamos a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, queremos dizer que estamos com vocês nesta hora em que tudo parece perder sentido e a realidade só nos mostra morte e sofrimento. Não temos palavras humanas de consolação; mas nossas convicções de fé devem encontrar espaço especial neste momento para continuar sustentando a caminhada. É o próprio Jesus quem nos diz: “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de meu Pai há muitas moradas [...] Vou preparar um lugar para vós [...] a fim de que onde eu estiver estejais também vós.” (Jo 14, 1-3).

Há poucas semanas a juventude de Santa Maria acolheu com entusiasmo e fé a Cruz da Jornada Mundial da Juventude: ninguém podia imaginar que pouco tempo depois vocês – e nós todos do Brasil! – estariam vivendo esta incompreensível experiência de dor. Sim, a morte é e permanece um mistério, sobretudo quando atinge os projetos e sonhos de tantos jovens, a quem a Igreja tem se dedicado com esmero.

Esforcemo-nos por colocar esta cruz na Cruz de Cristo, e vida nova surgirá, garantida por Aquele que não nos abandonou, principalmente no momento do mistério do sofrimento e da morte! E contemplemos aos pés daquela Sagrada Cruz a presença consoladora de sua Mãe, a Santa Maria! Não é para menos que o papa João Paulo II quis que o Ícone de Nossa Senhora acompanhasse a Cruz peregrina da Jornada Mundial da Juventude! Maria, que sabe a dor da perda de um filho, console todas as famílias que acabaram de perder seus filhos e filhas.

Rezamos por vocês e com vocês para poderem enfrentar e superar este momento. Que este acontecimento provoque, também, em toda sociedade e na Igreja um sério questionamento, se, realmente, estamos acreditando na juventude, apostando nela e defendendo sua vida. Projetos pastorais, políticas públicas, iniciativas populares necessitam estar mais voltadas às novas gerações. Proteger e defender a vida sempre, em qualquer lugar é testemunhar a fé: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá.” (Jo 11,25).

Comissão Episcopal Pastoral para Juventude – CNBB

Fonte e foto: CNBB

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