Medalha Milagrosa

Nota da diocese de Petrópolis sobre dois anos da tragédia de janeiro de 2011

A diocese de Petrópolis (RJ) divulgou uma nota, no dia 12 de janeiro de 2013, em solidariedade às vítimas das fortes chuvas que ocorreram há dois anos, na região serrana fluminense. Na nota, dom Gregório Paixão, bispo da diocese de Petrópolis (RJ), reafirma o compromisso da diocese em continuar atuando, através dos agentes de pastorais e lideranças católicas, junto aos poderes públicos, para que as famílias sejam atendidas, e que medidas de prevenção sejam tomadas para que novas tragédias sejam evitadas.

Leia a nota na íntegra:

Meus irmãos e minhas irmãs,

Neste dia 12 de janeiro de 2013, quando se completa dois anos da tragédia de 12 de janeiro de 2011, quero manifestar minha solidariedade a todas as pessoas vítimas das chuvas. Hoje, como Bispo Diocesano de Petrópolis, Teresópolis, Areal, São José do Vale do Rio Preto, Magé e Guapimirim, quero reafirmar o compromisso da Diocese em continuar atuando, através dos agentes de pastorais e lideranças católicas, junto aos poderes públicos, para que as famílias sejam atendidas, e que medidas de prevenção sejam tomadas para evitar novas tragédias.

Em janeiro de 2011 era bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador e acompanhei toda tragédia pela imprensa. Naquele momento, eu os irmãos nordestinos, nos colocamos em oração por todas as famílias da Região Serrana.

Neste momento, como Bispo Diocesano, e ainda tomando ciência dos trabalhos realizados pela Diocese ao longo deste período, quero ressaltar que chama atenção a solidariedade das pessoas. Sentimento que se mantém vivo em cada um até hoje e que nos estimula a continuar nosso trabalho, seguindo os ensinamentos de Cristo, através das pastorais sociais e do Projeto Presença Samaritana, que muito atuou em Teresópolis.

Se de um lado a solidariedade chama atenção, do outro, manifesto minha preocupação com as informações que chegam sobre a demora na construção de casas para as famílias atingidas pela chuva em janeiro de 2011. Seja qual for o motivo da demora, os problemas precisam ser superados e o poder público precisa garantir este direito às famílias, assim como toda infraestrutura básica para que voltem a viver com dignidade.

Nestes dois anos a Diocese teve um papel fundamental, no entanto, todo empenho dos sacerdotes, dos agentes pastorais, e do meu antecessor, Dom Filippo Santoro, e do Monsenhor Paulo Daher não foram suficientes para superar a burocracia e inércia do poder público. A partir das audiências públicas em 2011, promovidas pela Diocese, surgiu em Petrópolis o movimento Frente Pró Petrópolis.

Este movimento surgiu com o compromisso de discutir o planejamento da Cidade, com vistas à elaboração de uma política pública para retirada das famílias das áreas de risco e cobrar das autoridades o atendimento as famílias vítimas das chuvas. Por iniciativa da Diocese, com objetivo de atender as vítimas, principalmente em Teresópolis, foi criado o Projeto Presença Samaritana, que também atuou em São José do Vale do Rio Preto.

Retomo aqui as palavras do Santo Padre, Bento XVI, na audiência com o corpo diplomático, no Vaticano – “desde o seu início, a Igreja abraça todo o universo e, consequentemente, cada povo, cada cultura e tradição. Tal orientação não constitui uma ingerência na vida das diversas sociedades, mas serve para iluminar a reta consciência dos seus cidadãos e convidá-los a trabalhar pelo bem de cada pessoa e o progresso do gênero humano” – para afirmar a todos os irmãos e irmãs e aos poderes constituídos – Executivo e Legislativo – que a Diocese estará atuando, seguindo os ensinamentos de Jesus Cristo, na busca do bem comum e da vida digna para todo ser humano, imagem e semelhança de um Deus vivo e presente na história.

Dom Gregório Paixão
Bispo da Diocese de Petrópolis

Fonte e foto: CNBB

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