Medalha Milagrosa

Bento XVI e os circenses: ''Comunicar através da arte os valores do Evangelho''

Cidade do Vaticano, 01 dez (RV) – A Praça S. Pedro ganhou uma “decoração” especial este sábado: um carrossel e uma tenda de circo foram montados dentro da Praça para preanunciar o encontro de Bento XVI com os circenses.

O espetáculo começou cedo. Às nova da manhã, cerca de sete mil circenses participantes de um encontro promovido pelo Pontifício Conselho dos Migrantes e Itinerantes fizeram um cortejo do Castel Sant’Angelo até a Praça, que contou ainda com a presença de 500 membros de bandas musicais, que deram ritmo à festa, mesmo sob chuva.

Momentos depois, já na Sala Paulo VI, palhaços, equilibristas, malabaristas e acrobatas de vários países europeus e dos Estados Unidos se exibiram e deram seu testemunho diante de Bento XVI.

Após acariciar dois filhotes de leão, em seu discurso o Papa ressaltou a característica desta “grande família”, ou seja, comunicar através da arte. “A alegria dos espetáculos, a graça das coreografias, o ritmo da música constituem um caminho imediato de comunicação para colocar-se em diálogo com crianças e adultos, suscitando sentimento de serenidade, de alegria e de concórdia.”

Justamente a partir dessas características, continuou o Pontífice, o mundo do “espetáculo itinerante” é chamado a testemunhar os valores que fazem parte de sua tradição, como o amor pela família, o cuidado pela crianças e pelos idosos. Esta profissão requer renúncias e sacrifícios, responsabilidade e perseverança, coragem e generosidade: virtudes que a sociedade de hoje nem sempre aprecia, mas que contribuíram para formar inteiras gerações de circenses.

Bento XVI mencionou ainda os problemas relacionados a esta condição itinerante, como a instrução dos filhos, a busca de locais aptos para os espetáculos e a burocracia, que atinge principalmente os trabalhadores estrangeiros. “Faço votos de que as administrações públicas se empenhem para tutelar essa categoria”, auspiciou o Pontífice.

A seguir, Bento XVI recordou que a própria Igreja é peregrina, assim como o mundo circense, encorajando-os a oferecerem às jovens gerações, com os valores do Evangelho, a esperança e o encorajamento de que necessitam, evitando atitudes que impedem de colher a beleza da existência, como o pessimismo e o lucro a qualquer custo.

“Queridos artistas e agentes do espetáculo, repito o que afirmei no início do meu pontificado: ‘Não há nada mais belo do que ser alcançados, surpreendidos pelo Evangelho, por Cristo. Não há nada de mais belo do que conhecê-Lo e comunicar com os outros a Sua amizade. Só nesta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só nesta amizade experimentamos o que é belo e o que liberta’.”

(BF) - Rádio Vaticano

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