Medalha Milagrosa

Audiência Geral: Papa propõe a fé como antídoto contra o deserto espiritual que nos circunda

Cidade do Vaticano, 24 out (RV) – Milhares de fiéis e peregrinos compareceram esta quarta-feira na Praça S. Pedro para a Audiência Geral com o Santo Padre.

Em sua catequese, neste Ano da Fé, Bento XVI falou sobre o sentido da fé cristã neste nosso tempo, partindo de algumas perguntas: A fé ainda faz sentido num mundo em que ciência e técnica abriram horizontes até pouco tempo atrás imprensáveis? Que significa crer hoje?

Para o Papa, no nosso tempo, é necessária uma renovada educação à fé, que nasça de um verdadeiro encontro com Deus em Jesus Cristo. Hoje, afirma o Pontífice, cresce ao nosso redor um deserto espiritual.

A sensação, muitas vezes, é que o mundo não caminha em direção à construção de uma comunidade mais fraterna e mais pacífica. Não obstante a grandeza das descobertas científicas, parece que o homem não se tornou mais livre, mais humano. De outro lado, porém, cresce também o número dos que se sentem desorientados. “Necessitamos não somente do pão material, mas também de amor, de significado e de esperança, de um fundamento seguro, de um terreno sólido. É justamente isso que a fé nos doa: um entregar-se confiante a Deus, que dá uma certeza diferente, não menos sólida daquela que vem da ciência.”

A fé, continuou o Papa, não é um simples assenso intelectual do homem, é um ato com o qual me entrego livremente a um Deus que é Pai e me ama. A fé é dom de Deus, um dom sobrenatural, que requer, da nossa parte, a adesão de mente e de coração, como fez Maria. Este “sim” transforma a vida, nos abre o caminho rumo à plenitude de significado, a torna nova, rica de alegria e de esperança

Após a catequese em italiano, o Papa fez um resumo da mesma em várias línguas, entre as quais o português:

O nosso tempo exige cristãos fascinados por Cristo, que não se cansem de crescer na fé, por meio da familiaridade com a Sagrada Escritura e os Sacramentos. A fé não é apenas conhecimento e adesão a algumas verdades divinas; mas também um ato da vontade, pelo qual me entrego livremente a Deus, que é Pai e me ama. Crer é confiar-se, com toda a liberdade e com alegria, ao desígnio providencial de Deus sobre a história, como fez Maria de Nazaré. Nós podemos crer em Deus, porque Ele vem ao nosso encontro e nos toca. Na base do nosso caminho de fé, está o Baptismo, pelo qual nos tornamos filhos de Deus em Cristo e marca a entrada na comunidade de fé, na Igreja. Não se crê sozinho, mas juntamente com os nossos irmãos. Depois do Baptismo, cada cristão é chamado a viver e assumir a profissão da fé, juntamente com seus irmãos. Concluindo, a fé é um assentimento, pelo qual a nossa mente e o nosso coração dizem «sim» a Deus, confessando que Jesus é o Senhor. E este «sim» transforma a vida, tornando-a rica de significado e esperança segura.

Uma cordial saudação para todos os peregrinos de língua portuguesa, com menção particular dos grupos de diversas paróquias e cidades do Brasil, que aqui vieram movidos pelo desejo de afirmar e consolidar a sua fé e adesão a Cristo: o Senhor vos encha de alegria e o seu Espírito ilumine as decisões da vossa vida para realizardes fielmente o projeto de Deus a vosso respeito. Acompanha-vos a minha oração e a minha Bênção.

(BF) - Rádio Vaticano

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