Medalha Milagrosa

História de Jó

1) Riqueza material e espiritual

A história de Jó nos é dada como exemplo de um homem que soube administrar a riqueza material, sem perder a espiritual. É frequente pessoas mais abastadas caírem na tentação do esquecimento de Deus, d’Aquele que é verdadeiramente o Senhor e Criador de todos os bens do universo.

Diz-se que a gratidão é a mais frágil das virtudes humanas. É verdade, quando as coisas vão bem para o homem, é comum ele esquecer-se da Fonte de toda felicidade. A gratidão e a fidelidade de Jó provocou a ira do Inimigo.

2) Da abundância à penúria

Jó viu repentinamente sua vida girar 360°. Sua riqueza desapareceu com o vendaval da fúria demoníaca. Perdeu gado, casas, servos, empregados, filhos e filhas... O infortúnio bateu à sua porta. Jó tomou a atitude perfeita, não se deixou abalar, não perdeu a confiança e o amor que tinha a Deus. Pelo contrário, ajoelhou-se e O adorou mais uma vez.

Neste ponto da história de Jó, vale muito a pena que o(a) catequista fale aos seus alunos sobre o papel da provação. É comum, no início da nossa vida espiritual, sermos muito consolados com graças sensíveis. Temos vontade de rezar, ir à igreja, ir à Missa, ficar o mais perto possível de Deus. No entanto, Deus nos prova, tirando-nos a sensibilidade da graça. Importante ter isso claro: Deus tira a sensibilidade da graças, contudo sem tirar-nos as graças. Não sentimos então a mesma vontade de rezar, de ir à igreja, à Missa, etc., mas Deus continua conosco, nos sustentado.

O essencial é não mudar nossa disposição em relação a Deus: devemos nos manter fervorosos, confiantes em Deus, aconteça o que acontecer.

3) Jó tem o corpo coberto de feridas

Podemos ser provados de duas formas: espiritualmente, como foi dito acima, ou materialmente. Jó, além de perder os seus bens, também perdeu sua saúde. Juntamente com a lepra, veio-lhe uma provação que o fazia achar que Deus o havia abandonado. Os amigos o acusaram de ter ofendido gravemente a Deus, e diziam que por isso estava sendo tão terrivelmente castigado.

Ele estava abatido pela provação, sentindo-se desconsolado. Foi quando Deus se manifestou por meio de uma tempestade. Jó tinha a alma aberta para as verdades divinas.

Neste ponto temos outra lição a tirar: nas horas de provação, não devemos nos esquecer do quanto Deus nos ama, do quanto ele nos quer; Lembremo-nos de que “Deus deu, Deus tirou; louvado seja Deus!”. Tudo se resolverá, o prêmio virá, ainda que seja na outra vida, afinal Nosso Senhor nos aguarda com uma grande recompensa: “E grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo” (Lc 6,35).

4) Deus devolve a riqueza a Jó

O sofrimento paciente de Jó foi recompensado. Deus restituiu-lhe a riqueza. Assim devemos ser nós na provação: pacientes. Saber esperar, como esperou Jó. Precisamos ser pacientes nas pequenas e nas grandes coisas. Nunca perder a confiança em Deus, acreditar que ele tudo vê e tudo provê, como disse Nosso Senhor a seus discípulos:

Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes?
Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam. Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo (Mt 6,25-33).

Vocabulário:

Repentinamente: De repente, de forma imprevista.

Infortúnio: Infelicidade, desventura, desgraça.

Ceifar: Abater com foice, cortar hastes, segar.

Côvado: Antiga medida de comprimento equivalente a três palmos ou 66 centímetros.

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