Medalha Milagrosa

Irmã Dulce

1) Família e infância

A influência da família da pequenina Maria Rita sobre a sua futura vocação mostra o quão bom é o exemplo dos pais e irmãos virtuosos na via da vocação e da santidade. O espírito de caridade da menina já existia em semente no pai, e o perfume da vida cristã estava impregnado em todo ambiente familiar, sobretudo na tia, que a levou para que conhecesse em que indigência viviam muitos pobres e miseráveis.

Restava a ela ser dócil ao chamado de Deus, que lhe pedia levar o amor herdado ao grau heroico da santidade. E sem dúvida alguma ela correspondeu ao chamamento do Senhor. O empenho magnânimo da irmã Dulce em prol dos mais necessitados não foi mera obra de um desvelo humanitário, mas teve a força impetuosa do sopro do Espírito Santo através da graça.

Este é um ponto que vale muito a pena ser explorado pela(o) catequista. A graça não destrói a natureza, mas a sublima, a aperfeiçoa e a eleva a um grau humanamente inatingível. A graça é um dom que nos eleva ao estado sobrenatural. Através dela passamos de meras criaturas a filhos adotivos de Deus. Através dela nos tornamos irmãos de Jesus Cristo e herdeiros da glória celeste. A(o) catequista deve falar da graça santificante que recebemos no batismo e das graças auxiliares que recebemos ao longo de nossa vida cristã.

2) Espírito de Obediência

O espírito de obediência é outra virtude que está presente em toda a vida da irmã Dulce. Obedece a tia quando diz que ela precisava se comportar como mocinha, obedece ao pai que deseja que ela termine os seus estudos. E obedece, sobretudo, a Deus quando atende o chamado de entrar para a vida religiosa. Ali, entre as outras freiras, desde noviça obedece a tudo quanto lhe mandam fazer, abraça os trabalhos que lhe ordenam que faça e se deixa guiar docilmente. À primeira vista, tantas atividades poderiam comprometer a obra de Deus reservada à irmãzinha. Mas Deus, que ama a obediência, maravilhosamente vai delineando para que tudo se constitua pouco a pouco.

3) Ação e Oração

Todo religioso dever sempre ser muito cuidadoso ao separar bem os momentos de atividade e de oração. Deve trabalhar muito, com afinco, porém nunca descuidar da vida contemplativa. Apesar de toda a sua dedicação pelos mais desfavorecidos, de tantas atividades, nossa irmãzinha nunca se descuidava de sua vida de oração, nunca deixava de recorrer à Providência Divina. Não é à toa que conseguiu levar sua obra tão longe!

4) Preocupação com a saúde física e mental

Irmã Dulce foi um espetacular exemplo de amor e de dedicação ao próximo. Imitando a Nosso Senhor, sacrificou-se o quanto pôde pelos irmãozinhos necessitados. Mas a sua vida não narra apenas a história de uma mulher preocupada com a saúde e o bem estar físico do pobre, ela preocupava-se também com a vida moral de quem estava ao seu cuidado. Por isso foi uma grande catequista em seu tempo. Bem sabia ela que de nada adiantaria cuidar dos males do corpo de um necessitado se não zelasse por extinguir os males da alma.

É preciso a(o) catequista deixar bem claro que Nosso Senhor é o modelo perfeitíssimo de evangelização. Ao mesmo tempo em que curava um cego, um paralítico, um coxo, etc., advertia o povo para a necessidade da prática da virtude. Assim fez o “Anjo Bom da Bahia” em sua passagem terrena. Amou verdadeiramente a Deus e ao próximo, alcançando a glória dos altares.

Vocabulário:

Impregnado: Embebido, ensopado, encharcado.

Impetuosa: Arrebatado, veemente, fogoso.

Delineando: Traçar as linhas gerais de um plano.

Afinco: Insistência, perseverança.

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