Medalha Milagrosa

Cuba: pesar do Papa pela morte de Payá

Havana, 25 jul (RV) - O Papa Bento XVI enviou um telegrama de pesar pela morte de Oswaldo Payá, líder do Movimento Cristão de Libertação.

Payá, de 60 anos, faleceu em 22 de julho num acidente automobilístico próximo de Bayamo (744 km de Havana), quando o veículo em que viajava com outros ativistas políticos perdeu o controle e bateu em uma árvore, segundo as autoridades. Com Payá, perdeu a vida também Harold Cepero Escalante, e outros dois ficaram feridos.

O telegrama do Papa é assinado pelo Substituto da Secretaria de Estado, Dom Angelo Becciu, e dirigido ao Arcebispo de Havana, Cardeal Jaime Lucas Ortega y Alamino. Bento XVI lamenta a perda “irreparável”, invocando a proteção de Nossa Senhora da Caridade do Cobre sobre a família do opositor. O Papa concede sua bênção apostólica, como sinal de fé e de esperança em Jesus Cristo, redentor do homem.

As exéquias foram celebradas esta terça-feira pelo Card. Ortega y Alamino na paróquia que Payá costuma frequentar, na presença de muitos representantes da hierarquia católica e de inúmeros fiéis e admiradores. Ele foi sepultado no Cemitério de Colón, sempre em Havana.

Em sua homilia, o Cardeal cubano destacou a fé cristã de Payá, sempre firme e constante, e uma clara vocação política “que não o distanciou da Igreja; pelo contrário, sempre buscava em sua fé inspiração para sua oposição política”.

“A aspiração em participar da vida política da nação é um direito e um dever do leigo cristão”, afirmou o Arcebispo de Havana, que recordou, todavia, que a hierarquia, os bispos e o clero não devem, em caso algum, fazer opção política partidária”.

Com a morte de Payá, a dissidência cubana perde uma de suas referências mais importantes e respeitadas dentro e fora da Ilha.

(BF) - Rádio Vaticano

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