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Bento XVI escreve sobre a infância de Jesus: reflexões acerca da Sagrada Família

Cidade do Vaticano, 14 jul (RV) - Bento XVI aproveitará seu período de repouso em Castel Gandolfo para escrever a terceira parte de seu livro "Jesus de Nazaré", dedicada aos Evangelhos da infância. Foi o que disse nesta quinta-feira o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, durante uma coletiva com jornalistas.

Aproveitamos para repercorrer algumas reflexões sobre a infância de Jesus, sobre a educação à oração recebida na Sagrada Família de Nazaré, feitas nestes anos por Bento XVI.

Foi numa gruta da pequena Belém, na terra da Judéia, que mais de dois mil anos atrás nasceu aquele Menino que mudou a história do mundo: Jesus. Bento XVI convida a deter-se sobre a cena do Natal.

De fato, as primeiras testemunhas deste evento, os Pastores, encontram diante de si não somente o Menino, mas também Maria e José. "Deus quis revelar-se nascendo numa família humana, e por isso a família humana tornou-se ícone de Deus!" – disse o Papa. A família como "ícone da Trindade para o amor interpessoal" é um dos temas estimados por Bento XVI:

"José cumpriu plenamente seu papel paterno, sob todos os aspectos. Seguramente educou Jesus à oração, junto com Maria. Ele, em particular, o terá levado consigo à sinagoga, aos ritos do sábado, bem como a Jerusalém para as grandes festas do povo de Israel."

"José, segundo a tradição judaica, terá conduzido a oração doméstica quer na cotidianidade – pela manhã, ao entardecer, nas refeições –, quer nas principais ocasiões religiosas. Assim, no ritmo dos dias transcorridos em Nazaré, entre a simples casa e a carpintaria de José, Jesus aprendeu a alternar oração e trabalho, e a oferecer a Deus também a fadiga para ganhar o pão necessário para a família." (Audiência Geral, 28 de dezembro de 2011)

E como a Sagrada Família de Nazaré, o Papa exorta as famílias a serem "Igreja doméstica", a rezarem em família. Outro episódio que o Papa repercorre é o da Apresentação de Jesus no Templo. Maria e José levam o Menino a Jerusalém. "Como toda família judaica observante da lei – disse o Papa –, os pais vão ao templo para consagrar a Deus o seu primogênito e oferecer sacrifícios", e a oferta deles será a oferta das famílias simples, ou seja, duas pombas.

Nas reflexões o Papa retorna, ainda, sobre a importância da educação à oração e à relação com Deus Pai:

"Podemos, então, imaginar que a vida na Sagrada Família foi ainda mais repleta de oração, porque do coração de Jesus garoto – e depois adolescente e jovem – jamais cessará de difundir-se e de refletir-se nos corações de Maria e de José esse sentido profundo da relação com Deus Pai." (Audiência Geral, 28 de dezembro de 2011)

(RL) - Rádio Vaticano

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