Medalha Milagrosa

Papa na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo: Igreja fundada na graça de Deus que vence as forças do mal

Cidade do Vaticano, 29 jun (RV) - A Igreja celebra em festa este 29 de junho, solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo – padroeiros de Roma, colunas da Igreja –, ocasião em que se celebra também o Dia do Papa.

Ressaltamos que a Igreja no Brasil comemorará no próximo domingo o Dia do Papa – Pastor universal da Igreja –, ocasião em que se faz também a coleta anual para a caridade do Papa (Óbolo de São Pedro).

Celebrando os padroeiros da cidade e da Diocese de Roma, Bento XVI presidiu na manhã desta sexta-feira a missa solene na Basílica de São Pedro, na qual – como todos os anos nesta data – impôs o pálio sagrado a 44 arcebispos metropolitanos nomeados nos últimos doze meses. O pálio é uma insígnia litúrgica, sinal distintivo da estreita união e fidelidade dos arcebispos ao Sucessor de Pedro.

Entre os 44 arcebispos que receberam o pálio, 7 são brasileiros:

Dom Wilson Tadeu Jonck S.C.I., de Florianópolis (SC).
Dom Jose Francisco Rezende Dias, de Niterói (RJ).
Dom Esmeraldo Barreto de Farias, de Porto Velho (RO).
Dom Airton Jose dos Santos, de Campinas (SP).
Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, de Teresina (PI).
Dom Paulo Mendes Peixoto, de Uberaba (MG).
E por fim, Dom Jaime Vieira Rocha, de Natal (RN).

Ademais, Dom Filippo Santoro, que foi bispo de Petrópolis (RJ) no Brasil e é atualmente arcebispo de Taranto – sul da Itália – também recebeu o pálio nesta cerimônia.

O Santo Padre iniciou a homilia cumprimentando os novos arcebispos metropolitanos dirigindo-lhes, de modo especial e afetuoso, a sua saudação, estendendo-a, em seguida, à delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla e ao Coro da Abadia de Westminster (Londres), dentre outros.

Em seguida, aludindo às duas imponentes estátuas dos Apóstolos Pedro e Paulo – colocadas à frente da Basílica de São Pedro –, afirmou que ambos representam todo o Evangelho de Cristo, destacando que a ligação deles "como irmãos na fé adquiriu um significado particular em Roma".

"Pedro e Paulo, apesar de ser humanamente bastante diferentes e não obstante os conflitos que não faltaram no seu mútuo relacionamento, realizaram um modo novo e autenticamente evangélico de ser irmãos, tornado possível precisamente pela graça do Evangelho de Cristo que neles operava."

"Só o seguimento de Cristo conduz a uma nova fraternidade: esta é, para cada um de nós, a primeira e fundamental mensagem da Solenidade de hoje, cuja importância se reflete também na busca da plena comunhão, à qual anseiam o Patriarca Ecumênico e o Bispo de Roma, bem como todos os cristãos."

Em seguida, referindo-se ao Evangelho do dia, em que Pedro faz a sua confissão de fé em Jesus, reconhecendo-o como Messias e Filho de Deus, e no qual o Senhor lhe revela a missão que pretende confiar-lhe, ou seja, a de ser a "pedra", a "rocha", o fundamento visível sobre o qual está construído todo o edifício espiritual da Igreja, o Papa perguntou-se "de que modo Pedro é a rocha? Como deve realizar esta prerrogativa, que naturalmente não recebeu para si mesmo?"

Comentando, ainda, a passagem do Evangelho de Mateus, Bento XVI observou que o reconhecimento da identidade de Jesus proferido por Simão Pedro não provém "das suas capacidades humanas, mas de uma revelação especial de Deus Pai".

Em seguida, evocando a passagem do Evangelho em que Pedro é duramente repreendido pelo Mestre por não querer aceitar a paixão predita por Jesus, o Santo Padre destacou que "o discípulo que, por dom de Deus, pode tornar-se uma rocha firme, surge aqui como ele é na sua fraqueza humana: uma pedra na estrada, uma pedra onde se pode tropeçar.

"Por aqui, se vê claramente a tensão que existe entre o dom que provém do Senhor e as capacidades humanas; e aparece de alguma forma antecipado, nesta cena de Jesus com Simão Pedro, o drama da história do próprio Papado, caracterizada precisamente pela presença conjunta destes dois elementos: graças à luz e força que provêm do Alto, o Papado constitui o fundamento da Igreja peregrina no tempo, mas, ao longo dos séculos assoma também a fraqueza dos homens, que só a abertura à ação de Deus pode transformar."

Bento XVI prosseguiu sua reflexão frisando a passagem do Evangelho em que sobressai, forte e clara, a promessa de Jesus de que "as portas do inferno", isto é, as forças do mal não prevalecerão sobre a Igreja.

Mais adiante, referindo-se ainda à Igreja, lembrou que "esta não é uma comunidade de seres perfeitos, mas de pecadores que se devem reconhecer necessitados do amor de Deus, necessitados de ser purificados através da Cruz de Jesus Cristo. Os ditos de Jesus sobre a autoridade de Pedro e dos Apóstolos deixam transparecer precisamente que o poder de Deus é o amor: o amor que irradia a sua luz a partir do Calvário."

Confiando a Igreja e seus pastores à Virgem Maria, o Papa concluiu dirigindo-se aos novos metropolitas:

"Amados Metropolitas, o pálio, que vos entreguei, recordar-vos-á sempre que estais constituídos no e para o grande mistério de comunhão que é a Igreja, edifício espiritual construído sobre Cristo como pedra angular e, na sua dimensão terrena e histórica, sobre a rocha de Pedro. Animados por esta certeza, sintamo-nos todos juntos colaboradores da verdade, que – como sabemos – é una e «sinfônica», exigindo de cada um de nós e das nossas comunidades o esforço contínuo de conversão ao único Senhor na graça de um único Espírito."

(RL) - Rádio Vaticano

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