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Suspeito de filtração de documentos privados do Vaticano é preso na Itália

Vaticano, 25 mai (ACI/EWTN Noticias) - O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, anunciou hoje que a delegacia vaticana (Gendarmerie) prendeu um suspeito da filtração de documentos privados do Vaticano aos quais a imprensa deu o nome de "Vatileaks".

Em declarações aos jornalistas, o sacerdote disse que "as investigações iniciadas pela Delegacia sob instruções recebidas pela comissão de Cardeais e sob a direção do Promotor de Justiça, identificaram uma pessoa em posse de documentos confidenciais".

"Esta pessoa, encontra-se agora à disposição da magistratura vaticana para ulteriores investigações", acrescentou.

O Vaticano ainda não fez público o nome do suspeito que permanece à disposição do Procurador de Justiça da Santa Sé, Nicola Picardi, mas o jornal italiano Il Foglio assinala que poderia tratar-se de um dos ajudantes da câmara pontifícia, o trabalhador italiano Paolo Gabriele.

Sobre os "Vatileaks", o grupo ACI conversou na quinta-feira 24 de maio com o presidente da comissão criada pelo Papa Bento XVI para este tema, o Cardeal espanhol Julián Herranz, de 82 anos de idade e Presidente Emérito do Pontifício Conselho para os textos legislativos.

Segundo o Cardeal, estas filtrações de documentos do Vaticano "confundem as almas e colaboram para formar uma imagem totalmente injusta da Igreja e da Santa Sé".

O Cardeal disse ademais que estão trabalhando na resolução do problema ao mesmo tempo que confiam plenamente na Divina Providência.

A comissão de cardeais que preside o Cardeal Herranz está integrada também pelo Prefeito Emérito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Josef Tomko, e o Arcebispo Emérito do Palermo (Itália), Dom Salvatore de Giorgi.

No último 19 de maio, o jornalista italiano Gianluigi Nuzzi publicou o livro "Sua Santidade, as cartas secretas de Bento XVI". A obra mostra sem autorização alguma, documentos reservados do Vaticano.

Horas depois de que livro começou a ser vendido e através de um comunicado oficial, a Santa Sé anunciou que a publicação "assume claramente o caráter de um ato criminoso" e em conseqüência empreenderá ações legais.

Fonte e foto: Acidigital/EWTN

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