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Cuba: Governo assegura respeito pelo Papa, mas sublinha independência do país

Havana, 24 mar (Ecclesia) - O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba disse esta sexta-feira que o país vai receber Bento XVI com “afeto” e escutar as suas palavras com “respeito”, antecipando a visita que começa na segunda-feira.

Bruno Rodríguez falava aos jornalistas, ao inaugurar o centro internacional de imprensa para a viagem papal, tendo comentado as declarações do Papa durante o voo que o levou de Roma ao México, nas quais Bento XVI defendeu que “a ideologia marxista, como foi concebida, já não responde à realidade”, pelo que é necessário “encontrar novos modelos”.

"Respeitamos todas as opiniões”, disse o líder da diplomacia cubana, afirmando que o país tem “convicções profundas” e está aberto à “troca de ideias”.

O responsável, citado pela página oficial da visita, destacou a “tenacidade” dos cubanos nas suas lutas pela soberania e a independência, antes de elogiar a existência na ilha de um projeto social caracterizado por uma “democracia genuína” e “constante aperfeiçoamento”.

Rodríguez destacou os pontos de coincidência entre o Governo cubano e a Santa Sé, como “a defesa da paz e a luta pela sobrevivência da espécie humana”.

Cuba, acrescentou, apoia a independência e a diversidade cultura, bem como uma ordem internacional “justa e equitativa”.

Sobre o cenário que Bento XVI vai encontrar na sua visita, que decorre entre segunda e quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano disse que o Papa vai encontrar um povo “capaz de resistir mais de meio século a um bloqueio imposto desde o exterior”, numa referência à política seguida dos Estados Unidos da América.

Rodríguez contestou ainda as tentativas de “manipular a viagem apostólica” que vai começar na província oriental de Santiago de Cuba, junto do santuário da Virgem da Caridade, padroeira do país, no ano em que se assinala o 400.º aniversário da descoberta desta imagem.

A viagem vai ser acompanhada por cerca de 800 jornalistas de 295 órgãos de comunicação de 33 países.

O programa do Papa inclui duas missas, em Santiago e Havana, bem como encontros com autoridades governamentais e religiosas.

OC - Agência Ecclesia

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