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''Meu irmão, o Papa'': novo livro traz novas relevações do irmão de Bento XVI

Cidade do Vaticano, 05 mar (RV) – Um novo livro revela como o irmão de Bento XVI, Georg Ratzinger, se sentiu "destruído" quando Joseph Ratzinger foi eleito Papa em abril de 2005.

"Honestamente, ele reagiu à notícia da eleição de seu irmão com uma mistura de decepção e tristeza", disse o escritor alemão Michael Hesemann ao EWTN Notícias em 29 de fevereiro.

Hesemann entrevistou em distintas ocasiões Monsenhor Ratzinger. Do resultado escreveu o livro "Meu irmão, o Papa", que começou a ser vendido no dia 1º de março.

Monsenhor Ratzinger, disse Hesemann, "sabia que seu irmão não era ambicioso" e "nunca teve a intenção de ser Papa". Depois da morte do Papa João Paulo II em 2005, estava esperando a aposentadoria iminente de seu irmão do posto de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

O Cardeal Ratzinger tinha planejado deixar Roma depois de 24 anos, para "passar mais tempo com seu irmão na Baviera, onde sua casa particular segue esperando por ele, para escrever livros e talvez passar mais tempo viajando juntos", disse Hesemann.

Mas o plano dos irmãos se viu frustrado na tarde de 19 de abril de 2005, quando o Sacro Colégio Cardinalício escolheu o Cardeal Joseph Ratzinger como Papa.

Esta decisão "destruiu todos os planos humanos e os substituiu por um divino", comentou Hesemann, e acrescentou que "como sempre com os planos divinos, foi difícil para os dois aceitá-lo".

Enquanto Bento XVI sentia como se uma "guilhotina" tivesse caído em cima, seu irmão Georg se sentia "destruído", comentou Hesemann.

"Durante horas, ele não usou o telefone e quase perdeu a ligação de seu irmão. Estava deprimido e não parou até que conseguiu chegar a conciliar a nova situação".

Sete anos mais tarde, Monsenhor Ratzinger aceitou a nova posição de seu irmão e também "os planos de Deus".

"O Papa tem um telefone especial reservado para as chamadas de seu irmão, que liga de vez em quando. Monsenhor Ratzinger visita Bento XVI umas quatro vezes ao ano por períodos de 10 dias".

Monsenhor Ratzinger "admite que não mudou muito em sua relação com seu irmão", além das coisas pelas quais seu irmão lhe pede orar. Essas intenções "mudaram e se fizeram mais globais ", explicou Hesemann.

Monsenhor Ratzinger é três anos mais velho que seu irmão Papa. Tinham uma irmã, Maria. Juntos, cresceram na Baviera rural onde seu pai, José, era oficial de polícia. Desde muito cedo, Georg mostrou talento musical e tocava o órgão na igreja local. Os dois irmãos foram ordenados sacerdotes no mesmo dia em 1951.

Georg virou diretor do coro de meninos "Regensburger Domspatzen", enquanto Joseph chegou a ser professor universitário e, mais tarde, Papa.

"Unidade na diversidade", como Hesemann descreve a relação entre os dois irmãos. "Sim, são muito diferentes", afirmou.

O mais velho dos Ratzinger, disse, é um "músico dotado" que "é menos tímido e mais social que seu irmão, um homem com um grande coração, amável com todos". Seu irmão "o grande teólogo, um intelectual tímido, que sempre desfrutou do tempo em reclusão, e que talvez seja a mente mais brilhante do mundo católico".

Entretanto, há "muito mais que os une", como sua "infância comum em uma amorosa, compassiva e piedosa família, sua educação na zona rural da Baviera, seu amor pela música e, acima de tudo, sua fé profunda, seu sacerdócio e seu serviço à Igreja".
Com os anos, suas vidas tomaram diferentes direções em países distintos, mas "o que sempre se manteve foi seu vínculo comum, o amor fraterno e o cuidado de um para com o outro", disse Hesemann. "Verdadeiros irmãos com um só coração e uma só alma, como dizemos na Alemanha", acrescenta.

(ACI/RB)

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