Medalha Milagrosa

Papa: ''No sofrimento, entregar-se a Deus''

Cidade do Vaticano, 08 fev (RV) - Em seu encontro semanal com os fiéis, o Papa hoje fez uma dissertação sobre os últimos momentos de Jesus na Cruz, assim como narrados nos Evangelhos em grego, com inclusões do hebraico e aramaico.

Segundo São Marcos e São Mateus, as seis horas de Jesus na cruz, sob os insultos dos céticos e a escuridão que cobriu toda a terra, terminam com o grito de sua súplica: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?”

Na audiência, realizada na Sala Paulo VI, o Papa explicou que ao clamar, Jesus usa as palavras do início do salmo 22, que expressam o sentimento de abandono e ao mesmo tempo, a certeza da presença de Deus em meio de nós. No momento do sofrimento e do abandono, Jesus está confiante da proximidade do Pai.

Ao assumir como seu este salmo do povo de Israel que sofre, Jesus carrega sobre si a aflição de todos os homens oprimidos pelo mal e os leva até o coração de Deus, com a certeza de que sua súplica será ouvida na ressurreição. Assim, no momento extremo, quando Deus parece ausente e há silêncio ao redor, Jesus reza, abandonando-se em suas mãos.

Bento XVI concluiu a catequese dizendo que “nós também, diante do ‘hoje’ do sofrimento, estamos diante do ‘hoje’ da Ressurreição!”.

Em português, assim resumiu o Papa o texto de sua reflexão:

“Queridos irmãos e irmãs,

Pregado na cruz, Jesus lança este grito: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?» No momento extremo da sua rejeição pelos homens, Ele reza, deixando transparecer tanto a solidão do seu coração como a certeza da presença do Pai, a quem reafirma plena adesão aos seus desígnios de salvação da humanidade. Mas, como é possível que Deus não intervenha para libertar o seu Filho desta prova terrível? É importante compreender que a oração de Jesus não é o grito de um desesperado, que se sente abandonado. Mas, ao rezar um salmo de Israel - as palavras referidas são o início do salmo 22, Jesus toma sobre Si o sofrimento do seu povo e de todos os homens oprimidos pelo mal e leva-o até ao próprio coração de Deus, seguro de que o seu grito será atendido na ressurreição. Enfim Jesus vive o seu sofrimento em comunhão connosco e por nós; é um sofrimento que brota do amor e, por isso, já contém em si a redenção, a vitória do amor”.

Enfim, o Pontífice dirigiu uma saudação aos brasileiros, de modo especial:

“Saúdo os fiéis da arquidiocese de Porto Alegre e restantes peregrinos de língua portuguesa. Sede bem-vindos! Com a sua ressurreição, Cristo abriu a estrada para além da morte; temos a estrada desimpedida até ao Céu. Que nada vos impeça de viver e crescer na amizade do Pai celeste, e testemunhar a todos a sua bondade e misericórdia! Sobre vós e vossas famílias, desça a sua Bênção generosa”.

Em italiano, o Papa cumprimentou os padres estigmatinos, que estão realizando seu capítulo em Roma, e dentre outros, os sacerdotes participantes do seminário sobre o ministério pastoral da direção de seminários, promovido pela Universidade da Santa Cruz, do Opus Dei.

E enfim, Bento XVI expressou sua proximidade com aqueles que foram atingidos pelo mau-tempo destes dias em toda a Europa e exortou à solidariedade e à generosidade no socorro às pessoas vítimas destes ‘trágicos eventos’. (CM)

Rádio Vaticano

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