Medalha Milagrosa

Os Juízes - Grandes homens enviados por Deus

JOSUÉ, GEDEÃO, SANSÃO

1) Entrada na Terra Prometida

Para atravessar o rio Jordão e entrar na Terra Prometida, Deus quis que os sacerdotes fossem à frente, levando a Arca da Aliança. A Arca simbolizava o que havia de mais sagrado entre o povo eleito. Levar a Arca da Aliança diante de todo o povo significava o mesmo que Deus indo à frente da multidão. O Senhor queria que os hebreus tivessem bem claro que Ele os libertou da escravidão do Egito e, agora, os fazia entrar na Terra Prometida. Deus nos ensina por esse trecho da Bíblia que quando fazemos algo, antes de qualquer coisa devemos colocá-Lo à frente. O mundo em que vivemos está muito materializado, esquecido de Deus. Em geral as pessoas vivem ocupadas com seus afazeres e se esquecem do Criador de todas as coisas. Quando colocamos Deus diante de nossas obras, Ele as abençoa de forma toda especial.

2) Caem as muralhas de Jericó

Aparentemente Josué e o povo eleito não tinham o que fazer diante da cidade de Jericó, protegida por altas muralhas. Mas a vontade de Deus era de que os israelitas tomassem a Terra Prometida das mãos daqueles povos pagãos, que praticavam coisas que desagradavam muito a Deus. Josué não se deixou abalar, cheio de confiança em Deus, acreditou que, mesmo sem armas e exército, haveria de conquistar Jericó e muitas outras cidades. Josué foi exemplo de confiança, perseverança e gratidão, pois quando reuniu todo o povo em Siquém, lembrou da Aliança que Deus fez com os homens e que todos deviam ser fiéis servidores do Senhor, cumprindo seus Mandamentos. Devemos imitar a fidelidade de Josué, lembrando-se da bondade de Deus para conosco, que enviou seu Filho, Jesus, para nossa salvação. Deus está pronto para nos socorrer diante de situações que parecem impossíveis, como foi a queda das muralhas de Jericó sem o uso de força bruta e a tomada da Terra Prometida.

3) Gedeão e seus trezentos homens

Gedeão é um dos melhores exemplos de que a fraqueza humana nada significa quando a vontade de Deus se impõe. Gedeão não tinha a confiança do patriarca Abrão; não tinha o carisma e o profetismo de Moisés; não possuía a combatividade e a liderança de Josué, muito menos a força descomunal de Sansão. Era o último membro da última família de sua tribo. Uma pessoa inexpressiva do ponto de vista humano, mas foi ele o escolhido pelo Senhor para vencer o formidável exército madianita. Vale muito a pena a (o) catequista explorar esta questão com seus alunos, visto que no mundo moderno as qualidades pessoais são supervalorizadas, mas as sobrenaturais esquecidas. Os heróis que a TV apresenta possuem poderes fenomenais, mas nada que tenha vindo de Deus. Lembrar que pedir a ajuda de Deus diante de situações difíceis vale mais que ser um super-homem. Recordar também que as virtudes morais agradam muito mais a Deus que as qualidades naturais, de forma que não cair numa tentação vale muito mais diante d'Ele que vencer uma corrida olímpica.

4) Sansão cumpriu sua missão

Em Sansão a bondade e a misericórdia de Deus abundam de forma magnífica. O mais forte dos homens amava Deus, no entanto também convivia com a infidelidade. Ele é o exemplo do homem bom, mas meio inconsequente. Sua imprudência e apego ao pecado o levaram a cair nas mãos do inimigo, porém arrependeu-se verdadeiramente, rogou ao Senhor e foi atendido. Sansão cumpriu sua missão de derrotar os Filisteus e libertar o povo de Israel.

Aqui também encontramos um ótimo momento para falar aos catequizandos dos momentos de fraqueza moral. Vale a pena explicar que em nossas vidas nunca devemos nos abater com as quedas, devemos lembrar do quanto Deus é bom e misericordioso conosco. Devemos seguir o exemplo de Sansão, que se arrependeu do que fez, pediu a ajuda de Deus e venceu o inimigo. Ele também confirma o que diz Nosso Senhor no Evangelho, quando nos ensina a pedir: "Pedi e recebereis" (João 16,24). E que a verdadeira força vem de Deus: Tudo posso n'Aquele que me fortalece (Fil. 4,13). 

Vocabulário:

Arca da Aliança: Também chamada de "Arca de Deus", era um cofre de madeira folheado a ouro (Ex. 25,1-22). Foi o sinal visível da presença invisível de Deus no meio do povo de Israel. Era chamada assim porque nela estavam guardadas as Tábuas da Lei, base da aliança de Deus com o povo eleito. A arca foi depositada no Santo dos Santos do templo de Jerusalém (1Rs. 8,1-9). Com a destruição da cidade em 587 a.C., ela desapareceu, deixando um rastro de mistério em torno do assunto. (2Rs. 25,1-21).

Madianitas: Os madianitas em sua maioria são descendentes de Madiã, filho de Abraão com Cetura (Gn. 25,2). No entanto outras tribos árabes juntaram-se a eles. Houve muitos choques armados entre israelitas e madianitas durante a história do povo hebreu no Antigo Testamento.

Filisteus: A Bíblia os situa como vindos de Caftor (Dt. 2,23; Am. 9,7), que alguns estudiosos dizem ser a ilha de Creta. No século XII a.C. tomaram a costa marítima da Terra de Canaã, posteriormente a região ficou conhecida como Palestina. Por um bom período perseguiram e combateram os israelitas, no entanto o rei Davi os subjugou (2Sm. 5,17-25). Alcançaram sua independência no século X a.C., e por volta do século IV a.C. desapareceram como povo. Os atuais palestinos não são descendentes diretos dos filisteus, mas dos árabes.

 

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